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  • Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte I - Aelyr e o Peso de Sentir)

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Duas Chamas por Liara Noren

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Palavras: 1349
Acessos: 192   |  Postado em: 24/12/2025

Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte I - Aelyr e o Peso de Sentir)

Em Aelyr, amar não era apenas um risco. Era um ato mágico. E toda magia exigia pagamento.

 

Os antigos textos, fragmentos preservados em lâminas de pedra lunar, pergaminhos de éter endurecido e cânticos memorizados por ordens inteiras de monges, concordavam em um ponto essencial, o mundo reagia ao que se sentia, reagia de forma física, violenta, irreversível. Desejo curvava o espaço. Medo afinava fronteiras. Amor, quando não contido, rasgava o Véu.

 

O Véu não era um lugar, nem exatamente uma coisa, era descrito como uma membrana viva, uma camada sensível entre o mundo tangível e as correntes primordiais de magia que sustentavam a existência. Tudo em Aelyr tocava o Véu, pensamentos intensos, emoções profundas, juramentos verdadeiros, mas apenas alguns o afetavam de fato, esses eram os perigosos. Por isso o mundo flutuava.

 

Os Arquipélagos Suspensos não eram apenas acidentes geográficos, eram cicatrizes. Cada ilha arrancada do chão original de Aelyr marcava um momento em que o Véu falhara, um amor excessivo, uma guerra travada com o coração aberto demais, uma promessa feita sem cálculo. A terra, incapaz de sustentar o peso do que fora sentido ali, desprendia-se e permanecia no ar, presa a correntes invisíveis de éter.

 

As pessoas aprenderam a viver assim, em equilíbrio instável, acima do abismo, com cuidado para não sentir demais. O céu, por isso, tornara-se juiz.

 

As constelações de Aelyr não eram fixas, moviam-se lentamente, rearranjando-se conforme grandes eventos emocionais atravessavam o mundo. Havia estrelas que surgiam apenas quando alguém amava apesar de tudo, outras se apagavam quando um vínculo era traído. Astrólogos dedicavam a vida inteira a decifrar esses padrões, enquanto os Guardiões do Véu afirmavam, com a frieza institucional que os caracterizava, que tudo aquilo não passava de correlação supersticiosa. Os Guardiões chamavam muitas coisas de superstição, era assim que mantinham o controle.

 

No ponto mais alto da ilha de Vael’Tir, erguia-se o Templo da Vigília, uma construção antiga, anterior até mesmo à fundação formal da Ordem. Seus pilares de pedra lunar reagiam às oscilações do Véu com mudanças sutis de temperatura, brilho e som. À noite, quem dormia ali jurava ouvir o templo respirar, alguns diziam que ele murmurava nomes. O templo nunca esquecia.

 

Foi ali que Lysenne de Vael aprendera a existir sem perturbar o mundo, ela crescera entre corredores silenciosos, instruída desde a infância a medir cada pensamento, cada impulso, não por crueldade, mas por necessidade. Lysenne nascera com uma afinidade rara, o Véu reagia a ela com facilidade excessiva. Enquanto outras crianças precisavam de rituais longos e símbolos complexos, Lysenne apenas sentia, e o mundo respondia.

 

Aos sete anos, um acesso de choro fizera rachaduras surgirem no chão do pátio interno. Aos onze, uma raiva mal contida provocara a instabilidade de uma ponte de luz entre ilhas. Aos quinze, apaixonar-se em silêncio quase custara uma ala inteira do templo. Depois disso, aprendera rápido, aprendera a não amar, ou, mais precisamente, a não permitir que o amor se tornasse ação.

 

Agora adulta, Lysenne caminhava pelos corredores do Templo da Vigília com a precisão de alguém que conhecia cada sombra. O manto azul-escuro dos Guardiões Plenos envolvia-lhe o corpo como uma extensão da própria disciplina, nem aprendiz, nem anciã.

 

Responsável por conter fendas, apagar excessos, restaurar equilíbrios rompidos, era conhecida por três coisas: disciplina, silêncio e ausência.

 

— Ela não treme. — diziam. — Ela não se envolve. — Ela não ama. — E isso a tornava confiável.

 

Naquela noite, contudo, enquanto atravessava o corredor leste do templo, Lysenne sentiu algo que não sentia havia anos, um descompasso. Era sutil demais para alarmes comuns, não uma ruptura aberta, essas gritavam, rasgavam o ar, faziam o templo vibrar. Aquilo era pior, um chamado, um puxão interno, quase íntimo, como se algo no Véu tivesse aprendido seu nome e decidido pronunciá-lo.

 

Ela parou, fechou os olhos, respirou fundo, buscando o ponto interno onde sempre encontrava controle. O poder respondeu imediatamente, o ar ao redor tornou-se mais denso, as tochas reduziram a chama, o espaço pareceu conter o fôlego junto com ela, mas o chamado persistiu, pulsava.

 

— Não… — murmurou, mais para si do que para o mundo.

 

Seguiu em direção ao Salão do Véu, onde sensores de pedra lunar reagiam com maior precisão às oscilações profundas. A cada passo, o peso no peito aumentava, uma pressão estranha, desconfortável, que não vinha do esforço mágico, era outra coisa.

