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  • Sob as Sombras de Nova Esperança
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Sob as Sombras de Nova Esperança por Dinha Lins

Ver comentários: 4

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Palavras: 3968
Acessos: 532   |  Postado em: 24/11/2025

Capitulo 15

Capitulo 15

 

No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar. - Mário Quintana

 

O sol de Nova Esperança parecia mais gentil naquela manhã. Liz caminhava ao lado da mãe, Mariana, pelas calçadas largas do centro, observando as vitrines com certo desinteresse. Estavam ali para resolver algumas pendências da fazenda, Mathias as acompanhava, apresentando os lugares da cidade.

Em uma loja de roupas Mariana fez questão de entrar.

- Mãe... Você tem certeza de que precisa mesmo ver todas essas lojas hoje? - Perguntou Liz, ajeitando os óculos escuros no rosto.

- Deixa de coisa Liz, quero ver essas camisas para seu pai. São lindas, olha essas cores

- Mãe... você sabe que o papai não olha muito pra cor, né?

- Eu reparo. E isso já é o suficiente - respondeu Mariana, com aquele tom que encerrava o assunto sem parecer autoritária.

Mathias deu um sorriso contido, ele achava engraçado a dinâmica da família que parecia ser bem ligada a patroa Diana.

- Eu vou ficar aqui fora esperando Dona Mariana.

- Tô quase ficando aqui com você Mathias.

- Nada disso. Vai ficar nesse sol? Entra e já olha algo pra você também homem. E quanto a senhorita, vem me ajudar

- Vamos Mathias, que não vou enfrentar isso sozinha, não.

Enquanto Mariana examinava as camisas com entusiasmo, Liz se afastou discretamente em direção à vitrine, distraída com o reflexo do sol na vidraça. Foi então que uma voz bem-humorada surgiu ao lado dela.

- Se você estiver procurando a camisa perfeita, posso garantir que não está nessa loja. Mas se estiver procurando companhia... talvez tenha dado sorte.

Liz virou-se com um sorriso contido. Alice estava ali, de vestido leve, óculos pendurados na gola e um olhar que misturava curiosidade e charme.

- Alice, né? - Disse Liz, cruzando os braços. - Você sempre aborda as pessoas assim?

- Só as interessantes. E você parece ser uma delas.

Mariana, que observava de longe, se aproximou com um sorriso.

- Liz? Está tudo bem aqui?

- Olha só, finalmente sei o nome dessa moça...

- Quem é sua amiga, filha?

- Lembra que no começo da semana eu, a Diana, o Rico e o Douglas saímos?

- Sim.

- A gente acabou encontrando a Alice.

- Sra.. - Alice perguntou estendendo a mão.

- Mariana

- Sra Mariana, sua filha não quis me dizer o nome dela, acredita?

Mariana apertou a mão de Alice com firmeza e um sorriso curioso.

- Isso é verdade, Liz? Escondeu o nome da moça?

- Não escondi. Só não entreguei de bandeja - respondeu Liz, com um olhar provocador.

- Ah, então é assim que você trata desconhecidas encantadoras? - Disse Alice, inclinando levemente a cabeça.

- Encantadoras? Você está se superestimando.

- Ou talvez você esteja subestimando - rebateu Alice, com um sorriso travesso.

Mariana riu, cruzando os braços.

- Vocês duas parecem crianças...

- Não podemos perder nossa criança interior. Mas, devo dizer que sua filha é aquela criança marrenta, sabia?

Mariana balançou a cabeça, divertida.

- Alice, você é uma figura.

- Dona Mariana, por favor me responda, a sua filha é sempre assim?

- O que? Mas... Eu tô aqui. Não responda nada mãe.

- Assim como minha querida?

- Mãe...

- Intrigante, geniosa...e linda?

- Ela intriga muita gente. Mas é boa de coração. Só tem um escudo afiado.

- E eu gosto de desafios - disse Alice, piscando.

Mariana riu divertida com o jeito espontâneo de Alice.

- Eu gosto de gente leve. E você, Alice, tem esse jeito que faz bem pra alma.

- Obrigada, Sra. Mariana. Eu tento. A vida já é tão complicada, vivo um cotidiano tão intenso, que preciso ser leve pra não me deixar enlouquecer.

- Cotidiano intenso? O que faz Alice?

- Sou médica.

- Médica? - Mariana arqueou as sobrancelhas visivelmente surpresa. - Jura? Com esse bom humor todo? Achei que vocês viviam sempre sérias, correndo de um plantão pro outro.

