Capítulo 36

Capitulo 36 - Nossa comemoração particular

de Quando as águas se acalmam, por Paloma Matias

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Samanta

 

 

Depois de deixar Nico em seu novo quarto, sigo com Clara para o nosso, mas ao fechar a porta do quarto do nosso filho, dando uma última conferida se ele realmente está dormindo, puxo minha namorada para perto de mim.

Clara é pega de surpresa, mas não há tempo para reagir, pois a pressiono contra a parede e beijo seu pescoço. Seu suspiro sai sem ser contido.

— Vamos para o quarto, amor! — Ela diz, enquanto seus dedos agarram meus cabelos.

— Eu estava louca para vir para casa, só para poder tirar esse vestido do seu corpo — Passo as mãos por baixo do tecido e seguro suas pernas, fazendo-a vir para meu colo.

Ela solta uma risada baixa, abafada pelo corredor silencioso, e envolve minha cintura com as pernas como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo. O vestido sobe um pouco, minhas mãos firmes sustentam o peso dela, e por um instante fico parada, apenas sentindo. O calor. A proximidade. O alívio de finalmente estarmos sozinhas.

— Sam... — Ela sussurra, minha boca agora subindo pelo seu maxilar até encontrar a dela.

O beijo é lento no começo, como se estivéssemos nos reconectando uma à outra depois de um dia inteiro cercadas por pessoas, emoções e obrigações. O gosto do champanhe ainda está ali, misturado com um sabor que é só da Clara, algo que sempre me puxa para perto.

Caminho com cuidado até o nosso quarto, um passo após o outro, e cada um calculado para não fazer barulho. Ao passar pela porta, a fecho com o próprio pé, ouvindo um clique suave, e é como se o mundo inteiro ficasse do lado de fora. Solto Clara devagar no chão, mas não me afasto. Nossas testas se encostam, nossas respirações se misturam.

— Você fica tão linda nessa roupa — Clara diz, passando o polegar pelo meu rosto. — Tive que me segurar muito para não te convidar para irmos ao banheiro.

— Eu iria adorar ter ido com você ao banheiro e matado um pouquinho da vontade que estou de você desde que acordei.

— Mas agora você pode fazer o que quiser comigo, temos todo o tempo do mundo.

Fecho os olhos por um segundo. O casamento da minha irmã ainda pulsa dentro de mim. As memórias, as lágrimas contidas, o nó no peito ao ver minha família inteira reunida, tantas versões de mim mesma coexistindo no mesmo espaço. Abro os olhos de novo e encontro o olhar dela. Hoje o dia foi mais que perfeito, porque eu estava ao lado da mulher da minha vida.

— Eu posso fazer o que eu quiser? — Minha mente volta ao momento — Você não sabe onde está se metendo.

— Posso não saber completamente, mas estou disposta a descobrir.

— Então vamos ao que interessa.

Clara sorri daquele jeito que me desmonta, inclina levemente a cabeça e me beija de novo. Esse beijo é diferente, mais profundo e muito mais intenso, cheio de tudo o que não cabe em palavras. Minhas mãos deslizam pelas costas dela, sentindo o tecido fino do vestido, os contornos familiares, a segurança que o corpo dela me dá.

Minhas mãos pousam em sua cintura e eu deixo um forte aperto ali, sentindo seu corpo despertar cada vez mais desejo.

Caminho com Clara até a cama e a faço sentar. Fico em pé diante dela por um instante, observando. A luz baixa do abajur desenha sombras suaves no rosto dela, no pescoço, nos ombros. Me abaixo em frente a ela e retiro os saltos de seus pés, um após o outro.

Seguro seu pé direito em minhas mãos e distribuo beijos desde sua canela até metade de suas coxas.

— Isso é muita maldade — Ela deixa escapar entre gemidos baixos — Eu estou com tanta vontade de dar para você.

— E você vai me dar bem gostosinho. — Deixo minha mão direita descer levemente por sua pele, causando um arrepio — Mas antes quero fazer algo diferente. Você confia em mim?

— Até de olhos fechados.

— Ótima resposta — Sorrio com malícia. — Espera um minutinho que eu já volto, vou pegar umas coisinhas que comprei e estão no closet.

Não demoro nem três minutos para voltar para perto da minha namorada. Ao ver a caixa preta em minhas mãos, seus olhos crescem.

— O que é isso? — Pergunta curiosa.

Abro e tiro de lá uma venda preta e vermelha. Vejo minha namorada encarar o objeto em minhas mãos e depois meus olhos, esperando que eu responda.

— Você disse que confia em mim até de olhos, então vamos provar isso agora.

Me aproximo dela, tendo toda a sua atenção em mim. Curiosa. Atenta a cada passo.

