Capitulo 18
Capitulo 18
"A vida não é o que a gente viveu, e sim o que a gente lembra, e como lembra para contar." - Gabriel García Márquez
Há dias venho sentindo a necessidade de visitar novamente o túmulo do meu pai. Desde que voltamos, Rico ainda não veio - e eu entendo. Ele nunca conheceu nosso pai. Para ele, a figura paterna sempre foi o Lucas. É com ele que aprendeu a andar, a se proteger, a confiar. Mas eu... eu carrego lembranças, mesmo que poucas. E uma saudade que nunca encontrou espaço para ser vivida.
O sol já estava alto quando cheguei ao cemitério. Era quase meio-dia - horário em que ninguém costuma visitar os mortos. Talvez por isso eu tenha escolhido esse momento. Queria silêncio. Queria espaço. Queria meu pai. E não queria testemunhas. Então, ou seria nesse horário ou à noite.
Caminhei devagar entre os túmulos, o calor fazendo o ar parecer mais pesado. O cemitério de Nova Esperança tinha aquele cheiro de terra antiga e abandono. O túmulo do meu pai ainda estava lá, como eu lembrava: quebrado, esquecido, engolido pelo tempo.
Mas antes que eu pudesse me aproximar, ouvi passos. Me escondi instintivamente entre duas sepulturas, o coração acelerado. Foi então que a vi.
Uma senhora de cabelos brancos, passos lentos, olhar triste. Ela se ajoelhou diante da sepultura do meu pai e começou a falar. A voz era baixa, mas firme, carregada de dor.
- Dário... meu filho... - ela disse, tocando a lápide com dedos trêmulos. - Me perdoa. Me perdoa por não ter te ajudado. Por não ter defendido você. Por ter ficado calada quando tudo aconteceu.
Ela chorava. E eu, escondida, sentia o nó na garganta crescer. Quem estava ali era a minha avó paterna, a senhora Iolanda.
- Ah, filho... que dor tão grande. A saudade, mesmo depois de todos esses anos... Eu nunca consegui me perdoar. Tudo culpa dessa guerra entre seu pai e Mário. Eu sei, filho, eu sei que foi ele quem mandou te matar. E o pior... o pior é que o seu pai é tão culpado quanto ele. Porque seu pai sabia que você corria perigo dentro daquela prisão e não fez nada para te ajudar...
Ela respirou fundo, como se tentasse segurar o mundo dentro do peito.
- O Décio, seu irmão, está cada dia mais raivoso. Ele agora ameaça a neta do Mário, uma menina que não tem culpa de nada. Como você, meu filho, e o pai dela, que morreram inocentes por causa dessa maldita rixa entre as famílias.
Diana a escutava sem acreditar. - Então o tio Décio ainda está ameaçando a Ana Carolina? O Dr. Mário não tinha conseguido fazer com que ele parasse?
- E minha neta... meus netos... porque a Sandra saiu daqui grávida. Será que é um menino ou uma outra menina? - As lágrimas e o choro se tornaram compulsivos. - E agora tem uma mulher morando na fazenda que era sua, a Recanto das Cerejeiras. Uma forasteira, segundo seu pai. Ela tem o mesmo nome da sua filha, minha neta... Diana. Mas não é ela, filho. O seu pai investigou. Disse que essa mulher não é nossa neta. Mas eu ainda não vi com meus próprios olhos. Como ter certeza de que ela não é realmente minha neta? Eu apenas tenho algumas fotos que seu pai não queimou... Ele quer apagar você e meus netos da história da nossa família, meu filho...
- É verdade, vovó... eu mesma mal lembro da senhora - Diana falava consigo mesma.
Ela olhou em volta, como se temesse ser ouvida.
- Eles estão furiosos, filho. Dizem que essa mulher, a tal Diana, veio trazer desgraça. Que aquelas terras são deles e ela está atrapalhando os planos deles. Mas aquelas terras eram suas. Você ganhou do seu avô, o meu pai. Se ele estivesse vivo quando tudo aconteceu, Dário, quem sabe tudo não teria sido diferente? E eu... eu tenho medo. Medo de que mais uma tragédia aconteça por causa dessa terra maldita. E mais inocentes morram. Essa moça, a tal Diana... acha que eu devo procurá-la para avisar?
Ela chorava com dor e arrependimento. Falava da neta como se fosse uma sombra perdida no mundo.
