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Garota De Berlim por Omuwandiisi

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Palavras: 3368
Acessos: 149   |  Postado em: 07/01/2026

Notas iniciais:

 

Alicea Davis encontra o seu passado que foi doce, mas pode tornar-se amargo.

 

Capitulo II - Adagio Molto: Tempo Preterito

 

Capítulo II

Adagio Molto: Tempo Pretérito

 

Berlim, Alemanha.

Agosto, 1992

 

Alicea Davis

 

ERA UM VERÃO ATÍPICO. Berlim estava quente, muito quente. Estava exasperada e transpirava.

O encontro seria em um barzinho na Kollwitzplatz. Era minha primeira missão em solo alemão, apesar de conhecer toda a Europa, assim memorizei quase todo o mapa da região central de Berlim e da Alemanha como um todo. Tinha uma mente fotográfica, o que facilitou minha entrada na agência. Não sabia quem seria meu contato e nem qual era a minha missão. Na rua, poucas pessoas nas primeiras horas da manhã. Por isso, acho, a escolha do local meio que escondido. Assim que localizei o bar, atravessei a rua e caminhei até lá.

O tilintar da campainha sobre a porta anunciou minha entrada no bar que, percebi olhando rapidamente ao redor, era lanchonete também. Fiquei menos irritada ao notar que tinha ventiladores no teto, o que deixava o ambiente mais fresco.

Uma voz melodiosa preenchia o ambiente, vindo de uma caixa de som presa na parede...

''Quando a noite chega

Eu espero por você

E você chega por perto

E o mundo está vivo

Com o som de crianças

Na rua lá fora

 

Quando você anda no quarto

Você me puxa para perto e começamos a nos mover.

E nós estamos girando com as estrelas no céu

E você me levanta numa onda de amor'' ¹

Respirei profundamente, feliz por ter escolhido usar um vestido leve. Na bolsa, a tiracolo, uma pistola Sig Sauer P365, 9mm. Fácil de manusear. O cheiro de gordura era marcante. ''Que lugar mais malcheiroso para se marcar um encontro'', murmurei para mim mesma, enquanto meus saltos batiam no piso de madeira, ecoando pelo bar. O local parecia vazio. Parei e olhei novamente ao meu redor. Então, eu a vi.

Ela estava sentada em uma mesa de canto, quase invisível da entrada, uma xícara fumegante à sua frente, olhando diretamente para mim. Havia um prato com algum tipo de comida. Croissant, talvez, porque era o que ela gostava. Meu estômago deu cambalhotas. E não era de fome. Eu não a via há muito tempo. As cambalhotas, no estômago, eram as famosas borboletas.

Ah, como eu estava com saudades dela. Não nos víamos desde que ela foi promovida e assumiu um posto em Paris, onde ela comandava todos os agentes na Europa. Eu sentia falta dela. Vivíamos em uma bolha de felicidade, até ela partir. Nós tínhamos uma história juntas. Senti-me traída com sua escolha. Tento deixar todo o sentimento em segundo plano, afinal eu era uma agente bem treinada e não tinha sido escolhida para estar ali de forma aleatória. Estava ali porque confiavam em mim, no meu trabalho. ''Você é uma agente, comporte-se como tal'', disse a mim mesma. Recompondo-me, caminhei até ela.

Ela, agora, era minha chefe.

— Obrigada por vir — disse ela, sem deixar de ler um livro que estava em sua mão, levando a xícara aos lábios, tomando um pequeno gole do seu café. Eu não tinha notado o livro. Ela fecha-o, deixando-o sobre a mesa: ''She'', de H. Rider Haggard. Dele eu somente conhecia ''As Minas Do Rei Salomão''.

Sentei-me à sua frente, encostando as costas no espaldar estofado do banco, estilo ''Diners'' de muitas cidades dos Estados Unidos. Minhas mãos, cruzadas no colo.

— Recebi ordens — retruquei, enquanto ela pegava um croissant. Só então ela olhou-me. Arrependi-me imediatamente de minhas secas palavras ao sentir-me atravessada por aquelas duas esmeraldas brilhantes. Não queria que ela ficasse chateada comigo. Esse sentimento deixou-me um pouco desnorteada.

— Está com fome? — Perguntou calma, empurrando lentamente o prato de salgados em minha direção.

— Com sede.

Ela olhou para o lado, em direção ao balcão e, do nada, um homem de terno preto veio em nossa direção. Um agente, com certeza.

— Um suco de laranja, sem açúcar — ordenou. Era o meu preferido. Ela sabia. Sem piscar, o homem de terno deu meia volta e se afastou. Encaramo-nos, mas sem trocar palavra alguma.

