• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Duas Chamas
  • Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte II - Lysenne de Vael, a Mulher que Contém o Mundo)

Info

Membros ativos: 9549
Membros inativos: 1642
Histórias: 1984
Capítulos: 20,633
Palavras: 52,353,238
Autores: 785
Comentários: 106,291
Comentaristas: 2559
Membro recente: yngxz

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (862)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • A Princesa & A Dama De Companhia.
    A Princesa & A Dama De Companhia.
    Por Tk_Oliver
  • Sob as Sombras de Nova Esperança
    Sob as Sombras de Nova Esperança
    Por Dinha Lins

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • SEIS CORES
    SEIS CORES
    Por Jessica Cantanhede
  • EM BUSCA DO TAO
    EM BUSCA DO TAO
    Por Solitudine

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (862)
  • Contos (475)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (227)
  • Desafios (182)
  • Degustações (30)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Duas Chamas por Liara Noren

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 2515
Acessos: 185   |  Postado em: 25/12/2025

Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte II - Lysenne de Vael, a Mulher que Contém o Mundo)

Os dias em Vael’Tir não amanheciam como em outros lugares do arquipélago, ali, o céu não clareava, ele apenas mudava de humor. A névoa prateada abaixo da ilha suspensa respirava em ondas lentas, e os ventos vinham carregados de éter, como se o ar tivesse memória e insistisse em tocar, de leve, tudo aquilo que tentava se esquecer.

 

Quando Lysenne deixou o Salão do Véu, o templo pareceu segui-la com os sentidos. Era uma sensação que ela conhecia desde menina, um calor mínimo nas paredes, um brilho quase imperceptível na pedra lunar, o tipo de alteração que só alguém treinada para vigiar o invisível perceberia. O templo reagia aos Guardiões, às suas presenças, aos seus pesos internos, e Lysenne tinha a impressão de que o lugar reagia a ela mais do que deveria, como se não a considerasse apenas uma moradora, como se a reconhecesse como parte de sua estrutura.

 

Ela atravessou corredores longos, estreitos, onde os arcos eram esculpidos com símbolos antigos, não runas funcionais, mas orações petrificadas. Alguns Guardiões diziam que as inscrições eram apenas tradição decorativa, Lysenne, porém, sabia que a pedra lunar guardava vibrações, quando se passava a mão sobre certos trechos, era possível sentir a temperatura mudar, como se a pedra respondesse ao toque com uma lembrança.

 

O primeiro voto de um Guardião não era proteger o mundo, era proteger o Véu, e proteger o Véu, em Aelyr, significava uma coisa simples e terrível, não permitir que o próprio coração se tornasse uma arma. Ela se repetia isso como quem repete um mantra antes de dormir, antes de acordar, antes de respirar. Não era religião, era sobrevivência, porque, no fundo, Lysenne sabia, e isso ninguém dizia em voz alta, que o Véu não temia a magia em si, o Véu temia o que motivava a magia.

 

A maioria das pessoas usava pequenas artes, acender uma chama com um símbolo, firmar um degrau de luz numa ponte instável, afastar a névoa de uma varanda com um sopro de éter... essas magias eram mecânicas, quase utilitárias, aprendidas, controláveis, não pediam nada além de energia e técnica, mas havia outra camada, uma camada antiga, profunda, anterior à Ordem, anterior à própria divisão dos arquipélagos, magias que não obedeciam a comandos, e sim a vínculos, magias que nasciam do corpo e do espírito como uma extensão inevitável de sentir, essas eram as que derrubavam ilhas.

 

Lysenne não precisava pensar nisso para sentir o eco do encontro, ele permanecia nela como um calor estranho, não no corpo, embora o corpo também tivesse sido atingido, mas num lugar mais íntimo, mais difícil de nomear, uma parte do peito que costumava ser fria, neutra, silenciosa… agora parecia ter sido tocada por dentro, e ela odiava isso.

 

“Odeio” é uma palavra quente, alguém poderia dizer, Lysenne preferia outra, preferia “desaprova”, preferia “recusa”, preferia qualquer verbo que não lhe obrigasse a admitir que havia fogo na forma como seu sangue se movia.

