Segredos por Elliot Hells
Capitulo 45 Ela me dá dor de cabeça
Renata Giacomelli, a famosa ruiva tingida que atuava ao lado de Elizabeth na noite de estreia quando interpretavam a versão atualizada para os dias atuais de A megera domada estava irritada desde a contratação de Vivienne Lamartine. Desde o momento que Pierre contratou a jovem Lamartine para trabalhar nos bastidores, notava que Elizabeth passava muito tempo com ela, ensinando algo ou mesmo almoçando juntas no refeitório do estúdio.
Isso significava que quanto mais Eliza passava o tempo com a nova funcionária, menos passava com ela, menos festinhas intimas elas tinham. Porém, tudo mudou ainda mais depois que ela foi promovida a assistente pessoal de Elizabeth, sim, tudo tornou-se ainda mais irritante para a ruiva tingida.
Quando realizavam pequenos espetáculos e tinham sessões de autógrafos, Vivienne estava ali para auxiliar e não deixava Elizabeth em paz, como uma sombra. Mas o que Vivienne poderia fazer se era sua assistente pessoal?
Renata estava no banheiro feminino junto com outras garotas e falava mal da jovem Vivienne.
- Sim, ela é insuportável, sempre se esgueirando atrás da Eliza e reparou como a Eliza mudou depois dela? – reclamava Renata ao retocar a maquiagem, enquanto recebia a concordância de outra da peça anterior Alanis Barbosa.
- Sem falar que ela é toda atrapalhada, viu a bagunça que ela fazia no inicío? – Alanis rolou os olhos.
Uma risada estridente fora ouvida.
- Verdade, já tinha esquecido disso! Como aquela garota conseguiu ser a assistente dela? – indagava uma terceira pessoa.
- Será que o nome Lamartine tem algum significado? – Alanis indava ao colocar o batom.
- Acho que ela é filha daqueles médicos famosos, não? – falava uma outra mulher de cabelo curto que ajeitava sua franja.
- Impossível que aquela atrapalhada tem pais assim e se fosse, ela não deveria seguir a profissão dos pais? O que ela faz sendo apenas uma assistente? – Renata indagou ao fitar suas colegas. –
- Mas mudando de assunto e aquela algazarra no outro dia com a nomeação da nossa nova chefe?
- Liz foi embora no mesmo dia e parecia estar irritada, será que tem algum assunto oculto? – Renata começava a especular. –
A porta foi aberta com tudo e rapidamente. Lorelai estava do lado de fora cerca de cinco minutos e escutava atentamente o que aquelas moças falavam. Em seu encalço estava Violet que apresentava um sorriso travesso.
- Vocês não são pagas para fofocar no banheiro, são pagas para atuar! Será que podem exercer as atividades de vocês e deixarem pequenos e irritantes fuxicos fora do estúdio? – Lorelai cruzava os braços e arqueava a sobrancelha, sua postura ameaçadora, faziam gelar a espinha das moças ali.
Todas saíram dali pedindo desculpas e baixando suas cabeças.
Lorelai soltou o suspiro que estava segurando e se encostou na bancada da pia.
- Que irritantes, essas mulheres parecem como abelhas atrás do mel! – comentava com Violet.
- Isso é porque a sua preciosa abelha é uma famosa com as mulheres. – Violet dizia o óbvio sobre a Elizabeth e os boatos.
- Nenhuma delas é oficial e nenhuma delas é importante, com exceção de uma. – comentou Lorelai mais baixo a última frase.
- O que disse? – Violet não havia escutado a última frase.
- Nada, não. Apenas parece que a senhorita Lamartine sofre um tipo de perseguição dessas moças. – Lorelai levou o dedo ao queixo, fazendo um olhar que Violet conhecia muito bem.
- O que você está tramando?
- Apenas colocarei meu plano em ação.
Durante a semana que se passou, Lorelai acompanhava e seguia os passos atentos de Vivienne e percebia que quando se afastava de Elizabeth as outras moças do teatro implicavam com ela, umas derrubavam os papéis para dificultar seu processo, outras fingiam acidentalmente esbarrar e derrubar algum líquido na roupa dela e riam, enquanto saíam como se nada tivessem acontecido.
