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Garota De Berlim por Omuwandiisi

Ver comentários: 1

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Palavras: 1194
Acessos: 30   |  Postado em: 01/01/2026

Notas iniciais:

 

''Amor, você sabe o que vale a pena?''

 

Capitulo I - Allegro Ma Non Tropo: Tempo Presente

 

Capítulo I

Allegro Ma Non Tropo: Tempo Presente

 

Upper West Side,

New York – USA.

Agosto, 2002

 

Claire Bell

 

A TARDE TERMINAVA, derretendo-se contra as janelas altas, tingindo a sala vasta com o último suspiro dourado do sol. O silêncio era espesso, interrompido apenas pelo tique-taque distante do Seth Thomas que minha esposa tinha comprado em um antiquário e pelo leve tinido de cristal quando Melanie, com movimentos deliberadamente lentos, pegou a garrafa do Quinta do Crasto Maria Teresa. O restante do vinho, escuro como as rosas vermelhas colombianas, deslizou nas taças, preenchendo o vazio do cristal. A ocasião demandava. E o nervosismo também.

Na mesa de centro, além da garrafa vazia, repousava o motivo de nossa inquietação e ansiedade: o primeiro CD da banda de Shaira. Minha filha. Nossa filha. A capa, um trabalho audacioso de Zion, nosso pequeno, não tão pequeno agora, parecia brilhar sob a luz baixa da sala e os raios de sol vespertino que jorravam nele. Estávamos bancando tudo, da gravação à distribuição, culminando naquela noite, no primeiro grande show da banda. Um lançamento ao mundo da música? Talvez, mas, por enquanto, um salto no escuro.

Alicea, minha chefe e amiga, estava conosco. Convite de última hora, um impulso de Melanie, afinal, minha chefe era muito reservada. Talvez, por isso, ela não parecia partilhar da nossa agitação contida. Estava calma, parecia-me, diferente de nós duas, meio perdidas em nosso mar revolto de expectativas. Ela, com a mão livre, segurava o CD firmemente. Com a outra, levava aos lábios a taça que Melanie tinha lhe dado. Seus olhos, porém, não percorriam a arte do encarte da frente. Estavam fixos na contracapa. Na lista de faixas, talvez?

— Pego outra? — A voz de Melanie soou alta no silêncio, já levantando com a garrafa vazia.

— Não, amor — respondi, com delicadeza, encarando seus olhos brilhantes. — Precisamos ficar sóbrias. Precisamos estar presentes com os nossos bebês todos os segundos possíveis.

Melanie assentiu, concordando, exibindo um lindo sorriso. Foi então que a voz de Alicea cortou o ar.

— Uma simples garrafa não vai nos derrubar — ela disse, sem sequer levantar os olhos do verso do CD. Havia em sua voz uma certa frieza, um distanciamento. Como se estivesse lendo algo ruim, não uma lista de músicas. Porém, um longo suspiro depois de sua fala mostrava que algo não estava bem. Na verdade, ela parecia nostálgica e sua postura não combinava com o nosso momento.

Olhei para Melanie, que encarava-me atenta.

— É bom evitar — insisti com calma, tomando mais um gole de minha taça. — Queremos aproveitar todo o show. Poder abraçar nossa filha no final, lembrar de tudo.

— E Zion — acrescentou Melanie, afundando-se no sofá ao meu lado, seu olhar procurando o meu em busca de confirmação. — Ele também estará lá. O nosso menino.

— É claro, amor — sussurrei, beijando seus lábios rapidamente, um selo contra a ansiedade. Meus olhos voltaram-se para Alicea, para sua quietude estranha, apesar de ela não ser de muita interação. — O que tanto você olha tão intensamente para esse CD, Alicea? Há algo errado?

Ela, finalmente, ergueu o rosto. Nos lábios, um pequeno sorriso se desenhou, mas não chegou aos olhos, que se pareciam com poços profundos, cheios e turvos de alguma lembrança, de algum momento que não era nosso, do nosso presente.

— Uma das músicas regravadas pela banda — ela respondeu, a voz agora um fio se perdendo pela nossa sala.

— O que tem ela de especial? — Perguntou Melanie, inclinando-se para frente, a curiosidade superando momentaneamente a tensão pré-show.