- Ah, eu corro, sim. Mas entre uma emergência e outra, a gente precisa rir. Ou chorar. E eu prefiro as rugas de tanto sorrir do que as de preocupação. - Respondeu Alice, com um brilho nos olhos.

- E onde você atende? - Perguntou Mariana, genuinamente interessada.

- No hospital da cidade. E também dou plantão em algumas clínicas da região. Mas hoje, por sorte, estou de folga. Ou estava... até encontrar sua filha.

- Olha, Liz parece que você virou o novo plantão da Dra Alice - Disse Mariana rindo.

- Mãe! Liz protestou, mas não conseguiu conter o sorriso.

- Dona Mariana, devo dizer que sua filha é um plantão daqueles, viu....

- Ei... Você é sempre assim?

- Assim como?

- Desconcertante, insistente?

- Só quando estou a vontade. E com você Liz, é fácil me sentir assim.

Mariana observava as duas com um sorriso nos lábios, como quem assiste uma peça divertida. Ela havia gostado da médica.

- Dra. Alice, infelizmente vou ter que deixar sua companhia.

- Ué porque tão linda dama me deixará?

- Vai começar a jogar charme pra minha mãe? Você flerta com todo mundo?

- Com todo mundo não, apenas com lindas mulheres.

Mariana riu com a desfaçatez da médica.

- Liz você vai vir comigo?

- Lógico mãe. Ainda tem muita coisa pra gente resolver.

- Posso acompanha-las? - Alice perguntou querendo permanecer e conhecer um pouco mais da linda mulher que vinha mexendo com sua cabeça.

- Não. - Respondeu rápido Liz.

- Liz! Se você não se incomodar.

- Incomodo nenhum. Será um prazer acompanhar vocês e conhecer um pouco mais da sua filha, afinal quem poderia me contar mais sobre a bicudinha ali além da linda mãe dela?

- Vou pagar o que comprei. Esperem aqui.

- Pode deixar Dona Mariana - Disse Alice com um sorriso gentil. - Prometo não sequestrar a sua filha.

- Boa sorte com essa tentativa de sequestro - respondeu Mariana, já se afastando.

Alice e Liz ficaram em silêncio por um instante, enquanto Liz observava a mãe se afastar com aquele jeito firme que sempre lhe dava segurança e, às vezes, um pouco de medo.

- Sua mãe é incrível - disse Alice, ainda com um sorriso nos lábios. - Tem uma energia boa. E um olhar que vê além.

- Ela é mesmo. Mas cuidado, ela também tem um radar afiado. Se não gostasse de você, já teria te cortado com um "obrigada pela conversa".

- Então estou oficialmente aprovada?

- Não sei. Ela aprova muita gente. Mas não é todo mundo que ela acha divertido.

- E você? Me acha divertida?

- Eu ainda estou decidindo - respondeu Liz, virando-se para entrar procurar algo loja.

Alice a seguiu, sem hesitar.

- Então me dá a chance de te convencer. Sou ótima companhia para jovens indecisas nas compras, sabia?

- Isso não é exatamente um elogio às suas habilidades.

- Mas é um elogio à minha companhia.

Liz riu, balançando a cabeça.

- Você é impossível.

- E você é irresistivelmente teimosa.

Antes que Liz pudesse responder, Mariana reapareceu com uma sacola na mão.

- Pronto. Agora podemos seguir.

- E eu posso ir junto? - Perguntou Alice, com um olhar esperançoso.

- Claro! Desde primeira vez que você perguntou... - disse Mariana, antes que Liz pudesse protestar. - Vai ser bom ter mais uma opinião. E quem sabe você convence minha filha a sorrir mais. O Mathias já deve estar cansado de nos esperar.

- Então as acompanho e no final das compras levo todos vocês para almoçar por minha conta. E Dona Mariana, até que ela tenta, mas vi uns sorrisinhos por parte da marrentinha.

Liz suspirou, mas não conseguiu esconder o sorriso que escapava.

- Vamos logo antes que você comece a filosofar... E pode parar de me chamar de marrentinha.

- Prometo me comportar. Mais ou menos.

As três saíram da loja e encontraram o Mathias esperando por elas, todos seguiram caminhando pela rua com o sol ainda gentil sobre Nova Esperança. E ali, entre farpas, risos e descobertas, o dia seguia leve - como só os bons encontros sabem ser.

