Capítulo 17 - O Retorno ao Seu Pesadelo
Hinata acordou com o despertador suave que havia preparado na noite anterior. Sua melodia, quase como uma canção de ninar, no entanto, não foi o suficiente para que Ana despertasse, afinal a garota precisava quase de uma sirene em seu ouvido para tirá-la do mundo dos sonhos. Hinata sorriu ao se lembrar da forma adorável que Ana desperta do seu sono, mas o sorriso desapareceu rapidamente, dando lugar a uma pequena ruga de preocupação em sua testa ao se lembrar da noite anterior, da conversa interrompida e do silêncio que se instalou entre elas.
Uma noite de sono não havia sido o suficiente para que o bom humor de Ana voltasse. Ela acordou com a cara amassada e em seu olhar Hinata já notou que algo realmente deveria estar errado. A alegria e a vivacidade que Hinata conheceu em Ana haviam sido substituídas por uma quietude sombria, uma expressão de cansaço e desânimo.
— Nē-ana, daijōbu? (Ei, Ana, você está bem?) — Hinata perguntou, seu tom de voz cheio de uma preocupação que ela não conseguia mais disfarçar.
— I’m OK, Hinata. (Eu estou bem, Hinata) — Ana tentou forçar um sorriso, um gesto frágil que não alcançou seus olhos. — Please don’t worry. (Por favor, não se preocupe.)
"Não me convenceu, Ana." Hinata pensou consigo mesma, o coração se apertando, mas decidiu não insistir, temendo que ao pressionar só a afastaria ainda mais.
Elas se trocaram em silêncio e colocaram as malas no carro. A casa, que antes estava cheia de risos e calor, parecia agora melancólica. Precisavam sair cedo para que Hinata pudesse deixar Ana em sua casa a tempo de se preparar para o dia de trabalho. Dona Maria e Seu Sebastião, se levantaram para se despedirem novamente das meninas. A mãe insistiu para que elas tomassem café antes de sair, mas Ana, de forma um tanto desanimada e apressada, disse que elas precisavam mesmo ir. A garota abraçou sua mãe com força, um abraço que parecia dizer mais do que as palavras, e tomou a bênção de seu pai, que apenas assentiu com a cabeça. Hinata, com a formalidade de costume, cumprimentou o casal com uma reverência e seguiu para o carro, sentindo o peso da despedida no ar.
No início do trajeto, a estrada ainda coberta por uma névoa fina, Hinata percebeu que Ana estava bastante calada, os olhos fixos na paisagem que passava pela janela, mas sem realmente vê-la. Um acidente na estrada, um engavetamento na pista contrária, fez com que elas ficassem paradas devido ao trânsito que se formava, o motor do carro roncando em meio ao silêncio tenso.
Ao olhar novamente para Ana, Hinata viu, no reflexo do para-brisa, que a moça estava chorando silenciosamente, uma lágrima solitária escorrendo por sua bochecha. O coração de Hinata se partiu.
"Se eu, em poucos dias, já vou sentir saudades deles, imagino como Ana deve estar se sentindo agora", Hinata pensou, a empatia tomando conta de si.
— Hey, Ana, we could come back to visit them next weekend, what do you think? (Ei, Ana, poderíamos voltar para visitá-los no próximo fim de semana, o que você acha?) — Hinata disse, sua voz suave, tentando animar a jovem.
Recebeu apenas um aceno de cabeça em concordância, os olhos ainda marejados.
— We probably won't be able to get there as early as we planned. How about we go straight to my place and you get ready there, so we can go to work together. (Provavelmente não vamos conseguir chegar tão cedo como havíamos planejado. O que você acha de irmos direto para minha casa e você se arruma lá, assim poderíamos ir juntas para a empresa.)
Com “ir juntas”, Hinata queria dizer que levaria Ana até quase a empresa, já que elas nunca eram vistas chegando ou saindo juntas da empresa, uma precaução que as duas mantinham. Em resposta, Ana apenas concordou com a cabeça novamente, o silêncio se tornando a única forma de comunicação.