Logo o suco chegou. Estava mais com a garganta seca do que com sede. Eu estava tensa por reencontrá-la, mas ela parecia muito calma. Enquanto o suco gelado descia pela minha garganta, trazendo um certo alívio e dando uma sensação de frescor, eu a observava; ela, a mim. Ela levou a mão à nuca, massageando-a, gesto que eu sabia que ela somente fazia quando algo muito grave a preocupava. E, também, era possível notar olheiras bem disfarçadas por uma maquiagem, que eu sei que ela detestava. Com certeza, ela não estava dormindo muito bem, mas tentava manter as aparências de estar tudo sob controle, como ela sempre fazia.

Uma parte de mim, a da antiga amante, queria estender a mão e confortá-la, mas a parte sensata e profissional sabia que não podia, não devia.

— Héktor — diz. O nome faz o sangue em minhas veias gelar, a bílis cavalgar pela garganta. O nome do meu antigo parceiro deixou um gosto amargo na boca. — Descobrimos que foi ele que arruinou a missão ''Prometheus'' e expôs todas as identidades dos agentes que trabalhavam na Berlim Oriental.

''Prometheus'' era uma missão de resgate de alguns cientistas que trabalhavam para o governo comunista da Alemanha Oriental, antes da queda do Muro de Berlim. O plano fracassou e, até então, ninguém sabia o que tinha acontecido, como a missão tinha dado errado. Eu e Héktor fazíamos parte da equipe. Agora estava explicado.

Será que ela suspeitava de mim?, refleti.

— E, exatamente, o que estou fazendo aqui? Nunca mais o vi depois daquela missão. Na verdade, não vi mais ninguém. A equipe foi desfeita — resmungo, sem deixar de encará-la.

— Héktor desertou — afirmou.

Ela suspirou, depois de terminar seu croissant, bebendo um gole do café.

— Que lado?

— Não temos certeza. Desconfiamos que ele foi para a Rússia, mas sabemos que ele ainda não saiu da Alemanha.

Tirar a sede deu-me fome. Sem pedir, peguei um croissant do prato. Dei uma mordida. Delicioso. Ela sorriu de canto e desviou o olhar, observando o nosso redor, mas estava vazio, com exceção de nós duas e, provavelmente, alguns agentes na cozinha. Sabia que ela era metódica. Não estaríamos ali se antes ela e sua equipe não tivessem feito uma varredura para garantir que não havia escutas. Vi que tinha uma câmera em um canto, no alto, perto da caixa, porém já deveria estar desligada. Esse encontro não estava existindo. Confiava nela. Elke era muito profissional.

— Você deve encontrá-lo, mas não precisa trazê-lo de volta.

O croissant deixou de ser saboroso e minha garganta voltou a secar. Não seria a primeira vez que faria algo do tipo.

— Por que eu?

— Eu sou a chefe — respondeu, seca. Fiquei chateada. — Alicea, você é a melhor e eu confio em você — completou com suavidade, um pequeno sorriso.

Voltei a encostar minhas costas no banco, agora um pouco mais irritada.

— Por que não deixar que outras agências tomem conta dele? Não temos ninguém do outro lado, agora que a KGB não existe mais?

— Tudo está muito confuso com essas mudanças radicais. Ninguém jamais imaginaria que a Alemanha se tornaria uma só e a URSS deixasse de existir. Não confiamos em ninguém, por enquanto — explicou ela.

— Ele sempre foi um babaca. Dê corda. Ele vai enforcar-se sozinho.

— Essa não é a questão — disse Elke, tomando o restante do seu café. — Héktor sabe como operamos. Mesmo sem ser um espião de alto escalão, ele conhece detalhes de algumas de nossas instalações, nomes de alguns agentes. Ele pode ser babaca, mas tem informações que podem interessar ao outro lado.

Eu tinha abandonado o croissant e o meu suco já estava quente. Ela tinha terminado o seu café. Então, levantou-se.

— Quer algo mais? — Indagou. Neguei com a cabeça.

Ela pegou as coisas que estavam em cima da mesa e caminhou em direção ao balcão. Lá deixou o prato com metade do meu salgado, a xícara e o copo vazios. Virei-me para a janela, observando a rua lá fora. Estava tudo calmo. Poucos carros, transeuntes. Olhei de novo para ela, agora sentada em um dos bancos que ladeavam o balcão, cruzando as pernas. Só agora notei o que ela calçava. Eu me lembrava daquelas botas italianas. Era uma Fendi.

