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Nórdicos por Natalia S Silva

Ver comentários: 3

Ver lista de capítulos

Palavras: 3944
Acessos: 1412   |  Postado em: 04/04/2024

Capitulo 28

 

Gunnar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A chuva caia forte, porém, ainda conseguia ver as chamas consumindo o casarão, da janela da casa onde estava com a empregada do Lord Harald.

 

Alisson organizava alguns pertences com o filho, sua amiga separava alguns mantimentos para que levássemos conosco, enquanto eu vigiava a movimentação do lado de fora. Estava ansiosa e com medo de que aquela pequena pausa pudesse custar a nossa fuga da colônia, certamente os guerreiros do meu pai estavam à minha procura naquele momento.

 

Encarei a criança enrolada no cobertor sobre a poltrona, com os olhos atentos a tudo ao seu redor, ele se mantinha calmo apesar de estar em um ambiente desconhecido e com pessoas desconhecidas, somente a Alisson ele conhecia bem.

 

 

 – Estamos prontos!

 

 

Alisson surgiu com o garoto bem agasalhado e com sacolas onde carregavam seus pertences. Rapidamente sua amiga a abraçou e depois entregou a ela os mantimentos que tinha separado.

 

 

 – Cuide-se Alisson! 

 

 

 – Você também!

 

 

Enquanto as amigas se despediam, vesti o casaco que a mulher havia separado para mim, que era do seu marido também morto pelo meu pai. O casaco era longo e de um tecido grosso, tinha um capuz e isso dificultaria a minha identificação pelos guerreiros. Apanhei a pequena criança abraçando-o contra o meu corpo, escondendo-o debaixo do casaco, não queria que se molhasse e adoecesse.

 

 

 – Vamos embora!

 

 

Abri a porta da casa e olhei para os dois lados da viela, certificando-me de que ninguém nos veria saindo da casa ou andando pelas ruas, precisava chegar até os portões em segurança. 

 

 

 – Fiquem perto de mim e façam silêncio!

 

 

Andei rapidamente para o lado oposto da viela, sendo seguida de perto por mãe e filho. As vielas estavam vazias devido à chuva forte, apenas na região do casarão podia se ouvir algum burburinho, precisávamos apressar o passo ou logo os guerreiros de Agnar estariam ali também.

 

 

O trajeto até os portões da colônia foi feito rápido e em completo silêncio, vez ou outra foi preciso mudar de direção para não esbarrar em nenhum morador, mas nada que nos atrapalhasse verdadeiramente. No entanto, ao me aproximar dos portões, ocultos nas sombras das paredes do bar onde costumava beber com Heimdall, avistei sobre a torre de vigilância, Enok e Hulda, nossa mãe.

 

 

 – Tispe sønner! Faen dem! “(Filhos da puta! Malditos sejam!)”

 

 

Recostei minha cabeça na madeira, sentindo a água da chuva correr pelo meu rosto, eu estava com um problema que não sabia como contornar. Acariciei a pequena criança no colo, encantada com toda sua calmaria diante daquela situação, pois desde a casa da amiga de Alisson que o mesmo não mais chorou o que era ótimo na situação que nos encontrávamos.

 

 

 – O que faremos?

 

 

Alisson estava com os olhos esbugalhados ao meu lado, agarrada ao filho protegendo-o da chuva.

 

 

 – Eu não sei!

 

 

Eu realmente não fazia idéia de como passaria pelos portões, se estivesse sozinha seria muito mais fácil, mas com um bebê nos braços não seria possível atravessar. 

 

 

 – Quer que eu o carregue?

 

 

Eu não queria, não podia por a vida daquele bebê nas mãos de outra pessoa, mas eu não poderia protegê-lo daquela forma.

 

 

 – Tenha cuidado!

 

 

Eu não precisava dizer aquilo, afinal era ela quem tinha cuidado da criança até aquele momento, mas me pareceu adequado reforçar o pedido.

 

 

 – Fiquem aqui! Eu vou abrir passagem!

 

 

 – Como?

 

 

 – Matando todos que for preciso!

 

 

Sem dizer mais nada, olhei ao meu redor e no momento oportuno, corri para debaixo das torres de vigilância, escondendo-me nas sombras das vigas e caixotes, espalhados por todos os lados.