Coloco a venda diante de seus olhos e começo a amarrar. Além disso, deixo alguns beijos em seu pescoço, para fazê-la relaxar com a novidade.

— Se não se sentir confortável com o que vou fazer, me diga que eu paro imediatamente. Ok?

— Ok.

 Seguro suas mãos e a conduzo para ficar de pé, meus dedos alcançam o zíper do vestido, e faço isso devagar, não por provocação, mas porque quero memorizar cada segundo.

O vestido desliza pelos ombros dela e cai no chão, formando uma poça de tecido aos nossos pés. Ela está sem sutiã, então fica apenas de calcinha — uma calcinha minúscula — e faço cada movimento. 

Clara passa as mãos pela lapela do blazer que ainda está vestido e o retira. Mesmo sem estar vendo, ela segue seus instintos e tira também o colete. Mas antes que ela continue, eu a faço parar, para continuar com meu plano.

Admiro um pouco mais seu corpo, antes de deitá-la na cama. Minha namorada começa a obedecer a cada passo que a conduzo.

Abro novamente a caixa e tiro de lá uma pena também na cor vermelha, que pode ser usada para cócegas ou apenas para estimular o desejo.

Tiro também uma algema e, antes de começar a provocá-la, prendo suas mãos acima da cabeça. 

A mais nova volta a suspirar, mas não questiona nada, e nem parece estar contra.

— Está confortável? — Me certifico.

— Sim — Responde, simples.

Pego a pena em minhas mãos e começo por seus braços, descendo em direção às suas axilas e chegando até seu busto. Seu corpo reage de imediato, e para conter os gemidos, vejo que ela morde o lábio inferior. Ao ver isso, passo a pena por seus lábios.

— Não se contenha — Aviso.

— Isso é muito bom.

— É só o começo, meu amor.

Continuo a provocá-la com a pena, passo por sua barriga e chego à sua virilha, seu corpo se contorce novamente e ela solta um gemido.

— Boa menina, quero você gemendo bem gostosinho.

Continuo descendo por suas pernas até chegar aos pés. Quando estou satisfeita com o resultado e vejo que ela já está bem confortável com a situação, abro a caixa mais uma vez e tiro dali uma palmatória delicada, com a haste mais longa e a ponta em formato de um coração em coro.

— Lembre-se de que, se não gostar do que eu for fazer agora, me avise que eu paro imediatamente. — Falo antes de começar.

— Lembrarei.

Faço um caminho com a ponta da palmatória pelo seu corpo, gerando expectativa nela. Eu circulo seu mamilo e, quando ela menos espera, eu deixo um tapa com o objeto ali. Clara suspira mais profundamente e a vejo cruzar as pernas em busca de algum alívio naquela região.

— Gostou? — Questiono.

— Muito — É a única coisa que consegue responder.

— Então abra as pernas — Deixo minha voz mais firme — Não quero você tentando se saciar sozinha.

— Mas eu não consigo, você está me deixando louca.

— Faça o que eu digo e você gostará da recompensa.

Clara me obedece de imediato, deixando as pernas bem abertas para que eu pudesse ver o quanto ela já está molhada.

Continuo passando a palmatória por seu corpo, bato em sua virilha e ela não consegue conter mais os gemidos, eles já saem em bom som, do jeito que eu amo.

Bato na lateral de suas coxas e depois na parte interna. Sua buceta está tão convidativa que penso em parar com tudo e fodê-la agora mesmo, mas me controlo e continuo com meu plano.

Clara dá um pulo quando a palmatória encontra sua buceta, sua respiração já está ofegante o suficiente para eu saber que ela está a ponto de gozar.

Sua pele já está avermelhada em alguns lugares, principalmente em volta dos mamilos e em suas coxas.

Me inclino sobre o seu corpo e coloco seu mamilo direito em minha boca, enquanto massageio o outro seio.

Por estar sensível, Clara geme ainda mais forte.

— Caralho — Sai de seus lábios — Como isso pode ser tão gostoso?

Sei que ela não precisa de uma resposta, então continuo com o que estou fazendo. Jogo a palmatória no chão do quarto e me dedico exclusivamente a chupá-la. Chupo seus seios, chupo sua barriga e deixo algumas mordidinhas por ali e, enfim, chupo o lugar mais delicioso de seu corpo.

Quando minha língua passa por sua buceta, Clara se contorce novamente, e vejo que ela não segurará muito tempo.

— Eu vou gozar, Sam — Diz, ainda sentindo minha língua passar por toda sua intimidade.

— Então goza, bem gostoso, na boca da sua mulher — Digo, sentindo meu corpo esquentar muito — E depois eu vou te fazer gozar de novo e de novo, até amanhecer.

