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Entrelinhas da Diferença por MalluBlues

Ver comentários: 3

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Palavras: 1689
Acessos: 771   |  Postado em: 19/12/2025

Capitulo 23

Por Bia:

O silêncio de Luísa pesava no ar há dias. Eu tentava ignorar, mas era impossível não sentir um vazio incômodo.

Durante esse tempo, mantive minha rotina de sempre: stories matinais, lives sobre skincare, posts patrocinados que pagavam as contas e posts falsos com fotos que davam a entender que Luísa e eu estávamos juntas. Mas tudo vinha acompanhado de uma sensação estranha de estar interpretando a mim mesma. Como se estivesse representando a "Bia influencer" enquanto a Bia real ficava em algum cantinho da mente, pensando em cabelos desarrumados pela manhã e sorrisos provocantes tomando café.

Há alguns dias, havia visto o post. Uma menina jovem, Mariana, que também me seguia, tinha postado uma foto com Luísa num restaurante. A legenda falava sobre inspiração e representatividade, mas eu mal consegui ler as palavras. Estava hipnotizada pela imagem: Luísa sorrindo de uma forma linda, os olhos brilhando de uma maneira que nunca havia capturado nas fotos do nosso teatrinho de casal. Ela estava... deslumbrante. Era uma beleza natural, espontânea, real.

Fiquei olhando aquela foto por mais tempo do que deveria, sentindo uma pontada estranha no peito.

E agora, enquanto estava caminhando pelos corredores do escritório de Pietro, tentava organizar meus pensamentos. Ele havia sido vago no telefone: "precisamos conversar sobre os próximos passos da parceria com a PS" . Mas algo no tom dele me deixou inquieta.

Quando abri a porta da sala de reuniões, meu coração despencou.

— Olá! Bia, querida, está linda como sempre — disse Ângela, se levantando para me cumprimentar com aquele sorriso amarelo.

Merda. Por que ela está aqui?

— Oi, Ângela — respondi, abraçando-a meio de lado, tentando não demonstrar minha decepção.

Meu olhar varreu rapidamente a sala, procurando por Luísa ou Valéria. Nada. Apenas Pietro atrás da mesa, Ângela com sua postura impecável, e eu me sentindo subitamente como se estivesse prestes a cair numa armadilha.

Onde está Luísa? E por que ela não foi chamada para uma reunião sobre nossa parceria?

— Bom... vamos lá então — Pietro disse, apontando para as poltronas, sinalizando para nos sentarmos.

Me acomodei na poltrona, cruzando as pernas e tentando manter a expressão neutra, mas minha mente disparou em mil direções. Algo estava errado. Reuniões sobre nossa colaboração sempre incluíam a PS, sempre incluíam Luísa e Valéria.

— Bia, a Ângela solicitou esta reunião, então vou deixar que ela conduza.

Claro que foi ela.

— Agradeço, Pietro. Então Bia, como você sabe e tem acompanhado, os números nas redes sociais estão altíssimos, superando todas as nossas expectativas — Ângela iniciou, com aquele tom profissional que eu conhecia bem demais.

Fiz um sinal com a cabeça indicando que ela continuasse, mas uma irritação começou a crescer no meu estômago.

— Os números de vendas também estão todos em alta, o que é ótimo! Nas últimas pesquisas que fizemos, notamos que o principal nicho que tem fomentado esta alta nas vendas é o alcance de um novo público, na verdade, dois novos públicos — Ângela soltou uma risada forçada que me fez ranger os dentes. — São eles a população LG e todas as outras letras e as pessoas deficientes.

A frase saiu da boca dela com um desdém mal disfarçado que me fez ver vermelho.

— Pessoas com deficiência — corrigi de maneira ríspida, sentindo o calor subir pelo pescoço.

— Sim, sim, isso — ela continuou, como se minha correção fosse um detalhe irrelevante. — A questão agora é o extremo cuidado que precisaremos ter nos próximos passos, entende?

Meu coração começou a bater mais rápido. Havia algo na maneira como ela disse "cuidado" que soou mais como "controle".

— Entendi, mas ao que você se refere?

Pietro trocou brevemente um olhar comigo, e naquele segundo consegui ver algo que poderia ser desconforto, ou talvez pena.

Ele sabia que eu não ia gostar do que estava por vir.

— Vinterville, querida. É daqui a duas semanas. Lembra? — Ângela disse, como se estivesse explicando algo óbvio para uma criança.

— Lembro sim, Ângela. E já tivemos essa conversa não faz muito tempo. O que tem?

Pronto. Lá vem bomba.

— Você concordou, Valéria concordou e Luísa concordou. Porém, em consulta com os demais assessores da PS, decidimos acrescentar um termo extra ao nosso contrato já estabelecido anteriormente.

Senti meus dedos se contraírem involuntariamente no braço da poltrona. Quando alguém começa uma frase com "decidimos acrescentar um termo extra", nunca é para dizer que vão te dar um aumento.

— Que termo? — perguntei sem muita paciência, porque sinceramente, já estava de saco cheio dessa conversa toda.

— De que, se em decorrência dessa viagem, você começar a ser vinculada a escândalos e receber críticas em demasia e isso comprometer o lucro e a imagem da PS, o contrato será findado.

Pisquei algumas vezes, processando a informação. Era como se ela tivesse dito "se você respirar errado durante o evento, pode considerar o contrato encerrado".

— Mas Ângela... isso é algo que não podemos prever. Enquanto empresário, não concordo — Pietro disse, se impondo e me defendendo.

Pelo menos alguém aqui ainda tem um pingo de bom senso.

