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Sob as Sombras de Nova Esperança por Dinha Lins

Ver comentários: 4

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Palavras: 3003
Acessos: 523   |  Postado em: 21/01/2026

Capitulo 25

Capítulo 25

 

"O mais importante não é o que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que fizeram de nós." - Simone de Beauvoir

 

Diana se arrumava diante do espelho, cada detalhe escolhido com cuidado, mas o reflexo mostrava mais do que roupas: mostrava uma mulher dividida entre o medo e o desejo, entre o peso do passado e a promessa de um futuro incerto. Cada gesto era lento, como se buscasse coragem nos detalhes: o perfume borrifado no pescoço, o batom discreto, o cabelo cuidadosamente preso.

O coração acelerava com a ansiedade do primeiro encontro. "Será que estou pronta para isso? Será que devo mesmo me aproximar dela? " - Pensava, enquanto ajeitava os cabelos e respirava fundo.

Desceu as escadas e encontrou com Brito e Mariana sentados no sofá.

- Boa noite!

- Hum... acho que a outra pessoa não vai conseguir respirar quando te ver.

Diana sorriu e disse: - Espero que ela respire, Mari... E que a falta de respiração seja por outra coisa.

Brito riu balançando a cabeça, enquanto Mari gargalhou com a resposta.

- Vai realmente sair sozinha, Di?

- Amor... Deixa a Diana ir ao encontro dela sem preocupações.

- Brito, não sei que horas volto e não vou deixar algum empregado à minha espera.

- Na verdade amor, ela quer dizer que não sabe se volta hoje...

- Mari! Eu sei disso, mas, pelo menos para acompanhar ela até a cidade.

- Ei! Vocês dois não é nada disso! E não quero carro me seguindo... Amanhã ou depois vemos como fazer isso, toda essa questão de segurança que você tanto quer Brito, mas, hoje estou indo só. E até mais para vocês.

Mariana e Brito riram da empolgação, amavam Diana como se fosse uma filha, a conheciam desde criança. Eram muito mais que empregados e patroa.

Ao sair da sala, Diana acabou encontrando com o irmão, que ainda estava sentado nos degraus da frente da casa.

Ela respirou fundo, não queria discutir com Rico. Ele a olhou, estranhou ela estar tão arrumada, logo entendeu que Diana sairia.

- Não sabia que vocês iam sair hoje.

- Eu vou sair, acredito que Liz e Douglas estão nos quartos.

- Hum... Pelo visto vai encontrar com a....

- Não termine essa frase Rico.

- Calma... Não quero brigar Di..

- Tenho um compromisso com a Ana Carolina, mas, espero conversar seriamente com você amanhã, meu irmão.

- Amanhã... Com certeza vamos conversar, acho que...

- O que Rico?

Ele baixou a cabeça, respirou e olhou para frente e disse: - Vai para o teu encontro, Di. Amanhã é outro dia e a gente conversa, o dia hoje já teve emoções suficiente.

Diana olhou para o irmão, se aproximou e deu um beijo em seu rosto, ele não se afastou, apenas sorriu.

No caminho até a cidade, a mente não se desligava de Ana Carolina. Cada lembrança, cada sorriso, cada palavra trocada parecia se repetir como um mantra. Tão absorta estava em seus pensamentos que não percebeu o carro que a seguia a distância.

Por um instante, um arrepio percorreu sua nuca, como se estivesse sendo observada. Ignorou a sensação.

O veículo manteve-se discreto, estacionando alguns metros atrás enquanto Diana fazia algumas paradas. E quando Diana chegou ao prédio em que Carol morava, o carro estacionou e só depois de longos minutos após a entrada dela no prédio é que o carro saiu lentamente, como se nada tivesse acontecido.

Diana entrou no prédio e pediu ao porteiro que avisasse Ana Carolina de sua chegada. No apartamento, Carol ainda terminava os últimos preparativos. Ao ouvir o interfone, o coração disparou. Por um instante, pensou estar atrasada demais, mas ao olhar o relógio percebeu que não - era Diana quem havia chegado mais cedo. Um sorriso escapou, mordiscando os lábios, surpresa pela antecipação.