Alicea pausou. O sorriso esmaeceu, transformado em algo sério, quase solene. Outro suspiro. O que era inédito para mim. Jamais vi minha chefe suspirar tantas vezes assim.

— Fez-me lembrar de uma missão. Uma que acabou sendo muito especial para mim.

E não disse mais nada. Eu e Melanie esperamos por vários segundos.

O ar na sala pareceu ficar mais pesado. O show, as taças de vinho, o lindo pôr do sol lá fora, tudo recuou para um segundo plano.

Por um momento, ficamos as três em stand-by.

— Qual canção? — Perguntei, enfim, minha voz quase um sussurro para não atrapalhar seu momento.

Ela girou o CD com os dedos longos, como se girasse a esfera de um globo terrestre, parou, olhando-nos.

— ''Heaven Is A Place On Earth''. — Disse, enfim. A música era de Belinda Carlisle, vocalista da The Go-Go's, banda feminina que fez sucesso no início dos anos 1980.

— Eu que escolhi! — Exclamou Melanie, um lampejo de orgulho na voz, fazendo nossa amiga abrir um pequeno sorriso. — Adoro essa música. Parece-me alegre. Esperançosa. Eu acho que ela conta uma história de amor, não é? Por que ela é especial para você?

— De repente, ela não pode contar, amor — interpus, instintivamente. O tom de Alicea, a postura, tudo falava de segredos enterrados. — Se envolver uma missão secreta...

— Ah, que pena — murmurou Melanie, fazendo um lindo biquinho genuíno de desapontamento.

Alicea olhou para nós, uma de cada vez. Seu olhar pesava, avaliando. Então, ela soltou um leve suspiro, mais um, como quem decide revelar algo há muito tempo enterrado.

— Não é mais secreta. Não deveria ser, pelo menos. Foi logo após a queda do Muro de Berlim. A Europa estava se reinventando, o mundo se transformando. E eu com ele. — Ela fez uma nova pausa, e desta vez seu olhar perdeu o foco, como se na sua frente, na nossa sala, o véu que cobria o segredo caísse pelo chão, pousando aos seus pés. — Se vocês quiserem, posso contar. Não é uma história longa. Temos tempo até o show.

Melanie não hesitou. Seu corpo todo se animou, e ela se ajeitou no sofá, puxando um almofadão para o colo, como uma criança prestes a ouvir um conto de fadas inédito.

— Sim — disse atenta, e a palavra soou como um juramento de silêncio. — Eu adoro histórias de espiões.

Alicea lançou-me um último olhar, quase um pedido de permissão. Eu senti o nó de nervosismo no estômago, a urgência do tic-tac do Seth Thomas que fazia o tempo escorrer, para mim, não lentamente. Mas também senti a urgência na sua voz, e a oportunidade única de testemunhar um fragmento da vida real, dura e vivida, daquela mulher enigmática, insondável algumas vezes para mim. Eu sabia que a sua força presente vinha do passado, com toda certeza.

— Então — disse, erguendo-me, a decisão tomada. — É melhor abrir mais uma garrafa. Parece que vamos precisar.

E, enquanto me dirigia à adega, o coração acelerado não era mais apenas pelo show de Shaira. Era pela promessa de um mergulho nas profundezas de um passado de uma mulher que, com certeza, envolvia o amor e o dever; onde a perda e o ganho, eu sentia, se misturaram em uma perigosa e inesquecível missão, evocada pelos acordes de uma música que, até aquele momento, era apenas uma canção alegre em um CD da minha filha.

A noite que se aproximava ganhava uma nova e imprevista camada de drama.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

 

FOR NOW, THAT'S IT!

Tenham uma boa leitura e comentem à vontade.

 


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Comentários para 1 - Capitulo I - Allegro Ma Non Tropo: Tempo Presente:
Zanja45
Zanja45

Em: 02/01/2026

Oi, Omuwandiisi!

 

Que bom te ver por aqui novamente. 

 

Fico admirada com a leveza com que você escreve. - O quê Alicea tem para nos contar? Será que depois de tantas garrafas, ela vai conseguir elaborar alguma coisa?

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