Desembainhei as espadas, andando sorrateiramente por debaixo das torres, me direcionei até onde minha mãe e irmão estavam, eu precisava dar um jeito de atravessar aqueles portões e não conseguiria fazer isso sem derrubá-los lá de cima, afinal eu tinha tido a brilhante idéia de reforçar os portões e torres e isso dificultaria nossa fuga.

 

Ao me aproximar de mãe e filho, passei a ouvir com mais clareza a discussão que ambos estavam tendo, apesar do barulho da chuva torrencial que caía naquele momento.

 

 

 – Jeg vil ikke kjenne mamma! Hun er min søster! “(Eu não quero saber mãe! Ela é minha irmã!)”

 

 

 – Din søster forrådte familien vår! Hun drepte faren din! “(Sua irmã traiu nossa família! Ela matou o seu pai!)”

 

 

 – Jeg hadde selv drept faren vår hvis jeg hadde halvparten så mye mot og styrke som Gunnar! “(Eu mesmo teria matado o nosso pai se tivesse metade da coragem e força de Gunnar!)”

 

 

 – Jeg kan ikke tro at jeg hører dette! Du er en forræder akkurat som henne! “(Não posso acreditar que estou ouvindo isso! Você é um traidor igual a ela!)”

 

 

 – Erling derimot tar etter deg og faren! En skruppelløs voldtektsmann som du forsvarte! “(Já o Erling puxou a você e ao pai! Um estuprador sem escrúpulos que você defendia!)”

 

 

 – Han var sønnen min! Hva ville du at jeg skulle gjøre? “(Ele era meu filho! O que queria que eu fizesse?)”

 

 

 – Det samme gjør du nå! Spør meg om din egen datters hode! “(O mesmo que está fazendo agora! Me pedindo a cabeça da sua própria filha!)”

 

 

 – Er annerledes! “(É diferente!)”

 

 

 – Ja det er mamma! Forskjellen er at den ene drepte barnebarnet og den andre hannen hans! Jeg kan allerede se hvem du verdsatte mest! “(É sim mãe! A diferença é que um matou sua neta e a outra o seu macho! Já consigo ver a quem você dava mais valor!)”

 

 

 – Ikke tør å snakke sånn til meg! Jeg er din mor! “(Não ouse falar assim comigo! Eu sou sua mãe!)”

 

 

 – Og jeg er din Herre! Fra nå av er jeg Herren over disse menneskene og denne kolonien! Og du vil gjøre akkurat det jeg vil at du skal gjøre! Eller jeg kan adoptere noen av min søster sine holdninger, og bryte opp med foreldrene til denne familien en gang for alle! “(E eu sou o seu Lord! A partir de agora eu sou o Lord desse povo e dessa colônia! E você vai fazer exatamente o que eu quiser que faça! Ou eu posso aderir algumas atitudes da minha irmã, e terminar de vez com os genitores dessa família!)”

 

 

Pude ver por entre as madeiras as feições de desaprovação da nossa mãe, não esperava que Enok tivesse aquela atitude nem nos meus melhores sonhos, ele estava se mostrando uma pessoa melhor que os outros de nós.

 

 

 – Thor! Ta med moren min til søstrene mine og hold henne der! Hun har ingenting å gjøre her! “(Thor! Leve a minha mãe pra junto de minhas irmãs e a mantenha lá! Ela não tem nada pra fazer aqui!)”

 

 

Thor que era marido de Helga, imediatamente se aproximou, mas não antes que minha mãe pudesse dizer mais algumas palavras.

 

 

 – Jeg vil ikke tilgi deg for dette sviket! “(Eu não vou te perdoar por essa traição!)”

 

 

 – Jeg trenger ikke din tilgivelse! Du har allerede tatt hevn! Han drepte kvinnen som ble voldtatt av mannen hennes! Hvis du gir meg problemer, bor du i samme celle som hun gjorde! “(Eu não preciso do seu perdão! Já teve sua vingança! Matou a mulher que foi estuprada pelo seu marido! Se me causar problemas, irá viver na mesma cela que ela viveu!)”

 

 

Thor imediatamente apanhou Hulda pelo antebraço, guiando-a para as escadas da torre e em seguida para longe dos portões, se perdendo entre as vielas da colônia.

 

Mantive-me ali por mais alguns minutos, eu tinha ouvido boa parte da discussão dos dois, mas ainda assim, temia pela segurança do bebê, eu não sabia se devia ou não confiar na sua boa vontade.