Vendo que não haveria muito diálogo e tentando respeitar e dar espaço para Ana, ela decide ligar o rádio do carro para que ouvissem música e assim como haviam combinado, passaram na casa da chefe para deixarem as malas e em seguida Hinata deixou Ana na estradinha que levava para a empresa. Despediu-se com um ‘Até logo’, mas recebeu em resposta apenas o silêncio de Ana, que saiu do carro sem sequer olhar para trás.
"Será que ela está chateada comigo por alguma coisa? Ela está estranha desde ontem." Hinata pensou, a dúvida corroendo-a enquanto ela observava Ana se afastar pelo retrovisor. Algo parecia incomodar muito Ana, mas ela não soube dizer se havia feito algo para provocar essa mudança.
—xxx—
Entrando no escritório, a zoação já começava. Jorge estava ainda mais terrível do que de costume, agindo com uma audácia que beirava o perigo. Ele parecia intocável, fazia e dizia o que bem entendia, sabendo que ninguém o contrariava. E o que mais assustava Ana era que suas brincadeiras, que antes eram só verbais, estavam se tornando físicas.
Jorge parecia um adolescente de treze anos, puxou o cabelo de Ana, o que a fez sentir uma pontada de dor, colocou o pé para que ela tropeçasse, e ao mesmo tempo dizia coisas ofensivas como ‘está gostosa como sempre estagiária’, um sussurro nojento que a fez arrepiar de nojo. Quase no fim do expediente, sentindo-se exausta e faminta, Ana desceu no refeitório para tentar comer alguma coisa, ainda que não estivesse sentindo fome naquele dia. Jorge e seus amigos se sentaram na mesa em que Ana estava sozinha e, como se estivessem brincando com um brinquedo, começaram a mexer na comida da jovem, empurrando as coisas com o garfo e pedindo comida de forma debochada.
— Entrem na fila e peguem para vocês. — Ana disse, tentando manter a voz firme, mas sentindo o medo borbulhar em seu peito.
— Mas a sua é mais “gostosa”, se é que você me entende. — Jorge respondeu, olhando o corpo de Ana de cima a baixo, um sorriso malicioso nos lábios. — Falando nisso, eu reparei que você fica se escondendo nessas roupinhas de escritório, na festa, quando você saiu da água… oh, até que você é bem gostosa, garota. Se era o que você queria, conseguiu chamar minha atenção. Se quiser que eu te ajude a ser efetivada na empresa, já sabe o que fazer. — As insinuações eram claras e nojentas, fazendo o estômago de Ana revirar.
Ana se sentiu perdida e meio sem saber como reagir, o mundo ao seu redor parecendo um borrão.
— Olha, vocês estão me incomodando. — Ana disse, a voz trêmula.
— Os incomodados que se mudem. — Um dos amigos de Jorge respondeu, com uma risada cruel.
Ana se levantou imediatamente, deixando sua bandeja na mesa, a dignidade tentando prevalecer sobre o medo. Ao mesmo tempo, Jorge também se levantou. Assim que ela começou a andar, ele se colocou em seu caminho.
— Me dê licença Jorge.
— Me dê o que eu quero e ficamos empatados, o que me diz?
Ana tentou desviar do homem que rapidamente agarrou seu braço, mas dessa vez mais apertado do que na festa, e mesmo depois que Ana tentou puxá-lo, ele manteve o aperto em seu com uma força incomum.
— Jorge, você está me machucando. — Ana disse, a voz embargada de dor.
O celular de Jorge começou a tocar, uma melodia estridente que cortou o momento de tensão. Ele olhou para o visor e viu que precisaria atender.
— Essa ligação te salvou dessa vez, mas ainda não terminamos a nossa conversa. — Jorge disse de forma ameaçadora, o tom baixo e perigoso. Soltou o braço da jovem, que saiu apressada do refeitório, sentindo as lágrimas se acumularem em seus olhos.
