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Srta Matsuzaki por EmiAlfena

Ver comentários: 3

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Palavras: 1913
Acessos: 495   |  Postado em: 27/12/2025

Capítulo 18 - Uma Madrugada de Mensagens

Mais tarde naquela mesma noite, Ana, que havia saído da casa de Hinata com a mente turbulenta, sentia a necessidade de ficar sozinha para processar tudo o que havia acontecido.

— Fique tranquila que eu vou ficar bem. Conversamos amanhã? — ela disse, tentando soar mais confiante do que realmente se sentia, mas a voz traía sua fragilidade.

Apesar de terem desejado uma boa noite e que dormissem bem, nenhuma das duas conseguiu. Ambas estavam inquietas, com o coração acelerado e a mente girando em torno dos acontecimentos do dia. A cama de Hinata, que antes era um refúgio, agora parecia fria e solitária. A da jovem estagiária, que antes era pequena, parecia ainda menor. O sono, um alívio necessário, mas que recusava-se a vir. Ana, que depois de virar para um lado e para outro várias vezes já havia desistido de conseguir dormir, pegou o celular e abriu a última mensagem de Hinata, olhando para a tela iluminada que parecia a única fonte de luz na escuridão de seu quarto.

A tela exibiu o ícone familiar de ‘digitando…’. Ana parou de respirar por um instante. O ícone desapareceu, e Ana soltou um suspiro de decepção. Mas logo em seguida, ele reapareceu, e o coração de Ana deu um salto. Ela sorriu ao imaginar Hinata, sempre tão segura de si, impecável e controlada, sem saber o que digitar. Era um vislumbre de uma Hinata que só ela conhecia.

Ana Ribeiro - oi… também não consegue dormir?

Hinata Matsuzaki - hey, você acordada também. não consigo dormir.

A troca de mensagens era um bálsamo para a solidão da noite. Ana sentiu a necessidade de se desculpar novamente, mesmo que não tivesse culpa.

Ana Ribeiro - me desculpe mais uma vez pelo que aconteceu hoje.

A resposta de Hinata veio com uma rapidez surpreendente, a pontuação firme revelando a emoção.

Hinata Matsuzaki - queria que ele pagasse por ter encostado em você.

Ana ficou surpresa ao ler aquilo. A Hinata a Diretora Geral que ela conhecia no escritório jamais expressaria tal fúria. A Hinata daquela noite, porém, parecia mais real, mais humana, e Ana sentiu um calor se espalhar pelo peito.

Ana Ribeiro - está brava com ele?

Hinata Matsuzaki - sim, ele não poderia ter feito aquilo, eu não permito de forma alguma, haverá consequências.

A firmeza nas palavras de Hinata era inconfundível, mas Ana precisava saber.

Ana Ribeiro - seria assim não importando com quem fosse?

Hinata demorou para responder. Ana podia quase sentir a hesitação do outro lado da tela, a batalha interna entre a razão e o coração.

Hinata Matsuzaki - sim, mas você sabe que por ser você as coisas ficam diferentes.

Ana precisava de mais. Ela queria ouvir a verdade, mesmo que fosse uma brincadeira.

Ana Ribeiro - diferentes porque?

Hinata demorou de novo, o silêncio do ‘digitando…’ se estendendo.

Hinata Matsuzaki - você sabe o porquê…

Ana sorriu, sentindo as bochechas esquentarem. A provocação era intencional.

Ana Ribeiro - kkkkk eu sei sim, estou brincando com você.

Hinata Matsuzaki - minha cama parece muito grande hoje.

Ana Ribeiro - se quiser trocar comigo, a minha continua pequena.

A troca de mensagens continuou, a tensão da noite se dissolvendo em um flerte leve e cheio de anseios não ditos.

Hinata Matsuzaki - se quiser dormir aqui, tem espaço sobrando.

Mesmo que ela tivesse um dia puxado, Ana adorava flertar com Hinata. A intimidade que as mensagens proporcionaram era algo que ela não queria abrir mão, a conexão digital era apenas uma forma de demonstrar seus sentimentos uma pela outra.

Ana Ribeiro - apesar de ser uma proposta tentadora, você sabe que não posso.

Hinata Matsuzaki - como está se sentindo?

A pergunta, inesperada e carregada de carinho, fez Ana parar por um instante. O sorriso em seu rosto desapareceu, substituído por uma expressão de seriedade.

Ana Ribeiro - estou melhor agora que já decidi o que vou fazer.

Hinata Matsuzaki - e o que será?

Ana Ribeiro - vou me demitir, mas gostaria de terminar nossa investigação se for possível.

Hinata Matsuzaki - claro, podemos terminar sim. quando pretende se demitir?