 

 

 – IVAR? HELT KLAR? “(IVAR? TUDO PRONTO?)”

 

 

Me ocultei ao lado de uma das vigas, observando meu velho amigo se aproximando numa carruagem de madeira puxada por dois cavalos.

 

 

 – JA! SAMLE ALT DU BER OM! “(SIM! REUNI TUDO QUE PEDIU!)”

 

 

Ivar deixou a carruagem em frente aos portões e se dirigiu para o alto da torre de vigilância, onde Enok estava.

 

 

 – Klær, forsyninger, våpen og ammunisjon! Alt som forespurt! “(Roupas, mantimentos, armas e munição! Tudo conforme solicitado!)”

 

 

 – Utmerket! Og hvor er hun? “(Ótimo! E onde ela está?)”

 

 

 – Jeg har ingen anelse! Jeg ba dem se i smugene, hun kunne ikke ha gått langt, hun er med barnet! “(Não faço idéia! Pedi para que procurassem pelas vielas, ela não deve ter ido longe, está com a criança!)”

 

 

 – Det er Gunnar! Kanskje den allerede er ute! “(É a Gunnar! Talvez já tenha saído!)”

 

 

Enquanto meu irmão e Ivar conversavam no alto da torre, escalei as vigas surpreendendo-os ao surgir entre os dois, com as lâminas de minhas espadas encostadas nos seus pescoços.

 

 

 – Jeg vil ikke måtte drepe noen av dere! “(Eu não quero ter que matar nenhum de vocês!)”

 

 

 – Så ikke drep, søster! Vi er ikke her for å stoppe deg! “(Então não mate, irmã! Não estamos aqui pra te impedir!)”

 

 

 – Jeg skal ut med barnet, med en amerikaner og sønnen hennes! “(Eu vou sair com a criança, com uma americana e seu filho!)”

 

 

 – Jeg tror ikke det er noen god idé å ta barnet! Du vil ikke være i stand til å ta vare på ham utenfor! “(Não acho que seja uma boa idéia levar a criança! Não vai conseguir cuidá-lo lá fora!)”

 

 

 – Det er derfor jeg tar den amerikanske! “(Por isso estou levando à americana!)”

 

 

 – Jeg kan oppdra ham som min sønn! “(Eu posso criá-lo como meu filho!)”

 

 

 – Nei! Jeg vil ikke forlate ham på samme sted som moren vår! Du og jeg vet hva hun er i stand til! “(Não! Não vou deixá-lo no mesmo lugar que a nossa mãe! Você e eu sabemos do que ela é capaz!)”

 

 

Enok ponderou minhas palavras, antes de concordar com os meus termos.

 

 

 – OK! Du kan ta det! “(Ok! Você pode levá-lo!)”

 

 

Enok fez um sinal com a mão, para que os guerreiros que já nos rodeavam naquele momento, se afastassem.

 

 

 – Jeg bestilte en vogn for å være klar! Det er klær, forsyninger og våpen inni! Jeg skulle ønske at du ble, men du og jeg vet begge at det ville være umulig for oss å leve sammen etter alt! “(Eu mandei preparar uma carruagem! Tem roupas, mantimentos e armas no seu interior! Gostaria que ficasse, mas você e eu sabemos que seria impossível vivermos juntos depois de tudo!)”

 

 

Observei o cenário ao meu redor, ainda empunhando as espadas a milímetros dos seus pescoços.

 

 

 – ALISSON? PODE VIR!

 

 

Gritei em plenos pulmões, para que a americana pudesse me ouvir de onde estava apesar da chuva. Não demorou muito para que a mulher surgisse das sombras, com o bebê no colo e o garoto ao seu lado.

 

 

 – ENTREM NA CARRUAGEM! RÁPIDO!

 

 

Imediatamente a mulher apressou os passos fazendo exatamente o que pedi.

 

 

 – Har portene åpnet! “(Mande abrirem os portões!)”

 

 

Afastei a lâmina que estava no pescoço de Ivar, guardando-a na bainha, usando a mão livre para me agarrar às vestes de Enok e guiá-lo na direção das escadas da torre.

 

 

 – Gunnar! Vent litt! “(Gunnar! Espere!)”

