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  • Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte III - Elaryn Voidfell e o Fogo Profundo)

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Duas Chamas por Liara Noren

Ver comentários: 1

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Palavras: 1369
Acessos: 153   |  Postado em: 26/12/2025

Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte III - Elaryn Voidfell e o Fogo Profundo)

Elaryn sempre soubera que lugares de poder tinham cheiro, não um cheiro simples, identificável, como incenso, metal ou pedra molhada, mas uma combinação de memória, tensão e promessa, o Templo da Vigília cheirava a contenção antiga. A pedra lunar guardava algo parecido com frio e vigília permanente, como se o espaço estivesse sempre acordado, mesmo quando ninguém mais estava.

 

Ela caminhava pelos corredores sem pressa, embora sentisse, sob a pele, o incômodo familiar de estar em território que não a queria ali, o fogo nela percebia antes, não o fogo físico, esse era fácil de conter, o verdadeiro problema sempre fora o outro, o Fogo Profundo, aquele que não surgia da vontade consciente, mas daquilo que se recusava a ser amputado do espírito, ele não reagia a comandos, nem a ameaças, reagia a verdade, e a verdade, naquele momento, era simples, o templo tentava medi-la. As paredes pareciam mais estreitas à medida que avançava, as runas, embora silenciosas, vibravam num tom baixo, quase irritado, a pedra lunar absorvia o calor ao redor de Elaryn como quem tenta sugar algo indesejado, e falhava.

 

Ela sorriu sozinha.

 

— Vocês não aprenderam nada. — murmurou, mais para o lugar do que para si.

 

Os Guardiões acreditavam que o Fogo Profundo havia sido erradicado junto com Solaer, era mais confortável assim, mais limpo, mais fácil de catalogar nos registros como “ameaça neutralizada”. Mas Solaer não fora destruída por excesso de fogo, fora destruída por medo. Elaryn lembrava-se da cidade como se lembrasse de um corpo amado, não em detalhes arquitetônicos, mas em sensações, a forma como as ruas se aqueciam ao entardecer, como se o próprio chão respirasse, as casas construídas para acolher, não para vigiar, o modo como as pessoas tocavam umas às outras sem medo de desencadear catástrofes imediatas. Em Solaer, o fogo era ensinado como vínculo, não como arma.

 

Quando o Conselho dos Arquipélagos decidira que aquilo era perigoso demais, já era tarde, tentaram impor limites a algo que só existia porque era livre, criaram contenções artificiais, selos, proibições, separaram pessoas que se sustentavam mutuamente. O Véu não resistiu à violência do corte, a ilha caiu, não inteira, Solaer fora fragmentada, apagada dos mapas, dissolvida em cinzas suspensas que ainda vagavam entre correntes de éter.

 

Os sobreviventes aprenderam rápido, quem carregava o Fogo Profundo precisaria aprender a mentir, ou morrer. Elaryn aprendera a mentir apenas o suficiente para atravessar o mundo. Agora, porém, não estava ali para se esconder, estava ali porque o fogo nela tinha feito algo que não fazia havia anos, chamado. Ela sentira o primeiro tremor dias antes, quando atravessava uma ponte de luz entre arquipélagos menores, um calor diferente, não provocado por emoção imediata, mas por reconhecimento, como se algo, em algum lugar distante, tivesse respirado no mesmo ritmo que ela, o nome não lhe veio na hora, mas a direção, sim, Vael’Tir, o Templo, o Véu. E, no centro disso tudo, uma presença fria demais para ser natural, Lysenne de Vael. Elaryn soubera disso antes mesmo de vê-la, quando finalmente a vira, no Salão do Véu, a confirmação fora quase dolorosa, a mulher diante dela não parecia alguém feita para sentir, parecia alguém feita para conter, cada gesto era calculado, cada palavra, medida, o corpo inteiro funcionava como um dique erguido contra o próprio fluxo interno. E, ainda assim, o Véu aquecera, isso mudara tudo.

 

Elaryn foi conduzida aos Aposentos de Contenção por dois Guardiões silenciosos, não resistiu, não precisava, o fogo nela não reagia a algemas simbólicas, reagia a ameaças reais, e, até aquele momento, ninguém ali parecia disposto a ultrapassar esse limite. Os aposentos eram exatamente como ela esperava, paredes lisas, sem símbolos evocativos, iluminação constante, ar frio demais para conforto, um espaço desenhado para reduzir estímulos, mágicos e emocionais.

 

Ela passou os dedos pela pedra lunar e sentiu o material tentar neutralizar o calor sob sua pele.

 

— Educado. — comentou, em voz baixa.

 

A porta fechou-se atrás dela com um som seco. Elaryn caminhou até o centro do quarto e sentou-se na cama estreita, cruzou os braços atrás da cabeça e fechou os olhos, sentindo o fogo se acomodar em camadas mais profundas, não era contenção, era espera. Ela sabia que não ficaria sozinha por muito tempo, o templo tinha curiosidade demais. E Lysenne… Lysenne, mais ainda.