 

O salão estava quase às escuras, iluminado apenas pelo brilho azulado das runas entalhadas no chão, no centro, o Véu era mais fino, não visível, mas perceptível, como uma mudança na densidade do ar, uma vibração sob a pele.

 

Lysenne ajoelhou-se, pousando a mão sobre a pedra fria, o Véu estava quente, aquilo não deveria ser possível. Antes que pudesse aprofundar a leitura, uma voz rompeu o silêncio com clareza absoluta.

 

— Você demorou.

 

O coração de Lysenne falhou uma batida.

 

Ela levantou-se num movimento rápido, reunindo energia para conter uma ameaça, mas o poder hesitou, vacilou, como se reconhecesse algo antes dela.

 

— Identifique-se. — ordenou, a voz fria, treinada.

 

A mulher apoiada em uma das colunas sorriu, não era um sorriso gentil, tampouco agressivo, era um sorriso seguro, de quem sempre ocupara espaços sem pedir licença.

 

— Elaryn Voidfell.

 

Fez uma pausa breve, avaliando-a.

 

— E você só pode ser Lysenne de Vael… a Guardiã que aprendeu a não sentir.

 

O nome, na boca dela, soou diferente, menos título, mais invocação. Lysenne fechou os dedos dentro das mangas do manto.

 

Elaryn vestia couro negro, funcional, marcado por símbolos antigos gravados nas braçadeiras, runas proibidas, anteriores à própria Ordem, o cabelo escuro caía solto, indomável, e os olhos âmbar refletiam o brilho das runas com uma intensidade que não era apenas óptica. Fogo... ainda não manifesto, mas vivo.

 

— Você não tem permissão para estar aqui, este templo é território do Véu.

 

— Eu sei. — Elaryn respondeu, dando um passo à frente. — É por isso que vim.

 

O ar estremeceu, não violentamente, foi íntimo, como se o espaço entre elas tivesse sido tocado por dentro. Lysenne sentiu o impacto no corpo antes da mente: um calor súbito, inadequado, espalhando-se pelo peito, descendo lento demais para ser ignorado. Seu poder reagiu por reflexo, tentando estabilizar o ambiente, e falhou.

 

As runas no chão pulsaram. Elaryn observou com atenção quase reverente.

 

— Então é verdade. — murmurou. — Diziam que você era imperturbável.

 

— Afaste-se! — Lysenne ordenou. — Seu poder está interferindo no Véu.

 

Elaryn inclinou a cabeça, como quem considera algo óbvio.

 

— Não, o seu está reagindo a mim.

 

A frase caiu entre elas como uma fenda silenciosa. Lysenne manteve o rosto impassível, mas por dentro algo se deslocava perigosamente, não era apenas magia, era presença, a sensação inquietante de estar sendo vista para além das camadas de contenção que levara a vida inteira para construir.

 

— Você carrega fogo proibido. — disse, ancorando-se no dever. — Magias como a sua foram banidas após a queda de Solaer.

 

Elaryn aproximou-se mais um passo. Agora estavam próximas demais.

 

— Meu fogo não destruiu Solaer. — a voz baixa, firme. — O medo destruiu.

 

O Véu vibrou.

 

— Você fala como se não soubesse o preço disso. Seu tipo de poder transforma desejo em força, amor em arma.

 

— Não. — Elaryn corrigiu, os olhos presos aos dela. — Ele transforma amor em verdade.

 

O silêncio entre elas tornou-se denso, carregado de algo que nenhuma das duas ousava nomear ainda.

 

— Por que veio? — Lysenne perguntou, finalmente.

 

Elaryn sustentou o olhar por um longo instante antes de responder.

 

— Porque algo despertou, e quando o fogo antigo desperta… o Véu chama por quem pode sustentá-lo.

 

O templo pareceu inclinar-se para ouvir. Lysenne soube, naquele instante, que nada dali em diante seria contido com facilidade. E o Véu, atento, registrou o primeiro movimento.

 

(Continua...)

Fim do capítulo

Notas finais:

Obrigada por estar aqui. Sou alguém que escreve tentando organizar o que sente, e às vezes o que sinto chega antes das palavras. Se você está lendo isso, talvez também conheça essa sensação: a de carregar mundos por dentro. Eu escrevo porque preciso externar o que me transborda, e porque algumas histórias não aceitam ser contidas.

Não espero que você entenda tudo agora, apenas que caminhe um pouco ao meu lado.

Sigamos!

 

Carinhosamente,

Liara Noren


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Comentários para 1 - Capitulo 1: ONDE A MAGIA APRENDE A DESEJAR (Parte I - Aelyr e o Peso de Sentir):
EmiAlfena
EmiAlfena

Em: 25/12/2025

Que belo começo devo admitir.

 

Sigamos então...


Liara Noren

Liara Noren Em: 25/12/2025 Autora da história
Olá, EmiAlfena! Obrigada! Fico feliz que tenha gostado. Espero ter você comigo até o final. Abraço!


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