 

Ela entrou em seus aposentos e fechou a porta com cuidado excessivo. O quarto era austero, como tudo no templo, cama baixa, lençóis cinzentos, uma mesa de pedra lisa, uma bacia de metal frio e uma estante com poucos volumes, tratados de contenção, registros de fendas, catálogos de constelações reativas, o único detalhe que poderia ser chamado de pessoal era um pequeno frasco de vidro escuro, guardado sempre na mesma posição, no canto da mesa. Dentro havia um pó fino e prateado, fragmento de pedra lunar moída, usada em rituais de ancoragem quando o Véu ameaçava afinar demais. Ela usava pouco, guardava muito, como se guardar fosse uma forma de conter o futuro.

 

Lysenne retirou o manto azul e o pendurou cuidadosamente. Quando ficou com as roupas de treino, mais leves, sentiu o próprio corpo como um território que lhe era menos familiar do que deveria, ela respirou e o ar respondeu.

 

Havia um tipo de magia que os Guardiões ensinavam cedo, a disciplina do ambiente, o mundo reagia às emoções, mas reagia ainda mais àquelas emoções que eram negadas com força, a contenção não era ausência, era pressão, e pressão, quando acumulada, criava rachaduras, por isso o templo ensinava não apenas a não sentir… mas a dissolver antes de negar. Reconhecer um impulso, nomeá-lo internamente, esvaziá-lo com técnica, como quem abre um canal para que o excesso escape sem rasgar nada. Lysenne sabia todas as técnicas, e, ainda assim, naquela noite, nada escapava.

 

Ela lavou as mãos, a água caiu sobre seus dedos com um som claro, metálico. Observou as linhas da própria pele como se pudesse encontrar ali alguma explicação para o que acontecera no salão. As mãos de Lysenne sempre foram mãos de trabalho, seguras, firmes, treinadas para segurar fendas como quem segura a borda de um abismo, mas agora havia uma sensação nova, como se a pele lembrasse do calor que não chegou a ser toque, mas quase. Ela fechou os olhos, e viu, com nitidez irritante, os olhos âmbar de Elaryn. Abriu os olhos de novo, rápida.

 

— Controle. — disse a si mesma.

 

Sentou-se à mesa e abriu um dos registros, um livro grosso, de páginas resistentes, onde cada Guardião anotava instabilidades e ocorrências. A caligrafia de Lysenne era precisa, quase sem personalidade, letras iguais, sem pressa, como se a própria escrita fosse uma forma de disciplina. Ela molhou a ponta da pena em tinta e ficou olhando para o papel por tempo demais, as palavras que precisava escrever eram simples: invasão, oscilação, contato. Qualquer termo técnico que afastasse o acontecimento do lugar perigoso onde ele realmente estava, mas o que acontecera não era invasão, não era apenas oscilação ou contato, era outra coisa, era, era… conexão. O pensamento foi tão indevido que o Véu respondeu do lado de fora, a temperatura do quarto oscilou, as sombras pareceram se mover um pouco mais longas, como se o templo, irritado, exigisse que ela voltasse a ser quem sempre foi. Lysenne pousou a pena.

 

— Não. — disse, em voz baixa. A palavra saiu como ordem e súplica ao mesmo tempo.

 

Ela levantou-se e foi até a janela estreita que dava para o abismo prateado, ficou ali olhando a névoa como quem observa um mar que nunca se cansa de existir. Lá embaixo, as correntes de éter sustentavam a ilha, os Guardiões chamavam aquilo de “fundações invisíveis”, os antigos chamavam de “erro que ainda não foi perdoado”. Lysenne encostou a testa no vidro frio, o gesto era pequeno, quase infantil, e por isso carregado de uma intimidade que ela não costumava permitir nem a si mesma. Lembrou da primeira vez que um ancião lhe explicara, com palavras secas e piedosas, o que significava viver em Aelyr: “Todo arquipélago flutuante nasceu de uma emoção mal contida, não por maldade, por humanidade. Você entende? Aelyr não é um mundo que pune, é um mundo que responde, e o que responde… cobra.” Tinha doze anos quando ouviu isso, e, naquela idade, pensou que a solução era simples, então bastava não sentir, bastava ser mais forte do que o mundo, demorou anos para entender a crueldade invisível dessa lógica, porque não sentir não era ser forte, era estar sempre à beira de desabar por dentro, sem que ninguém visse.

