Capítulo 15 - O Convite Inesperado
Hinata despertou no dia seguinte bem cedo com os primeiros raios de sol mal tocando as cortinas. Decidiu correr pelas ruas para distrair a mente, sentia que o ar livre e o movimento a acalmavam mais do que se exercitar em casa, onde os pensamentos pareciam circular sem fim em sua mente. Seguiu pelo caminho que costumava fazer, aquele era um percurso familiar que incluía a rua da Rodoviária da cidade. Ainda que não fosse proposital, um reflexo de luz chamou sua atenção no horizonte: avistou Ana subindo a rua, cambaleando, com suas malas gigantes. Por mais tenso que fosse o clima entre elas após a noite anterior, Mizuki não conseguiu segurar o sorriso por ver Ana novamente. Além do fato de ser engraçado ver a jovem tentando carregar uma mala grande com uma das rodinhas quebrada, outra mala pequena que ela tentava prender na alça da mala maior, uma mochila nas costas que parecia abarrotada de coisas e uma bolsa no ombro com outra bolsa térmica colocada de forma transversal em seu corpo, um malabarismo cômico que já era bem conhecido.
Ela se aproximou da jovem, o som de seus passos cadenciados chamando a atenção de Ana, e a cumprimentou, oferecendo ajuda:
— Bom dia, vai ver seus pais, certo? Do you need help? — (Você precisa de ajuda?)
Vendo Hinata ali, sorrindo para ela, o rosto iluminado pelo Sol da manhã, Ana sentiu seu coração se derreter novamente, ignorando por completo a barreira que havia tentado construir na noite anterior. Tentou se lembrar de manter o profissionalismo, o que poderia incluir uma amizade com sua chefe, isso não teria nenhum problema de terem e… de qualquer forma, Ana gostava muito de Hinata a essa altura. Talvez um dia com o passar do tempo seu coração entenderia a realidade da situação.
"Minha nossa, a família de Hinata está no Japão e ela vai ficar sozinha o recesso todo. Como eu pude ser tão insensível, nem lembrei disso antes." Ana pensou e uma pontada de culpa a atingiu.
— Bom dia, sim, vou visitar meus pais. Quer vir comigo? — Ana perguntou, o convite saindo de seus lábios antes que pudesse pensar nas consequências em um impulso genuíno de compaixão e afeto.
O convite pegou Mizuki de surpresa, fazendo-a piscar os olhos. Ela não esperava uma proposta tão direta e pessoal.
— I don't know if such a visit would be appropriate without notifying them in advance. (Não sei dizer se seria apropriado uma visita assim sem avisá-los com antecedência.) — Mizuki respondeu, a voz um pouco hesitante, a etiqueta embutida em sua mente.
Ana assumiu uma postura séria, abandonando a leveza de antes.
— Passar o Natal e o Ano Novo sozinha?… Ninguém deveria passar por isso. Eu… não… queria que você ficasse sozinha, Hinata… se não quer ir… eu… fico por aqui e te faço companhia, o que você acha? — Ana ofereceu, o tom urgente, mostrando o quanto se importava.
— Eu vou ficar bem. Não preocupa. — Mizuki tentou tranquilizá-la, mas a sinceridade na voz de Ana a tocou.
— Então, se você não vai comigo e também não quer minha companhia, eu também não vou. Vou ficar sozinha em casa também. — Ana retrucou, um pingo de teimosia em sua voz, jogando a ‘culpa’ em Hinata.
— I didn't say I don't want you with me.. And…(Não disse que não quero sua companhia. E…) Não quero você sozinha assim… Are you sure it won't be a burden on your family? (Tem certeza que não será um incômodo para sua família?) — Mizuki perguntou, a dúvida em seu olhar, a preocupação com o protocolo ainda presente.
— Não vai ser incômodo nenhum. Tenho certeza. — Ana garantiu, com um sorriso tranquilizador.
— Hai, então eu vou — Hinata finalmente ‘tomando o controle’ cedeu e um sorriso genuíno se abrindo em seu rosto.
Hinata ajudou Ana com as malas até sua casa, a cena das duas mulheres carregando bagagens pela rua. Chegando em casa ela pediu que Ana a ajudasse a arrumar sua mala. Chamou a jovem para seu quarto, aquela era a primeira vez que Ana subia ali. Percebeu que tinha tomado banho em um outro quarto, e imaginou que aquele seria um quarto de hóspedes, dada a ausência de toques pessoais.