Liberou a subida e caminhou até a porta. Respirou fundo, tentando conter a expectativa.

Antes que Diana pudesse bater, Carol abriu.

Diana estava ali, elegante, segurando uma garrafa de vinho e um buquê de tulipas e girassóis que havia parado para comprar no caminho. O gesto simples, mas carregado de significado, fez Carol sorrir encantada. Os olhos dela brilharam diante da surpresa e da beleza do buquê.

- Parece que deixei a Doutora sem palavras. - Disse Diana, com um sorriso tímido.

Carol pegou o buquê, aproximou-o do rosto e brincou: - Tulipas e girassóis... a caçadora ao ataque e flores para conquistar...

Diana riu, um pouco sem jeito.

- Caçadora?

- Chegou cedo... trouxe flores, vinho.... Está tentando me impressionar caçadora? - Provocou Carol, mordiscando os lábios enquanto pegava o buque que Diana lhe ofereceu.

- Tentar? Não. Quero e espero que a noite...

- Noite... hein? Caçadora...

- Jantar, então? Quero e espero que nosso jantar seja especial doutora! - Respondeu Diana, com um sorriso tímido. - E vai me dizer qual é o da caçadora?

- Mitologia romana... - Carol respondeu encantada pelo gesto de Diana.

Por um instante, o silêncio entre as duas foi mais eloquente do que qualquer palavra. Entre flores e olhares, o jantar começava antes mesmo da mesa estar posta.

Carol deu passagem para que Diana entrasse no apartamento, vem deixa eu te mostrar a cozinha enquanto arrumo essas flores.

Diana observava cada espaço com atenção, como se quisesse guardar na memória não apenas o lugar, mas também a mulher que o habitava. Entre comentários e risadas, a conversa fluía fácil, revelando pequenas histórias e aproximando ainda mais as duas.

De volta à sala, Carol pediu ajuda para terminar de colocar a mesa.

- Nada sofisticado, mas feito com carinho. - Disse, enquanto organizava uma tábua com frios, queijos e pães artesanais.

- E para o prato principal... talharim ao molho branco com cogumelos.

Diana sorriu, erguendo a garrafa que havia trazido.

- Então acertei no vinho tinto leve.

Carol arqueou a sobrancelha, divertida.

- Acertou sim... mas vou deixar esse para outro momento. Hoje quero servir o branco encorpado que já escolhi.

Diana a olhou com malícia contida.

- Já está me convidando para outros momentos, doutora.

Carol riu, mordiscando os lábios.

- Um dia da caça e outro da caçadora...

O jantar seguiu em tom leve e descontraído, cheio de brincadeiras e olhares que diziam mais do que as palavras. Entre goles de vinho e histórias compartilhadas, a conexão se formava, natural e inevitável.

Após a refeição, levaram os pratos para a cozinha.

- Eu lavo. - Disse Diana, já erguendo as mangas.

- Nem pensar. - Respondeu Carol, firme.

- Eu insisto.

- E eu não deixo.

A troca de gentilezas virou flerte, regada a risadas e ao vinho que ainda descansava na mesa.

Quando finalmente se acomodaram no sofá, o vinho já aquecia os risos e as palavras. Então, de repente, o silêncio se instalou, denso e carregado de expectativa.

Os olhos se encontraram, como se buscassem permissão um no outro. O tempo pareceu suspenso, cada respiração mais pesada que a anterior.

Num impulso, Diana se aproximou, segurou firme a cintura de Carol e a puxou para si. O beijo veio intenso, cheio de desejo, uma pegada forte que fez ambas esquecerem o mundo por alguns instantes.

O toque do telefone quebrou o encanto. As duas se afastaram, sorrindo cúmplices diante da interrupção. Carol olhou o visor e suspirou.

- É do hospital... não posso deixar de atender.

- Tudo bem. - Disse Diana, ainda ofegante, tentando disfarçar o arrepio que o beijo deixara.

Carol se levantou e atendeu, a voz firme contrastando com o coração acelerado. Enquanto isso, Diana caminhou até a janela. Olhou para a noite da cidade, perdida em pensamentos.

"Será que estou pronta para isso? "

Virou-se e olhou para Carol, mordeu os lábios e sorriu.