 

 

Ivar se aproximou obrigando-me a colocar o corpo de Enok em frente ao meu, com a lâmina da espada sempre em contato com o seu pescoço.

 

 

 – Jeg har ikke tid til deg Ivar! “(Eu não tenho tempo pra você Ivar!)”

 

 

 – Jeg vil bare be om unnskyldning for alt! Det var aldri min intensjon å forråde deg! “(Eu só quero te pedir desculpas por tudo! Nunca foi minha intenção trair você!)”

 

 

 – Du jukset ikke! “(Você não traiu!)”

 

 

Eu não teria escapado se não fosse à ajuda de Ivar, então seja lá o que ele tenha feito contra mim, com certeza ele se redimiu.

 

Com um gesto de cabeça, Ivar e eu nos perdoamos por tudo, eu nunca esqueceria o grande amigo que foi, mesmo que nunca mais nos víssemos novamente.

 

 

Guiei Enok pelas escadas até nos aproximarmos da carruagem, onde Alisson e as crianças estavam.

 

 

 – Åpne portene! “(Abram os portões!)”

 

 

Empurrei Enok para a carruagem, obrigando-o a nos acompanhar.

 

 

 – Sabe conduzir garoto?

 

 

Minhas palavras foram dirigidas ao filho de Alisson, que prontamente se pôs a frente, apanhando as rédeas, era o único que conseguia conduzir os animais já que sua mãe e eu estávamos ocupadas.

 

 

 – Ikke følg oss! Det er en ordre! “(Não nos sigam! É uma ordem!)”

 

 

Enok parecia realmente disposto a ajudar. A carruagem cruzou os portões da colônia e se afastou rapidamente pela planície até finalmente chegar ao bosque, sem que fôssemos seguidos por um único nórdico sequer.

 

 

 – Hva har du tenkt å gjøre med meg? “(O que pretende fazer comigo?)”

 

 

Enok estava calmo apesar da apreensão sobre seu destino, porém eu não tinha a menor intenção de feri-lo, pelo menos não mais. Ele tinha se mostrado bom o bastante pra merecer continuar vivo e liderar o nosso povo numa nova jornada. Ele era o único da nossa família, capaz de comandar aquela colônia e garantir que os sobreviventes americanos tivessem as vidas poupadas e pudessem viver em harmonia.

 

 

 – Já pode parar garoto!

 

 

O menino imediatamente puxou o freio, encarando-me debaixo de chuva, à espera de uma nova ordem.

 

 

 – Kom ned Enok! “(Desce Enok!)”

 

 

Empurrei meu irmão para fora da carruagem, desembarcando logo em seguida.

 

Andei alguns passos afastando-o da mulher e das crianças e finalmente guardei a espada na bainha.

 

 

 – Jeg innrømmer at jeg ikke trodde på din gode avkastning! “(Confesso que não acreditei na sua boa vontade!)”

 

 

 – Jeg vet! Jeg hadde ingen grunn til å tro det! “(Eu sei! Não tinha motivos para acreditar!)”

 

 

 – Ta vare på folket vårt og ikke gjør amerikanere til slaver! De er flinke og kan lære folket vårt mye! “(Cuide do nosso povo e não escravize os americanos! Eles são bons e podem ensinar muita coisa à nossa gente!)”

 

 

 – Jeg skal sørge for at det bare er én person fra nå av! Du har mitt ord! Ingen vil straffe dem lenger. “(Eu vou garantir que exista só um povo a partir de agora! Tem minha palavra! Ninguém mais irá castigá-los.)”

 

 

 – Beklager til søstrene våre! Jeg ville ikke at det skulle være slik! “(Peça desculpas a nossas irmãs! Não queria que fosse assim!)”

 

 

 – De vet! Faren vår drepte moren deres! Han fortjente slutten han fikk! “(Elas sabem! Nosso pai matou a mãe delas! Ele mereceu o fim que teve!)”

 

 

Apertei o ombro de Enok, sem saber se deveria ou não abraçá-lo. 

 

 

 – Kom hit! “(Vêm cá!)”

 

 

Enok me puxou para seus braços, apertando-me entre eles, num abraço que eu não recordava se um dia já tínhamos trocado.

 

 

 – Unnskyld til Heimdall for meg! Og si at til tross for kampene, har jeg alltid elsket ham! “(Peça desculpas ao Heimdall por mim! E diga que apesar das brigas, eu sempre o amei!)”