Ana correu para o banheiro feminino, trancou-se na última cabine, sentindo-se oprimida pela humilhação. Sentiu uma vontade incontrolável de ir embora dali e nunca mais voltar, ela estava vivendo seu sonho, tinha responsabilidades, queria vencer na vida e dar uma vida melhor para sua família, ela precisava desse emprego. Ela não tinha amizades ali além de sua chefe e sentia que, mesmo que contasse para Hinata, a mulher não poderia fazer nada sem alarmar sobre seu ‘relacionamento’, que ela considerava proibido. Não sabia dizer do que Jorge seria capaz, o medo que já sentia estava crescendo dentro de si. Observou as marcas da mão dele em seu braço, uma mancha vermelha que começava a se formar.
"Isso vai ficar roxo." ela pensou, sentindo a dor física e emocional. Sem saber por quanto tempo ficou ali trancada no banheiro, Ana viu uma mensagem de sua chefe. Ela não queria que Hinata soubesse de nada, não queria envolver a mulher por quem estava apaixonada, mas ao mesmo tempo não sabia como resolver tudo isso com Jorge, o sentimento de solidão e impotência tomava conta da jovem e, se sentindo perdida, ela apenas chorou, o soluço engasgado em sua garganta.
—xxx—
Hinata viu no relógio do seu computador que havia chegado o fim do expediente. Arrumou suas coisas com a mente em Ana, enviou uma mensagem avisando que estava saindo e perguntou se ela precisaria de ajuda. Ela passou pelos corredores vendo as luzes apagadas, inclusive o setor em que Ana trabalhava. Pensou que talvez ela estaria a esperando perto do carro. Porém, a moça também não estava lá. Hinata sentiu um frio na barriga, uma premonição ruim, e decidiu ligar para Ana.
— Onde você está? — Hinata perguntou, a voz tensa.
Ouviu apenas o som de Ana chorando, o soluço vindo do outro lado da linha.
— Ana! — Hinata a chamou, o coração acelerado.
— Ba…nhei… — a voz de Ana era um murmúrio quase inaudível, entrecortado pelo choro.
Hinata desligou antes dela terminar de falar e correu até o banheiro principal, os saltos batendo no chão de mármore. Abriu a porta e imediatamente localizou Ana trancada na última cabine. — Ana, sou eu, abre a porta. — A garota estava encolhida, os ombros tremendo, o choro vindo em ondas.
— What happened? (O que aconteceu?) — Hinata perguntou, sua voz cheia de preocupação, ajoelhando-se para ficar na mesma altura de Ana.
— … — Hinata recebeu apenas soluços e mais choro como resposta. Ana estava em crise e começou a respirar descompassadamente, o pânico tomando conta.
— Respila… igual eu Ana — Hinata disse, segurando a mão de Ana e respirando devagar para que a jovem a acompanhasse. Ela repetiu a respiração por alguns minutos e Ana foi tentando acompanhar se acalmando um pouco.
— Vamos pra casa, ok? — sua voz suave e tranquilizadora.
Ana não questionou, apenas seguiu o caminho que Hinata a estava conduzindo. Como de costume, todos os funcionários já haviam ido embora, então não encontraram ninguém pelos corredores. No carro, Hinata coloca a mão de Ana em sua coxa enquanto precisava das duas mãos para mudar a marcha do carro algumas vezes, segurando a sempre que possível como se dissesse que ela estava ali e que tudo ficaria bem. Ela decide ainda não questionar sobre o que poderia ter acontecido, vendo o estado de Ana e a necessidade de acalmá-la.
No percurso para casa, ela viu marcas bem vermelhas no braço de Ana, o que fez com que Hinata se lembrasse de como Jorge estava segurando Ana na noite da festa, uma memória que a fez sentir um calafrio. Portanto, assim que chegaram em casa, ela conduziu Ana para tomar um banho, um momento de purificação e relaxamento.