"Tenho que contar quem eu sou para ela"

O som dos passos suaves anunciou a volta de Carol. Ela se aproximou devagar e tocou levemente o ombro de Diana.

- Aconteceu algo? Vai precisar sair para o hospital?

- Não. Apenas um ajuste de atendimento.

- E isso é?

- Uma adequação administrativa, ou seja, o paciente não está em atendimento grave, e nesse caso foi apenas uma alta prevista e que precisava apenas de uma confirmação.

Diana sorriu, se aproximou devagar, os olhos não conseguiam se deixar.

Carol então rompeu a distância ainda existente e o beijo que se seguiu foi ainda mais intenso, como se ambas quisessem recuperar o tempo roubado pelo toque do telefone.

Ainda entre beijos chegaram ao sofá, Diana puxou Carol para mais perto, e num movimento natural, fez com que ela se acomodasse em seu colo. As mãos se encontraram, percorrendo caminhos pelo corpo, explorando curvas com delicadeza e firmeza ao mesmo tempo.

O corpo das duas se encaixava com perfeição, e o calor que emanava delas parecia incendiar o ambiente.

As mãos de Carol percorriam o corpo de Diana com ousadia, enquanto os dedos de Diana se enredavam nos cabelos dela, puxando-os levemente, arrancando suspiros que se misturavam ao som dos lábios mordiscados. O beijo era profundo, faminto, como se ambas estivessem descobrindo um território proibido e irresistível.

Diana deslizou os lábios pelo pescoço de Carol, sentindo o arrepio que percorria sua pele, e subiu até a orelha, onde um sussurro se transformou em mais desejo. Carol, por sua vez, deixava as mãos explorarem, baixando devagar as alças do vestido, revelando mais da pele que Diana tocava com reverência e intensidade.

O sofá já não era apenas um lugar de descanso, mas o palco de uma entrega mútua. O mundo lá fora desaparecia, e só existia o calor dos corpos, o ritmo dos beijos e a respiração acelerada que denunciava o quanto estavam perdidas uma na outra.

De repente, Carol parou. Seus olhos se fixaram no ombro de Diana, onde uma pequena cicatriz se revelava sob a luz suave da sala. O sorriso desapareceu, substituído por uma respiração acelerada e um silêncio inesperado.

Diana, confusa, a olhou nos olhos.

- O que foi? - Perguntou, sem entender a súbita mudança.

Carol fechou os olhos por um instante, como se lutasse contra lembranças ou sentimentos que a cicatriz despertava. O desejo ainda pulsava, mas algo mais profundo havia surgido, interrompendo o ritmo da paixão.

Seus dedos roçaram suavemente a pele, como se fizesse um leve carinho e quisessem decifrar o segredo escondido ali.

- Essa cicatriz... - murmurou, a voz baixa, carregada de curiosidade e surpresa.

Diana fechou os olhos, respirou fundo. O silêncio que se seguiu foi pesado, diferente do silêncio de desejo que havia preenchido o ambiente segundos antes.

- Eu não sei quando me machuquei. Sempre fui uma criança levada. Minha mãe sofreu um bocado comigo.

Carol olhou nos olhos de Diana, passou suavemente seus dedos pela face e com um sorriso que não chegou a seus olhos.

- Diana... - Ela respirou fundo. - Não precisa responder se não quiser. - Disse, quase num sussurro, tentando aliviar a tensão.

Diana manteve os olhos fechados por mais alguns instantes, não por medo, mas, por realmente não saber o que falar. Ela não lembrava como tinha conseguido a cicatriz, sabia que foi em Nova Esperança, porque quando saiu da cidade já a tinha.

- Eu realmente tenho ela desde criança, não lembro como consegui... por quê? - Disse Diana, olhando para a cicatriz e fechando os olhos.

Carol manteve o toque por alguns segundos, depois baixou a cabeça. O silêncio pesou, como se a marca tivesse despertado lembranças ou sentimentos que ela não queria expor. Respirou fundo, levantou-se devagar e caminhou alguns passos, tentando recuperar o controle.

Diana a observava, confusa.

- Carol... o que foi?

Carol se virou, os olhos brilhando mais do que gostaria de admitir.

