O silêncio depois da festa na chácara ainda ecoava entre nós o beijo na varanda, os toques escondidos no quarto improvisado, a forma como Dani tremia nas minhas mão e tudo aquilo parecia um segredo que queimava sob a pele e cada vez que nossos olhos se encontravam nos treinos, era como reacender o fogo que tentávamos esconder.
Ela voltou a me evitar não com a frieza de antes, mas com medo como se encarar o que havia acontecido fosse arriscar algo que ela ainda não sabia o nome, mas havia momentos, brechas, quando nossos olhos se cruzavam no treino, quando ela passava por mim no corredor e sua mão roçava a minha, como sem querer.
Até que numa noite qualquer, depois do treino, a verdade explodiu.
Ela me esperou na saída do vestiário com olhar baixo, mãos nos bolsos da jaqueta, como se cada parte dela estivesse em guerra.
— Pode me levar pra casa?
Assenti que sim, dei o capacete pra ela e subi na moto no caminho, o vento gelado cortava o ar, mas o calor entre nós crescia a cada curva e ao invés de parar na casa dela, pedi:
— Vem comigo hoje.
Ela hesitou por um segundo e logo em seguida assentiu, sem dizer nada.
O portão fechou atrás de nós e a casa estava vazia minha mãe estava em viagem, como quase sempre. Eu desliguei a luz da sala e a guiei até meu quarto só com a luz do abajur acesa. Dani andava devagar, como se estivesse num lugar proibido.
— Tô nervosa — ela disse, sentando na beirada da cama.
— Eu também. — sentei ao lado, meu joelho roçando o dela.
Ela me olhou com seus olhos castanhos, marejados.
— Eu não quero mais fugir, Cris.
O beijo começou tímido, mas rapidamente se tornou faminto nossas línguas se encontraram com urgência, mãos explorando costas, cintura, coxas e levantei sua blusa, ela ergueu os braços a pele dela estava quente, macia, com cheiro de sabonete de cereja que ela tanto gosta. Beijei seus ombros, seu pescoço, a curva da clavícula, e a senti estremecer.
Ela mesma tirou o sutiã, sem dizer uma palavra, e eu apenas a observei — nua da cintura pra cima, linda, entregue, com os lindos seios subindo e descendo conforme ela respirava ofegante.
— Deita comigo — pedi.
Ela obedeceu… Em seguida me deitei sobre ela, nossos peitos se tocando, roçando com fricção que nos arrancou um gemido baixo ao mesmo tempo as pernas dela se abriram lentamente, e eu me encaixei entre elas, sentindo o calor que vinha por baixo do short que ainda estava vestindo.
— Posso? — perguntei, com os dedos na barra do short.
Ela assentiu, mordendo o lábio.
Tirei a peça devagar, revelando a calcinha encharcada e ela estava extremamente molhada só de me sentir ali, tocando, beijando, amando. Puxei a calcinha por entre suas coxas, deixando-a completamente nua diante de mim e ela não se escondeu, ela me olhou nos olhos e abriu mais as pernas.
Me abaixei entre elas, beijei primeiro sua virilha, suas coxas internas, até ela gemer impaciente.
— Cris, por favor…
Meu nome nos lábios dela soava como um sussurro sagrado.
Afastei seus lábios íntimos com os dedos e comecei a lamber devagar, explorando, sentindo o gosto dela — quente, doce e úmido. Ela arqueou as costas, as mãos agarrando meus cabelos, guiando o ritmo. Encontrei o ponto certo e brinquei com a língua ali, em círculos, com pressão firme.
— Assim… aí… ai, Cris…
Seus quadris se moviam contra minha boca, buscando mais introduzir um dedo devagar, depois dois. Ela gemeu alto, e eu aumentei o ritmo com a língua. Dani gozou com um grito abafado, tremendo inteira debaixo de mim.
Subi, beijei sua boca e senti ela sorrir no meio do beijo, ainda com a respiração descompassada.
— Agora deixa eu te sentir.
Ela me virou, tomou o controle, tirou minha blusa, meu top, desceu com beijos até minha barriga e quando me despiu completamente, ficou um instante parada me olhando.
— Você é perfeita.
— Vem — pedi, com a voz rouca.
Ela desceu devagar, e quando sua boca tocou, meu corpo inteiro reagiu. Sua língua era tímida no começo, mas logo encontrou o ritmo certo. Era desajeitada, mas cheia de vontade e eu a ensinava com gemidos e sussurros, até sentir um prazer que me fez perder o controle. Arqueei as costas, agarrei os lençois, e explodi contra a língua dela.
Depois disso, ficamos abraçadas completamente nuas, enroladas uma na outra, pernas entrelaçadas, corações acelerados.
— Isso não foi só sexo. — ela murmurou, traçando desenhos no meu braço.
— Eu sei, foi amor.
Ela encostou o rosto no meu peito, onde o coração ainda batia descompassado.
— Promete que não vai me odiar se eu me assustar depois?
— Prometo te esperar, mas espero que você fique.
E naquela noite, pela primeira vez, eu a senti inteira, sem máscaras, sem medo só ela, só eu, só amor.
Fim do capítulo

Dessinha
23/11/2025 às 10:43
Um amor puro, bonito. Que consigam encontrar o caminho para seguirem juntas :)
Dessinha
23/11/2025 às 10:25
Um amor puro, bonito. Que consigam encontrar o caminho para seguirem juntas :)
Dessinha
23/11/2025 às 08:03
Um amor puro, bonito. Que consigam encontrar o caminho para seguirem juntas :)
Pantera
22/08/2025 às 09:48
Amei o capítulo. Acho ótimo autora.
CarolF 23/08/2025 às 04:03