O quarto de Hinata era praticamente todo branco, minimalista e impecável. Uma cama de casal, grande e convidativa, ficava no centro de uma das paredes, adornada por um lençol imaculado. Duas portas discretas na parede do lado oposto da cama: uma delas, Ana descobriu, era o closet, repleto de roupas alinhadas por cor e tipo; a outra, ela imaginou, seria um banheiro, assim como no quarto de hóspedes.
Assim como o restante da casa, naquele quarto não havia cores vibrantes, nem enfeites supérfluos, e nem mesmo porta-retratos com fotos de família. Ana percebeu que Hinata tinha uma enorme quantidade de terninhos e roupas formais, penduradas com perfeição. A exceção eram suas roupas de academia e pijamas, um vislumbre da vida pessoal de sua chefe que Ana jamais imaginou que algum dia teria acesso. Foi nesse momento que a realidade do seu convite ficou clara na mente de Ana. Alguns passos para trás fizeram com que Ana acabasse se sentando na cama.
— Hinata… — havia tensão na voz de Ana agora que estava amadurecendo a ideia de ter chamado sua chefe, que não estaria nem um pouco acostumada com os hábitos de uma casa humilde como a dos seus pais. — Preciso que você saiba de uma coisa antes de irmos. A casa em que eu cresci, a casa dos meus pais, é uma casa bem humilde e eu sei que você não está acostumada com isso e… — Ana dizia enquanto olhava para baixo.
A frase foi interrompida quando Hinata se abaixou para seu rosto ficar na mesma altura dos olhos de Ana. Ela colocou a mão em seu rosto e fez carinho em sua bochecha, um toque gentil e reconfortante que pegou a jovem de surpresa que fez as bochechas dela ficarem levemente coradas.
— You'll be with me, won't you? (Você vai estar comigo, não vai?) — Hinata perguntou, a voz suave, seus olhos fixos nos de Ana. Ana assentiu com a cabeça, sentindo-se mais calma. — So don't worry so much, okay? (Então não se preocupe tanto, ok?)
Alguns minutos depois, Hinata já estava pronta com uma pequena mala de mão, enquanto Ana olhava espantada, sem saber exatamente como a mulher conseguiu colocar tudo que iria precisar para uma viagem que duraria vários dias em uma mala de tamanho mediano, enquanto Ana estava praticamente de mudança, com suas malas transbordando.
Elas colocaram tudo no carro e começaram o percurso. A cidade em que Ana cresceu ficava a cerca de 50 minutos de carro, uma distância relativamente curta, porém a viagem demorava quase duas horas porque o ônibus que Ana pegava diariamente passava em outras duas pequenas cidades no trajeto, alongando em muitos minutos o tempo do percurso.
—xxx—
Chegando na casa dos pais de Ana, Hinata percebeu que se tratava de um sítio, um lugar singelo e sereno, rodeado de pasto verde e árvores frondosas, com uma pequena casinha com telhado feito com telhas de barro logo após uma cerca rústica. Assim que elas chegaram, Hinata parou o carro, e alguns cães vira-latas se aproximaram curiosos para cheirar as rodas do veículo, abanando o rabo.
— Está tudo bem, eles não são bravos, só estão curiosos. — Ana tranquilizou Hinata, vendo a hesitação em seu rosto.
Hinata saiu do carro enquanto Ana, com um sorriso, mandava os cães não mexerem com sua chefe. Seus pais saíram de dentro da casa, a mãe com um avental florido, o pai com um chapéu de palha. Ana correu para tomar a bênção de seu pai e abraçar sua mãe com força, um reencontro caloroso.
— Mãe, essa é a Hinata, uma amiga do trabalho. A família dela está no Japão, então resolvi trazer ela pra passar o feriado com a gente, tudo bem? — Ana explicou, com um tom de quem pedia permissão e informava ao mesmo tempo.
— Claro fia, tem pobrema naum. Oi, minina, podi entrar, fica à vontade, viu? A casa nossa é simplezinha, mais sempre cabi mais um igual coração de mãe. — Dona Maria disse com um sorriso acolhedor e a fala cantada do interior.
— Olá, senhora… Hi… ammm… nice to meet you… Anata no musume-san wa totemo tokubetsuna hitodesu. (Oi… prazer em te conhecer….Sua filha é uma pessoa muito especial.) — Hinata tentou cumprimentar fazendo uma reverência, seu português misturado com japonês, mas a formalidade e o nervosismo eram evidentes. Dona Maria avançou dois passos à frente e abraçou Hinata de forma calorosa.