 

O som de passos aproximando-se confirmou o que o fogo já sabia, a porta abriu-se sem cerimônia, Lysenne entrou com a postura rígida de quem se recusa a revelar o cansaço, o manto azul-escuro parecia mais pesado do que antes, como se o tecido tivesse absorvido o peso das decisões recentes. Ela fechou a porta atrás de si e permaneceu parada por um instante, avaliando o espaço, e Elaryn dentro dele.

 

— Este lugar foi projetado para conter portadores instáveis, se sentir qualquer reação adversa, informe imediatamente.

 

Elaryn abriu um olho, com um meio sorriso.

 

— E estragar a experiência? Não seja cruel.

 

Lysenne ignorou o comentário e caminhou alguns passos à frente, mantendo uma distância cuidadosamente calculada.

 

— O Conselho permitiu sua permanência provisória sob condições específicas. Você não utilizará o Fogo Profundo sem autorização direta, não atravessará zonas sensíveis do Véu sozinha e aceitará avaliação constante.

 

— Avaliação constante... Vocês realmente não mudaram nada desde Solaer.

 

O nome caiu no quarto como uma faísca. Lysenne manteve o rosto impassível, mas o Véu respondeu com uma vibração leve, perceptível apenas para quem sabia sentir.

 

— Solaer não é assunto para ironias.

 

— Não, é assunto para memória, vocês preferem fingir que apagaram uma cidade inteira, quando na verdade só amputaram o que não conseguiam controlar.

 

— O Fogo Profundo destruiu Solaer. — respondeu Lysenne, fria.

 

Elaryn inclinou a cabeça, estudando-a.

 

— Quantas versões dessa história você decorou?

 

— As suficientes para saber que seu poder é perigoso.

 

— Perigoso para quem?

 

A pergunta ficou suspensa no ar. Lysenne demorou um pouco mais do que o habitual para responder.

 

— Para o mundo.

 

— Não. — Elaryn corrigiu, com calma firme. — Para sistemas que dependem de pessoas amputadas de si mesmas.

 

Lysenne sentiu o impulso de responder com dureza, mas algo a conteve, não o dever, não a disciplina, foi a percepção incômoda de que aquela mulher não falava por provocação, falava por experiência.

 

— Você não sabe nada sobre mim.

 

Elaryn sorriu de leve.

 

— Sei que você sente demais para alguém treinada a não sentir, sei que o Véu responde a você como se você fosse uma extensão dele e sei que, quando me viu no Salão, seu poder hesitou.

 

Lysenne aproximou-se um passo sem perceber.

 

— Isso não significa o que você pensa.

 

— Então me diga o que significa.

 

Houve um silêncio longo, o tipo de silêncio que não era ausência de som, mas excesso de coisas não ditas.

 

— Significa — Lysenne começou, escolhendo cada palavra como quem escolhe onde pisar sobre gelo fino — que seu poder é instável, que ele reage a vínculos, e que vínculos… — respirou fundo — criam dependência.

 

— Dependência não é o mesmo que sustentação. Em Solaer, aprendíamos isso cedo.

 

— Solaer caiu.

 

— Solaer foi derrubada, existe diferença.

 

Deu um passo à frente, Lysenne não recuou, agora estavam próximas o bastante para que o ar entre elas parecesse mais quente.

 

— Você vive sustentando o mundo. Diga-me, Lysenne de Vael… quem sustenta você?

 

A pergunta atravessou-a com força inesperada, o Véu vibrou, Lysenne sentiu algo ceder, não uma ruptura, mas um deslocamento interno, como se uma engrenagem antiga tivesse se movido pela primeira vez em anos.

 

— Isso não é da sua conta. — a voz saiu menos firme do que gostaria.

 

— É. Porque, queira ou não, o fogo me trouxe até você.

 

O silêncio voltou a se instalar, denso, carregado de possibilidades perigosas. Lysenne percebeu, com clareza desconcertante, que aquela não era uma conversa que pudesse ser encerrada com regras, nem com distância, nem com contenção. Era o início de algo que o mundo, talvez, não estivesse pronto para sustentar. E o Véu, atento como sempre, começou a se afinar.

Fim do capítulo

Notas finais:

O fogo encontrou escuta, o silêncio hesitou, e o Véu registrou o primeiro desvio.

Carinhosamente,

Liara Noren


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Comentários para 3 - Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte III - Elaryn Voidfell e o Fogo Profundo):
EmiAlfena
EmiAlfena

Em: 26/12/2025

Elaryn já deixando a Lysenne sem palavras hein kkkk


Liara Noren

Liara Noren Em: 29/12/2025 Autora da história
Sim... rs Elaryn é bastante persuasiva.


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