Mariana parou diante da loja de suprimentos agrícolas.

- Vamos fazer o seguinte - disse ela, olhando para o relógio. - Se nos separarmos, ganhamos tempo e conseguimos almoçar mais cedo. Mathias, você vem comigo. Liz, vá com o vendedor até a parte de insumos veterinários. Alice, se quiser acompanhar Liz...

- Com prazer - respondeu Alice, antes que Liz pudesse protestar.

- Ótimo. Nos encontramos no caixa? Quem chegar primeiro liga pra outra filha. - disse Mariana, já entrando na loja com Mathias e um funcionário que os aguardava.

Enquanto examinava os catálogos de sementes e fertilizantes, Mariana puxou conversa com o vendedor, um senhor simpático de fala mansa.

- Você conhece a Dra Alice?

- Dra Alice Fontes?

- Não sei se é esse o sobrenome dela, Mathias é esse mesmo?

- É ela sim Dona Mariana.

- Ah! Conheço, sim. Boa gente. Muito amiga da Dra. Ana Carolina, que é muito querida por aqui.

- Dra Ana Carolina, eu já ouvi falar dela. Parece ser bastante envolvida com o hospital, foi ela que atendeu meu esposo quando ele sofreu um pequeno acidente de trabalho na fazenda.

- E ela é bastante envolvida mesmo, não só no hospital como em várias ações medico-educativas aqui na cidade e na região, não só ela como a Dra Alice também.. A Dra. Ana Carolina tem um coração enorme. Vive brigando com o Sr. Décio, presidente da câmara, e com o prefeito Régis. Mesmo o avô dela, Dr. Mário, sendo próximo do prefeito, ela não se intimida. Vai pra cima quando o assunto é saúde pública.

- Corajosa. O avô dela é o que aqui da cidade?

- E respeitada. Segue os passos do pai, o Dr. Otávio. Foi uma perda grande quando ele faleceu. Mas ela honra o nome dele todos os dias. O Dr Mário é um dos homens mais ricos da região, é médico também, mas não atua há muitos anos, preferindo focar mais nos negócios dele, que vão de fazendas aqui na região, empreendimentos comerciais. Ele é um bom homem, muito justo, já ajudou a muita gente aqui na cidade, pessoas devem favores a ele e a sua família.

- Só tem a Dra de neta?

- Ah! Não, mas, apenas Dra Carol que mora aqui na cidade, na verdade ela é a mais próxima dele e de dona Estelita.

- Dona Estelita?

- A esposa do Dr Mário, uma mulher muito bondosa, caridosa, ajuda muito nas causas da igreja.

- Então o filho que faleceu deu a ele muitos netos....

- Não, não... o Dr Otávio teve a Dra Carol e o Rafael que mora com a mãe na capital, as filhas do Dr Mário que são mais velhas moram em outros estados com os maridos e os filhos, apenas vem aqui nos feriados e festas de família, e tem o Gabriel que é filho caçula e que cá entre nós está separado da esposa, as más línguas dizem que ela foi embora porque descobriu que ele tava traindo ela, outras dizem que ele expulsou ela de casa, eu não acredito muito nessas versões.

- Mesmo? Porque?

- Porque o Seu Gabriel é muito apaixonado pela esposa e ela por ele.

- E porque eles se separaram? Se são tão apaixonados?

- Porque o Seu Gabriel morre de ciúmes da Dra Carol.

- Não entendi.

- O Dr Mário não esconde de ninguém que a Dra Carol é a neta preferida e a escolhida para assumir o comando político da família, como era o pai dela. E dizem também que o ciúmes dele se estende pra esposa em relação a Dra.

- O que a esposa dele tem a ver com essa história?

- A Dra Carol se relacionou com algumas namoradas do tio, dizem que ela fez de pirraça pra humilhar o tio, e a Dra Alice que é a melhor amiga da Dra Carol é prima da dona Elisa que é casada com seu Gabriel que conheceu ela por causa disso.

- É um emaranhado...

- A Senhora não sabe o quanto é confuso essa história.

Mariana absorvia cada palavra, ligando os pontos. Ana Carolina, Alice, Dr. Mário... Tudo começava a fazer sentido. Mais tarde, ela conversaria com Brito sobre isso.

Liz examinava frascos e embalagens com atenção, enquanto Alice observava tudo com curiosidade. Um vendedor jovem se aproximou, solícito.

- Posso ajudar com algo?

- Estamos procurando suplementos para gado leiteiro - disse Liz.