Volto a passar minha língua de baixo para cima, mas é quando seguro seu clítoris entre meus lábios e chupo seu nervo que minha namorada se entrega e goza muito em minha boca.

Meu queixo fica molhado com meu gozo, mas eu não me importo nenhum pouco.

Subo pelo seu corpo e, antes de beijá-la, deixo suas mãos livres e tiro a venda de seus olhos.

A menor não espera mais nada e, em um movimento brusco, ela me joga na cama e sobe sobre mim.

— Como você se atreve a me deixar nesse estado por tanto tempo? — Diz, já desabotoando minha camisa e minha calça — E por que demorou tanto tempo para me apresentar essas sensações deliciosas?

— Fico feliz que tenha gostado, meu amor.

Ajudo-a a tirar minha roupa o mais rápido possível, estou tão desesperada quanto ela para me aliviar. Sentir seus lábios em meu corpo é como se sentir flutuando. Mas não quero mais esperar, quero ir direto ao ponto.

Puxo seu corpo para a cama e a deito de ladinho, e me posiciono atrás dela. Meu braço que está por baixo dela, envolvendo-a em um quase abraço, alcança seu seio, e minha mão direita vai para o meio de suas pernas.

Clara entende perfeitamente a posição que eu quero, então ela empina a bunda para causar atrito em minha virilha e estende seu braço direito até conseguir segurar meus cabelos.

Beijo sua nuca e deixo um chupão ali enquanto minha mão começa a se mover entre suas pernas, e seus gemidos voltam a ser soltos.

O cheiro, o corpo, o calor do corpo dela me deixam maluca. Quanto mais eu a tenho, mais eu quero ter. Para me dar mais acessibilidade, ela passa a perna por cima da minha e fica ainda mais aberta.

Começo a me mover para também sentir prazer com sua bunda colada em mim, mas Clara é mais esperta e tira a mão dos meus cabelos e a leva para o meio de nossos corpos. Mesmo sendo uma posição mais difícil para ela, sua mão consegue me alcançar bem. 

Nos tocamos juntas, gememos juntas, nos amamos juntas e nos entregamos juntas, de uma forma tão intensa e verdadeira que deixa o corpo molinho, molinho.

Ao nos recuperarmos dos espasmos e do controle dos nossos corpos, não deixo que ela saia da minha conchinha, apenas a abraço ainda mais forte.

Clara começa um carinho gostoso no meu braço que está em volta de sua cintura.

— Hoje foi um dia intenso — Digo baixinho, meus dedos desenhando caminhos lentos na pele dela.

— Foi — Ela concorda. — Mas foi bonito. A Liz parecia tão feliz.

Sorrio, lembrando do sorriso da minha irmã no altar, da forma como ela segurava a mão de Marcos, como se estivesse segurando o futuro inteiro.

— Eu nunca pensei que chegaria a um dia como esse — Confesso. — Família, casa, nosso filho... você.

Clara se vira entre meus braços, ficando de frente para mim, e me encara. Séria agora, mas com os olhos cheios de ternura.

— E isso te assusta?

Penso por um momento antes de responder. Aperto-a um pouco mais contra mim.

— Não. — Balanço a cabeça. — Me assusta pensar em como eu vivi tanto tempo sem isso.

Ela sorri e me beija, um beijo demorado, cheio de promessas silenciosas. Minhas mãos percorrem o corpo dela com carinho, não para tomar, mas para sentir. Cada toque é um lembrete de que estamos aqui, juntas, apesar de tudo.

Quando finalmente nos acomodamos, Clara repousa a cabeça no meu peito. Escuto o ritmo tranquilo da respiração dela e passo o braço ao seu redor, como se pudesse protegê-la de qualquer coisa.

— Eu amo você — digo, sem pensar, porque a verdade escapa fácil nesses momentos.

Ela levanta o rosto, me encara por um segundo e sorri.

— Eu sei — responde. — E eu amo a vida que a gente está construindo.

Fecho os olhos, sentindo o peso bom do cansaço e da felicidade misturados. Do outro lado da casa, nosso filho dorme. Aqui, entre lençóis e silêncio, tudo faz sentido.

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

2
A

Alice Maria

09/01/2026 às 09:59

Arrasou!!! Que capítulo cheio de amor e desejo! Autora não demore pra voltarrrr por favorrrr !!!!  :) 

Foto de Paloma Matias

Paloma Matias 10/01/2026 às 02:14

Não demorareiiiiii..... essa semana estou voltando para casa e ai as coisas voltam ao normal
Foto de Paloma Matias

Paloma Matias 14/01/2026 às 02:12

Não demorareiiiiii..... essa semana estou voltando para casa e ai as coisas voltam ao normal
H

HelOliveira

08/01/2026 às 08:27

Uau capítulo quente e cheio de amor....

Feliz 2026

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