Levantei-me e caminhei até ela, com os meus saltos finos reverberando pelo ambiente vazio, com pequenos ecos.

— Você ainda as usa — observo, enquanto sento em um banquinho ao seu lado.

— Presente seu. Por que eu não as usaria?

Meus olhos deixam as botas de lado e encontram os olhos esmeraldas dela, fazendo a pequena chama que tinha se acendido ao vê-la depois de tanto tempo, transformar-se em um incêndio, fazendo meu corpo todo vibrar.

Um agente surgiu na porta da cozinha e fez um sinal com a cabeça. Ela levantou-se e eu fiquei sozinha enquanto os dois entraram na cozinha. Durante o tempo em que a esperava, rememorei como tudo começou entre nós: Siena, Toscana.

Eu tinha sido recentemente recrutada pela agência. Já tinha participado de outras missões, mas era a primeira na Itália e estava focada na possibilidade de crescimento dentro da agência. Elke era meu contato ali e, desde a minha chegada, estávamos trabalhando juntas. Faziam duas semanas e o entrosamento só aumentava, a parceria, a confiança. Nos raros momentos de calmaria, ela mostrou-me lugares bonitos e famosos enquanto passeávamos: Duomo di Siena, que me encantou com sua arquitetura gótica, a Piazza del Campo, o Palazzo Pubblico e sua imponente Torre del Mangia. Ela já conhecia tudo aquilo e sabia a história de cada lugar. Não tinha como não apaixonar-me por ela. A missão foi concluída com êxito, mas o término dela quase causou um ferimento sério em Elke.

No confronto final, encurralamos dois ex-agentes da Stasi que, com o final da agência e da Alemanha Oriental, tornaram-se mercenários. Eu tinha acertado um, mas Elke escorregou e o seu tiro não atingiu o outro. Ele disparou. Entrei em pânico quando ela caiu. Quando vi o sangue em sua cabeça, descarreguei minha pistola no outro. Sem importar-me se estavam mortos, virei-me para socorrê-la, mas ela levantou-se antes, apesar de cambaleante. Mas ela estava bem.

Naquela mesma noite, enquanto eu cuidava do seu ferimento — que deixou como lembrança uma pequena cicatriz na testa —, disse a ela o quanto temi por sua vida, o quanto me apavorou a sua perda. Foi a primeira vez que fizemos amor. Missão concluída, aproveitamos para conhecer a Toscana nos últimos momentos que permaneci na Itália. Foi em um desses passeios que eu dei de presente as botas que ela está usando agora.

— Sonhando acordada? — Ouço-a, novamente ocupando o seu banquinho.

Sem pensar, passo o indicador delicadamente sobre a pequena cicatriz, acima do olho esquerdo dela. Ela soltou um suspiro com o contato e aproximou o rosto de minha mão, fazendo com que minha palma envolvesse sua face, que estava quente. Não consegui evitar, aproximei meu rosto do dela e disse o que estava querendo dizer:

— Sinto sua falta.

— Também sinto a sua, mas tenho tanta coisa para resolver agora, tantas responsabilidades, com todas essas mudanças radicais, me desculpe — disse ela em um quase sussurro.

Assenti com a cabeça, afastando a minha mão de sua face, deslizando para fora do banquinho. Dei um passo para trás, sentindo culpa por ter dito aquilo e por tê-la feito dizer algo que eu realmente não sabia aceitar como verdade. Senti-me acuada por sua atual posição. Limpei a garganta e decidi voltar ao assunto que tinha levado-me ali.

— Você já sabe onde está Héktor agora? Ou seus agentes ainda estão investigando? E se eu o encontrar, devo trazê-lo vivo ou morto? Confesso que não vou esforçar-me para entregá-lo a vocês com vida, mas...

Um puxão repentino na minha cintura me silenciou e eu acabei encaixada entre as pernas dela. Sem pressa, ela levou a mão direita até minha nuca e, com o braço esquerdo, apertou mais a minha cintura, puxando-me para mais perto até que os nossos lábios se encontrassem. O desejo que ardia dentro de mim levou-me a abraçar o seu pescoço, grudando praticamente nossos corpos. Conforme o beijo se aprofundava, as mãos dela deslizavam pelas minhas costas até chegarem à minha bunda e apertá-la com firmeza, puxando-me com força, fazendo com que eu sentisse o calor do seu sex*.

Sentia que o desejo crescia entre nós, até que ela pegou-me no colo, sentou-me na beirada do balcão, abrindo mais minhas pernas. As mãos dela subiram pela barra do meu vestido, as unhas deixando marcas na pele sensível da parte interna das minhas coxas. Eu arranhava delicadamente suas costas.

