Capítulo 28

ESPERANÇA

de A Minha Procura, por lorenamezza

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JULIANA POV

 

- Você está louca Carla!!!!! - a empurro em fúria.

- Juliana eu não quero ficar sem você. - tentou entrar, mas bloqueei seu caminho.

- Sinto muito! Nossa história acabou quando deixamos de fazer bem uma à outra. Hoje vamos tentar salvar um pouco da nossa amizade, mas não agora. Acho que nesse momento não podemos mais ter contato. Ela suspira fundo e seus olhos vão se enchendo de lágrimas, mas depois de ter forçado um beijo, não sinto pena. Apenas faço sinal para que ela vá embora.

- Me perdoa Ju! Por favor. - tentou me abraçar e aquele cheiro de bebida começou a me irritar.

- Vá embora por favor! Antes que eu perca a paciência.

Percebendo meu nervosismo, ela sai, eu não seguro o choro. Passei por uma situação parecida certa vez, e me deixou traumatizada. Aquilo veio à tona, não aguentei. Veio tudo na cabeça além da saudade que sentia da Adriana. Cheguei a pegar o celular e discar seu número, mas o orgulho falou mais alto e desisti. Pior que voltaríamos ao trabalho na semana seguinte, mas pensei que uma reaproximação nos faria bem. Passei o dia irritada pela situação, mas a escola não parava e eu precisava do dinheiro.


ANDRÉ POV

 

- Mãe por favor. Eu sou seu filho, não pode fazer isso! - eu retrucava ao ouvir sua idéia assim que saísse do hospital.

- Você pensou na sua família quando se envolveu com  aquela vagabunda?

- Não acredito que ela tenha me enganado daquele jeito. O marido dela deve ter feito sua cabeça, ela me amava eu sei! - dentro de mim, eu tentava acreditar.

- Você puxou à seu pai. Não podia ver um rabo de saia. A diferença é que seu pai, pelo menos, honrou seus filhos. Agora você, desfez até do seu filho. 

- Eu não vou voltar para São Paulo com você. E porque não disse que tinha tanto dinheiro guardado? 

- Porque conheço o filho que tenho. Como seu pai escondeu de todos que tinha outra família, escondeu também que tinham dinheiro guardado e eu como sendo esposa, tinha direito a metade de tudo. Achei justo guardar esse dinheiro para alguma necessidade. 

- Você pode me ajudar! Adianta minha herança para eu me recuperar.- logo que falei a frase, levei um tapa na cabeça.

- Não existe herança de pessoa viva. Metade desse dinheiro vai para meu neto, seu filho , que você abandonou. A outra metade vou guardar e você pode voltar para São Paulo comigo e andar na linha ou seguir com sua vida e com o que resta do seu trabalho. Mas lembre-se: Você não tem mais onde morar aqui, se souberem do seu envolvimento com aquela vagabunda você será demitido. Então você escolhe: ou volta a viver sobre minhas regras ou assume o risco. 

Suas palavras eram duras, a vi pegando o celular e falando com o advogado. Sem poder sair da cama, virei para o lado pensando em qual passo daria adiante.


DILL POV

 

- Bom dia mãe! Não vai levantar? - me assustei.

- Já vou filho! Só estou. - nem soube responder, só senti um peso no corpo..

- Temos visita. A vovó está lá na sala. 

- Minha mãe está aqui?- me virei rapidamente..

- A outra vó.

- Já estou indo. - deu  um beijo na minha testa e saiu. Enquanto trocava de roupa fiquei pensando no porquê dela estar em casa tão cedo, haja visto que só nos falávamos por telefone. 

- Bom dia! Como está a senhora? - ela veio e me deu um abraço carinhoso.

- Temos de ter uma conversa. Nós três. - fiz menção para sentarmos à mesa.

- Se veio pedir para perdoar meu pai. Esquece vó! - Alan respondeu rapidamente e o repreendi em seguida.

- Tudo bem Adriana.- segurou sua mão.