- Nada... é só que... às vezes uma cicatriz diz mais do que palavras. - Murmurou, tentando sorrir, mas a voz denunciava a emoção.

Diana se levantou também, aproximando-se.

- É só uma marca, eu nem sei de onde veio. - Disse, quase em defesa, sem entender o peso que Carol parecia dar àquilo.

Carol respirou fundo novamente, como se lutasse contra algo dentro dela. Então, tocou o rosto de Diana com delicadeza.

- Talvez não seja só uma marca. Talvez seja parte de quem você é... e eu quero conhecer cada parte.

O silêncio voltou. Carol se aproximou e beijo Diana, dessa vez não era um beijo afoito e cheio de desejo. Era mais que isso: era entrega.

O beijo seguia cheio de carinho, cada vez mais intenso, até que Carol parou de repente. Um sorriso suave surgiu em seus lábios, mas seus olhos não conseguiam se afastar da pequena cicatriz no ombro de Diana.

Diana a olhou em silêncio, percebendo que Carol não conseguia desviar o olhar da cicatriz. Com um gesto lento, puxou a alça do vestido de volta ao lugar, como se quisesse se recompor. Pegou a taça de vinho, respirou fundo e deixou o líquido deslizar pela boca, não conseguia entender o que estava acontecendo e o porquê de Carol estar tão interessada em uma cicatriz que ela nem lembrava de como tinha conseguido.

- Me fala sobre tua família, Diana. - Disse, com a voz baixa, quase um sussurro. - Eu sempre falo sobre mim, mas você pouco fala... o que essa caçadora tem a esconder?

- Minha família... -Falou hesitante. - Porque esse interesse na minha família, agora?

Carol pegou sua taça e levou aos lábios, tomou o gole do vinho e serviu um pouco mais em sua taça e na de Diana.

- E porque essa dificuldade em falar sobre sua família? - Carol devolveu a pergunta.

Diana respirou fundo. Os olhos se perderam por um instante, ela engoliu seco, baixou a cabeça e fez levemente uma negativa.

Carol observava tudo isso em silencio. Um leve tremor quando levou novamente a taça aos lábios.

- O que você realmente quer saber, Ana Carolina? - Diana perguntou de olhos fechados.

- A verdade. - Ela murmurou.

Diana sorriu sem vontade. Quando abriu os olhos percebeu por um leve momento um olhar de reconhecimento em Carol.

- Você já sabe algumas coisas...

- A verdade Diana.

- Eu... Eu não estou preparada para falar sobre algumas coisas, por mais que eu queira.

- Então, deixa eu te contar uma história Diana.

Diana balançou a cabeça.

- Há mais de 20 anos atrás, uma garotinha seis ou quase 7 anos, completamente apaixonada pelo pai, que era um médico respeitado e que tinha muitos amigos e inimigos também...

- Carol...

- Deixa eu terminar, ao final você vai entender. Sabe porque eu decidi ser médica? Por esse homem, que sempre que podia levava a filha para alguns atendimentos a funcionários, amigos, e quando ela tinha aquela idade que eu te disse, o pai foi chamado às pressas para a casa de um amigo, a filha dele sofreu um pequeno acidente e machucou o ombro, nós estávamos em uma casa que não lembro bem, mas, era perto da fazenda desse amigo, e rapidamente chegamos lá, a menininha estava chorando e no ombro estava um pequeno corte, eu nunca esqueci aquele dia, foi ali que decidi seguir os passos do meu pai, sabe o que ele fez? Limpou o corte, fez alguns pontos e disse a menina que ela iria ficar com uma pequena cicatriz.

Diana estava calada, os olhos com lagrimas, desviou o olhar, tentando esconder o arrepio que a fala de Carol provocava.

- Eu voltei outras vezes aquela casa, o homem era amigo do meu pai, apesar do meu avô não gostar dele, mas, enfim... Se meu pai gostava do homem, o que tinha de errado? Eu ia com meu pai as vezes e acabei ficando amiga daquela menininha, e ela realmente ficou com pequena cicatriz. - Carol então apontou para o ombro de Diana.

Carol a observava com atenção, os olhos brilhando. Diana não conseguiu dizer mais nada.