 

O templo dormia pouco, Guardiões dormiam menos ainda, e Lysenne era a que menos dormia de todos, não porque tivesse insônia, mas porque o sono era um lugar onde o controle afrouxava, ela evitava, como quem evita um precipício. Naquela madrugada, contudo, o cansaço era diferente, não era físico, era como se o próprio Véu estivesse cansado nela, como se a membrana invisível se cansasse de ser mantida à força por uma mulher que aprendera a existir como muralha. Ela fechou os olhos outra vez, e, como sempre acontece quando se fecha os olhos na hora errada, a memória fez o que quis, ela viu Elaryn, encostada na coluna do Salão do Véu, sorrindo como se não tivesse medo de nada, viu a forma como o couro negro se moldava ao corpo dela com uma naturalidade que parecia uma blasfêmia naquele templo de tecidos rígidos e misticismo contido. Viu as runas antigas nas braçadeiras, runas que Lysenne reconhecia pelos livros interditos, símbolos de vinculação, de combustão espiritual, de juramento, runas de gente que fazia promessas com o corpo inteiro. Ela abriu os olhos, sentiu a garganta seca, ouviu passos no corredor. Lysenne não precisou se mover para saber quem era, o templo tinha sons diferentes para cada pessoa, como se a pedra lunar memorizasse ritmos. Alguns passos eram pesados e cheios de autoridade, outros eram leves e ansiosos, os de Lysenne eram quase inexistentes. Os que se aproximavam agora tinham firmeza demais para ser aprendiz, eram passos de quem foi moldado pela instituição e aprendeu a parecer mais velho do que é. A batida na porta veio logo depois, curta, sem hesitação.

 

— Lysenne.

 

A voz do ancião Kareth atravessou a madeira como um decreto. Ela abriu.

 

Kareth entrou sem cerimônia, como era típico dele, um homem alto, pele marcada por linhas de idade e poder, olhos que pareciam sempre avaliar não o que se dizia, mas o que se escondia por trás. O manto dele era preto-íris, uma sombra profunda com reflexos azul-violeta, os bordados já não eram prateados, mas fios de dourado opaco, como brasas antigas prestes a reacender. Os Anciãos carregavam mais símbolos, eram marcas de jurisdição e memória, lembretes silenciosos de que eles eram a própria lei encarnada, e o mundo, ao vê-los, lembrava.

 

— Você já registrou a ocorrência?

 

Lysenne sustentou o olhar. — Ainda não.

 

— Por quê? — A pergunta era simples, a forma como ele a fazia não era.

 

Kareth não exigia resposta, ele exigia verdade.

 

— Porque não sei como nomeá-la. — Lysenne manteve a voz neutra.

 

Kareth observou o quarto, reparando nos detalhes com precisão irritante, a pena parada, o livro aberto, a janela úmida de névoa, por fim, voltou os olhos para ela.

 

— Nomear é a primeira contenção.

 

— Eu sei.

 

— Então nomeie.

 

Lysenne inspirou devagar, sentiu o Véu à sua volta como quem sente uma segunda pele.

 

— Uma estrangeira entrou no Salão do Véu, identificou-se como Elaryn Voidfell. A presença dela alterou a temperatura da membrana, o Véu aqueceu.

 

Kareth ergueu uma sobrancelha.

 

— Aqueceu?

 

— Sim.

 

— O que isso significa?

 

Lysenne hesitou por um instante mínimo, e odiou-se por isso.

 

— Significa que… há uma fonte de energia antiga, reativa, algo que não é apenas feitiço, é... natureza.

 

Kareth a encarou por mais um tempo do que o necessário, depois, aproximou-se da mesa e tocou o frasco de pó prateado com a ponta do dedo.

 

— Você não usou ancoragem.

 

— Não houve ruptura.

 

— Ainda.

 

Ele disse a palavra como se ela fosse um sino.

 

— Ela ficará sob sua vigilância. — Kareth não perguntou, declarou.

 

Lysenne sentiu o estômago contrair.

 

— Por que eu?

 

— Porque você é a única Guardiã Plena que consegue conter o Véu sem rituais extensos. E porquê… — ele pausou, escolhendo o peso da frase — o Véu respondeu a ela com calor, não com repulsa, isso é incomum.

 

— Incomum não significa seguro.

 

— Nem perigoso, necessariamente.