Ana Ribeiro - amanhã mesmo. não consigo mais trabalhar com ele. Estou com medo.

A honestidade de Ana, a confissão do medo, tocou Hinata profundamente.

Hinata Matsuzaki - Entendo. Sinto muito por ter passado por tudo isso, mas saiba que mesmo você saindo vou providenciar que ele seja penalizado de alguma forma.

Ana Ribeiro - obrigada por isso.

"E eu gostaria que você nunca saísse da minha vida, Ana." pensou Hinata, uma verdade que ela não ousou digitar, mas que se tornou a promessa silenciosa de seu coração.

—xxx—

No dia seguinte, o alarme de Ana parecia mais alto e insistente do que nunca. Ela se arrependeu por ter ido dormir tão tarde, mas a conversa com Hinata havia sido um alívio para seu coração. Mesmo com o sono pesado, ela se preparou para o que seria seu último dia de trabalho, a decisão de redigir e entregar sua carta de demissão totalmente formada em sua mente.

Chegando na empresa, em vez de ir para sua mesa, ela seguiu diretamente para o setor de Recursos Humanos. Lá, ficou por mais de uma hora aguardando que algum funcionário chegasse e começasse a atendê-la. O relógio parecia se mover em câmera lenta. Uma das funcionárias chamada Laura, ao ver Ana, pediu desculpas pelo atraso e, com um sorriso gentil, chamou-a para tomarem café no refeitório antes de proceder com o atendimento.

"Nossa, Hinata vai ter muito trabalho com todos os setores." Ana pensou, a burocracia e a falta de organização do RH a fazendo refletir sobre a carga de trabalho de sua chefe. Na verdade, Ana nunca tinha parado para pensar em quanta coisa Hinata fazia ali. Além de toda a atenção que ela disponibilizava para Ana, mesmo alguns dias em que Hinata parecia tão cansada e ainda assim ela era tão atenciosa, tão dedicada, que Ana se sentiu culpada por deixá-la.

Durante o café, Ana viu Jorge no refeitório. Ele parecia curioso, os olhos fixos nela, do porquê Ana finalmente estava sentada junto com alguém, ainda mais um ‘alguém’ do RH. Ana, no entanto, sentiu um alívio e uma pequena sensação de poder. Ela sabia que ele não ousaria mexer com ela na presença de alguém por perto. A presença da mulher do RH era um escudo.

Após o café, Laura orientou Ana sobre como iria proceder com sua carta de demissão. Era uma mistura de sentimentos entregar aquele papel: por um lado, o alívio de se libertar do assédio e do ambiente tóxico; por outro, a tristeza de deixar um emprego que ela tanto sonhou e pelo qual lutou tanto.

"É a coisa certa a fazer." Ana se consolou, tentando afastar a dor.

As coisas aconteciam de forma lenta e burocrática no setor. Perto do horário do almoço, assim que finalizou o processo e assinou toda a papelada, Laura, que havia recebido uma notificação, avisou que Ana deveria passar na sala da Diretoria Geral antes de esvaziar sua mesa. Chegando lá, Lúcia, pediu que Ana aguardasse um pouco até que a senhorita Hinata terminasse a reunião.

Ana se sentiu demasiadamente inquieta ao ficar esperando. Acabou se acostumando a sempre chegar após o expediente e já ir entrando na sala, o protocolo se perdendo com a familiaridade. Alguns minutos depois, Ana ouviu uma voz exaltada de dentro da sala. Conhecia aquela voz: era de Lucrécia. A mulher parecia extremamente irritada. E ainda que estivesse xingando Hinata dentro da sala, ela respirou fundo e tentou se recompor antes de sair. Seu rosto estava vermelho, e suor escorria pela sua testa, os olhos flamejantes de raiva. Lucrécia se dirigiu diretamente para a mesa de Lúcia, a secretária de Hinata, sem sequer dizer um bom dia para Ana.

— Peço que a senhora passe no RH levando esses documentos e em seguida você poderá se despedir dos colegas e esvaziar sua mesa — Lúcia disse, um tom neutro na voz, mas um sorriso discreto no canto dos lábios.

— Quanto antes eu sair desse lugarzinho chechelento melhor. Vou voltar pra minha cidade e curtir meu seguro-desemprego. — Lucrécia resmungou, com desprezo.

— Bom dia, Lucrécia. — Ana disse, a voz suave, sentindo uma satisfação discreta ao ver a arrogância da mulher desmoronar.

A mulher olhou para Ana com um mix de surpresa, desdém, ódio e uma pitada de suspeita.

— O dia não está só bom, está ótimo! — disse, saindo e falando sozinha, a voz carregada de veneno.

— Ana, pode entrar — Lúcia disse, abrindo a porta da sala de Hinata, um convite para o último encontro oficial entre as duas.

