RISCOS por lorenamezza
CAPÃ?TULO 27 SAN JOSE
Carrie apresentou a casa para Cameron, que ficou encantada com a varanda de frente para a rua. Detalhes em madeira e vidro, algumas plantas e uma mesa também de madeira davam o tom rústico. Tudo era a cara de Carrie, luxo com coisas simples e baratas. Juntas apreciaram a vista por alguns minutos antes de se retirarem para um namoro justo debaixo dos lençóis. Carrie tomou banho primeiro e Cameron foi depois; pediu que Carrie se deitasse sem roupa no meio da cama, apagasse a luz antes que ela saísse do closet. Pediu também que colocasse a música: River - na versão da cantora Pink. Curiosa e ansiosa, mais que depressa ela obedeceu. Deixou o quarto à meia luz. Logo que a música começou, Cameron saiu do closet e na ponta dos pés, parecia desfilar em direção à cama. Carrie mordeu os lábios ao ver sua amada vestida numa cinta liga branca, que acentuava as curvas do corpo trabalhado pela dança. Rapidamente Cameron subiu na cama e ficou em pé, com as pernas entre o corpo de Carrie, e começou sua performance.
Rebolava com o ritmo sexy e forte da música, Carrie tentou tocá-la algumas vezes, mas sempre que tentava, Cameron colocava seu pé sobre o corpo da amada e com a cabeça negava qualquer movimento.
A garota, rebol*va e descia quase que encostando seu sex* no rosto da outra. Cameron fez sua performance em cima da namorada, ela rebolou, se esfregou, provocou a amada. Carrie sentia seu sex* pulsar, louca para tocá-la.
- Se você se comportar logo poderá me tocar.
- Não brinca assim comigo amor! Deixa eu te tocar.- Carrie quase suplicou, vendo a namorada descer seu corpo pelo dela até que sua boca quase tocasse sua bocet*.
- Vamos fazer um jogo! Vou fazer umas perguntas. Cada uma que acertar, eu vou tirando uma peça de roupa minha. A cada peça que eu tirar, vou dar algumas ch*padas em você. - ela deu uma rápida lambida no sex* da amada. - E só pode me tocar quando eu estiver nua. - riu
- Não acredito! Isso não é justo.
- Vou começar com uma fácil: quando é meu aniversário? - aproximou a boa da bocet* de Carrie e assoprou.
- 23 de novembro. - Carrie respirou fundo e sentiu uma pontada lá embaixo.
- Parabéns meu amor! - Cameron lambeu maliciosamente toda a extensão do sex* da namorada.
Carrie se contorceu, e viu Cameron soltar uma das presilhas da perna.
- Que dia nos conhecemos? - falou respirando sobre a virilha da outra. Carrie pigarreou, sentindo seu sex* pulsar cada vez mais forte
- Na festa da. da..- gaguejou.
- Que dia?
- Era… um domingo. 19 de janeiro. 19 de janeiro. - gem*u baixo.
- Muito bem meu amor. - Cameron soltou a presilha da outra perna tirando a outra liga. Rapidamente sugou com vontade o sex* da amada, dando várias linguadas e com carinho a penetrou com dois dedos. Carrie contraiu as pernas, seu gemido aumentou de intensidade.
- Estava com saudade de seu gosto amor!. Está indo bem, agora vou perguntar algo mais difícil. - a garota deslizou o corpo até ficar cara a cara com ela. - Quando foi nossa primeira noite?
- Amor! Não consigo me concentrar com você assim! - tentou abraçar Cameron.
- Não! Responde!
- Na casa da minha mãe. Na casa da minha mãe. - falou quase gem*ndo.
- Tudo bem, vou aceitar. - agora sentada no colo da namorada, ela abriu o espartilho que cobria seus seios. Os mesmos saltaram para fora. Sem poder mexer as mãos, Carrie os tomou com a boca, sugou um a um com delicadeza, Cameron a abraçou para melhor contato com os mesmos.
Esse gesto foi o sinal que Carrie precisava para enfim poder tocar em sua namorada. Retribuiu toda a provocação recebida. Se amaram como sempre naquela noite. Beijos carinhosos, beijos com paixão e tesão. Gemidos, sussurros, orgasmos. Encaixe perfeito. Ali elas tinham a certeza que o que havia entre elas era real e único. Tarde da noite já estavam extasiadas e suadas, mas felizes de saber que eram elas e somente elas.
A manhã já dava sinais de chegar quando por fim dormiram. O dia ia ser longo, precisavam ir ao aeroporto. A tão esperada viagem chegou. Assim que saiu do quarto, Carrie deu de cara com sua mãe, sentada, tomando café, sentada à mesa. Trocaram olhares, interrompidos por Cameron que também ia em direção à cozinha.
- O que faz aqui mãe? - perguntou assustada. Sarah olhou por entre os ombros da filha e viu Cameron.
- Vim me despedir antes da sua viagem. - ela continuou a olhar para Cameron.
- Devia ter avisado. Essa é minha namorada. - apontou.