- A Diana... nossa menina... se perdeu. E eu... eu deixei. Eu não fui forte o suficiente pra proteger vocês. O meu netinho ou netinha que nunca conheci... o que terá sido deles? E a pobre da Sandra, que foi abandonada por todos - por mim e pela própria família... Uns sanguessugas. Eles tentaram comprar as suas terras, filho, mas o Mário não deixou, mesmo eles sendo parceiros. E o seu pai ameaçou eles.
Fiquei ali, imóvel, comovida e com raiva ao mesmo tempo. A dor da minha avó era real. Mas também era tardia.
- Eu vou dar um jeito de avisar essa pobre moça, filho. Não vou deixar que algo aconteça com ela, como deixei que acontecesse com você e meus netos. Eu prometo, filho. Vou tentar ajudar a ela como se fosse a nossa Diana.
Ela ficou mais alguns minutos chorando, passava a mão na foto do meu pai. Depois de um tempo, se levantou com dificuldade, beijou a lápide e foi embora sem me ver.
Esperei alguns minutos antes de sair do esconderijo. Caminhei até o túmulo do meu pai e me ajoelhei diante dele.
- Pai... eu não tenho muitas lembranças da vovó. E depois de hoje... eu não sei o que fazer com o que ouvi. - Toquei a lápide com cuidado. - Ela se arrepende. Mas será que isso muda alguma coisa? Parece que eu realmente precisava estar aqui hoje e agora, não é, pai?
Fechei os olhos e, por um instante, uma lembrança veio com força. Eu era pequena. Estava na fazenda. O senhor me ensinava a cavalgar sozinha. Lembro do seu sorriso, da sua paciência, da sua voz dizendo: "Você consegue, minha filha. Só precisa confiar."
Sorri com dor. E então outra lembrança veio. O tio Décio, furioso, invadindo a fazenda. Gritando com o senhor. Trocaram insultos. Ele o ameaçou. E eu, escondida atrás da cerca, assistia tudo sem entender.
- Eu vou descobrir tudo, pai. E vou fazer justiça. Por você. Por mim. Por tudo que nos tiraram.
Fiquei ali mais alguns minutos. Depois me levantei, com o coração pesado e a mente cheia de perguntas. Segui pela avenida principal da cidade. Eu dirigia devagar, como quem não tem pressa de chegar, mas também não quer parar.
Meus pensamentos estavam um turbilhão. Confesso que não pensava muito nos meus avós paternos - ou melhor, na minha avó - acho que por não ter visto ela muitas vezes, por saber que ela era submissa às vontades do meu avô e principalmente por lembrar do quanto o tio Décio e o vô Paulo foram inescrupulosos conosco na época. Engraçado como algumas coisas, fatos e personagens são esquecidos. Preciso investigar os pais e irmãos da minha mãe. Eles podem ter algo com meu passado.
- Dona Iolanda, o que faço com a senhora, hein? Talvez esteja na hora de conversar com a Tita sobre quem eu realmente sou, sobre as pessoas do meu passado. Vou querer saber mais sobre a minha avó.
Sem me dar conta, estava parada em frente ao Hospital de Nova Esperança.
- Mesmo sem pensar direito, os caminhos me levam até você, Ana Carolina...
Foi quando a vi. Ela estava saindo, com a mochila pendurada no ombro e os cabelos presos de qualquer jeito. O rosto cansado, os olhos distantes. Ela parecia carregar o peso de um mundo que ninguém via.
Respirei fundo. O coração acelerado.
Ela me viu. E por um instante, nossos olhares se encontraram.
Foi intenso e silencioso. Não conseguíamos deixar de nos olhar.
Carol parou de andar. Ficou ali, imóvel, como se tentasse entender se aquilo era real. Eu desci do carro devagar, sem saber exatamente o que dizer. Mas sabendo que precisava dizer alguma coisa.
Ela deu alguns passos na minha direção. Eu fiz o mesmo. E o mundo pareceu parar por um segundo.
- Oi... - falei, com a voz mais baixa do que queria.
- Oi... - ela respondeu, sem desviar os olhos.
O silêncio entre nós era denso, mas não desconfortável. Era como se cada uma estivesse tentando decifrar a outra. Como se estivéssemos em lados opostos de uma ponte que ninguém sabia como atravessar.
- Você saiu do plantão agora? - perguntei, tentando quebrar o gelo.
- Sim e não. - Ela olhou para o chão por um segundo, depois voltou a me encarar. - E você... tá bem?
- Não entendi. - Estou ferrada... pensei, sentindo o coração acelerar ainda mais.
Ela riu, um sorriso tímido e lindo.
