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Nórdicos por Natalia S Silva

Ver comentários: 3

Ver lista de capítulos

Palavras: 3618
Acessos: 1244   |  Postado em: 31/03/2024

Capitulo 25

 

Stephanie

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jhon já me aguardava no estábulo no horário combinado, mantinha o sorriso alegre de sempre no rosto.

 

 

 – Achei que você não viria!

 

 

 – Eu estou adiantada!

 

 

 – Mesmo assim! Ninguém gosta de trabalhar mais do que o necessário!

 

 

 – Isso não é trabalho! É um favor! E eu gosto de me distrair!

 

 

 – Fico extremamente feliz com isso!

 

 

Jhon me apertou num abraço rápido e seguiu para dentro do estábulo, me direcionando até as baias onde os potros estavam.

 

 

 – Que gracinhas!

 

 

Eu realmente gostava de animais, mas depois da minha chegada na ilha, passei a gostar muito mais do tempo que passava com eles do que com os humanos, era realmente uma distração pra mim estar ali naquele momento. Significava menos tempo livre pra pensar nos meus pais e principalmente em Gunnar. 

 

 

 – No que está pensando Steph?

 

 

 – Como?

 

 

Voltei meu rosto na direção de Jhon que aplicava uma injeção no pequeno potro negro, enquanto eu o segurava para não se debater.

 

 

 – Está em silêncio há bastante tempo! No que está pensando?

 

 

 – Em nada! Só estou concentrada!

 

 

Jhon depositou a seringa na sua maleta e fez um leve carinho no animal.

 

 

 – Pronto garotão! Você já está dispensado!

 

 

Depois se levantou andando até outro animal, trazendo-o para onde estávamos. Preparou uma nova seringa enquanto eu segurava o potro e mais uma vez tocou no assunto.

 

 

 – Você nunca me falou sobre a sua vida antes da ilha! Eu sei que é difícil todos temos traumas. Mas tudo que sei sobre a sua vida, ouvi das suas irmãs e cunhados. 

 

 

 – Então você sabe tudo! Elas não deixam escapar nada!

 

 

 – É, mas, eu sei sobre tudo na versão delas, não na sua!

 

 

 – É a mesma coisa Jhon!

 

 

 – Não é! Sinto você perdida às vezes e é compreensível! Entendo que não queira tocar na ferida, mas às vezes é bom falar. Logo vai fazer um ano que vocês chegaram à ilha! Está na hora de… continuar.

 

 

 – Eu não quero falar sobre isso Jhon! 

 

 

 – Não precisa falar sobre as coisas ruins, pode falar sobre as coisas boas que viveram!

 

 

 – Não dá pra falar sobre as coisas boas sem lembrar-me das más!

 

 

 – Ok! Tudo bem! Não vou insistir.

 

 

Jhon dispensou a outra seringa, libertando o pequeno potro logo em seguida.

 

 

 – Mas se você quiser falar sobre o quão incrível a sua esposa era. Eu vou adorar saber!

 

 

Não respondi e não o encarei. Eu não queria falar sobre o passado e muito menos pensar em Gunnar, não queria falar com ninguém sobre ela, era uma lembrança só minha e não dividiria com ele ou qualquer outra pessoa.

 

 

 – Vai fazer o que depois?

 

 

 – Vou pra casa tentar descansar! Já que as 02h00min vai precisar da minha ajuda novamente!

 

 

 – Está cansada?

 

 

 – Um pouco! Mas como não tenho sono não adianta muita coisa!

 

 

 – Isso é terrível! Já te disse pra procurar um médico, ele pode te dar alguma coisa pra ajudar com a insônia!

 

 

 – Não acho que os remédios vão ajudar!

 

 

 – Sempre ajudam!

 

 

Eu não queria entrar naquele assunto também, Jhon não era uma pessoa invasiva, mas naquela noite ele estava especialmente preocupado comigo, até parecia ansioso e sem assunto.