Diana permaneceu calada, os olhos marejados. O silêncio voltou, não mais cúmplice, mas carregado de perguntas que nenhuma das duas ousava responder.

Diana levou a mão ao rosto, os olhos marejados.

- Eu não sei o que dizer...

Carol respirou fundo, a voz embargada.

- Diana... aquela menininha...

Diana balançou a cabeça, quase em súplica.

- Eu não estou preparada para continuar essa conversa... Por favor!

Carol não insistiu. Apenas a envolveu em um abraço cheio de carinho, e as lágrimas escorreram pela face de ambas. O silêncio era pesado, mas também cúmplice da dor que cada uma carregava.

Ainda assim, os lábios se encontraram mais uma vez. O beijo foi lento, carregado de ternura, como se tentassem apagar a distância que a revelação havia criado. Mas Diana se afastou, respirando fundo.

- Eu preciso ir. - Disse, com a voz trêmula.

Carol apenas acenou, sem conseguir dizer nada. Diana saiu, deixando para trás uma Carol arrasada.

Carol correu até o corredor, mas o elevador já havia fechado. O som metálico das portas se tornou definitivo, como se selasse a distância entre elas.

Atordoada, Carol caminhou apressada até o apartamento de Alice. Tocou a campainha repetidamente, quase desesperada, até que a amiga abriu a porta.

- Eitaaa... O que é isso? - Alice se surpreendeu com a entrada abrupta de Carol, sem entender nada.

Carol entrou sem pedir licença, os olhos vermelhos, o coração acelerado. Alice fechou a porta atrás dela, ainda confusa, mas já percebendo que algo muito sério havia acontecido.

- Carol, o que aconteceu?

A amiga a abraçou e chorou descontroladamente.

- O que aquela miserável fez com você? Pelo amor de Deus!

Carol foi caindo e levando consigo uma Alice desesperada.

- Pelo amor de Deus, Carol! O que foi?

- A Diana... ela...

- O que tem ela? O que ela fez?

- Ela é simplesmente a filha do homem que matou o meu pai.

Alice fechou os olhos e abraçou a amiga ainda mais carinhosamente. Não havia nada o que ela pudesse falar no momento para amenizar a dor que Ana Carolina estava sentindo.

Alice sabia que, a partir daquela noite, nada seria igual.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá meninas!!!
Voltei.... E espero muitos comentários....
Se forem muitos comentários, volto mais cedo...

Beijos....


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Comentários para 25 - Capitulo 25:
jake
jake

Em: 03/02/2026

Poxa tinha que ser assim???? Sem explicação sem resposta .....


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 22/03/2026 Autora da história
Confesso que sempre imaginei assim, seria algo que faria a Carol se ligar na verdade, antes que a Diana contasse... (vai saber ou entender a cabeça da autora)
Mas, espero que você esteja gostando, não desista da historia....


Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 25/01/2026

Diana devia te conversado com a Carol, creio que ela ia entender o motivo da sua volta e até ajudar..

 

Aguardando ansiosa pelos próximos capítulos 


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 22/03/2026 Autora da história
Espero que esteja gostando dos rumos da história...
As vezes o medo não é o melhor dos conselheiros....


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Duduka
Duduka

Em: 21/01/2026

Carol agora sabe que ela é a Diana sua amiga de infância. A Doutora vai achar que ela voltou pra se vingar dela e da família.....


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 22/03/2026 Autora da história
Sim... o pior é que a Diana nem imaginava se apaixonar pela neta do homem que ela quer destruir...
Essa autora tem cada ideia... será que a Diana ainda quer destruir o Dr Mário?
Teremos que esperar os próximos capitulos


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Zanja45
Zanja45

Em: 21/01/2026

Nossa, que poderia imaginar que uma pequena marca poderia revelar tanta coisa. E a verdade que Diana queria revelar a Carol acabou aparecendo de uma forma tão natural que nem precisou de confirmação. No entanto ainda há muita magoa e dor no coração de Diana que faz com que se distancie de Carol.


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 22/03/2026 Autora da história
Sim... A Diana nem sabia o que dizer. E a Carol pelo silencio já confirmou tudo.
Vamos ver como será a reação delas depois do primeiro impacto


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