- Jamais pediria isso meu filho! O que seu pai fez com vocês não tem perdão. Eu vim porque justamente estou envergonhada por ele. 

- A senhora sempre foi muito boa para mim. Sei que não aprova as coisas que ele me fez.

- Com certeza Adriana e por isso vim. - Abriu a bolsa e entregou um cheque e entregou para Allan.

- Que isso vó? - ele abriu um grande sorriso e foi me mostrando.

- O que a senhora está fazendo? - perguntei espantada.

- Não vou explicar tudo! Podem ficar tranquilos que não estou sem nada. Esse dinheiro é para sua faculdade. Não tenho como pagar de outra forma o que meu filho fez à você. Sei que isso não vai apagar o péssimo pai que ele foi, mas queria garantir que você pudesse ter uma vida digna. E afinal você também é meu neto. - abriu um grande sorriso.

- Como ele está? Já saiu do hospital? - olhei para Alan nesse momento que não se manifestou quando contei do ocorrido.

- Vai sair amanhã. Estou esperando ele decidir se vai comigo. Vamos ver. - só meneei com a cabeça.  - Bom, tenho de ir agora, preciso resolver umas coisas com meu advogado. Sempre que precisar pode falar comigo. Não sou mais sua sogra, mas meu carinho por você sempre será o mesmo. - nos despedimos e ela saiu.

- Hoje mesmo você vai colocar esse dinheiro na poupança. - ele olhava para o cheque sem parar.

- Esse dinheiro dá o suficiente para eu fazer 3 faculdades. - Vi ele se levantar e vir na minha direção rapidamente. - Metade desse dinheiro vou dar para você mãe. Será como um investimento.

- Jamais meu filho! Esse dinheiro é seu.

- Isso mesmo! É meu! Por isso quero te ajudar. Vi o quanto você se esforçou para manter a loja. Vovô não tem direito nela. Você ia vender para não falir. Serei seu investidor. - falou todo carinhoso.

- Quando foi que você cresceu assim?! - lágrimas começaram a escorrer no meu rosto.

- Tudo que você tem feito por mim. Todo dinheiro do mundo nunca será suficiente para pagar o que te devo.

- Você não me deve nada. Você é meu filho! Te amo. - ambos estavam chorando nesse momento.

- Tudo que passamos aqui com o pai, tudo que você está guardando, como tem estado ao meu lado nas minhas crises. Por favor mãe! Aceita. 

- Aceito, mas com uma condição. A loja ficará em seu nome e você fará com ela  o que quiser, quando quiser.

- Tudo bem mãe. Você vai cuidar muito bem do meu negócio. 

- Agora vamos sair, temos muito a fazer e hoje volto para o complexo.

- Vai se encontrar com ela hoje?

- Porque está curioso com isso? - fui pegando a bolsa.

- Quero te ver feliz e se  com ela ou com outra mulher tudo bem. - sorriu.

- Que mudança foi essa meu filho? Por acaso ela tem nome? Camila?

- Sabe mãe, todo dia é uma batalha para mim. Não vou mentir. Mas confesso que a Camila tem me ajudado. Ela é tão paciente. 

- Acho que não é só eu que encontrou alguém né! - saímos os dois rindo 


ALAN POV

- Boa tarde Camila! - bora tomar um café lá na integrale?

- Agora? 

- Sim! Precisamos conversar. 

- Nossa! Vou ficar curiosa. Pode me adiantar?

- Umas das coisas é que precisamos armar um plano para ajudar minha mãe e a outra coisa falo pessoalmente.

- Tudo bem! Pode ser lá pelas 17? Estou terminando uma aula ai colo lá ok?

- Claro! Vou ficar esperando ansioso. 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

1
M

Mmila

19/03/2025 às 10:10

Enfim.....

Ja tô gostando das atitudes do filho.

Agora o encosto do ex vai seguir pianinho com a mãe.

 

Foto de lorenamezza

lorenamezza 23/03/2025 às 01:22

Será que vai com a mãe?
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