— Valéria e Luísa sabem dessa conversa? — perguntei, sentindo uma mistura de raiva e incredulidade crescendo no peito.

— Fizemos uma reunião rápida no início da semana e, em relação aos contratos de marketing, tenho autonomia para intervir.

Claro que fizeram. Uma reunião "rápida" onde decidiram meu futuro sem me consultar. Que delícia.

— Inacreditável... — eu disse e suspirei, porque honestamente, que outra reação eu poderia ter diante de tamanha genialidade?

— Olha, Bia... isso é em caso de algo sair dos planos e metas estabelecidos. É uma precaução para PS. Deveríamos ter feito isso quando aconteceu o escândalo com a concorrência, mas não fizemos. Você tem mais alguns meses de contrato conosco, então, mesmo que dê tudo errado e o contrato seja cancelado, não será tão ruim assim, querida...

Não será tão ruim assim, querida.

É mole?

Fiquei olhando para ela por alguns segundos, sentindo uma vontade quase irresistível de rir. Não de alegria, obviamente, mas daquela risada meio histérica que vem quando a situação é tão absurda que seu cérebro não sabe como processar.

Então deixa eu ver se entendi: eles querem que eu vá para o último ensaio importante da PS caminhando numa corda bamba, onde qualquer passo em falso pode me custar tudo. E ainda por cima acham que estão sendo "razoáveis" porque "são só mais alguns meses e não será tão ruim assim". Fantástico.

Olhei para Pietro, que parecia tão desconfortável quanto eu me sentia, depois voltei meus olhos para Ângela, que me encarava com aquele sorriso condescendente que eu estava começando a odiar profundamente.

E então uma pergunta muito clara se formou na minha mente: onde diabos estava Luísa nessa história toda?

— Ângela — comecei, tentando manter a voz o mais controlada possível — você está me dizendo que vocês vão alterar nosso contrato sem levar em consideração minha vontade e opinião, baseando-se em hipóteses de escândalos que podem nem acontecer?

— Estou dizendo que estamos sendo precavidos, Bia. O mercado está volátil, e...

— Não — cortei, me levantando da poltrona — Essa é minha resposta.

O silêncio que se seguiu foi constrangedor. Pietro tossiu desconfortavelmente, enquanto Ângela me encarava com uma expressão que oscilava entre surpresa e irritação.

— Bem — ela disse, alisando a saia e recuperando rapidamente a compostura — espero que você repense e entenda que isso é business, querida. Nada pessoal.

Nada pessoal. Claro.

— Claro, Ângela. Business — repeti, pegando minha bolsa — Então vocês repensem e vamos fazer business sim. Vou para Vinterville, vou fazer meu trabalho, e em vez de um novo termo contratual, vocês vão ficar na torcida para que eu não "cause escândalos" por lá. Combinado?

Pietro se levantou também, parecendo aliviado por eu ter me posicionado e a reunião ter finalmente chegado ao fim.

— Bia, se precisar de qualquer coisa...

— Obrigada, Pietro. Realmente — sorri para ele.

Ângela também se levantou, estendendo a mão para um aperto que eu fingi não ver.

— Até mais, Ângela. 

Cheguei em casa com uma mistura de raiva e ansiedade fervilhando no peito. Joguei a bolsa no sofá. Aquele mesmo sofá onde Luísa havia dormido uma semana atrás. Fui direto para a cozinha fazer um café. 

Enquanto a água esquentava, peguei o celular e fiquei encarando a tela. O nome da Luísa ali, no WhatsApp, me encarando de volta como um desafio.

Será que ela sabia dessa reunião? Será que concordou com essa palhaçada toda? Estava com a cabeça quente e seriamente considerando a possibilidade de cancelar o contrato e dar por encerrado esse teatro todo.

Comecei a digitar: "Lu, precisamos conversar sobre..."

Deletei tudo.

Tentei de novo: "Oi, tudo bem? Rolou uma situação hoje e..."

Apaguei novamente.

Por que isso é tão difícil?

Passei o café e continuei ali, segurando o celular como se fosse uma granada prestes a explodir. Parte de mim queria ligar para ela imediatamente e contar tudo. Outra parte tinha medo da reação dela. Será que ia achar que eu estava sendo dramática? Será que ia concordar com a Ângela?

Respirei fundo e digitei de novo: "Luísa, podemos conversar? Aconteceu uma coisa hoje que eu gostaria de conversar contigo."

Meu dedo pairou sobre o botão de enviar por pelo menos trinta segundos.

Coragem, Bia.

Enviei.

A resposta veio mais rápido do que eu esperava:

Luísa: Claro! Aconteceu algo grave?

Bia: Prefiro conversar pessoalmente. Você pode vir aqui em casa? Ou posso ir aí, tanto faz.

Luísa: Vou aí. Chego no final da tarde, pode ser?

Bia: Perfeito. Te espero.

Guardei o celular e me apoiei na bancada da cozinha, olhando para o café que já estava esfriando.

Em algumas horas, Luísa estaria aqui. E eu teria que contar para ela que nossa parceria estava prestes a acabar. Teria que explicar que, aparentemente, sou vista como um "risco" que precisa ser controlado.

E talvez, só talvez, ela também acharia tudo isso um absurdo e eu admitiria que a semana sem falar com ela havia sido infinitamente mais difícil do que deveria ter sido.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 23 - Capitulo 23:
anaffsse
anaffsse

Em: 22/12/2025

Ansiosa pelos próximos capítulos!! 

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 21/12/2025

Está muito boa a história, e estou muito curiosa para essa conversa e a reação da Luiza

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Letícia ASI
Letícia ASI

Em: 21/12/2025

preciso de mais capítulos, esta muito bom e envolvente

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