- O que você não entendeu? E por que está ferrada? - falou, ainda sorrindo.
Engoli seco. Ana Carolina tem esse poder sobre mim.
- Não entendi o "sim e não". Estou ferrada porque quero muito beijar você. - Falei sem pensar.
Ela olhou espantada, e seus olhos baixaram para a minha boca.
Senti meu corpo inteiro reagir ao gesto. Era como se o mundo tivesse parado ali, entre o desejo e o medo.
Eu hesitei. Por um breve momento, pensei em tudo o que tinha ouvido da minha avó. Em tudo o que ainda não sabia como contar.
Carol me olhava como se tentasse decifrar o que havia por trás do meu convite. Eu respirei fundo.
- Você quer... almoçar comigo? - perguntei, tentando soar casual.
Ela sorriu, um pouco surpresa, e respondeu sem hesitar:
- Quero. Só não sei se tenho muito tempo... preciso voltar para o plantão.
- Ah, tudo bem... eu não conheço muito bem os lugares por aqui, então você vai ter que indicar. - Confessei, meio sem graça.
- Tem um restaurante simples aqui perto. A gente pode passar lá, mas... - ela fez uma pausa, pensativa. - Na verdade, eu ia para o meu apartamento. Fica a três quadras do hospital.
- Seu apartamento?
- Sim. Muitas vezes preciso vir para o hospital e saio muito tarde. Não dá pra voltar pra fazenda, então fico no meu apartamento.
- E você vai pra lá por quê? - perguntei, curiosa.
- Preciso pegar umas coisas. E como não queria comer no hospital, ia pedir algo e almoçar lá mesmo.
- Desculpa, não queria atrapalhar seus planos...
- Você não está atrapalhando - ela me interrompeu, com firmeza e gentileza. - Na verdade... você quer ir até lá comigo? Podemos conversar. E comer.
Fiquei em silêncio por um segundo. O convite era inesperado, mas carregava uma ternura que me desmontou.
- Quero sim - respondi.
- Então me segue. É logo ali.
Ela entrou no carro e eu fui atrás, o coração batendo rápido. Seguimos pelas ruas tranquilas de Nova Esperança até um prédio discreto, de fachada clara e janelas com cortinas floridas. O apartamento de Carol ficava no segundo andar.
Ao entrar, senti que o espaço era um reflexo dela: simples, acolhedor, com livros empilhados em cantos improváveis, plantas bem cuidadas nas janelas e uma manta azul jogada sobre o sofá. Havia quadros pequenos com frases sobre empatia e coragem, e uma foto dela com uma senhora sorridente - talvez a mãe, talvez uma paciente.
- Pode sentar - ela disse, indo direto para o celular. - Vou pedir comida. Gosta de comida caseira?
- Amo - respondi, observando o ambiente com atenção.
Ela fez o pedido e sentou ao meu lado, ainda com o uniforme do hospital, os olhos cansados, mas vivos.
- Você vem muito aqui?
- Por que a pergunta?
- Responder com outra pergunta é feio, doutora. Mas ele não me parece um apartamento pouco usado... será que encontrei o local onde a doutora fica após as noitadas no Rancho 7?
Ela me olhou com um sorriso irônico e respondeu:
- Tirando a parte das noitadas, que fica por sua conta e risco, Dona Diana, realmente eu sempre estou aqui. E como a Alice é minha vizinha de frente, nada mais natural do que minha presença ser constante aqui ou no apartamento dela.
- Alice... a Dra. Alice... Vocês são muito amigas?
- Ela é minha melhor amiga. Noto um tom de ciúmes?
- Tom de ciúmes? Nada a ver, apenas uma pergunta básica.
- Sei... Quer saber mais alguma coisa básica?
- Quem é a mulher da foto?
Ela sorriu, percebendo minha tática nada sutil.
- A senhora da foto é minha avó, Dona Estelita. E o senhor que está ali naquela outra, na estante, é o meu avô Mário.
E esse aqui - ela pegou uma foto onde havia um homem e duas crianças sorrindo - logo reconheci ela criança.
- Esse é meu pai, Otávio, o responsável por eu ser médica e voltar a morar em Nova Esperança. E meu irmão Rafael. Aqui ainda éramos crianças.
Engoli seco, olhei ela nos olhos, mordi os lábios. Aquela foto mexeu comigo. Pude sentir o quanto ela sentia falta do pai.
- Você trabalha muito, né? - perguntei, buscando um assunto seguro.