 

 

 – Porque quer saber o que vou fazer? Vai me convidar pra cobrir todo o seu plantão contigo?

 

 

Jhon estava guardando os equipamentos na maleta, havíamos terminado de medicar todos os potros.

 

 

 – Ia me oferecer pra te acompanhar de volta até sua casa! Podíamos ir pela praia, aposto que não terá nenhuma emergência por aqui nesse breve período de tempo!

 

 

– Por mim tudo bem! Está uma noite maravilhosa para andar por aí!

 

 

 – Perfeito! Vou só levar essa maleta no escritório e já te encontro na saída pode ser?

 

 

 – Claro! Te espero lá!

 

 

Andei para o lado de fora do estábulo e me mantive parada de olhos fechados respirando o ar gelado da noite, que apesar de fazer sempre calor, o ar era úmido devido à proximidade com o mar.

 

Alguns minutos sozinha, em silêncio e de olhos fechados, foram o bastante para lembrar do rosto lindo de Gunnar, obrigando-me a sair dos meus devaneios e abrir os olhos, temendo me entregar mais uma vez ao desespero. Vinha lutando diariamente pra deixá-la descansar e ser apenas uma boa memória, mas viver sem sua presença não era nada fácil pra mim.

 

Encarei o céu repleto de estrelas e me recordei das noites que passamos no alto da montanha próxima a colônia Nascer do Sol, ainda não estávamos vivendo nosso amor naquela época, mas foram noites inesquecíveis pra mim, foi ali que tudo começou a acontecer e eu a conheci mais intimamente.

 

 

 – Pronto! Já podemos ir!

 

 

Jhon surgiu animado como sempre, entrelaçando seu braço no meu e me arrastando na direção da praia, parecia muito alegre naquela noite em especial. 

 

 

 – Eu queria muito um drink tropical agora!

 

 

 – Não consigo me acostumar! Parece tudo tão normal por aqui!

 

 

 – É que você está acostumada a viver na era medieval, junto com aqueles guerreiros vikings dos seus cunhados! Só me falta falar que prefere beber hidromel!

 

 

Jhon riu da própria piada, os nórdicos vikings dos livros antigos não se pareciam tanto com os que conheci, eram brutos e violentos na mesma proporção mas, eu acreditava que os antigos eram muito piores.

 

 

 – Gosto de vinho, de espumante, de cerveja, de whisky e até de gin. Mas as misturas que vocês fazem nunca foi o nosso forte.

 

 

 – Acredito! Mas tem que admitir que são deliciosos!

 

 

 – Até que sim! Mas prefiro beber algo mais clássico!

 

 

 – Ok! Drink pra mim e hidromel pra você!

 

 

 – Eu não sou nórdica!

 

 

 – Mas pelo jeito conviveu tempo demais com eles! Se bem que eu também iria adorar viver no meio daqueles barbudos musculosos!

 

 

Sorri, eu nunca havia falado com Jhon sobre Gunnar, tudo que ele sabia sobre ela realmente foi a minha família que contou.

 

 

 – Esse teu sorriso entrega!

 

 

 – Não sei do que está falando! Nunca houve um barbudo nórdico na minha vida!

 

 

 – Claro que não! Era uma nórdica com o rosto lisinho igual ao do Heimdall, não é mesmo?

 

 

 – De certa forma!

 

 

O rosto de Gunnar realmente era macio, assim como toda a pele do seu corpo, apesar da rigidez dos músculos. Fechei os olhos por alguns instantes e relembrei da textura da sua pele e suspirei involuntariamente, eu sentia muita falta dela.

 

 

 – Sabe o que é triste pra mim?

 

 

 – Não faço à menor idéia!

 

 

 – Que você não tenha trazido mais um com você! Um que fosse solteiro e gay! 

