Capitulo 33 - Loucura
Samanta
Ouço a campainha tocar e corro para abrir a porta. É sábado, e marquei de ir à casa de Clara apenas depois dessa reunião. Aproveitei que minha família foi para a casa de campo para marcar de ver Anna Florence.
Acredito que seja ela a tocar a campainha.
Abro a porta e encontro Anna exatamente como me lembrava: postura impecável, expressão séria, um blazer azul-escuro alinhado ao corpo magro e elegante, e aquele olhar firme que sempre parece enxergar mais do que eu digo. Mas quando ela me vê, o canto de sua boca suaviza num sorriso controlado, o mais próximo de algo afetuoso que Anna Florence oferece.
— Sam — Ela diz, entrando. — Obrigada por me receber tão cedo.
— Claro, Anna, sinta-se em casa — Respondo, fechando a porta e guiando-a até a sala.
Ela deposita a pasta sobre a mesa de centro como quem larga um peso muito grande, com precisão, mas deixando claro que o conteúdo pode explodir a qualquer momento. Nós nos sentamos, e o silêncio dura poucos segundos, até que ela o corta como uma faca afiada.
— Consegui — Anuncia, e meu coração erra a batida. — O caso foi oficialmente reaberto nos Estados Unidos.
Eu suspiro fundo, sentindo minhas mãos gelarem e em seguida formigarem.
— Isso significa o quê?
— Significa — Continua ela, pegando a pasta em suas mãos e abrindo, me mostrando documentos — Que a juíza aceitou nosso pedido, especialmente depois da intervenção da Alison Price.
Reconheço o nome, uma das maiores advogadas de direito esportivo dos EUA. A mulher é uma lenda, praticamente uma força da natureza em forma humana.
— Você conseguiu a Alison? — Pergunto, quase sem acreditar.
Anna ergue o queixo, orgulhosa e ao mesmo tempo prática, como sempre. Seu olhar me questiona se duvidei mesmo da sua capacidade.
Sorrio sem jeito, não me atrevendo a confessar em voz alta que estou espantada.
— Trabalhamos juntas em um caso anos atrás, mandei o material, ela analisou tudo em vinte e quatro horas e concordou que havia inconsistências gritantes no arquivamento original. Ela mesma apresentou a petição complementar. — Faz uma pausa. — Isso reabriu portas que jamais abririam para nós sozinhas.
Sinto algo quente subir pelo meu peito. Pela primeira vez em muito tempo, acredito que as coisas vão dar certo.
— Além disso — Ela continua, como se fosse apenas mais uma informação corriqueira — Já protocolei o processo aqui no Brasil e o cruzamento das jurisdições vai nos ajudar. E... — Ela folheia alguns papéis, encontra o que quer e me entrega. — Zoe deve ser notificada muito em breve.
Meu estômago se contrai. O nome ainda me faz lembrar tudo que ouvi naquela noite.
— Então a coisa vai andar rápido — Digo.
— Rápido demais — Anna confirma. — E é por isso que precisamos organizar sua linha do tempo com precisão cirúrgica. Quando a notificação chegar a ela, seremos pressionadas de todos os lados, e eu não gosto de ser pega de surpresa.
Assinto. Essa parte eu já esperava, ainda assim, a ansiedade se infiltra em mim como água fria.
— Certo — Digo, endireitando a postura. — Por onde começamos?
Anna junta as mãos sobre o joelho e me encara com aquela firmeza implacável que já vi derrubar grandes nomes que se achavam deuses.
— Quero que você me conte como estava sua rotina antes do Antidoping. Tudo. Cada detalhe. O que mudou, quem entrou no seu círculo, qualquer comportamento que lhe pareça estranho agora.
Fecho os olhos por um instante, não gosto desse momento da minha vida na minha memória. Ele é cheio de furos, sombras, coisas que eu evitava olhar por muito tempo. Mas Anna está aqui, e eu confio nela, mais do que confio em mim mesma nesse momento, e preciso fazer um esforço para me lembrar de tudo.
— Dias antes da coleta — Começo — Zoe contratou um auxiliar particular, ela disse que ele me ajudaria nos treinos de resistência e com os suplementos. Ele chegou como se já soubesse tudo sobre mim, mas não fazia parte da equipe oficial da seleção.