— Minina, eu num intendi nadinha do que ocê falou, mas vamo entrar pra tomá um café e armoça qui eu já tô com as panela no fogo, ocê num deve ter comido nada, tá tão magrinha óia pra isso. — disse Dona Maria sem parar de falar, enquanto Hinata estava com uma cara de quem não estava entendendo nada, mas sorria gentilmente. As duas seguiram para dentro da casa, o cheiro de comida caseira pairando no ar, enquanto Ana ficou para trás rindo da situação em que colocou sua chefe, o choque cultural sendo uma cena divertida. Tentou parar de rir quando viu que seu pai ficou a observando, o olhar atento e analítico.
"Ixi, acho que papai já percebeu." Ana pensou, um calafrio percorrendo sua espinha.
Sentaram-se na mesa: Hinata e o pai de Ana, enquanto a mãe terminava de preparar algo para as meninas tomarem um café rápido e já adiantava o que podia do almoço na cozinha, ao som de panelas e talheres. Ana a estava ajudando, colocando a mesa e os itens que iriam precisar. Hinata não conseguiu se conter e ficou observando ao redor. A mesa ficava em uma sala de jantar aconchegante. A toalha que Ana colocou na mesa era xadrez, verde e branca, e nela haviam alguns furos que mostravam que ela já era usada há um bom tempo.
— Não, fia, não coloca essa não. Pega aquela na gaveta que é pra visita. — A mãe de Ana instruiu, a voz firme, mas cheia de afeto.
Ana fez como orientou sua mãe e montou uma mesa com as xícaras novas que sua mãe nunca deixava os filhos usarem, peças de louça guardadas para ocasiões especiais que a gentil senhora havia ganhado como presente pelo seu casamento a vários anos atrás. Hinata observava tudo com atenção, sorrindo ao ver as caras e bocas de Ana para sua mãe, uma interação familiar que ela nunca teve. Ainda que não conseguisse compreender tudo que elas falavam, a linguagem do afeto era universal. Quando, ainda sorrindo, desviou o olhar como costumava fazer na empresa, viu que os olhos do pai de Ana estavam fixos nela, em um completo silêncio.
"A quanto tempo será que ele está me observando? Ele parece ser um homem bem reservado." Hinata pensou, sem conseguir decifrar a expressão dele.
Mas, bem diferente do Sr. Kodama, o pai de Ana não causava medo em Hinata. Ele só parecia atento e preocupado, como um protetor silencioso. A casa era humilde, assim como Ana havia falado, mas ainda assim era recheada de amor e personalidade, cada canto contando uma história. Nas paredes, haviam fotos em molduras pequenas ou médias, registrando momentos felizes da família. Após o cafézinho seguido de um farto almoço em que ela pôde conhecer os irmãos gêmeos de Ana.
— Fia, aquele trabaio que ocê tava esperando a resposta do seu professo, o que é que deu? — disse Dona Maria enquanto todos terminavam de almoçar.
— Ah é mãe meu Trabalho de Conclusão de Curso, minha nota já saiu e eu fui aprovada. Então agora é só esperar chegar o meu diploma. Eu estava esperando vir aqui pra contar pessoalmente pra senhora — Ana respondeu com um sorriso orgulhoso.
— Oh minha fia que notícia boa, nois fica muito feliz né Bem? Nois já sabia que ocê ia consegui. Oh Bem prepara aquele leitãozinho que nois tem que comemora. Nois tem uma fia que tem diploma. — Dona Maria disse enquanto abraçava sua filha com os olhos marejados de emoção.
— Mãe não precisa tá?
— Claro que precisa fia, num é todo dia que um fio nosso vira dotô na faculdade num é mesmo Renata? — Dona Maria disse incluindo Hinata na conversa. Hinata por sua vez apenas concordou positivamente acenando com a cabeça.
— E no serviço fia já está tudo certo pro cê continuar?
— Ah mãe eu ainda tenho mais um mês de estágio, só depois que eles vão ver se eu vou ser efetivada ou não — Ana disse olhando para Hinata como se estivesse desconfortável em falar sobre sua efetivação.
— Ah mais esse povo do seu serviço ia ser muito é bobo se num ti contrata viu fia. Sabe Renata essa menina é muito boa no serviço lá que ela faiz. Ela disse até que a chefona elogiou ela sabia?
— Mãe! — Ana disse já ficando vermelha — Para de falar assim, a Hinata também trabalha na empresa e ela não quer ficar falando sobre o trabalho no nosso dia de folga né?
