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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 2104
Acessos: 78   |  Postado em: 08/12/2025

Sede Vazia, Corpo Sem Magia

O silêncio dentro do carro contrastava com o som do motor e o leve tilintar dos pingentes pendurados no retrovisor. Lia dirigia, os olhos fixos na estrada, enquanto Elisa observava as próprias mãos, distraída, deslizando os dedos pelas faixas de curativos disfarçados sob o glamour que Lia mantinha por enquanto.


Abrir um portal teria sido mais fácil, mais rápido, mas, naquele momento, qualquer uso desnecessário de magia parecia um risco calculado demais. A Fênix já canalizava poder constantemente, para proteger Ariel, mesmo à distância, para manter as runas de contenção e os feitiços que ocultavam os hematomas de Elisa. Aquilo drenava mais do que energia; drenava sua própria essência. Dirigir parecia, ironicamente, o ato mais seguro.


Quando chegaram à sede das Demunnus, foram recebidas por uma bruxa alta, negra, de cabelos volumosos que, sem grandes cerimônias, apenas apontou para o interior da mansão.


— A Penélope tá lá dentro, na sala dos fundos. — informou, seca, sem interromper o próprio cigarro.


Lia olhou em volta, procurando um rosto específico. Viu Ana conversando animadamente com uma jovem aprendiz perto da cozinha, mas Ariel não estava lá. Sentiu o estômago afundar.


Cruzaram o salão até encontrar Penélope, que, como sempre, exalava aquele misto de elegância impecável e impaciência. Estava ao lado de Lara, que parecia ainda mais azeda que o habitual, e de uma jovem bruxa que Lia não conhecia.


Assim que percebeu a aproximação das duas, Penélope encerrou a conversa sem nem esperar a outra terminar de falar.


— Olha quem chegou! Olha, com essa, ficamos quites, Lia. — avisou, já se virando.

— Boa noite pra você também, Penélope... — respondeu a Fênix, cruzando os braços.

— Me poupe dessas formalidades. — cortou a líder das Demunnus com um aceno desdenhoso. — Eu chamei a Valérie. Ela vai te ajudar com o que você precisa. 


O nome da profeta fez Elisa ajeitar-se, mais tensa. Lia tentou soar casual.


— A Valérie? Nunca a conheci pessoalmente... Só ouvi falar da reputação.


— Pois então, irá conhecê-la. — Penélope respondeu já caminhando pelos corredores, forçando Lia e Elisa a segui-la.


Quando entraram no cômodo, Valérie estava sentada, rindo baixinho, trocando confidências com Hope. As duas pareciam ter uma conexão natural, como se aquela afinidade tivesse sido tecida há muito mais tempo do que qualquer uma das presentes poderia explicar.


Assim que Lia cruzou a porta, Valérie se levantou com um sorriso enigmático e íntimo demais, considerando que nunca haviam se encontrado.


— Lia... que bom te ver. — Disse enquanto, sem pedir permissão, a puxava para um abraço apertado, que Lia retribuiu, meio sem saber se deveria.


Depois, cumprimentou Elisa com um simples aceno de cabeça, formal, frio, quase como se tocá-la fosse desnecessário.


— Então... — Lia quebrou o silêncio. — Você consegue me ajudar?

Valérie segurou as mãos de Lia com uma firmeza que não combinava com o sorriso tranquilo em seus lábios. Seus olhos negros, brilhantes, profundos, quase líquidos, pareciam pulsar, como se escondessem um oceano subterrâneo prestes a engolir tudo.

— Resolver seu problema é mais simples do que você imagina… — disse num tom melódico que vibrou no ar, suave e, ao mesmo tempo, carregado de algo primitivo, algo que arrepiou a nuca de Lia. — Mas… vai ser doloroso. Bem doloroso.

— Eu já senti dor antes. — Lia respirou fundo, tentando ancorar-se. — Qual é o receptáculo?

Valérie sorriu como quem presencia uma peça de teatro cujo final já conhece.

— Eu mesma. — respondeu com naturalidade quase cruel. — Eu vou filtrar a magia em você através de mim.

Lia piscou, avaliando-a de cima a baixo.

— Espera… mas isso não te afeta?

— Não se preocupe comigo. — A voz de Valérie tinha doçura, mas nenhuma hesitação. — Eu vou ficar bem. Agora… é melhor você se sentar.

Penélope bateu levemente no batente da porta ao lado.

— Usem o escritório. E… não quebrem nada.

Assim que entraram, Valérie trancou a porta com um clique seco da chave. Elisa ficou encostada na parede, braços cruzados, mas os olhos, tensos demais, a traíam, ela estava pronta para intervir a qualquer segundo.