 

 

 – Jeg vil si! “(Eu direi!)”

 

 

Soltei meu irmão dos meus braços e me dirigi novamente para a carruagem. Enok permaneceu debaixo da chuva no meio do bosque, com as mãos na cintura.

 

 

 – Hvilket navn vil du gi ham? “(Qual nome dará a ele?)”

 

 

Enok se referia ao bebê, nosso meio irmão.

 

 

 – Han skal hete Karl! “(Vai se chamar Karl!)”

 

 

 – Hvorfor Karl? “(Por que Karl?)”

 

 

Eu não olhei para trás, não queria ficar com aquela imagem na cabeça. Balancei as rédeas colocando os cavalos em movimento, enquanto a mulher e as crianças estavam dentro da carruagem, protegidos da chuva.

 

 

 – For det betyr fri mann! “(Porque significa homem livre!)”

 

 

Eu não vi a reação do meu irmão e ele nada disse, apenas o som da chuva embalou nossa despedida.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dias se passaram, Alisson era uma mulher excelente, cuidava muito bem do filho e também de Karl, era sensata, me ajudava com as tarefas e com a alimentação. Eu precisava tratar dos animais e caçar para que chegássemos vivos até a costa, então as tarefas eram dívidas sem que eu precisasse cobrar nada.

 

 

 – Esse aqui serve?

 

 

Meus olhos correram imediatamente para o garoto chamado Anton, que com as calças dobradas até os joelhos, andava por dentro do riacho, carregando um pequeno peixe nas mãos.

 

 

 – Serve sim!

 

 

O menino adorava andar comigo, me lembrava muito de Heimdall quando era pequeno, que em toda e qualquer tarefa que precisava fazer, o levava junto para que aprendesse desde cedo.

 

Depois de almoçarmos, o garoto que estava exausto de me acompanhar por toda a parte, resolveu descansar na carruagem, enquanto sua mãe lavava algumas roupas no rio e eu embalava o pequeno Karl para que dormisse.

 

 

 – Du er vakker gutt! “(Você é lindo garoto!)”

 

 

Já fazia um bom tempo que balançava o bebê nos meus braços e ele continuava me encarando e rindo com aqueles magníficos olhos azuis brilhando pra mim.

 

Deslizei a ponta do meu dedo indicador pelo seu pequeno nariz, fazendo-o rir e agarrar-se a minha mão. Ele nem parecia ter os poucos meses que tinha tamanha era sua esperteza.

 

 

 – Den lille nesen, den munnen... og det svarte håret minner meg mye om moren din! “(Esse narizinho, essa boca… e esses cabelos negros, lembram muito da sua mãe!)”

 

 

Depositei um beijo na ponta do nariz do bebê.

 

 

 – Men ikke fra din mor Astrid! Du minner meg så mye om moren som skal oppdra deg! Det vil gjøre deg til en god mann! “(Mas não da sua mãe, Astrid! Você me lembra muito da mãe que vai criar você! Que vai te tornar um homem bom!)”

 

 

O garoto segurava meu dedo, com os olhos pequenos, finalmente se entregando ao sono.

 

 

 – Stephanie vil elske deg! Hun har alltid ønsket å ha en perfekt sønn! “(Stephanie vai amar você! Ela sempre quis ter um filho perfeito!)”

 

 

Adormecido, depositei o bebê sobre o pequeno cesto improvisado, protegido dentro da carruagem, juntamente com Anton que também dormia profundamente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estava cansada, os animais estavam cansados, nos últimos dias havia exigido demais de todos nós, tamanha era a pressa de chegar até a costa, e naquele dia tínhamos apenas mais um dia entre nós e o oceano.

 

Aproveitei que as crianças dormiam e estendi um pelego debaixo das árvores, precisava descansar e daquele lugar, tinha a visão perfeita da carruagem, nada passaria sem que eu percebesse.

 

 

 – Para onde estamos indo?

 

 

Alisson se sentou ao meu lado no pelego, não costumávamos conversar mais do que o necessário, não queria e não criaria laços desnecessários, já bastava o garoto que não se afastava de mim, e Karl que era amamentado por ela.

 

 

 – Para ás Bahamas! Eu já te disse isso!

 

 

 – Disse! Mas não sei o que é isso!