— I'm enjoying hearing what your mother has to say about the boss at work. (Eu estou gostando de ouvir o que sua mãe tem a dizer sobre a chefe lá do trabalho). — Hinata estava curiosa para saber o que mais Ana contou sobre a ‘chefe’
— Viu mãe, vamos falar de outra coisa. — Ana disse enquanto mudava o que Hinata havia acabado de falar.
— Ta baum fia, mais me conta só mais uma coisa Renata, aquele moço que fica tratando a Ana mal, aquele tal de Jorgi, ele é desse jeito com todo mundo ou só com a minha fia?
— Jorge? — Hinata perguntou com um olhar cortante e sério como quem quisesse descobrir o que estava acontecendo.
— É… aquele moço esquisito que fica tratando a minha Aninha mal. Ocê conhece ele?
O olhar de Hinata mudou do rosto da Dona Maria para o de Ana que a essa altura apenas suspirou e olhou para baixo. Seu rosto havia passado de vermelho para branco quase que instantâneamente.
— Mãe… — O olhar e a voz de Ana se tornaram desanimados — Eu… Não quero falar sobre ele, tá? E vocês meninos, como estão? — Ana disse mudando o foco da conversa.
Porém mesmo mudando de assunto Hinata percebeu que algo estava acontecendo na empresa e que ela deveria investigar quando elas voltassem.
Assim que todos terminaram de almoçar Hinata foi levada para um tour guiado pela própria Dona Maria, que falava dos filhos com orgulho e mostrava fotos de quando Ana era pequena, com um carinho que fez o peito de Hinata apertar.
Acabou sobrando para Ana tirar as malas do carro, e levar para o seu quarto, um trabalho que ela fez sem reclamar. Durante a parte da tarde, Ana levou Hinata para um passeio no pomar, antes que o Sol se pusesse, entre árvores carregadas de frutas maduras, e um aroma doce pairando no ar.
— O que achou? — Ana perguntou, curiosa para saber a impressão de Hinata.
— Your mother is so sweet, now I know who little Ana looks like. But your father, maybe he didn't like me. (Sua mãe é tão doce, agora eu sei com quem a pequena Ana se parece. Mas seu pai, talvez ele não gostou de mim.) — Hinata confessou a dúvida em sua voz.
— My dad is very protective and he knows how I felt when… (Meu pai é muito protetor e ele sabe como eu fiquei quando…) ele só fica preocupado. But don't worry, okay? As for my mom, she definitely loves you like a daughter already. (Mas fique tranquila, está bem? Quanto à minha mãe, ela com certeza já te ama como se fosse filha dela também.) — Ana explicou, tentando tranquilizar Hinata, com carinho em seu tom.
Essa última frase mexeu profundamente com Hinata. Seus olhos começaram a se encher de água, fazendo Ana entrar em pânico.
— Hey, I'm sorry, I said something wrong (Ei, me desculpe, eu disse alguma coisa de errado?) — Ana perguntou, a voz cheia de preocupação.
Hinata balançou negativamente a cabeça, as lágrimas ainda presas em seus olhos.
— Watashi… wa itsumo hahaoya o motsu koto ga don’na kotona no ka shiritakatta. (Eu… sempre quis saber como era ter uma mãe.) — Hinata sussurrou, a voz embargada, deixando que algumas das lágrimas escorressem pelo seu rosto. Estava tão confortável com a presença de Ana que não viu problemas em mostrar um pouco dos seus sentimentos que sempre escondeu tão profundamente.
"Então ela nem chegou a conhecer a mãe então?" Ana pensou, o coração apertado pela revelação.
— Sinto muito, Hinata. — Não havia o que ser dito, só o que Ana podia fazer era abraçar Hinata, um abraço apertado e consolador. Hinata, por sua vez, não apenas aceitou o abraço como retribuiu com força, buscando o conforto que precisava enquanto deixou seus sentimentos extravasar.
—xxx—
Ainda naquela noite, Hinata foi apresentada para uma cena de jantar em família, os irmãos de Ana, que agora já estavam se sentindo mais à vontade para fazer brincadeiras que irritavam Ana, e que riam muito com as broncas da irmã caçula.