— Senti tanta saudade — ela murmurou, enquanto nós duas paramos as carícias por um instante, encostando nossas testas uma na outra, respirando ofegantes.

Mas, então, dei-me conta do que estava acontecendo e rapidamente me impulsionei para trás, girando o corpo até alcançar o outro lado do balcão e pular para baixo. De pé, do outro lado do balcão, ajeitei o vestido, descendo-o até os joelhos.

—Não deveríamos ter feito isso. Desculpe-me, Elke.

Ela demonstrou surpresa com a minha atitude e notei que ela tinha ficado um pouco magoada. Quando ela pensou em dar a volta no balcão para alcançar-me, o tilintar dos sinos da porta da entrada da lanchonete nos trouxe para o presente.

— Senhora — diz um agente que veio da rua —, o fluxo de pessoas está aumentando. Logo, alguém poderá entrar. Terminamos aqui?

— Não — disse ela —, mantenham a vigilância e redobrem a atenção. Ainda não terminamos aqui.

O agente assentiu com a cabeça e retornou à sua posição, saindo para a rua.

Na posição em que estávamos, ficamos: paralisadas e encarando-nos. Ela, então, caminhou até a grande janela envidraçada, fechou as persianas e foi até a porta, fechando também suas persianas e ajeitando a placa de ''geschlossen''. Voltou-se e veio em minha direção, dando a volta no balcão e parando na minha frente.

— E então, Elke, preciso falar com a inteligência? Eles sabem onde Héktor está? — Indaguei antes de ela aproximar-se mais.

Ela olhou-me atenta, inclinando levemente a cabeça, sorrindo de canto.

— Ele está hospedado com outro desertor em um hotelzinho, isso é tudo o que sabemos, por enquanto. E a agência está autorizando você a fazer tudo o que for necessário para chegar até ele.

Assenti com a cabeça, assimilando a informação. Sabia o que aquilo significava: ela estava me dando permissão para fazer tudo o que fosse necessário para concluir a missão.

— Certo, onde ele está e quem está com ele? — Pedi.

— Quem está com ele está usando o nome de Vasily, mas não sabemos se é verdadeiro ou se o mesmo é russo. Pela rota que eles estão fazendo, usando a Bundesautobahn 4, achamos que eles vão para Breslávia, Polônia, ou não. Talvez eles possam parar em outra cidade, mas temos certeza de que será na Polônia.

— Bem — eu disse enquanto começava a caminhar para contornar o balcão e seguir em direção à porta de saída —, eu deveria sair logo para alcançá-los antes que eles cheguem à fronteira.

Mas antes mesmo de chegar à metade do caminho, ela bloqueou minha passagem.

— Perdoe-me — ela disse. No seu olhar transparecia uma profunda tristeza. Para que ela quer o meu perdão?

''Talvez pelo nosso afastamento?'', pensei.

— Não, Elke — afirmei, olhando por cima do seu ombro, em direção à saída. — Eu entendo. Você agora dirige a agência. Todos nós temos nossos papéis a desempenhar, as nossas obrigações.

— Não faça isso — retrucou, aproximando-se mais. Ela demonstrava um pouco de raiva, talvez. — Você sabe que ser diretora da agência nunca foi meu objetivo. Isso não significa nada para mim.

Ela estava praticamente grudada em mim. Sentia seu hálito, doce e quente.

— Senhora — resolvi apelar, afinal, ela era minha superiora, e lá fora havia agentes. Na cozinha, também.

— Não me chame assim. Quero que diga o meu nome como você fazia antes.

— Como?

— Diga meu nome como eu gostava de ouvir — disse, tocando em minha face delicadamente. Com a outra mão, ela pegou em minha cintura, impedindo-me de afastar dela.

Fiquei surpresa com o pedido dela, afinal, somente quando fazíamos amor é que tratávamos com muito carinho. Mas eu sabia qual ela queria ouvir.

— Liebling Ellkie — sussurrei.

Antes que eu percebesse, os braços dela já estavam ao meu redor, o corpo pressionado contra o meu; seus lábios possuindo os meus, enquanto suas mãos apertavam minhas costas, mantendo-me colada a ela. E cedi, afinal não queria mais resistir.