Valérie aproximou-se de Lia e voltou a segurar suas mãos. Fechou os olhos sem dizer uma única palavra.

E então o mundo de Lia se partiu.

Primeiro, um calor incômodo. Depois, um fogo. E então algo pior, uma sensação que ultrapassava a dor física e rasgava algo que vivia mais fundo que músculos e pele.

As mãos de Lia começaram a queimar, literalmente queimar, como se os dedos de Valérie se fundissem aos seus. A pele latejou, abriu, recriou-se e rasgou de novo. As veias vibraram como cordas tensionadas. Cada batida do coração parecia empurrar magma derretido pelo seu corpo. Sua magia, a essência mais íntima, sua chama, sua identidade, estava sendo drenada, arrancada, moída até virar poeira brilhante.

Lia arqueou violentamente na poltrona. Seus músculos se contraíram sem ritmo, sem controle. Seus dentes bateram, seus olhos se encheram de lágrimas que ela não conseguia conter. Um som gutural, vergonhosamente humano, escapou da garganta.

Valérie, porém, parecia entregue a outro universo.

Seus lábios estavam entreabertos, a respiração trêmula. O corpo dela se movia em ondas lentas, profundas, sensuais, como se bebesse a dor de Lia e transformasse tudo em prazer. Havia um brilho febril em sua expressão, um êxtase tão intenso que beirava o indecente. Seu pescoço arqueava, o peito subia e descia em ritmo irregular, e cada estremecimento seu parecia sincronizado com a agonia de Lia. Era como observar uma trans* metafísica, uma simbiose brutal onde dor e prazer se confundiam, onde energia e carne se tornavam uma única coisa viva.

Elisa observava sem conseguir disfarçar o incômodo. Os dedos dela enterravam-se nos próprios braços cruzados. Ela estava tensa, inquieta, com aquela expressão rara de impotência absoluta.

O processo se arrastou por tempo demais. Minutos longos, distorcidos, que pareciam dobrar a realidade. Quando finalmente terminou, quase uma hora depois, Valérie abriu os olhos como quem retorna de um transe.

Estava ofegante, corada, com um sorriso que era metade satisfação, metade perigo.

— Pronto. — murmurou, ainda respirando rápido. — Está feito.

Ela beijou e depois soltou as mãos de Lia.

O corpo de Lia despencou na poltrona, exausto, trêmulo, dolorido em cada canto possível e nos impossíveis também. Parecia que haviam arrancado camadas inteiras dela.

Valérie ajeitou devagar os cabelos negros colados à pele, passou os dedos pelos próprios lábios, um gesto lento, quase preguiçoso, e saiu do cômodo sem olhar para trás.

Lia tentou se mover, mas o corpo não respondia. Então viu Elisa, de joelhos ao seu lado, aflita, as sombras dos hematomas reaparecendo como fantasmas na pele.

Instintivamente, Lia tentou puxar sua magia, qualquer fagulha, qualquer respiro de poder.

E não encontrou nada.

Apenas um vazio seco e assustador, como se tivessem aberto um buraco dentro dela.

— Ela me… — a voz de Lia falhou. — Ela me neutralizou, Elisa…


— O quê? — Elisa questionou, confusa.


— Ela levou tudo… Toda a minha magia. — sussurrou, e sua mão apertou o peito. O vazio parecia físico.


Antes que pudessem processar o que havia acontecido, a porta se abriu novamente com um estalo seco. Hera.


Elisa congelou. O choque bateu forte, como um impacto físico. Ver Lia e Hera no mesmo espaço era como encarar um espelho quebrado refletindo duas realidades diferentes. Ela sabia, racionalmente, que as duas eram idênticas, duplicatas perfeitas sem ligação sanguínea, fruto de um renascimento da Fênix que não conseguira reunir uma única alma e, em vez disso, se partira em duas.

Um fenômeno tão raro que muitos nem acreditavam existir, duas vidas completas nascidas do mesmo estilhaço de essência, paralelas, reflexos uma da outra, mas sem memória compartilhada, sem destino conjunto.

Mas saber era uma coisa. Ver era outra.

Ver Lia, ainda desmoronando na poltrona, e Hera, inteira e ácida na porta, era como encarar um glitch na própria realidade. 
Era perturbador. Profundamente.

— A Valérie já saiu? — Hera perguntou, entrando sem pedir permissão, como sempre.

— Sim. Sua esposa acabou de terminar. — Elisa respondeu no automático, a voz firme demais para quem estava à beira de um colapso interno.

Hera soltou uma risada amarga, seca.

— Aaah, não… Ela não é mais minha esposa. — corrigiu, erguendo um dedo para Lia. — Ela já fez isso comigo também. Aliás… parabéns, Lia. Agora você faz parte do clube.