Abro os olhos e vejo Anna pegar uma caneta, anotando cada palavra com precisão quase militar. Extremamente atenta a tudo que falo.
— O nome dele? — Pergunta.
— Rafael... ou Rian... algo com R. Sinceramente, não lembro direito. — Mordo o lábio, fazendo um esforço para lembrar, mas é em vão. — Ele dizia que ia otimizar meus protocolos. Era simpático, eficiente, fazia a parte dele e nada mais.
A advogada faz mais anotações.
— Ele tinha acesso ao seu quarto na concentração?
— Tinha — As cenas dele entrando em meu quarto voltam como um filme em minha mente — Zoe disse que era necessário para ajustar meus horários.
A mandíbula de Anna se trava, esse é um dos sinais, junto com a bufada que ela tenta disfarçar, de que ela está irritada, embora raramente levante o tom de voz.
— E no dia do antidoping? — Continua.
Engulo seco ao me lembrar daquele lastimável dia. Por mais que eu não goste nem de falar desse trauma, eu preciso contar a ela tudo que lembro.
— Zoe apareceu na minha porta às cinco e meia da manhã, dizendo que queria revisar um suplemento novo antes do treino. Eu estava sonolenta, quase não questionei, na verdade, nem dei importância. Ela insistiu que eu tomasse logo, porque a sessão de resistência seria pesada. — Passo a mão pelos cabelos. — Me senti estranha minutos depois, mais acelerada, mais... tensa.
Anna ergue o olhar, respirando fundo e tentando manter a concentração no relato.
— Você relatou isso na época?
— Sim. Mas disseram que era ansiedade pré-prova.
Ela solta um suspiro frustrado, mas mantém o profissionalismo impecável.
— E antes do acidente? — Questiona, com uma calma pensada.
Aquela pergunta faz minha garganta fechar um pouco. O acidente. O fim trágico de tudo que eu era, o dia que virou minha história de cabeça para baixo.
Respirar fundo ajuda a organizar a mente, então eu faço isso.
— Nos dias antes do acidente — Começo, devagar — Zoe estava estranha, distante e ao mesmo tempo muito presente. Ela aparecia em todos os meus treinos, mesmo sem necessidade. Parecia me observar. Como se estivesse esperando alguma coisa, ela vivia no telefone e falava muito sobre o que seria bom para a minha carreira. — Fecho as mãos em punho. — Hoje, acredito que ela já estava conversando com o pessoal da Espanha e planejando o que fazer.
— Você chegou a comentar com alguém?
— Não. — A culpa pesa no meu peito. — Eu confiava nela há anos. Achei que era preocupação, talvez excesso de zelo, afinal, ela sempre cuidou de tudo. Aquela festa, eu não queria ir, mas ela insistiu que seria bom para a minha imagem ser vista com a Sophie depois do escândalo do antidoping.
Anna fecha a pasta por um instante, como se precisasse controlar a própria indignação, e acho que era isso mesmo que ela estava fazendo. Se controlando.
— Sam, nada disso é culpa sua — Afirma, com aquele tom que mistura dureza e cuidado. — Profissionais experientes podem ser enganados, você estava vulnerável e confiava em quem não devia.
Agradeço o conforto silenciosamente. Anna nunca foi de abraços, mas suas palavras têm a precisão de um curativo bem-feito.
— Agora — Ela diz — você precisa fazer algo muito importante. Preciso da sua memória. Detalhes, padrões, desconfortos. Qualquer sensação que na época não fez sentido.
Concordo com um aceno de cabeça, sei que essas coisas farão a diferença.
— Eu sei. — Olho para a janela por um instante, buscando dentro de mim. — E sei também onde posso começar a desatar esse nó.
Anna arqueia a sobrancelha, interessada, como se eu tivesse falado a coisa mais interessante do mundo.
— Onde?
Sinto minha respiração se estabilizar enquanto minha mente conecta pontos que antes estavam isolados. É como se uma porta finalmente tivesse se destrancado.
— Já sei por onde começar as investigações — Anuncio, e deixo a frase morrer no ar, carregada do peso necessário.
Anna me observa por alguns segundos, avaliando, e então apenas assente. Ela sabe que, quando eu falo com essa certeza, algo dentro de mim já reuniu coragem o bastante para enfrentar o que vier.