— Let the water carry away all the negative feelings. (Deixe a água levar todos os sentimentos ruins.)
Ana apenas chorava enquanto entrava no banho e deixava a água cair em sua cabeça.
— Fica até sentir melhor. — Hinata disse antes de sair do banheiro, ela buscou seu notebook em sua bolsa, acessou no sistema de vigilância as câmeras de segurança para tentar identificar o que poderia ter acontecido. Sabendo que Ana estava no banheiro principal do andar térreo ela buscou as imagens daquele corredor, retrocedendo até identificar o momento que a jovem havia entrado. Em seguida buscou as imagens do corredor à esquerda que levava à porta do refeitório. Ver a jovem correndo e chorando pelo corredor fez o coração da japonesa acelerar em seu peito.
A última câmera necessária foi a do refeitório, assim que ajustou para o horário aproximado ela encontrou a mesa em que Ana estava comendo sozinha, foi quando Hinata viu os colegas de setor sentados em volta de Ana no refeitório, as risadas e o deboche. E logo em seguida, a imagem de Jorge segurando o braço de Ana sem soltar, seus dedos cravados na pele da jovem, logo antes dela sair em desespero do refeitório. Hinata sentiu seu sangue arder em suas veias, as batidas do seu coração martelando em seus ouvidos e a raiva a dominando.
"Como ele ousa tocar um único fio de cabelo dela?", pensou Hinata, com um sentimento intenso crescendo dentro dela, o instinto protetor vindo à tona, porém não era só isso que sentia.
“ Preciso me acalmar, a Ana precisa de mim agora, tenho que me manter no controle e cuidar dela antes de tomar alguma atitude com o imprestável que fez isso com ela”.
A jovem saiu do banheiro apenas com um roupão confortável e Hinata a recepcionou com um abraço e deitou-se com ela ali mesmo na cama do quarto de hóspedes.
— Quer conversar? — Hinata perguntou, a voz baixa, o silêncio sendo quebrado.
— …
— I saw what happened in the cafeteria, I just looked at the security cameras. (Eu vi o que aconteceu no refeitório, acabei de olhar nas câmeras de segurança.) — Hinata disse buscando ser honesta e transparente com a jovem.
Ana a olhou com ainda mais desespero, os olhos arregalados, sentindo-se exposta e envergonhada. — I’m sorry. (Me desculpe.)
Hinata a abraçou com força, sentindo o cheiro de sabonete e flores na pele de Ana.
— You don't need to apologize, just tell me what is happening. (Você não precisa se desculpar, apenas me conte o que está acontecendo.) Jorge é porque você fica triste hoje?
— Eu não queria voltar hoje, por isso não estava animada hoje, mas isso tudo começou desde que eu comecei a trabalhar. Jorge falava comigo de um jeito estúpido e me diminuía por eu ser só uma estagiária.
“Assédio moral no local de trabalho” pensou Hinata já programando as várias formas que iria processar o homem.
— Depois ele começou a implicar comigo até fora do escritório, na festa de fim de ano por exemplo ficou me zoando por causa da minha roupa. — Lágrimas rolaram pelo seu rosto enquanto falava, a vergonha e o medo vindo à tona.
“Vamos adicionar humilhação pública e abuso de poder à lista.” Hinata pensou enquanto engolia em seco.
— Bem, aquela festa foi o que você viu, e eu sabia que as coisas não iam melhorar. Na verdade, agora ele…
— Ele…? O que sweetie? (querida?) — Hinata perguntou mesmo já imaginando o que Jorge deveria estar propondo.
Ana não podia dizer para Hinata sobre as insinuações de Jorge, a vergonha a impedindo. — E… eu sei que você não poderia demitir ele.
"Na verdade, eu posso. E no momento, é uma das coisas que eu mais desejo fazer.", Hinata pensou, sentia suas bochechas quentes com a raiva ainda presente, enquanto ouvia o depoimento de Ana.