Ela começou a me guiar de volta ao balcão, encostando-me nele. Comecei a desabotoar sua camisa, pouco importando-me se estávamos sozinhas ou não. Em segundos, sua mão já estava dentro de minha calcinha. Seus dedos deslizaram sem nenhuma dificuldade, pois eu estava totalmente molhada desde o primeiro momento em que eu a vi. O vai e vem acontecia sem nenhuma pressa, dolorosamente lento, mas profundo. Aos poucos, ela foi aumentando a velocidade, a profundidade. Totalmente entregue, envolvi seu pescoço com meus braços, acompanhando o vai e vem dos seus dedos movimentando meu quadril em sintonia. Seus ofegos em meu pescoço, meus suspiros entrecortados, o lugar inusitado, o possível voyeurismo de todos os agentes. Tudo era deliciosamente gostoso.

— Eu amo você — ela murmurou contra meus lábios enquanto eu a beijava. — Sinto tanto por estarmos separadas, mas saiba que nunca deixei de amar você.

— Mein Schatz — mal consegui pronunciar. Eu estava quase lá. Nunca precisei de muito tempo para me derramar por ela. Eu estava no limite.

— Eu amo você — repetiu ela.

Então, abracei-a com mais força e desmanchei-me em seus dedos, com ela sufocando meu grito, tapando minha boca com a sua, sugando minha língua, deixando-me molinha e satisfeita.

Ficamos abraçadas, aproveitando toda a euforia liberada. Ambas suspiramos. Sem desgrudar-se de mim, ela leva seus dedos à boca, gesto que sempre me excitava. Senti o meu cheiro em seus lábios e a beijei novamente.

Ela se afastou, recompondo-se. Eu fiz o mesmo, acertando a calcinha, o vestido. Encaramo-nos por alguns segundos e voltamos a nos abraçar. Sem soltar-me, olhou-me bem dentro dos meus olhos.

— Eu realmente sinto muito, sabia? — Sussurrou, encostando nossas testas.

— Não precisa se culpar tanto — disse enquanto olhava para a mesa onde tinha ficado minha bolsa. — Eu entendo que você é a chefe. Só que sinto sua falta e queria que tudo voltasse a ser como antes. Mas sei que você não pode, e eu tenho que lidar com isso.

Liberto-me dos seus braços, dando um sorriso triste.

— Diga-me como posso recompensá-la. Depois que você terminar esta missão, peça o que quiser. Qualquer pedido, o que desejar, e eu farei acontecer — disse ela. E eu sabia que ela poderia fazer isso. Mordi levemente o lábio e sorri.

— Florença.

— Florença?

— Sim — assenti, enquanto acertava a gola de sua camisa, que não precisava ser ajeitada. — Farei o possível e o impossível para pegar Héktor. Vou rastreá-lo mais rápido do que jamais rastreei alguém, e quando eu voltar com ele, não importa de que forma for, quero que você me leve, de novo, para Florença.

Um lindo sorriso surgiu em seu rosto.

— Florença, então. Você tem dois dias.

Beijei-a uma última vez antes de sair da lanchonete para caçar Héktor e quem mais estivesse com ele. Nada me impediria de terminar essa missão, sabendo que ela estaria esperando-me. Eu não precisava de uma motivação maior. Terminaria a missão mais rápido do que os dois dias que ela me deu.

 

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¹ Heaven Is A Place On Earth [O Céu É Um Lugar Na Terra] - Belinda Carlisle - 4:05

Taken From The CD Single ''Heaven Is A Place On Earth'' - 1987

Written-By – Richard Wright 'Rick' Nowels Jr./Ellen Shipley

Future Furniture Music/Shipwreck Music. ℗ & © 1987 Virgin Records Ltd. Manufactured in the U.K.

Link Discogs:

https://www.discogs.com/release/641329-Belinda-Carlisle-Heaven-Is-A-Place-On-Earth

Link Wikipedia:

https://en.wikipedia.org/wiki/Heaven_Is_a_Place_on_Earth

Link YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=j2F4INQFjEI&list=RDj2F4INQFjEI&start_radio=1

 

Fim do capítulo

Notas finais:

 

FOR NOW, THAT'S IT!

Tenham uma boa leitura e comentem à vontade.

 


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Comentários para 2 - Capitulo II - Adagio Molto: Tempo Preterito:
Zanja45
Zanja45

Em: 10/01/2026

Será que Alicea conseguirá pegar Hector e o tal parceiro dele?


E Elke até aonde ela está falando a verdade. — Será que ela não está se aproveitando dos sentimentos de Alicea para manipular ela. — Agora, que ela está numa posicão de chefe — Ela pode ser bem política.  


Quando aconteceu o lance do beijo, cheguei a cogitar que fosse acontecer alguma troca de tiros, por isso Elke tinha imprenssado Alicea no balcão, mas foi alarme falso de minha mente. — Fora apenas saudades que fizera Elkie agir por impulso.

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