******
Os últimos dias têm sido um borrão de nervos, expectativas e uma sensação estranha de que algo muito grande está prestes a acontecer.
Eu não durmo direito, não como sem sentir o estômago revirar, e o pior é o silêncio. O silêncio de Zoe.
Anna me disse, dois dias atrás, que a notificação já foi entregue. O procedimento é claro: a pessoa acusada deve responder, e normalmente tentaria algum tipo de contato, demonstração de indignação, negação, gritaria, ataques, qualquer coisa.
Mas, Zoe... Zoe sumiu.
Nenhum comentário, nenhuma mensagem ou ligação. Nenhum ataque. Nada.
E é esse “nada” que está corroendo minhas entranhas.
Quinta-feira amanhece fria e pesada, com nuvens que parecem se arrastar sobre a cidade. Eu chego ao clube ainda antes de Clara abrir a recepção. As aulas de natação das seis da manhã sempre me salvam de mim mesma. A água me organiza, me devolve uma parte antiga que eu jurava ter perdido.
Quando Clara finalmente surge, linda e sorridente, com seu cabelo preso bem preso em um coque perfeito e com o uniforme do clube, sinto meu peito desarmar só um pouco.
— Bom dia, mulher do meu coração — Ela diz, apoiando os braços no balcão, quando me aproximo. — Dormiu bem?
Dou uma risada fraca, essa noite eu precisei dormir em minha casa. E hoje pela manhã não dei carona para ela, pois precisava chegar aqui mais cedo.
— Essa pergunta devia ser proibida, você sabe que não durmo bem longe de vocês, e que não funciono até o meu café fazer efeito.
Ela ri, se esticando sobre o balcão e me dando um selinho rápido antes que algum aluno apareça.
— Esse fim de semana a gente descansa de verdade — promete. — Pensei em te sequestrar para um dia inteiro só nosso. Sem preocupações, sem telefonemas, sem Anna batendo na porta com uma pasta enorme e dizendo que você precisa lembrar de mais coisas.
— Ei! — Protesto, embora sorrindo. — Anna vai te fazer perder o direito de falar sobre ela. Ela ama ganhar uma boa causa.
Clara ri de novo, e por um instante o clube parece um lugar leve, normal. Como se minha vida também fosse normal.
Mas, no momento, o que eu menos tenho vivido é normalidade. E Clara também sabe.
— Pensou em algum lugar? — Questiono.
— Qualquer um que tenha você. Mas... pensei em levar Nico ao shopping, talvez. Ele vai pirar e depois a gente almoça naquele restaurante que você adora.
Eu já ia responder quando o celular dela toca. Ela pega do balcão, vê o nome na tela e franze a testa.
— É a Liz — Avisa.
Sinto um leve aperto no peito.
Clara atende.
— Oi, amiga! — Depois de alguns segundos, a expressão dela muda. — Agora? Mas... não, claro, tudo bem. Eu entendo. Fica tranquila. — Ela suspira. — Eu vou dar um jeito. Beijo.
Ela desliga e já sei que é problema, minha irmã nunca liga em horário de trabalho sem que seja urgente ou algum problema.
— Deixa eu adivinhar — Falo. — Liz não vai conseguir buscar o Nico.
— Infelizmente, não. O Marcos passou mal e ela vai ter que levá-lo ao hospital, e tem medo de não chegar a tempo. E eu não consigo sair daqui na hora do almoço — Ela olha o relógio e revira os olhos, frustrada. — Odeio fazê-lo esperar.
— Ei — Coloco minha mão sobre a dela — Eu tenho intervalo entre as aulas ao meio-dia, hoje eu peguei mais cedo, então meus horários são mais vagos nesse período. Eu pego o Nico, sem problemas.
— Sam, você já está sobrecarregada.
— É o meu filho, Clara — Digo com firmeza, mas com carinho. — E vai me fazer bem ficar com ele um pouco.
Ela me olha com aquela expressão que sempre me desmonta, ela sempre me olha assim quando digo que ele é meu ou nosso filho, com uma mistura perfeita de amor e confiança.
— Tem certeza? — Insiste.
— Absoluta.