- Santo Deus, essa garota é um imã para as terroristas contra ela, parece que se aproveitam ainda mais quando Elizabeth está fora de vista e em alguns casos elas passam tempo longe, pois Vivienne precisa desempenhar e organizar toda a agenda semanal e a mensal. – Lorelai analisava de longe do terceiro andar a ocorrência dos papeis que acabam de cair. Suspirou e foi em direção ao elevador.
Ali estava uma Vivienne focada em recolher os papéis e aparentemente acostumada. Se surpreendeu quando encontrou mais um par de mãos recolhendo os papeis ao seu lado.
- Aqui – a chefe entregou para ela, mas a ruiva estava um pouco paralisada, aquela mulher estava falando com ela – os papeis que estavam no chão.
- Ah, sim, obrigada diretora. – agradeceu Vivienne.
Naquele mesmo dia, Lorelai evitou que as outras mulheres empurrassem “acidentalmente” Vivienne, esbarrassem com seus papeis ou derrubassem algum líquido em sua roupa já trocada. Apenas se dirigiu para sua sala quando as atrizes implicantes foram embora e Vivienne sentava-se no escritório destinado a ela para finalizar seu trabalho.
Lorelai sentava na sua poltrona macia e afundou nela, sendo observada por Violet.
- Você parece péssima, o trabalho de garantir a segurança da ruivinha é tão difícil assim?
- Ela me dá dor de cabeça, atrai tantos problemas e acha que por ser no trabalho e por pensar que as atrizes são superiores a ela, ela aguenta calada. Será que não contou para a Elizabeth? – Violet dava um uísque para a amiga e chefe. – obrigada Letty.
- Bom, o que pensa em fazer?
- Irei chama-la agora. Eu não aguentarei ser o guarda costas dela por toda uma vida, acho que precisaremos convers.. – antes que terminasse a frase ouviram três batidas na porta. Lorelai se ajeitou, assumindo uma postura imponente novamente. – Entre.
Vivienne como se soubesse que a nova CEO e diretora do estúdio queria vê-la apareceu ali.
- Com licença... – disse Vivienne.
- Ora, ora quem é? Não morre mais esse ano Vivienne. – Violet a conduziu para entrar e sentar. – falávamos de você.
- De mim? – Vivienne era conduzida e sentou, com a expressão sem entender.
- Sim, queremos te mostrar uma coisa. – Violet ainda falava, enquanto Lorelai apenas tomava o líquido daquele copo.
A tela de 50 polegadas com acesso as camaras de segurança mostravam claramente os momentos que as outras atrizes implicavam com Vivienne e as falas depreciativas. Vivienne não entendia porque estava vendo aquilo.
- Por que eu... – iniciou a ruiva e foi cortada pela diretora.
- Porque você está sofrendo de acédio aqui no estúdio e não falou nada. Sabe quanto tempo eu perdi hoje tentando evitar que aquelas mulheres infantis fizessem algo com você, enquanto você estava longe da Be... da Elizabeth? – inquiriu.
- Eu... eu não... me desculpe.
- Não peça desculpa Vivienne, você só deveria ter falado com o pessoal da ouvidoria ou dos Recursos humanos, o fato delas serem atrizes não significa que devem menosprezar os outros de outra categoria. Isso é intolerável. Você precisará se impor ou elas irão fazer de você gato e sapato, espero não ter que me preocupar com isso futuramente! Em todo caso, tomaremos uma medida quanto a isso e a empresa pede desculpas em nome dessas garotas.
Lorelai apontou para a saída, pois tinha passado um dia deveras cansativo. Vivienne agradeceu e foi guiada pela porta por Violet que a levou para fora da sala de Lorelai.
- Você parecia assustada quando entrou no escritório. – O tom de voz de Violet era ameno.
- Sim, eu pensei que ela iria me demitir, já que estava me seguindo o dia todo, pensei que viu que fazia algo errado, porém ela só estava tentando evitar que as outras fizessem algo. Acho que interpretei mal suas ações.
- É, eu também teria interpretado mal, afinal ela tem uma expressão austera aqui no estúdio. – Letty falou sem se sentir.