 

 

Ri alto do seu comentário, Jhon apesar de ainda não ter esquecido seu antigo amor, era capaz de se envolver com outras pessoas, ainda que pra mim aquilo parecesse uma válvula de escape para sua dor. No entanto, ele era muito mais forte e buscava melhorar a cada dia, ao contrário de mim que só queria desaparecer.

 

 

 – É sério! O Finn é maravilhoso! O Heimdall nem se fala! Existe algum deles que não seja lindo?

 

 

 – Acho que sim! Na verdade nunca reparei nos homens!

 

 

 – Me desculpa! Por um momento eu esqueci que gostamos de coisas distintas!

 

 

Sorri, enlaçando meu braço no seu. Me sentia bem na sua companhia na medida do possível.

 

 

 – Pra ser sincera, todos tem muitas características semelhantes! Brancos de olhos claros na maioria das vezes! Todos fortes e viris como meus cunhados. As mulheres são excepcionalmente bonitas, mas nenhuma se compara…

 

 

Me deixei levar por um momento pelos meus pensamentos, Gunnar nunca foi um exemplo do espécime feminino, mas ela era incrivelmente bonita, de olhos azuis claros, cabelos loiros, com uma boca perfeita e um corpo que eu não conseguia esquecer.

 

 

 – Ela devia ser muito bonita!

 

 

 – Ela era! 

 

 

Mais do que isso, Gunnar era perfeita em todos os aspectos, ao menos aos meus olhos.

 

Não tive muito tempo pra colocar meus pensamentos em ordem, estive andando de braços dados a Jhon pela areia sem me atentar do rumo da nossa caminhada. Quando de repente, me vi entre um pequeno grupo de pessoas que gritavam pelo meu nome aplaudindo sabe se lá o quê.

 

Um pouco assustada e confusa, percebi que Jhon se afastou de mim e imediatamente se pôs a aplaudir como os demais, e aos poucos fui percebendo que se tratava de minhas irmãs, cunhados e mais alguns moradores da ilha dos quais éramos mais próximos. Estávamos no meio da praia, havia uma fogueira acesa, muitas garrafas de bebida, carne assando e o no centro o que parecia ser um bolo de… aniversário.

 

 

Minha cabeça deu um giro, eu estava naquela ilha há quase um ano, e havia esquecido completamente de como era a vida fora dos meus pensamentos. Hoje era meu aniversário, aquilo tudo era pra mim e eu sequer havia desconfiado.

 

 

 – Feliz aniversário Stephanie!

 

 

Anne se dependurou nos meus braços me apertando com força, como se quisesse me fazer esquecer de tudo e me alegrar por um momento. 

Sorri, sorri pela surpresa e principalmente para não parecer ingrata, meu coração estava a galopes, pela surpresa e principalmente pelo desespero, eu não queria comemorar, não queria celebrar nada, não tinha motivos. Porém, encarando os olhos igualmente verdes das minhas irmãs, engoli meu orgulho por um momento e me deixei levar, vê-las vivas e bem deveria ser motivo o suficiente pra mim. 

 

 

 – Feliz aniversário Stephanie! Te amo muito irmã! Sou muito grata por tudo e principalmente por ter você aqui conosco!

 

 

Elisabeth me apertou em seus braços, enfiando o nariz no meu pescoço, obrigando-me há sorrir um pouco mais e abraçá-la com um pouco mais de animo. Amava minhas irmãs incondicionalmente e era bom recordar disso vez ou outra. Não podia mais deixar a dor me cegar. Elas estavam ali e eu precisava ser grata por isso.

 

 

 – Olha cunhada! Eu não sei o que você gosta mais para beber, mas acredito que nada é melhor que uma boa cerveja então essa aqui é pra você! 

 

 

Heimdall se aproximou com uma pequena garrafa de cerveja extremamente gelada e me entregou, enquanto rodeava meus ombros com um de seus braços e beijava os meus cabelos, sussurrando alguma coisa em norueguês que eu não fazia idéia do que era.