Ela suspira, aliviada, e me dá outro beijo.
— Obrigada, amor — Agradece.
Eu apenas sorrio, mas quando saio de perto dela, sinto que deveria ter abraçado e beijado minha namorada mais.
Às doze horas em ponto, eu guardo o apito, despeço as crianças e vou direto para o vestiário trocar o maiô molhado por uma roupa adequada.
Dirijo até a escola do Nico com uma sensação crescente de inquietação. Tento ignorar. Culpo o estresse. Culpo Zoe. Culpo o universo. Culpo tudo, menos aquilo que começa a gritar dentro de mim.
Quando estaciono, Nico já está do lado de fora, sentado no banco sob a sombra, com a mochilinha azul nos pés. Ele me vê e abre um sorriso tão grande que meu caos interno perde força por um segundo.
— MAMÃE SAM! — Grita, correndo até mim.
Eu me agacho e o abraço com força. O cheiro dele sempre me acalma, aquele misto de criança, suor e biscoito de chocolate.
— Vamos, campeão? — Pergunto.
— Vamos! Quero te contar que hoje eu fiz um desenho gigante do mar e tinha um tubarão, mas era um tubarão do bem.
Ele tagarela enquanto caminhamos para o carro, e eu ouço cada palavra com mais atenção do que nunca.
Chegamos perto do veículo quando uma voz surge atrás de mim, trêmula, apavorada:
— Samanta! Sam!
Eu me viro e me deparo com Sophie, descabelada, os olhos arregalados, a respiração acelerada como se tivesse corrido um quilômetro.
— Sam! — Volta a falar — Você precisa tomar cuidado.
— Sophie? O que foi? — Seguro o Nico pela mão, instintivamente.
Ela olha para mim como quem olha para alguém prestes a ser atropelado.
— Ela... ela está descontrolada — Passa a mão pelos cabelos, me deixando confusa com sua reação — Sam, ela surtou de vez.
— Quem? — Pergunto, mesmo já sabendo a resposta.
Mas antes que Sophie possa falar, antes que eu possa processar qualquer coisa, antes que o mundo tenha tempo de girar de novo, uma sombra se projeta sobre nós.
E então eu ouço a voz.
Fria.
Serena.
Fria.
— Que reuniãozinha mais emocionante, não é? — Solta uma risada — Esqueceram de me convidar?
Meu corpo congela, Nico aperta minha mão. Zoe está parada a poucos metros de nós, o cabelo preso de forma desleixada, os olhos com olheiras fundas, avermelhados, um sorriso torto que não combina com a expressão vazia.
E na mão dela, uma arma.
Meu coração para ou acelera. Não sei. Só sinto tudo ficar estranho dentro de mim.
— Zoe — Chamo sua atenção, puxando Nico discretamente para trás do meu corpo, para a lateral do carro, entre mim e a porta, onde posso protegê-lo. — O que você está fazendo?
— O que eu sempre fiz — Ela diz com uma calma insuportável. — Tentando resolver problemas.
Sophie dá um passo à frente, implorando.
— Zoe, pelo amor de Deus! Isso é loucura! Pense no que você está fazendo!
— Cala a boca, Sophie — Rosna, ainda sem tirar os olhos de mim. — Você sempre foi fraca, sempre quis acabar com os meus planos com esse papinho de que é loucura. Eu não sou louca.
Nico, percebendo a gravidade da situação, se esconde atrás de mim, pressionando o rosto contra minhas pernas, e eu o seguro com uma das mãos.
— Mamãe — ele sussurra, trêmulo — eu tô com medo.
Minha voz sai firme, mesmo que minhas pernas pareçam feitas de gelatina.
— Não precisa ter medo, meu amor. Eu estou aqui, não vai acontecer nada com você.
— Que cena tocante — Zoe debocha. — Você sempre gostou de parecer a heroína, não é? Pois agora vai ter sua chance.
— Zoe, olha para mim — Digo, mantendo a calma mais por ele do que por mim. — Isso não precisa acontecer, baixe a arma. Vamos conversar.
— Conversar? — Ela ri, mas é um riso completamente vazio. — Conversar é o que vocês fazem com advogados, com a tal da Anna ou com a Alison Price. Com juízas americanas. Não comigo.