- Hum? – Vivienne indagou e conteu um sorriso, pois não imaginava que a subordinada da Lorelai teria tanta liberdade para falar tais coisas dela.
- Esqueça o que eu disse, - sorriu gentilmente. – o ponto é que ela está certa, você não pode deixar aquelas garotas fazerem isso. Lorelai antes de ser quem é, ela também já foi assistente e já fizeram isso com ela. A partir daí ela odeia e tem tolerância zero para pessoas que fazem isso. – Letty acabou revelando muito do interior da amiga. – Opa, não conte a ninguém que falei isso ou ela me matará, afinal como diretora ela tem uma imagem mais séria para zelar.
- Ah, tudo bem... eu não falarei. – Letty deixou Vivienne até a porta se despediu e voltou para o escritório da outra. – Essas duas são diferentes. Não consigo imaginar que essa mesma mulher magoou consideravelmente a Izzy e a Bess. Se ela parece fazer coisas por poder, por que será que me ajudou hoje?
Vivienne estava confusa, mas foi despertada quando o carro de Elizabeth buzinou e a despertou de seus devaneios. Não contaria sobre o ocorrido de hoje para Liz, não deseja preocupa-la ou criar inimizades com as colegas. Apenas deixou passar como sempre.
Um outro dia chega e o estúdio do Pierre estava em alvoroço nas primeiras horas da manhã, uma nota esclarecedora da diretoria fora encaminhado para todos os funcionários, estava escrito no mural:
“Estúdio Pierre – Nota de Repúdio.
O Estúdio Pierre de Nova Amsterdam repudia e lamenta profundamente qualquer ato de assédio moral, verbal ou físico e qualquer recente violência contra os seus funcionários ou qualquer publico em geral.
Com tristeza nos solidarizamos com os funcionários que vieram sofrendo esses atos de forma silenciosa. É lamentável que a humanidade ainda faça uma opção tão baixa como essa, discriminatória e tão barbara em vários sentidos
Defendemos o respeito a todas as formas, classes e liberdades, valores, os quais sejam possíveis o desenvolvimento humano.
Somento por meio do respeito, paz que conseguiremos preservar o bem amor, a civilização, respeito e o amor ao próximo.
A diretoria”
Os burburinhos estavam soltos pelo hall do estúdio, não conseguiam compreender o que de fato estava ocorrendo, somente Vivienne podia fazer certa noção e se indagava se aquilo dizia respeito ao que ela estava passando e por isso a diretoria decidiu tomar esse tipo de atitude.
Perto dali, a ruiva ouvia uns comentários das outras atrizes.
- Sabe, parece que a Renata, Alanis e outras do seu grupo pediram demissão. – uma loira comentava.
- Será que isso tem relação com essa nota que a diretoria anunciou? – era a vez de uma morena comentar.
- Mas não sabemos ou vimos elas fazerem algo com ninguém. – voltou a falar a loira.
- Você esqueceu que as vezes elas implicavam com a Vivienne? – tornou a morena.
- Ah, será que a repentina solicitação de demissão delas foi disso?
Os comentários pararam quando a diretora apareceu e solicitou silêncio.
- Atenção todos, como podem ver temos uma nota de repudio e gostaria que levassem a sério, tratar ou desqualificar os outros não é um ato humano ou mesmo certo, é desrespeitoso e pode significar danos na vida dessa pessoa de natureza emocional, psíquica e demais. Então, não sejam insensíveis. – Lorelai falava de forma séria. – Dito isso, quero apresentar as novas integrantes da nossa companhia: Scarlett Fox, Hae-won Park e Kaori Misaki. Uma salva de palmas para as novas integrantes.
Todos aplaudiram e Elizabeth chegou perto de Vivienne, fitando a diretora franzindo o cenho.
- Lorelai mudou as atrizes faltando duas semanas para a nova peça, o que ela esta tramando com essa substituição repentina da Renata, Alanis e demais? – Elizabeth não sabia da situação e Vivienne podia sentir que talvez isso tenha deixado a advogada preocupada.
Quando todos saíram Elizabeth avisou para a ruiva que iria até a diretoria, Vivienne começou a pensar que talvez fosse discutir com a diretora?