Ela baixou a cabeça, mordeu os lábios. Respirou fundo e respondeu olhando em meus olhos:
- Trabalho. E amo o que faço. Mesmo com os transtornos, a falta de medicamentos, os plantões que viram noites... não me vejo longe do hospital. Nem de Nova Esperança.
Ela falava com paixão. Com verdade. E eu a escutava como quem bebe cada palavra.
- É difícil, mas... tem algo aqui que me prende. As pessoas, sabe? A dor delas. A esperança. Eu não consigo virar as costas.
Eu a olhava, embevecida. A forma como ela falava, como se entregava, como se deixasse o coração à mostra... Era demais para mim.
Sem pensar, me aproximei.
O beijo começou com carinho. Os lábios se tocaram com suavidade, como quem reconhece um lugar seguro. Era um beijo cheio de ternura, de desejo contido, de histórias não ditas.
Elas se afastaram por um instante, os rostos ainda próximos, respirando o mesmo ar. Os olhos se encontraram de novo, e dessa vez havia mais do que dúvida - havia certeza.
Carol voltou a beijá-la, com mais firmeza. As mãos tocaram o rosto de Diana, e os lábios se encontraram com mais fome. Carol mordiscou os lábios dela com delicadeza, provocando um arrepio que percorreu o corpo inteiro de Diana. Depois, desceu lentamente, beijando o pescoço, explorando cada centímetro com a boca quente.
Diana gem*u baixo, puxando Carol pela nuca, enfiando os dedos no cabelo dela. Beijou sua orelha, depois o pescoço, sentindo o perfume misturado ao calor da pele. Carol respirava fundo, os olhos fechados, entregue ao momento, enquanto Diana seguia beijando, deixando trilhas de desejo por onde passava.
As mãos se encontraram nas costas, nas curvas, nos braços. Os corpos se aproximaram, colados, como se buscassem abrigo uma na outra.
Carol deslizou as mãos pela cintura de Diana e levantou sua blusa devagar, revelando a pele quente, deixando à mostra o contorno do corpo que ela já desejava há algum tempo.
Até que o interfone tocou.
O som cortou o ar como um susto suave. Elas se separaram, ofegantes, os rostos próximos, os olhos ainda em chamas.
Carol riu primeiro, encostando a testa na de Diana.
- O almoço... - disse, com a voz rouca e um sorriso nos lábios.
Diana riu também, ainda com os olhos fechados.
- Claro que seria agora...
Elas se olharam e sorriram. Era como se o desejo tivesse sido apenas adiado - e não esquecido.
Carol se levantou ainda sorrindo, foi até o interfone e confirmou a entrega. Diana a observava, o coração ainda acelerado, o corpo ainda quente. Era como se o toque do interfone tivesse interrompido um sonho - mas um sonho que deixara marcas reais.
- Vou buscar - disse Carol, ajeitando o cabelo com um gesto distraído.
Diana assentiu, tentando recompor os pensamentos. Sentou-se novamente no sofá, respirando fundo, os lábios ainda sensíveis ao toque dos dela.
Minutos depois, Carol voltou com sacolas de papel.
- Chegou o nosso banquete - disse Carol, com um brilho nos olhos.
- Justo quando as coisas estavam ficando interessantes - respondeu Diana, provocando com um sorriso enviesado.
- A vida tem um timing curioso - Carol riu, colocando os recipientes sobre a mesa. - Mas não se preocupe... o que é bom merece ser saboreado com calma.
Carol tirou os recipientes da sacola e os colocou sobre a mesa. Diana a ajudou, e juntas se sentaram, ainda com os sorrisos nos lábios e o calor do beijo anterior pairando no ar. A conversa começou leve, entre risos e olhares cúmplices, como se o tempo tivesse desacelerado só para elas.
- Você é diferente do que imaginei depois dos nossos últimos encontros - disse Carol, depois de um silêncio confortável.
- Espero que um diferente bom.
- Para quem ficou me espionando no rio...
- Ei, calma aí... Você que não me viu e saiu antes que eu pudesse me mostrar.
- Vou acreditar no que você está falando, Diana.
- Você é bem esquentadinha.
- E eu quero saber mais sobre você.
Diana respirou fundo. Sabia que precisaria escolher bem as palavras.
- Minha família é pequena. Tem minha mãe, o Lucas - que é como um pai pra mim -, meu irmão Rico e minha irmã Clara, que ainda é uma criança. Eu e o Rico somos completamente apaixonados por ela. Ela é... luz.
Carol sorriu, tocada pela ternura na voz de Diana.
- E vocês sempre viveram aqui?