Meu sangue gela, sei que ela não tem mais nada a perder, na mente dela, já perdeu tudo quando me recusei a treinar a seleção espanhola.
— Você sabe, não sabe? — Zoe continua. — Que eu já sei sobre o processo, sobre tudo o que você está tentando desenterrar.
Sophie tenta se aproximar, mas Zoe a aponta com a arma num movimento brusco, e Sophie recua chorando.
— Zoe — Repito — Você não precisa machucar ninguém, isso só vai piorar sua situação.
— Situação? — Ela ergue o queixo, completamente fora de si. — A minha situação acabou no dia em que você resolveu virar vítima. No dia em que você esqueceu quem construiu você. Quem fez você ganhar? Quem fez você ser O QUE É?
— Você não fez nada disso — Respondo, sem tirar Nico de trás de mim. — Eu fiz, eu treinei, eu lutei, nadei como ninguém. Eu construí minha carreira.
A expressão dela se distorce, ela dá um passo à frente, e nós um passo atrás.
E eu sinto, com todo meu ser, que ela realmente pode puxar o gatilho.
— Zoe, por favor! — Sophie implora. — Isso vai destruir sua vida de vez!
— A minha vida já foi destruída — Zoe grita, perdendo finalmente a máscara. — E foi POR CAUSA DELA!
Ela ergue a arma em minha direção, depois em direção a Sophie, e fica nesse impasse de lá e cá.
Eu abraço Nico com o braço de trás, protegendo-o com todo o meu corpo.
Então, de repente, ouvimos alto demais;
— POLÍCIA! ARMA NO CHÃO! AGORA!
Viro o rosto e vejo duas viaturas entrarem no estacionamento com sirenes desligadas, mas luzes piscando.
Policiais descem rapidamente, armas apontadas em direção a ela. E ao lado deles, saltando de um carro preto, terno impecável, expressão furiosa e aterrorizada ao mesmo tempo.
Anna Florence.
Ela marcha na direção de Zoe, a voz mais firme que eu já ouvi sair daquela mulher:
— Zoe Andrade, você está sob ordem de prisão imediata por ameaça, intimidação, violação de medida preventiva e obstrução de justiça! Largue a arma. AGORA!
Zoe ri. Risos secos, histéricos, como se a polícia não fosse ninguém perto dela.
— Ah, olha só! A advogadinha veio me dizer o que fazer? Ou veio salvar ela?
Anna dá um passo à frente, completamente destemida, como se já tivesse lidado com pessoas assim vezes demais para saber o que fazer.
— Larga. A. Arma — Avisa mais uma vez, de forma pausada e categórica.
E então tudo acontece ao mesmo tempo. Zoe vira a arma mais uma vez, Sophie grita, os policiais avançam.
Anna ergue a mão, não sei se para mim, para eles, ou para Deus. Eu envolvo Nico inteira, curvada, pronta para qualquer coisa.
E Zoe... aperta o gatilho.
O barulho explode no ar, e ouço alguém gritar. Não sei quem, não consigo de onde veio o impacto. Simplesmente tudo acontece tão rápido que não dá para explicar exatamente o que aconteceu.
Um silêncio pesado, sufocante, quebrado apenas pelo choro de Sophie, pela respiração trêmula de Nico e pelo som distante de passos se movendo rápido.
Sinto uma mão segurar meu braço, isso me desperta para ver se meu filho está bem, então vejo que estou sangrando.
Fim do capítulo
Olá pessoal!!!
Desculpa a demora, mas fiquei doente e não consegui escrever antes.
O que estão achando? pensavam que a Zoe é tão louca assim? acham que o que vai acontecer no proximo capitulo?
Espero que a leitura tenha te feito uma boa companhia. Até breve.
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HelOliveira
Em: 03/12/2025
Oi autora espero que já esteja bem...
Sempre fico feliz a presença da Anna...
Sam sangrando volta aqui por favor...
Poxa eu queria que a Zoe tivesse levado um tiro
Paloma Matias
Em: 04/12/2025
Autora da história
Oiii, estou melhor, graças a Deus ;)
deixei vcs curiosas para o proximo capitulo né hahahahahahah
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Paloma Matias Em: 04/12/2025 Autora da história
hahahahaha logo logo vocês já vão descobrir