 

 

 – Ha det bra min svigerinne! Hun vil det beste for deg! Og ikke bekymre deg, Valhalla tar vare på deg! “(Fique bem minha cunhada! Ela iria querer o melhor pra você! E não se preocupe, está cuidando de você de Valhalla!)”

 

 

 – Sabe que eu não faço idéia do que disse não é?

 

 

 – Exatamente por isso eu disse em norueguês!

 

 

Heimdall beijou meus cabelos uma vez mais e se afastou, dando espaço para Finn, Jhon e os demais que queriam me parabenizar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A noite foi longa, descobri que Jhon sequer estava de plantão aquela noite, o pedido de ajuda com os animais foi nada mais que um plano para me afastar de casa e dar tempo para os demais organizarem tudo. 

 

Sorri como há muito tempo não fazia, sorri das piadas bobas de Jhon e das brincadeiras ainda infantis de Heimdall e Anne. Conversamos sobre muitas coisas, sobre os planos de casamento das minhas irmãs e principalmente, sobre a gravidez de Elisabeth, qual eu não tinha reparado até o momento. Confesso ter ficado surpresa e ao mesmo tempo feliz, ela merecia formar uma família e nós merecíamos ganhar novos membros para aquela família, já tínhamos perdido demais.

 

 

 

 

Jhon tocava violão e cantarolava musicas do seu povo, depois Heimdall e Finn fizeram o mesmo, encantando a todos com sua cultura e idioma.

 

 

 – Estou muito feliz por você Elisabeth! Peço a Deus que essa criança venha com muita saúde e traga muitas e muitas felicidades para nossa família!

 

 

 – Amém irmã! Vai trazer sim! 

 

 

Elisabeth estava sentada ao meu lado, estendeu o braço rodeando minhas costas e deitando sua cabeça no meu ombro.

 

 

 – Eu sinto falta deles Stephanie! Da mamãe e do pai! Sinto falta de casa e da Gunnar também. Sei o quanto ela te fazia feliz e você a amava. Mas olha! Ela ia querer te ver bem, te ver continuar. Ela não ia querer saber que se sacrificou por você e você simplesmente parou de lutar!

 

 

 – Eu estou lutando! Estou me esforçando…

 

 

 – Essa ilha está repleta de pessoas interessantes! As outras ilhas nem se fala! Se permita conhecer outras pessoas! Nem que seja para fazer amizades!

 

 

 – Eu já fiz amizade!

 

 

 – Só o Jhon não basta! Ele é gay essa amizade não vai evoluir!

 

 

Elisabeth riu do próprio comentário.

 

 

 – Achei que era só pra fazer amizade!

 

 

 – E é! Mas de preferência as que dêem pra evoluir um dia! E não nos importamos se for com homens ou mulheres. Isso não é problema nosso.

 

 

 – Eu realmente nunca dei muita importância pra opinião de vocês sobre isso! Não que não importe, eu só nunca me preocupei.

 

 

 – Tudo bem! Só queríamos que soubesse!

 

 

 – Ok!

 

 

Elisabeth ainda riu mais um pouco da nossa conversa e depois de trocarmos mais algumas palavras ela se afastou pra se juntar com o namorado. Por isso, resolvi sair para caminhar pela praia, todos estavam alegres e alterados devido à grande quantidade de álcool ingerida naquela noite, sequer repararam que me afastei, precisava respirar um pouco.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Alguns metros de distância do grupo que continuava bebendo e cantando, parei de andar quando meus pés entraram em contato com a água gelada do mar. Me permiti ficar ali por intermináveis minutos, sentindo as pequenas ondas indo e vindo, molhando as minhas pernas e roupas. Com os olhos fixos no horizonte, encarava o “outro lado do oceano”, como se naquela direção estivesse à coisa mais importante da minha vida. E realmente estava.