- Não. Morávamos fora do estado. Meu pai tem negócios em outros lugares, e por um tempo eu fiquei à frente deles. Além dos meus próprios. Hoje é o Rico quem cuida mais das coisas da família. Meu pai voltou recentemente, precisou assumir alguns compromissos.
Ela falava com cuidado, sem se estender. Carol percebeu, mas não pressionou.
- E você? - perguntou Diana, mudando o foco. - Sua família é daqui?
- Sim. Moro com meus avós. Tenho um irmão, Rafael. Desde muito cedo voltei a viver em Nova Esperança por causa de alguns problemas com a minha mãe.
Ela fez uma pausa, depois continuou com um tom mais sério:
- E como você deve saber... meu pai, Otávio, foi morto na fazenda que você comprou.
Diana sentiu o estômago revirar. Assentiu com respeito.
- Eu sinto muito. Se isso te fizer sofrer, não precisa falar sobre isso.
- Obrigada. Realmente... não quero falar disso agora.
Diana, por dentro, suspirou aliviada.
- E as pessoas daqui? - perguntou, tentando manter o tom leve. - Tive um encontro nada amigável com Décio Camargo há algumas semanas.
Carol fez uma careta imediata.
- Ele é complicado. Vereador, presidente da câmara... e por isso a gente vive se enfrentando.
- Enfrentando como?
Carol se ajeitou na cadeira, já mais à vontade.
- Ele tenta cortar verba da saúde sempre que pode. Já tentou impedir a contratação de novos médicos, alegando que o hospital não precisa. E quando conseguimos doações, ele quer que passem pela câmara, pra controlar tudo. Teve uma vez que ele tentou barrar a compra de medicamentos essenciais, dizendo que eram "gastos supérfluos". Eu fui até a sessão e o confrontei. Foi um escândalo.
Diana ouvia com atenção, admirando a força de Carol.
- Você é corajosa.
- Eu só não consigo ficar calada quando vejo injustiça.
O almoço seguiu com Carol contando mais histórias - algumas engraçadas, outras revoltantes. Elas não se deram conta do tempo até que o telefone de Carol tocou.
- É a Alice - disse Carol, atendendo. - Alô? Sim... já estou indo. Me distraí um pouco.
Ela desligou e olhou para Diana com um sorriso.
- Acho que preciso voltar.
- Antes disso... - disse Diana, se aproximando - podemos marcar um novo encontro?
Carol sorriu, os olhos brilhando.
- Podemos. E no próximo, sou eu quem vai fazer o jantar.
Diana se inclinou e a beijou. Um beijo cheio de carinho, mas com segundas intenções. As mãos se encontraram de novo, os corpos se aproximaram. Elas se perderam no beijo, como se o tempo tivesse parado mais uma vez.
Carol se afastou devagar, respirando fundo.
- Eu preciso voltar ao hospital...
Elas se levantaram, trocaram os números de telefone com um toque de dedos que parecia dizer mais do que palavras. Diana saiu sorrindo, o coração leve, a mente cheia.
Carol ficou parada por um instante, olhando para a porta fechada. Sentia que estava se envolvendo. E sentia também que Diana escondia algo - especialmente quando falou dos pais. E quando Carol mencionou o assassinato do pai, viu um brilho estranho nos olhos dela.
Mas decidiu seguir em frente. Ver até onde aquilo iria.
E torceu, do fundo do coração, para que Diana não fosse a filha do homem que matou seu pai.
Fim do capítulo
Olá....
Desculpa a demora em postar...
Mas.... trabalho está corrido...
Vou responder assim que possível os comentários... Amando cada um deles...
Façam a alegria da autora... comentem... comentem... e comentem...
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 12/12/2025
Amei esse encontro delas...
Fiquei com uma peninha da Vó da Diana
Dinha Lins
Em: 02/01/2026
Autora da história
Dona Iolanda... como será quando ela ver a Diana? rs
Que bom que gostou do encontro delas...
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mtereza
Em: 12/12/2025
Maravilha estava com saudades do casal e o melhor que dessa vez elas conversaram se conheceram melhor amei
Dinha Lins
Em: 02/01/2026
Autora da história
Que bom que deu pra matar a saudades do casal...
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jake
Em: 11/12/2025
Olá querida Autora amando cada vez mais a história. Vamos ver onde chega nossas meninas
Um bj e gratidão por nós compartilhar essa linda história
Dinha Lins
Em: 02/01/2026
Autora da história
Obrigada! Feliz por você está gostando.
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