Lia piscou devagar, exausta demais para sarcasmos.

— Que clube?

— O das que foram drenadas pela Valérie em crise de abstinência de magia negra, você foi um prato cheio. — Hera disse, cruzando os braços com um estalo irritado. — A Penélope sabia. Sabia que ela tava assim e mesmo assim deixou. Tecnicamente, ela te ajudou com a corrupção no sangue. — deu de ombros, como quem comenta um preço de mercado. — Mas, como toda boa viciada… levou tudo que pôde.

Lia engoliu seco, a garganta apertada.

— E... volta? — perguntou num fio de voz, como se tivesse medo da resposta.

Hera respirou fundo, avaliando-a com olhos que eram os dela, e não eram.

— Volta. — garantiu. — Comigo levou uns trinta dias.

Elisa levou a mão ao rosto, sufocando uma mistura de raiva, frustração e culpa. Lia fechou os olhos, sentindo o vazio cavernoso dentro do peito se abrir ainda mais.
Vazia.
Quebrada.
Impotente.
E pior, sem a menor ideia de como manter Ariel segura agora que estava praticamente sem alma funcional.

— Só… tenta não surtar até lá, tá? — Hera disse, já saindo, como se tivesse dado a notícia mais banal do mundo.

A porta fechou atrás dela.

Um silêncio pesado caiu no cômodo, tão denso que parecia condensar o ar.

Assim que Hera desapareceu do corredor, Elisa finalmente quebrou o silêncio.


— Que horas são?


Lia checou no relógio em seu pulso.


— Nove e meia.


— Será que a gente consegue um obstetra agora? — Elisa perguntou já pegando o próprio celular e digitando.


— Sendo você quem é... provavelmente. — respondeu Lia, suspirando. — Mas eu não queria.


— É importante. Anda, eu dirijo. — decretou Elisa.


Dirigiram até uma clínica 24h. A médica era discreta, profissional, e embora ainda fosse cedo para grandes conclusões, aparentemente tudo estava bem. O bebê estava onde deveria, do tamanho esperado, mas ainda era cedo para muitos detalhes.


Quando saíram, Lia cruzou os braços, recostou a cabeça na janela do carro.


— Eu não quero voltar pra casa… Não agora. Sem magia… Eu não me sinto segura lá.


Elisa assentiu, já pensando rápido.


— Amanhã a gente procura uma casa… no subúrbio, sei lá. Um lugar que você nunca escolheria. Algo improvável.


Lia sorriu, sem humor, apenas pelo esforço da outra.


— E onde a gente dorme hoje? — perguntou.


— Eu conheço um hotel… É longe, tipo duas horas daqui. Mas vale a pena. É seguro, tranquilo.


— E desde quando você conhece hotéis no meio do nada, hein, Elisa? — tentou brincar, mas o tom saía pesado.


Elisa não respondeu, apenas acelerou.


Quando chegaram, Elisa foi direto pro banho. Lia sentou-se na beira da cama, olhando para as mãos vazias. Aquele vazio dentro dela parecia mais que ausência de magia. Era um buraco na alma. Um gosto amargo na boca que não passava.

Quando Elisa saiu do banho, Lia entrou em seguida. Ao fechar a porta, encarou o espelho. E viu. De novo, igual acontecia quando ela saiu do mundo prisão onde ficou anos atrás.


Seus olhos estavam brancos, uma gosma negra escorria pelo queixo, uma rachadura aberta na cabeça. O pânico subiu como uma labareda. Piscou. Tudo normal.


“Ótimo. Sem magia, o dispositivo da Maggy não funciona…” pensou, gelando.


Os delírios do mundo prisão estavam de volta.


Foram mil anos presa em um lugar onde só havia ela e hordas infinitas de zumbis. Mil anos matando, morrendo, enlouquecendo e agora aquele inferno voltava, sem sua magia para mantê-lo afastado.


Saiu do banheiro sem dizer nada, foi direto até Elisa, buscando abrigo no único lugar que sua mente ainda considerava seguro.


O sex* foi, diferente. Já havia estado sem acesso à magia antes, mas nas vezes anteriores ela ainda sentia a essência do poder inalcançável, mas agora pela primeira vez, ela sentiu seu corpo como um corpo humano. O prazer veio, intenso, mas a dor também. Nunca percebeu o quão forte Elisa era, precisou pedir mais de uma vez para que ela fosse mais delicada.


Depois, Elisa adormeceu rapidamente, mas Lia não.


Cada vez que fechava os olhos, flashes, zumbis, sangue, gritos.


Preferiu não contar. Nem agora, nem nunca — “Vai passar…quando a magia voltar, vai passar.” — repetia mentalmente para si mesma.

Fim do capítulo


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