 

O céu ali era lindo, a ilha era encantadora, mas a sensação de paz que eu buscava, definitivamente eu não conseguia encontrar ali, mesmo sendo de longe o lugar mais bonito e tranquilo que conheci em toda minha vida.

 

Lágrimas silenciosas rolaram pelo meu rosto, fazia algum tempo que não me permitia chorar, e naquela noite em especial que de longe tinha sido uma das mais agradáveis desde a minha chegada ali, foi com certeza o dia que mais almejei estar ao seu lado, não queria ter que viver aquele momento sem ela e não podia fazer nada pra mudar isso.

 

 

 – Você ainda insiste em ficar sozinha?

 

 

Fechei os olhos e sorri ao identificar a voz de Jhon que se aproximou e parou ao meu lado, bebericando um de seus drinks preferidos.

 

 

 – Depois que eu te conheci, nem sei por que eu ainda tento!

 

 

 – Não deveria tentar mesmo! Eu estou aqui pra ser o seu divisor de águas! O seu farol no meio do oceano revolto! 

 

 

Sorri, Jhon era extremamente carismático. 

Tentei enxugar discretamente as lágrimas com as mãos, não iria chorar na sua frente, não queria mais sermões.

 

 

 – Quer um pouco? Isso aqui está maravilhoso!

 

 

 – Obrigada! Eu já bebi demais por hoje!

 

 

 – Verdade! Lembrando que hoje já é amanhã! Logo o dia vai nascer.

 

 

 – Sim! Já está quase amanhecendo.

 

 

Voltei mais uma vez meus olhos para o horizonte, respirando fundo aquele ar úmido e maravilhoso da noite.

Nesse momento, uma estrela cadente cortou o céu no horizonte, nunca fui muito supersticiosa, mas aquela com certeza foi a primeira vez que vi um fenômeno como aquele, até então só tinha ouvido falar.

 

 

 – UMA ESTRELA CADENTE! Faz um pedido Stephanie! 

 

 

Não pensei, não dava pra pensar, não tinha o que pensar, meu instinto e meu corpo gritavam por um único desejo.

 

 

 – GUNNAR!

 

 

Andei alguns passou dentro do mar, encarando o fenômeno no céu que se perdeu no horizonte em questão de segundos. Meu peito arfava e meu coração galopava dentro do peito, como se uma fagulha de esperança tivesse ascendido no meu interior renovando as esperanças que meu subconsciente sabia que não deveria ter.

 

 

 – Stephanie…

 

 

A voz de Jhon dizia muitas coisas, sabia o que ele estava pensando e me incomodou profundamente, mas não era culpa dele, eu não devia ter esperanças de vê-la novamente.

 

 

 – Eu sei Jhon! Mas não veio mais nada na minha cabeça na hora! 

 

 

Me voltei na direção de Jhon e comecei a andar para fora da água, me aproximando do rapaz que mantinha a expressão mais condescendente do mundo.

 

 

 – Tudo bem!

 

 

 – Eu quero vê-la de novo! Nem que seja em outra vida meu amigo!

 

 

Acariciei o braço de Jhon antes de me distanciar do mesmo, pra mim aquela noite havia acabado eu precisava voltar à realidade daquela ilha, e não faria isso discutindo com ele sobre meus sentimentos e desejos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não consegui dormir nenhum segundo depois que fui pra casa, apesar da leve embriaguez e do cansaço, mas já estava acostumada a passar noites rolando de um lado para o outro e daquela vez não foi diferente.

 

Pela manhã me levantei cedo, tinha muito trabalho a ser feito com os animais e nas plantações, confesso que gostava das minhas obrigações na ilha, aquilo me distraia e me renovava cada dia um pouco mais.

 

 

Estava me dirigindo para a horta quando reparei na presença de dois homens e um deles era bastante familiar.

Paul estava numa posição que me permitiu reconhecê-lo de imediato, eu não o via desde nossa chegada nas ilhas quando ele e seu filho nos trouxeram de barco.