- Claro. Temos ótimas opções. E, se me permite dizer, é raro ver uma médica tão elegante por aqui - disse ele, olhando para Alice.

- Obrigada - respondeu Alice, sorrindo com educação.

Liz franziu o cenho.

- Não sabia que a Dra Alice tinha interesse em produtos agropecuários. Está pensando em investir em terras aqui na cidade?

- Na verdade estou apenas acompanhado a moça aqui - Alice mostrou Liz que olhava para eles séria.

- Que pena Dra, tenha certeza que posso ajudar em outras coisas também...

- Você pode mostrar os produtos, por favor? Temos pouco tempo.

O vendedor se recompôs, guiando-as até a prateleira. Alice notou o tom firme de Liz e sorriu.

- Foi ciúmes aquilo?

- Claro que não.

- Porque se foi... eu gostei.

- Você é insuportável. Nada a ver ciúmes, está se achando demais.

- E você é encantadora quando tenta disfarçar.

Alice pegou um frasco e virou-se para Liz.

- Posso te perguntar uma coisa?

- Adianta eu dizer que não?

- E depois não quer que eu te chame de marrentinha... É linda, mas marrenta...

- Vai perguntar ou não?

- Perdi a vontade... Acho que vou procurar sua mãe e fazer a troca, você fica com o Mathias e ela comigo.

Liz olha para ela semicerrando os olhos.

- Pode parar... Nada de jogar charme para a minha mãe.

- Ei... sem me ofender... sua mãe tem compromisso com seu pai. Não levo jeito e muitos menos tenho paciência para ser a segunda opção, prefiro sempre as solteiras e os solteiros também. E você é a escolha da família, a não ser que... você tem irmã ou irmão?

- Não acredito Alice... Tenho irmão.

- Ele é gatinho como você?

- Vai querer jogar charme pra família inteira? Ele estava no Rancho 7.

- Não... meu charme é inteiro seu... não precisa ter ciúmes... Naquela noite prestei atenção apenas em você marrentinha.

Liz balança a cabeça sorrindo

- Faz a pergunta Alice...

- Você e tal do Rico tem alguma coisa?

- Rico é irmão da Diana, minha melhor amiga. E você foi bem chata com ele no Rancho 7.

- Ele implicou comigo. Achei que era ciúmes.

- Ele só é protetor. E você não ajuda.

Alice se aproximou, com um olhar mais sério.

- Você gosta dele mais do que amizade?

Liz hesitou.

- Sua hesitação já respondeu a minha pergunta... Vamos procurar os produtos que sua mãe pediu?

- Alice...

- Ei... Tranquilo marrentinha. Não vou desistir fácil não. Você está com pouca fé em mim...

- Você se acha demais.

- Eu não me acho. Eu tenho certeza. E gosto de jogar limpo. Eu sei que você se diz hétero. Não quero te mudar, longe de mim. Até porque não estou te pedindo em casamento. Só quero que a gente se conheça. Sem pressa. Sem pressão. Você me interessa e não costumo brincar ou deixar passar com o que me interessa.

Liz olhou para ela, surpresa com a sinceridade.

- No mínimo seremos grandes amigas. Você terá alguém diferente em Nova Esperança para conversar, sair e se divertir e já tenho a aprovação da sua mãe. - Alice deu uma piscada sorrindo.

Liz não respondeu de imediato. Mas o silêncio entre elas não era desconfortável. Era cheio de possibilidades.

- Você sabe que não precisa responder agora, né? - disse ela, com um tom mais suave. - Só quero que você saiba que estou aqui. Sem joguinhos. Sem pressão.

Liz olhou para ela por um instante, como quem tentava decifrar um enigma que não queria ser resolvido tão cedo.

- Você fala demais.

Liz examinava frascos de suplemento com atenção, enquanto Alice se distraía com os nomes curiosos dos produtos.

Alice sorriu, pegando um frasco da prateleira.

- "SuperGado Max"? - disse Alice, rindo. - Quem inventa esses nomes?

- Alguém que não tem tempo pra charme - respondeu Liz, sem olhar.

- Sorte minha que eu tenho tempo - rebateu Alice, cutucando Liz de leve.

O vendedor, aproximou-se com um frasco nas mãos.

- Esse aqui é ótimo pra gado leiteiro. - disse ele, olhando diretamente para Alice.

- Obrigada - respondeu Alice, educada, mas sem entusiasmo.