O quarto de Ana era simples, mas acolhedor, um santuário de sua infância. Nele, havia uma cama no meio do quarto, um pouco maior do que uma cama de solteiro normal, porém não tão grande quanto uma de casal; era conhecido como colchão de viúva, um espaço confortável para uma pessoa. Do lado direito, havia uma janela que dava para o pomar, e do esquerdo, um pequeno guarda-roupa de madeira simples. Havia uma escrivaninha ao lado da porta e uma pequena estante com livros, alguns amarelados pelo tempo. As paredes eram cor de rosa pálido, e Hinata observou os dois alfabetos japoneses (Hiragana e Katakana) colados na parede, além de alguns pôsteres de animes e um quebra-cabeças do Monte Fuji que foi montado e colado, mostrando a paixão de Ana pela cultura japonesa desde cedo.
Após o banho, chegou a hora de dormir. Assim como sua mãe havia orientado, Ana preparou sua cama para que Hinata pudesse dormir o mais confortável possível, arrumando os lençois e travesseiros com carinho. Enquanto isso, a jovem também havia preparado um cantinho no chão para que dormisse também, com algumas cobertas e um travesseiro improvisado.
— Hinata, preparei a cama pra você. — Ana disse, apontando para a cama, um sorriso gentil.
— E você? — Hinata perguntou, a voz com um tom de desaprovação.
— Vou dormir aqui. — Ana disse, apontando para o cantinho cheio de cobertas no chão.
— I can't sleep in the bed while you sleep on the floor. (Não posso dormir na cama enquanto você dorme no chão.) — Hinata retrucou, a voz firme e um brilho de teimosia em seus olhos.
— Eu é que não posso deixar você dormir no chão enquanto eu durmo na cama. — Ana insistiu, com um sorriso desafiador.
Haviam chegado a um impasse, uma batalha de gentilezas.
— Está bem. — Hinata fingiu concordar, um plano já se formando em sua mente.
Logo depois que Ana tomou banho e se deitou para dormir aparando as luzes, ouviu uma movimentação suspeita. Hinata, com um sorriso travesso, pegou seu cobertor e o jogou no chão, como uma criança teimosa que não aceita ser contrariada, foi se deitar no chão ao lado de Ana, ignorando a cama arrumada.
— Mas achei que tínhamos entrado num acordo. — Ana disse, surpresa e rindo da situação.
— We can continue the debate tomorrow. (Podemos continuar o debate amanhã.) — Hinata disse, enquanto puxava parte do lençol de Ana para si, já se ajeitando. — Demo mō nete mo ī ka na? (Mas agora podemos dormir?) — terminou bocejando de sono.
Ela sabia ser irritante de uma forma que Ana achava tão fofa. No dia seguinte, acordaram as duas com o corpo dolorido de dormirem no chão, um sacrifício divertido. Olharam uma para a outra e, com um suspiro resignado e um sorriso, entraram em acordo que iriam dividir a cama dali para a frente.
Fim do capítulo
Bom dia! Boa tarde! Boa noite!
E esse encontro da Hinata com a Dona Maria hein?
Já avisando pra vcs que amanhã tem mais S2
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Zanja45
Em: 02/01/2026
Ana conseguiu o que queria levar a chefa para passar as festas na cas dos pais.
Foi muito engraçado ver o encontro de Dona Maria com Hinata. -— o choque cultural muito evidente, pois ela não compreendia nada do que ela falava, mas mesmo assim resolveu da melhor forma possível, dando um abraço, mostrando o amor grandioso em seu coração, sem necessitar de palavras. No entanto o pai de Ana se mostrou mais reservado, talvez ele tenha percebido algo entre as duas? Alguma situação machucou Ana que ele teme que ela se magoe novamente?
Essa ida dela com Ana, foi positiva, está fazendo ela abrir mais o coração, falar dos sentimentos. — O fato dela não ter tido uma mãe, apenas a figura paterna (rígida), fez com que ela se resguardasse. No entanto os sentimentos estão se aflorando, vindo a tona, fazendo com que surja um Hinata muito diferente de Misuki
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Jsilva
Em: 21/12/2025
Q CAPS maravilhoso s2. Eu acertei !!! A japa conheceu a casa da aninha q fofo! Gente q família top né? O mais legal é q a mizuki tenho a experiência mineira de uma casinha simples mais com amor e Totalmente fora da realidade dela .
EmiAlfena
Em: 21/12/2025
Autora da história
Primeira vez na vida que a Mizuki / Hinata está tento uma experiência em família de vdd
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HelOliveira
Em: 20/12/2025
Dona Maria sempre linda demais....que mãe linda...
Uau já aguardando o próximo
EmiAlfena
Em: 21/12/2025
Autora da história
Hj tem mais um cap :)
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EmiAlfena Em: 02/01/2026 Autora da história
De fato, exatamente isso