 

Lysenne encarou o ancião com uma frieza que era, em parte, real, e em parte um escudo.

 

— O Conselho sabe quem ela é?

 

Kareth respondeu sem pressa.

 

— Ela nomeou-se como Elaryn Voidfell, filha da Chama de Solaer, Portadora do Fogo Profundo.

 

A palavra Solaer mudou o ar do quarto. Lysenne sentiu o templo reagir, como se a pedra lunar lembrasse de histórias que não eram contadas em voz alta.

 

— Isso é impossível. — demonstrou espanto.

 

— Não é impossível, é inconveniente.

 

— Solaer caiu.

 

— Solaer foi… apagada. — Kareth corrigiu, e a diferença entre as duas palavras era um abismo, há uma diferença entre ruína e silêncio imposto, o Conselho preferiu o silêncio.

 

Lysenne apertou os dedos, mantendo o corpo imóvel, por dentro, contudo, algo começou a se reorganizar, como se peças antigas estivessem se soltando da posição fixa.

 

— Se ela é Portadora do Fogo Profundo, por que viria até aqui?

 

Kareth a observou, seus olhos, por um instante, pareceram menos duros.

 

— Porque o Véu está chamando e ela ouviu primeiro.

 

— E por que ela ouviria?

 

O ancião respondeu com um silêncio que foi, por si só, resposta.

 

Lysenne sentiu um arrepio frio.

 

— Você não está me dizendo tudo.

 

— Eu estou dizendo o suficiente para mantê-la viva.

 

Lysenne respirou fundo, quis dizer que ela não precisava de proteção, quis dizer que nunca precisou, quis dizer que tudo aquilo era um erro de avaliação, mas não disse, porque, por trás de todas as recusas, havia uma verdade pequena e perigosa, ela também ouvira.

 

Kareth caminhou até a porta, antes de sair, olhou para ela uma última vez.

 

— Lysenne…

 

— Sim?

 

— Lembre-se do que você é.

 

Ela sustentou o olhar dele sem piscar.

 

— Eu sou a contenção.

 

Kareth assentiu, como se aquela resposta fosse ao mesmo tempo alívio e sentença.

 

— Então contenha.

 

Quando ele saiu, o quarto pareceu ficar mais estreito, Lysenne ficou parada por tempo demais, sentindo a palavra “contenha” ecoar como um destino. Ela voltou à mesa, pegou a pena, escreveu: “Ocorrência - aquecimento do Véu.” E parou, porque escrever isso era admitir que algo vivo, antigo e proibido tinha se aproximado do centro do mundo… e que o mundo não recuou, o mundo, ao contrário, pareceu inclinar-se.

 

Ela fechou o registro com força contida, mas firme, como quem fecha uma porta interna antes que o vento entre, e só então, quando o quarto ficou silencioso de novo, Lysenne percebeu uma coisa que a atravessou com uma nitidez cruel, desde a infância, ela aprendera a conter o Véu, mas ninguém a ensinara a conter a própria fome de sentir.

 

Ela foi até a janela outra vez, o abismo prateado parecia mais denso, o céu, acima, ainda sem amanhecer, tremia com estrelas rearranjando-se lentamente, como dedos mexendo em feridas antigas. Lysenne encarou as constelações, sabia o que estava acontecendo, sabia como se chamava, nos textos velhos que os Guardiões fingiam não levar a sério, quando uma magia ancestral encontrava sua contraparte, o céu começava a escrever novos desenhos, e o que o céu escrevia… raramente era gentil.

 

Ela ouviu distante, passos no corredor, desta vez não eram de Kareth, eram mais leves, mais soltos, como se alguém caminhasse sem pedir desculpas ao chão. Lysenne fechou os olhos por um instante, sentiu o Véu responder, e, pela primeira vez em muitos anos, ela pensou algo que não parecia dela: amanhã será tarde demais para fingir que nada começou.

Fim do capítulo

Notas finais:

Carinhosamente,

Liara Noren 


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 2 - Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte II - Lysenne de Vael, a Mulher que Contém o Mundo):
EmiAlfena
EmiAlfena

Em: 25/12/2025

CONTENHA-SE... mas algo me diz q não vai ser tão simples assim hein.


Liara Noren

Liara Noren Em: 25/12/2025 Autora da história
Algo me diz que você está certa. rs


Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web