Elizabeth pisava a passos fundos passando novamente pela mesa de Andy que pedia para ela parar, pois Lorelai não queria ser incomodada, sem resultados a outra acabava de entrar no escritório da diretora sem pedir autorização ou anunciar.
- Ela é sempre assim? – reclamava Andy do lado de fora.
A porta fechou atrás da Heinz e Lorelai que estava em uma ligação acabou por finaliza-la. Algo dizia que precisaria de um aspirina.
- Deveria parar com essa mania de entrar na sala dos seus superiores sem bater, não acha? Eu poderia estar em reunião ou algo do tipo. – explicava a diretora sabendo que isso não mudaria tão fácil e ela não ligava, mas gostava de implicar com a outra a sua frente.
- Posso saber que ideia foi aquela de aceitar a reununcia ou demissão daquelas atrizes faltando menos de duas semanas para uma apresentação importantes? Trabalhamos duro, o que acha que conseguirá fazendo isso? – dizia Elizabeth.
Lorelai massageava as suas temporas, sabia que a outra iria discutir e para estar fazendo isso certamente a ruiva Lamartine não contou o que aquelas pessoas faziam com ela. “ela deve ter algum motivo para não contar, bom, não serei eu que direi, tento salvar a sua assistente e é assim que me agradece?” pensava a diretora.
- Eu conheço essas três jovens e pode acreditar, elas aprendem rápido, sobretudo estão familiarizadas com roteiros relâmpagos. São profissionais e já atuaram em filmes estrangeiros, além disso, foi decisão daquelas mulheres saírem, não podia fazer nada.
- Você tem uma base de acordo contratual, correto? Claramente você podia e deveria fazer alguma coisa! – Elizabeth falou.
- Bess, - Lorelai subiu um pouco o tom de voz para a outra parar de falar um pouco. – Não é com aquelas mulheres que você deveria se preocupar, acho que você deveria investigar melhor o início de cada história antes de apontar qualquer dedo. Não se preocupe com a peça, pois eu sei fazer o meu trabalho, não cheguei ao posto de CEO sem trabalhar duro! Você pode duvidar de mim, mas eu sei o que estou fazendo! Se me der licença, preciso voltar e falar com laguns investidores para a promoção e publicidade. Andy indicará o caminho da saída. – Lorelai finalizou.
E a porta já estava aberta com Andy dando passagem para Elizabeth passar.
- O que ela quis dizer com “deveria investigar melhor o início da história?” – repetiu a atriz.
Os dias foram se passando, e as gravações estavam seguindo, de fato as novas integrantes atuavam mil vezes melhor do que Renata, Alanis e suas seguidoras. Não poderia contestar a escolha da diretora, mas por qual razão se livrar e por aquela nota de repúdio? Isso Elizabeth queria saber.
Devido a esse fato, a atriz foi movida por uma curiosidade e investigação tremenda ao ponto de ouvir alguns boatos no banheiro feminino, principalmente ouvir o nome de Vivienne envolvido como sendo uma das pessoas que sofria por tal situação. A jovem Heinz deslocou até o escritório da sua assistente e trancou a porta, a outra estava compenetrada em suas atividades.
- Enne, posso falar com você? – solicitou e a outra virou ao se assustar.
- Bess, o que houve? Algo que eu possa resolver por você?
- Não é isso, quero saber se os boatos são verdades, Renata, Alanis e as demais, elas... – fez uma pausa. – elas importunavam você quando não estávamos juntas?
Vivienne não queria criar um clima estranho, mas não via mais sentido negar. Pelo visto a diretora também não havia contado. Apenas confirmou com um aceno.
- E por qual razão você não me disse?
- Bess, elas são atrizes e parte do show, eu só queria fazer o meu trabalho da melhor forma possível, isso não é nada! Já passei por coisa muito pior. – relembrava do que Alexander fazia com ela.
Bess levantou seu queixo.
- Tudo o que ocorrer com você é da minha conta e me importa, ok? Precisa me contar. Então aquela nota de repudio foi devido a situação que você estava passando, mas como a diretora sabia? Você contou para ela? – Heinz estava curiosa.