- Se quiser, posso te passar meu número. Caso precise de ajuda com alguma coisa...

Ele estendeu um papel com o número rabiscado. Alice hesitou, mas antes que pudesse pegar, Liz interceptou com um movimento rápido e pegou o papel.

- Acho que estamos bem servidas de ajuda, obrigada - disse Liz, com um sorriso firme.

Alice olhou para ela, surpresa e divertida.

- Ciúmes de novo?

- De quem? Apenas precaução.

- Você é adorável quando tenta disfarçar o ciuminho marrentinha

- E você é irritante... Já falei pra não me chamar de marrentinha. Quer o número dele?

- Quero o seu...

Do outro lado da loja, Mariana encerrava a conversa com o vendedor e se aproximava do caixa com Mathias. Ela observava as duas de longe, e um sorriso discreto se formava em seu rosto.

No caixa, Liz e Alice se aproximaram com os produtos. O vendedor ainda tentava puxar conversa com Alice, mas Liz cortou com um olhar firme.

- Podemos agilizar? O almoço está nos esperando.

Alice sorriu, satisfeita com o gesto.

- Marrentinha com ciúmes é ainda mais charmosa.

- Eu não estou com ciúmes já falei.

- Claro que não. Só está protegendo o investimento.

- Você se acha demais.

- E você já disse isso, tá ficando repetitivo, tem que mudar ai marrentinha.

Mariana se juntou a elas com Mathias.

- Tudo certo por aqui?

- Tudo resolvido - disse Liz, entregando as notas dos produtos para a mãe.

- Então vamos almoçar. E Alice, a oferta ainda está de pé?

- Mais do que nunca. Hoje é por minha conta. E prometo não flertar com o garçom. Só com a Liz.

- Alice! - Protestou Liz, mas Mariana riu alto.

- Essa vai ser uma refeição divertida.

E assim, entre risos, provocações e descobertas, o quarteto seguiu pelas ruas de Nova Esperança. O sol continuava gentil, como se soubesse que aquele dia estava sendo especial.

O restaurante escolhido por Alice ficava numa esquina charmosa, com janelas grandes e mesas de madeira rústica. Mariana gostou do lugar assim que entrou - havia algo acolhedor no ambiente, como se o tempo ali passasse mais devagar.

Mathias puxou uma cadeira e se sentou ao lado de Mariana, enquanto Liz e Alice ficaram frente a frente. O garçom trouxe os cardápios, mas ninguém parecia com pressa de escolher.

- Você vem muito aqui? - Perguntou Liz, folheando o cardápio com desconfiança.

- Porque- Alice respondeu, já sorrindo.

- Os garçons te conhecem.

- Algum problema com isso?

- Não. Você deve ter muitas histórias aqui, né?

- Liz, o lugar é ótimo, eu gostei Alice. - Mariana falou olhando para filha.

Alice apenas deu de ombros, sem comentar nada.

Fizeram os pedidos, enquanto esperavam Alice contava a Mariana sobre a cidade que aprendeu a amar.

- Quer dizer que você não é daqui, Alice?

- Não, não, sou da capital. Minha família toda mora lá.

- E porque veio para Nova Esperança?

- Ana Carolina Macedo de Medeiro Alcântara.

- Veio atrás da namorada, então doutora? - Liz perguntou.

- Eu e a Carol? - Alice riu balançando a cabeça - Minha melhor amiga desde a infância, quando ela veio fazer o internato acabei vindo com ela, me apaixonei pela cidade, as pessoas.

Marcilio, dono do restaurante, surgiu no salão com um sorriso largo. Alto, de barba bem aparada e olhos vivos, ele caminhou direto até Alice e a envolveu num abraço caloroso.

- Olha só quem voltou ao meu restaurante... A Dra Alice Fontes, inesquecível como sempre.

Alice riu com a abordagem do agora amigo.

- Amigos dessa moça aqui tem sempre prioridades. Você eu já vi aqui em Nova Esperança - Apontou para Mathias - Mas, vocês duas nunca as vi.

- Marcilio, pelo amor de Deus!

Mariana riu, enquanto Liz olhava para os dois ainda abraçados.

- Então estão acompanhadas pela melhor pessoa de Nova Esperança. E diga-se de passagem a mais linda também.

- Marcilio...

- O que? Não estou mentindo linda, se tiver alguém mais bonita, interessante, alegre e leve em Nova Esperança, eu não conheço

- Marcílio, você continua exagerado.