- Bom dia dona Sarah. - estendeu a mão para cumprimentá-la, sendo totalmente ignorada.
- Não esperava isso de você Corbett. A premiere será aqui em Nova Yorque, tem noção do que irão falar de mim? - demonstrou arrogância no tom de voz.
- Tenho certeza que saberá se livrar da fofoca, fazia isso muito bem quando traía o papai. Cameron por favor troca de roupa e depois vem tomar café comigo.
- Do que está falando Carrie? - ela se levantou revoltada.
- Sempre fiz o que você quis, mas agora não dá mais. Preciso viver a minha vida, do jeito que eu quero. Você acha que esqueci das coisas que fazia comigo? Me jogando para aqueles diretores, achando que me dariam algum papel. Aqueles nojentos! Nunca se importou com o que podiam fazer. - Carrie sentia seus olhos arderem
- Só queria o melhor para você. - tentou argumentar
- Sem sequer me perguntar se era isso que eu queria. - com os olhos cheios de lágrimas.
- E por isso decidiu virar lésbica? Não tenho nada contra, mas tudo reflete em mim. - virou as costas para a filha, indo em direção à saída.
- Não se decide uma coisa dessa. Já me sentia diferente a muito tempo, só precisava de um empurrão. Você não foi uma péssima mãe, mas querer fazer eu viver a minha vida da forma que lhe favorece nunca foi bom. Se algum dia quiser me conhecer de verdade ou à Cameron, estarei com as portas abertas.
Cameron chorou, mas precisava ser dito. Aquelas palavras precisavam sair.
- Desculpa Carrie. Não consegui impedi-la de entrar.
- Tudo bem! Sei bem como ela é
Logo Cameron se juntou à elas.
- Sinto muito amor! - a abraçou e lhe deu um selinho.
- Ia acontecer uma hora ou outra.
Café posto, logo tudo era passado. Berta brincou de tê-las ouvido, as deixando ruborizadas. Despediram-se, e se puseram a caminho do aeroporto. Antes de sair, Carrie conferiu se havia pegado a aliança que comprou. Tudo conferido era hora de ir.
Dentro do avião, Cameron tentava se acostumar aos benefícios da primeira classe. Aliás, se acostumava ao seu primeiro voo. Tudo era novo. Na cabina fechada do assento, elas trocavam carícias e beijos, nada escandaloso, apenas carinhos entre um casal apaixonado. A viagem de 5 horas foi tranquila, conversaram sobre o projeto, sobre Glória na Costa Rica, entre outras coisas, decidiram que não iriam tocar no assunto do covil. Aproveitaram o tempo juntas.
Fizeram check in no hotel, já havia um recado para assim que puderem ir encontrar as donas das casas no local combinado.
Assim que se arrumaram, foram direto para as casas em construção. Carrie estava admirada com a cidade de San José. Poder ver de perto a arquitetura da cidade, a alegria das pessoas, estava feliz. Por sua vez Cameron se apaixonava cada vez mais pela simplicidade da namorada que em nada parecia ser a pobre menina rica de Nova Iorque. Era apenas mais alguém na multidão.
- Carri pode me dizer porque quis fazer de graça essas casas?
- Olha essa cidade, olha arquitetura. Tem como não amar esse lugar. Meu pai amava. Quando ainda eram casados, viemos passar férias e me apaixonei por tudo. Foi aqui que decidi ser arquiteta.
- A natureza aqui é exuberante mesmo.
- A Costa Rica foi nomeada "Campeã da Terra") por sua liderança na luta contra as mudanças climáticas e por seu caminho rumo a um futuro sem carbono. Alem de anunciar o fechamento de zoológicos e a devolução de animais à natureza, mostrando um compromisso profundo com o bem-estar animal.
- Que bonito isso amor.
- Sim! Depois da reunião vamos aproveitar um pouquinho tá.
- Vou para onde você quiser amor. - os olhos de Carrie brilhavam de encantamento por sua namorada.
As donas das casas chegaram e foram logo agradecendo.
- Senhora Corbett! Que felicidade você aqui. As casas estão ficando lindas. Obrigada por tudo
- Tenho certeza que estão. Não precisa agradecer.
Após as vistorias, viram que estava tudo do jeito que foi planejado e poderiam finalizar.
Já no quarto.
- Porque está demorando tanto? - Cameron tentava apressar a namorada.
- Calma amor! Já estou terminando. - Carrie em frente ao espelho do banheiro ensaiava o que ia dizer. - Cameron Diaz, quer. Foi interrompida pela namorada, guardou sem que ela visse a pequena jóia.
- O que aconteceu Senhora Corbett? - abraçou-a carinhosamente pelo pescoço
- Aqui faz calor, estava reforçando um pouco a maquiagem. Vamos.
Fim do capítulo
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HelOliveira
Em: 26/12/2025
Eita que o pedido vai sair e a relação oficializada....
Adorei um capítulo de quase paz....ainda que Carrie enfrentou a mãe...
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lorenamezza Em: 29/12/2025 Autora da história
SIM PRECISAVAM DE UM CAPÍTULO CALMO ANTES DA TEMPESTADE