- Na verdade não, um dia antes, como de costume as meninas estavam fazendo suas brincadeiras comigo não sei a partir de qual momento, mas a diretora deve ter percebido e começou a me sondar e durante o resto do dia, nenhuma fez nada comigo. Achei estranho e fui falar com a diretora e até agradecê-la, mas parece que ela me esperava e selecionou vídeos que mostravam precisamente quando Alanis e Renatava faziam algo para me provocar. Ela pediu para informar e fazer uma queixa formal ao RH, mas como eu disse, não queria inimizades ou problemas, é algo que eu poderia lidar. – explicava Vivienne. – Achei que estava tudo bem e no outro dia ocorreu aquilo que todos já sabíamos, a saída das meninas e aquela nota.
Elizabeth suspirou.
- Você foi reclamar com ela? – Vivienne queria saber, afinal conhecia aquela irmã.
- Sim... – admitiu.
- E foi severa com ela?
- Sim...
- E agora você está em conflito moral por ter feito isso?
Elizabeth soltou outro suspiro.
- Sim.
- Não seja tão dura consigo mesma, só agradeça e pronto. – dizia com facilidade. – Lembra de como discutíamos também? Só deixe essa passar, ela foi gentil.
- Somos diferentes, Lorelai não é flor para se cheirar.
- Certo, certo, vamos deixar o tempo analisar, talvez existam informações encobertas que não sabemos, como por agora, ela parece agir sempre com algum motivo por trás e não deixa nada ser obvio, embora aparenta ter boas intensões.
- De boas intensões o inferno está cheio! – retrucou a gêmea mais velha.
Vivienne sabia que aquela irmã era a mais cabeça dura quanto a isso.
Mas a contra gosto, novamente Elizabeth se dirigiu ao escritório da diretoria, Andy novamente tentava lhe barrar e impedir sua entrada sem ser anunciada, mas em vão, pois a outra já havia entrado.
- Ela não tem modos mesmo! – reclamou a Andreia.
Elizabeth estava dentro do escritório da outra, dessa vez fitando tudo menos os olhos de Lorelai que estava imersa em montanhas de papeis.
- Já disse para bater, os Heinz perderam a educação depois de tantos anos? – o óculos estilo ray-ban aviador estava no rosto, eram de leitura. A diretora não olhou para a outra.
- Ah, como se você ligasse se eu bato ou não na porta. – Dizia Bess em seu tom irritado para a outra que estava acostumada com aquele tom.
Lorelai tirou os óculos e a fitou.
- É verdade, não ligo, mas não deixe que os outros vejam isso ou poderá ser formado um pandemônio aqui e não queremos isso. – piscou.
- Pare com seus joguinhos, Lorelai. Não somos amigas! – retrucou.
- Certo, certo. O que deseja, será que meu trabalho não foi bom o suficiente, está aqui para reclamar sobre o que agora? – fitava Elizabeth.
A outra levou a mão ao pescoço, algo que fez o cenho da outra estreirar. “Vergonha?” pensou Lorelai “Por qual razão ela estaria assim?” antes, Lorelai sabia cada traço e característica das irmãs, incluindo sua melhor amiga, Bess, então, se esforçava para relembrar de cada ponto.
- Obrigada. – Liz disse em um sussurro.
- O que? – Lorelai não havia entendido.
- Eu disse – falou em tom normal e depois diminuiu – obrigada.
Após ter ouvido e sem acreditar, foi a chance de irritar um pouco mais a loira.
- Como, eu ainda não ouvi, poderia repetir? – insistiu a outra.
- Ah, cala a boca! – Elizabeth abriu a porta para sair daquele recinto quando disse de costas – eu agradeço pelo que fez pela Vivienne. Eu não sabia, então, obrigada, mas fique sabendo que isso não muda nada!
Elizabeth saiu e Lorelai soltou um sorriso animado.
- Sempre marrenta!
As duas semanas se passaram e a estreia com as novas integrantes ocorreu bem e recebido críticas positivas, o que deixou Lorelai ainda mais orgulhosa de como aos poucos o estúdio voltava a ganhar seu brilho e mais acionistas.
Fim do capítulo
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