- Eu diria ainda apaixonado confesso... Essa mulher maravilhosa já foi minha namorada. E quem sabe... ainda pode ser. Porque, convenhamos, esquecer a senhorita Alice é impossível.

Liz levantou os olhos, surpresa. Mariana e Mathias trocaram olhares divertidos. Alice, por sua vez, desconversou com leveza.

- Com eu disse antes, exagerado. Não liguem para o que ele diz.

- Só quando quero impressionar - disse ele, piscando.

O clima era leve, mas Liz não conseguia ignorar o incômodo que crescia por dentro. Ela e Alice tinham se conhecido naquela manhã. Não havia motivo para esse incômodo. Mas havia algo ali... algo que a deixava desconfortável.

Alice percebeu, mas não comentou. Mariana, que conhecia bem a filha, notou o silêncio repentino e o jeito como Liz mexia no guardanapo sem olhar para ninguém.

- O restaurante é muito bonito Marcilio, parabéns!

- Obrigada! Bem deixo vocês na melhor companhia e Alice espero poder jantar com você qualquer dia desses.

- Vai depender de como serão meus plantões, mas, me liga e a gente vê algo Marcilio.

- Com certeza minha linda. - Se despediu dando um beijo perto da boca de Alice e um abraço mais demorado.

Liz rasgou o guardanapo quando viu aquilo. Alice sentou a mesa e sorriu.

- Vai demorar a comida? O atendimento está deixando a desejar.

- Muita fome? A espera vai valer a pena marrentinha

- Quer parar? Pelo visto o dono do restaurante é o presidente do seu fã-clube.

- O que posso fazer se sou uma pessoa solar? - Alice piscou para Liz.

Mathias achava tudo aquilo divertido. Ele observava a troca de provocações entre Liz e Alice.

O almoço seguiu leve, com risadas, histórias e provocações. Mariana se encantava cada vez mais com Alice sua espontaneidade, alegria e jeito sincero eram refrescantes. Ela pensava que fazia tempo que não via Liz tão mexida por alguém.

Ao final, Marcilio trouxe a conta com um bilhete escrito à mão: "Volte sempre. E se quiser voltar comigo, melhor ainda."

Alice riu, mas não respondeu. Liz fingiu não ver.

Na saída, Alice se aproximou de Liz.

- Não vai me passar seu número?

- Acho melhor não. Ainda estou digerindo o almoço - disse Liz, com um sorriso contido.

Alice não insistiu. Mariana, no entanto, puxou o celular da bolsa.

- Então me passa o seu, Alice. Assim posso te chamar quando quiser companhia leve e divertida.

- Com prazer, Dona Mariana.

Alice anotou o número e, antes de se despedir, olhou para Liz.

- Se não quiser me passar o número, tudo bem. Mas vou te procurar nas redes sociais. Marrentinha como você deve ter fotos ótimas.

Liz riu, balançando a cabeça.

- Boa sorte com isso.

- Sorte é o que eu tenho desde que te encontrei.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Me contem o que acharam....


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Comentários para 15 - Capitulo 15:
Zanja45
Zanja45

Em: 05/01/2026

Essa Dra Alice é impossível. Cercou Liz de uma forma que a deixou balançada. — A mulher é implacável para o lado da conquista, mas também gosta das coisas ás claras. Ela notou que há mais entre Rico e Liz do que ela queira admitir.


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 22/03/2026 Autora da história
Minha amiga vai me matar, mas, a Alice tem muito de uma das minhas melhores amigas, na verdade ela é a junção de mais algumas pessoas...três amigas minhas... kkkkkkk. Quando elas lerem os comentários vão me matar... kkkkk


Responder

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mtereza
mtereza

Em: 30/11/2025

Oxente se joga Liz e vai descobrir o que é bom rsrsr  amei a possibilidade desse novo casal


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 02/01/2026 Autora da história
kkkkkkkk amo o casal que não é casal....


Responder

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HelOliveira
HelOliveira

Em: 25/11/2025

Alice sem dúvidas é uma figura, mas vai irritar bastante a Liz...


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 02/01/2026 Autora da história
Eu morro de rir escrevendo essas duas....


Responder

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jake
jake

Em: 25/11/2025

Amei esse cap falando um pouquinho mais de Alice e Liz.....Acho que vai ter um novo casal....


Dinha Lins

Dinha Lins Em: 02/01/2026 Autora da história
Quem sabe....
A Alice é ótima, inspirada em uma grande amiga minha...


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