O segundo homem a muito custo consegui reconhecer, era o prefeito das ilhas, o líder de toda aquela grande colônia, que nos concedeu a possibilidade de vivermos entre eles.

 

Desviei dos mesmos tentando não ser vista, mas a conversa dos homens apesar de ser feita num tom baixo, era possível ouvir palavra por palavra do que discutiam e definitivamente atraiu minha atenção.

 

 

 – Quanto tempo pretende ficar?

 

 

 – Não mais do que o necessário, mas acredito que seja coisa de um mês ou um pouco mais!

 

 

 – Isso é tempo demais para as ilhas ficarem sem um líder!

 

 

 – Sei disso meu amigo! Mas essa com certeza vai ser a última viagem que o nosso povo vai fazer para terras fora das ilhas. Não temos mais recursos e logo não teremos combustível para tal. Quero ver o mundo lá fora uma última vez.

 

 

 – Entendo! Mas acho muito perigoso! Sabe o que aconteceu da última vez que estivemos em terras americanas.

 

 

 – É por isso que quero que fique Paul! Preciso de alguém de confiança pra tocar isso tudo caso aconteça algo comigo.

 

 

 – Não posso te deixar ir sem mim! Não me peça isso!

 

 

 – Eu preciso! E vou levar um grande grupo de guardas dessa vez. Para não sermos pegos de surpresa como o seu grupo foi.

 

 

 – Então me deixe ir com você! Se aqueles bárbaros ainda estiverem lá eu posso ajudar, convivi com eles e sei como pensam.

 

 

 – Não acredito que sejam todos perigosos! Alguns deles vivem entre nós!

 

 

 – Os que foram vítimas dos demais vivem entre nós! Me preocupo é com os agressores.

 

 

 – Tudo bem Paul! Você venceu! Você vai comigo, mas o Michael fica. Não quero arriscar a vida do meu afilhado.

 

 

 – Ok! Concordo plenamente!

 

 

 – Fique com sua família esse final de semana! Vamos começar a nos preparar na segunda! Partimos em algumas semanas, mais tardar em um mês.

 

 

Meu coração batia descompassado. Não imaginava que algum dia eles voltariam às terras americanas e apesar de ter se passado bastante tempo, aquela era a última oportunidade que eu teria de encontrar Gunnar, ou simplesmente descobrir o que realmente aconteceu com ela.

 

 

Eu daria um jeito de estar naquele barco quando ele partisse.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá garotas!

Ansiosas? Eu também, louca pra concluir e matar a curiosidade de vocês, porém, um capítulo por vez.

Beijos


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Comentários para 25 - Capitulo 25:
Mmila
Mmila

Em: 01/04/2024

Meu Deus! Vai dar tudo certo dessa vez, não é posso!


Resposta do autor:

kkkkkkk acho que vai sim!

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 01/04/2024

Meu Deus elas vão se encontrar.

 


Resposta do autor:

Será? kkkk tô brincando!

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Garotadasfacas
Garotadasfacas

Em: 01/04/2024

Aí pelo amor de Deus não faz aqueles desencontros sabe, em que uma ao ir pra ilha, a outra volta pra América, vou dar um treco kkk. 

Uma das coisas que mais gosto na sua história é os personagens. Detesto aqueles romances em que elas se apaixonam, aí tentam negar o que sentem e nisso ficam outras pessoas pra matar o que sentem, nossa me estressa, apesar que minha história favorita tem um enredo assim, só que há um limite entre o aceitável e o tóxico. E o relacionamento delas é muito fofo, teve as falhas na comunicação né, que é normal, mas se entenderam bem, evoluíram, aí amo elas. E me identifiquei muito com a nórdica. Torcendo aqui.


Resposta do autor:

Isso com certeza seria bem ruim! Mas não se preocupe, tudo vai acabar bem, eu acho! kkkkk

Obrigada por acompanhar,

Beijos

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