— Eu sei que não pode fazer sem expor nosso relaci… nossa amizade. — Ana corrigiu no final, a voz trêmula, a palavra ‘relacionamento’ quase escapando.
"Eu certamente encontraria uma forma, talvez uma denúncia anônima poderia fazer com que… mas isso só geraria uma investigação e, até que o processo resulte em uma real demissão… Droga, Hinata Matsuzaki não tem tanto poder assim, mas… Mizuki Kodama sim. Eu poderia solicitar ao meu pai que aprovasse a demissão imediata do Jorge, ele pediria para que eu justificasse, mas… eu… estaria me envolvendo demais… eu… de fato… estou envolvida…"
Ela enfim percebeu o quão intensos seus sentimentos por Ana haviam se tornado, e que ela estava disposta a ir até às últimas consequências para proteger a mulher por quem estava perdidamente apaixonada.
— I'm so sorry you had to go through this. You can stay with the company if you wish. I'll find a way to intervene, but I want you to make the decision calmly and do what will make you feel better. (Sinto muitíssimo que tenha vivenciado isso. Você pode continuar na empresa se assim desejar. Encontrarei uma forma de intervir, porém quero que tome a decisão com calma e faça aquilo que a fará se sentir melhor.)
Os olhos de Ana se encheram de lágrimas, mas desta vez de alívio, de gratidão.
— Eu… (“te amo”) — Foi o que desejou dizer do fundo do seu coração — Eu… cuida de você Ana. — Foi o que de fato ela disse.
Hinata lhe deu um beijo na testa e a puxou para mais perto, aninhando-a em seu peito, ficando fazendo carinho na cabeça de Ana até que ela finalmente se acalmasse.
Fim do capítulo
Bom dia! Boa Tarde! Boa noite! e... FELIZ NATAL!!!
Estou muito feliz por termos conseguido os 10 comentários, meninas vcs são ótimas. Então como um "presente" de agradecimento eis aqui mais um Cap.
Sei que é Natal e que esse cap foi bem intenso, fiquei com o coração apertado por pensar que vocês também vão ver o que aconteceu com a Ana. Mas infelizmente a vida da Ana não é um morango.
Vocês gostariam de mais alguns antes do ano acabar? Se sim então ja sabem né? Enche de comentários ai kkkk
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HelOliveira
Em: 25/12/2025
Primeiro um feliz e abençoado Natal para nossa autora e família.......Obrigada por esse capítulo em pleno dia 25...
Muito intenso meu coração ficou apertado, mas a atitude da Hinata com a Ana aqueceu..
Quanto a Jorge bem vou comentar o que desejo a ele.......pois sei que as providências serão tomadas..
Até breve,
EmiAlfena
Em: 25/12/2025
Autora da história
Um feliz Natal pra vcs tbm S2
Vcs tem participado bastante nos comentários então.... Vcs merecem S2
Cap foi bem pesado mesmo né? Mas o que acha de continuarmos a história?
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Jsilva
Em: 25/12/2025
Primeiramente quero agradecer pelo presente de CAPS novo !! Aewww .
Agora fica aki meu repudio a esse idiota do Jorge asqueroso!!! Esse cara merece cadeia pra deixar de ser um idiota estúpido! Mete macha nesse homen hinataa expulsão já!!! Merece ficar attaz das grades isso sim! Tadinha da ana:(
EmiAlfena
Em: 25/12/2025
Autora da história
O que vocês não me pedem sorrindo que eu não faço não é mesmo? S2
Jsilva
Em: 25/12/2025
Espera . Estar se referindo aos pedidos de um CAPS novo ou sobre o Jorge merecer uma lição? Espero q seja sobre o jorge ! Kkkkk
EmiAlfena
Em: 25/12/2025
Autora da história
Eu dizia sobre liberar mais um capitulo kkkkkk
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