 

 

 – São ilhas! Do outro lado do oceano! Um lugar seguro para se viver!

 

 

 – E como chegaremos?

 

 

 – Darei um jeito!

 

 

 – Certo!

 

 

A mulher se manteve ao meu lado por mais alguns minutos, enquanto me permiti esticar as costas e fechar os olhos, sentindo a brisa suave do outono.

Estava distraída quando percebi a movimentação ao meu lado, e ao abrir os olhos me deparei com Alisson subindo sobre o meu corpo, sentando-se sobre a minha pelve.

 

 

 – O que está fazendo?

 

 

 – Algo que eu quero há bastante tempo!

 

 

Alisson imediatamente se aproximou segurando meu rosto entre suas mãos, beijando a minha boca.

Eu não queria aquilo, não queria aquele tipo de intimidade com ela, estava ali apenas para me ajudar a cuidar de Karl, caso contrário não precisava dela.

A empurrei pelos ombros derrubando-a ao meu lado, tirando-a de sobre o meu corpo.

 

 

 – Não faça isso de novo!

 

 

 – Eu achei que você quisesse!

 

 

 – Eu não quero! Não com você!

 

 

Alisson pareceu ofendida com meu comentário, se afastando das minhas mãos, se colocando novamente sentada ao meu lado.

 

 

 – Só existe nós duas aqui! Não estamos em condições de escolher!

 

 

 – Eu escolho não ficar com você! 

 

 

 – Fazia meses que estava trancada no porão! Faz meses que meu marido morreu! Eu só achei que pudéssemos nos ajudar.

 

 

 – Eu não posso te ajudar com isso! Sou casada!

 

 

Alisson me encarou como se eu tivesse dito a maior besteira do mundo. Então me recordei de que ela não sabia da verdade sobre Stephanie e os outros.

 

 

 – Ela está viva! Nas Bahamas! É por isso que estamos indo para lá! 

 

 

Alisson desviou o olhar de mim, surpresa com a revelação.

 

 

 – Bom! Isso explica muita coisa!

 

 

A mulher se colocou em pé, arrumando suas roupas.

 

 

 – Me desculpe por isso!

 

 

Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa, Alisson se afastou às pressas. Eu tinha perdido a vontade de descansar, tinha pressa pra chegar ao oceano antes que qualquer problema se atravessasse no meu caminho.

Apanhei o pelego do chão e me dirigi para a carruagem onde a mulher já estava, e logo coloquei os cavalos em movimento, dirigindo-nos para a estrada que nos levaria a costa, mas não sem antes esclarecer todas as coisas entre nós.

 

 

 – Espero que saiba que o Karl não é seu filho! Nunca será! Não confunda as coisas!

 

 

Alisson nada disse, eu sabia que aquela situação devia ser difícil pra ela, afinal perdeu o marido quando estava grávida e o bebê logo em seguida. Sem mencionar que fazia cerca de dois meses que estava amamentando outra criança como se fosse seu. Então achei por bem esclarecer as coisas para não criar ainda mais expectativas nela. A levaria em segurança juntamente com seu filho para um lugar seguro. Mas a mataria sem pensar duas vezes se resolvesse se colocar entre mim, Karl e Stephanie.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Será que no proxímo capítulo teremos reencontro?

Triste por me aproximar do fim :(


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Comentários para 28 - Capitulo 28:
lindacy
lindacy

Em: 05/04/2024

FIM? Que é isso Nat? esssa historia teria que ter no minimo 100 capítulos.


Resposta do autor:

Fico lisonjeada 

Mas eu sou ansiosa, tomo remédio kkkk

Fico doida pra concluir logo e não consigo me estender muito não

Responder

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Mmila
Mmila

Em: 04/04/2024

É bom mesmo esclarecer as coisas. Gunnar é muito bem casada.

Atitude de Enok não me surpreendeu. Pelo monos esse é do bem.

Steph vai ser surpreendida com um filho. 
Só coraçõezinhos pó aqui.....

 


Resposta do autor:

Pelo menos existe uma esperança pro povo da colônia né? Mas a vida delas vai ser em outro lugar...

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 04/04/2024

Oxente ficou doida Alisson querendo tirar lasquinha de Gunnar.

Eita vamos ao encontro.


Resposta do autor:

O que achou da doida kkkk

Já atualizei o encontro :)

Responder

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