Ana entrou na sala e se sentou em uma das cadeiras de couro, enquanto Lúcia fechava a porta atrás dela, o som abafado de metal contra a madeira.

— Como você está hoje? — Hinata perguntou, sua voz suave, seus olhos fixos nos de Ana, uma preocupação genuína em sua expressão.

— Estou melhor, obrigada. — Ana respondeu, um pouco mais calma.

— I heard you already went to HR. Did you really make that decision, then? (Soube que você já passou no RH. Tomou mesmo essa decisão, então?)

— Sim. —  A palavra saiu de forma firme e decidida.

— I understand your desire to leave, and on behalf of Kodama Company, I thank you for your service. You are an extremely competent young woman, and I know the firm is losing an exceptional talent. I wish you success in your future endeavors. (Entendo seu desejo de sair e, em nome da Empresa Kodama, agradeço pelos seus serviços. Você é uma jovem de extrema competência no trabalho, e sei que a firma está perdendo um talento excepcional. Desejo-lhe sucesso em seus próximos empreendimentos.) — A voz de Hinata era profissional, mas em seu olhar havia um brilho de tristeza.

— Obrigada. — Ana disse, até um pouco envergonhada pelos elogios, os olhos baixos.

Hinata se levantou, dando a volta na mesa para ficar mais próxima de Ana, se apoiando na beirada da mesa, o olhar em seu rosto se tornando mais pessoal.

— If you want, you can go get your things from your desk and say goodbye to your colleagues, feel free, take as much time as you need. (Se quiser pode ir pegar suas coisas na sua mesa e se despedir dos seus colegas, fique à vontade, leve o tempo que precisar.)

— Está bem, então já vou indo. — Ana disse, se levantando, sentindo o peso da despedida.

— Hey, Ana. — Hinata disse, segurando gentilmente a mão de Ana antes que ela saísse, impedindo-a de ir. — Now, unofficially speaking (Agora, extraoficialmente falando) gostaria de sair para jantar essa noite? — Hinata perguntou, acariciando a mão de Ana enquanto a segurava, os olhos brilhando com uma nova esperança.

O convite pegou Ana de surpresa. Ela adorava estar na companhia de Hinata, mas seu ânimo não estava para comemorações. No fundo, estava triste por deixar a empresa, por deixar a possibilidade de ver Hinata todos os dias. A sensação de derrota era avassaladora.

— Acho que hoje não, Hinata, queria ficar em casa, tá bem?

— Sim, sem problemas. — Hinata disse, mas em vez de soltar a mão de Ana, ela deu um beijo suave sobre ela, um gesto que parecia tirado de um filme, como se fosse um cavalheiro beijando a mão de uma dama, um adeus que não era de verdade.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Bom dia! Boa Tarde! Boa noite!

Só pra eu saber aqui, por um acaso vocês vão querer um cap de presente de ano novo?


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Comentários para 19 - Capítulo 18 - Uma Madrugada de Mensagens:
Zanja45
Zanja45

Em: 05/01/2026

Nossa, Lucrécia demitida, quem assumirá a vaga deixada por ela? Será que vai ser Ana?


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 06/01/2026 Autora da história
Revelações para os próximos capítulos kkk


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Zanja45
Zanja45

Em: 05/01/2026

E essa troca de mensagens na madrugada. — A cama de Hinata ficou muito grande pra ela sozinha— Foi um dialogo bem descontraido.


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 06/01/2026 Autora da história
Elas se acostumaram a dormir juntas né


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Jsilva
Jsilva

Em: 28/12/2025

Aff as reviravolta da vida :(  era pro João ninguém ser demitido e não a aninha !!  Mais no lugar dela faria o msm enfim.espero q a hinata faça jus ao sacrifício de Ana por conta desse sujeito! #indignada.


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 28/12/2025 Autora da história
Eu tbm fiquei mto revoltada, mas quem sou eu né?

E sobre a Hinata e toda essa situação respire fundo e bora pro próximo capítulo.



Jsilva

Jsilva Em: 28/12/2025
Quem é vc? Vc é a autora da história q me fez sofrer de raiva por esse sujeitinho asqueroso aff mais sei q sua mente brilhante e fofa irar mudar o rumo da história de forma apaixonada q merecemos kkk sem pressão.. sem pressão. Gratidão por essa linda escrita q tu nos oferece de coração.



Jsilva

Jsilva Em: 28/12/2025
Quem é vc? Vc é a autora da história q me fez sofrer de raiva por esse sujeitinho asqueroso aff mais sei q sua mente brilhante e fofa irar mudar o rumo da história de forma apaixonada q merecemos kkk sem pressão.. sem pressão. Gratidão por essa linda escrita q tu nos oferece de coração.


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