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Nórdicos por Natalia S Silva

Ver comentários: 2

Ver lista de capítulos

Palavras: 3648
Acessos: 1437   |  Postado em: 27/03/2024

Capitulo 22

 

Gunnar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Eu não tinha muitas opções, precisava fazer com que aqueles homens nos levassem para as ilhas em segurança e sem resistência, ameaçando-os não seria a melhor opção. Então, nos colocamos à disposição para ajudá-los na tarefa de encontrar materiais bons que pudessem levar pra casa e ajudar o seu povo.

Deixei Finn e Heimdall alertas para qualquer coisa suspeita, não podíamos nos descuidar e colocar as irmãs em perigo ou a nós mesmos. 

 

 

 – Será que serve?

 

 

Michael apontava para o alto de um poste, com muitos fios pendurados, alguns caídos e tocando o chão, mas a julgar pelo tempo que aquilo estava ali, era quase impossível que desse pra reutilizar.

O homem chamado Steve, se aproximou do poste e apanhando os fios que estavam ao seu alcance, conferindo-os.

 

 

 – Não serve!

 

 

 – Vamos ter que olhar nos prédios! Aqui fora o tempo deve ter destruído tudo! Talvez protegido da chuva ainda encontremos algo que dê pra usar!

 

 

Paul era um homem inteligente, não era à toa que ele era o líder daquele pequeno grupo de exploradores. 

Andei junto a ele, precisava ter cuidado já que ele era o mais importante e aparentemente amigo próximo do líder das ilhas, não podia cogitar a possibilidade de perdê-lo.

Heimdall ficou com as irmãs no prédio, não queria correr o risco de estarem presentes numa rebelião do grupo, e como havíamos deixado todas as armas dos homens junto com as nossas coisas, era mais seguro para elas ficarem lá.

 

 

 – Vamos nos separar e procurar!

 

 

Um dos rapazes do grupo sugeriu sem olhar na minha direção, era óbvio o que eles tentariam caso nos separássemos.

 

 

 – É uma boa idéia, vamos cobrir um território maior se nos separarmos!

 

 

 – Fora de cogitação! Sigam o seu líder e façam o seu trabalho o mais rápido possível!

 

 

Os dois não olharam na minha direção, mas sabia bem que era possível que tivesse problemas com eles, precisava ficar atenta.

 

 

 – Ali! Vamos começar por ali!

 

 

Paul apontou para uma grande construção e se direcionou para ela sendo seguido por todos.

Aquela construção estava em ruínas, assim como todas as outras que encontramos pelo caminho até ali, mas o que mais tinha no seu interior eram fios de eletricidade.

 

 

 – Vamos lá pessoal, precisamos da maior quantidade possível! Nossas famílias contam conosco!

 

 

Paul bateu algumas palmas tentando motivar o seu grupo, mas a maioria estava mais preocupada em prestar atenção em Finn e eu, para saber onde estávamos e como escapariam de nós.

 

Paul e seu filho Michael, imediatamente começaram a conferir a fiação, retirando tudo que dava pra aproveitar com o auxílio de alicates, ferramenta que eles possuíam e eu já conhecia desde o período que passamos na colônia Nascer do Sol.

 

Rolos de fios foram sendo feitos e amontoados no centro do ambiente, Finn não tirava os olhos dos homens assim como eu, estava com um péssimo pressentimento e sabia que alguma coisa estava para acontecer, tinha certeza que tentariam fugir, mas meu foco principal era Paul e Michael, com eles conseguiríamos entrar nas ilhas.

 

A manhã passou rápida, já estávamos por volta das 13h00min da tarde quando Paul resolveu voltar e levar o material recolhido, fazer uma pausa para o almoço e retornar a tarde e procurar em outro prédio, pois a quantidade de fios não era o suficiente.

 

 

 – Isso tudo não basta?

 

 

 – Infelizmente não! Temos uma área grande para fazer toda a fiação, tem algumas casas que já estão sem abastecimento de energia! 

 

 

Balancei a cabeça concordando com o homem, sem ter certeza se ele era sincero ou só estava ganhando tempo para tentar alguma coisa.

 

 

 – Certo! Vamos embora!

 

 

Os homens dividiram os rolos de fios, carregando cada um uma parte em direção ao píer, onde ao chegarmos carregaram o barco com todo o material.

A embarcação era pequena, mas o suficiente para levar todos nós a tal Bahamas, e como era movido a motor, estava certa de que não levaríamos nenhum dia para fazer o trajeto, que num barco a velas faríamos em mais de dez dias.

 

 

 

Do píer fomos para a construção onde o restante do meu grupo estava, os homens da ilha se juntaram em um canto onde reunidos fizeram uma refeição com seus próprios alimentos apanhados no barco, enquanto o restante de nós se reuniu onde podíamos mantê-los debaixo dos nossos olhos.

 

 

 – Oi?! Como foi?

 

 

Stephanie rapidamente se sentou ao meu lado, me entregando um cantil com água e uma porção de carne seca.

 

 

 – Eu acho que parte deles vai tentar fugir! Mas isso não importa desde que eu fique com pai, o filho e o barco!

 

 

 – Isso pode ser perigoso?

 

 

 – Seria se eles estivessem armados! Só não podemos deixar que peguem o barco!

 

 

 – E se pegarem?

 

 

 – Não vão! Eu vou estar com o líder deles e vocês com o barco!

 

 

Stephanie estreitou os olhos sem entender o que eu queria dizer.

 

 

 – Assim que eu sair com eles daqui! Quero que apanhem tudo que for útil e levem para o barco, o restante podem deixar pra trás. E não se esqueçam de soltar os cavalos.

 

 

 – Soltar?

 

 

 – Não dá pra levar! E se ficarem presos vão morrer!

 

 

 – É claro! 

 

 

Stephanie lançou um olhar ao Forseti, era um belo cavalo e ela sabia o quanto eu gostava dele, mas não tinha nada melhor que eu pudesse fazer por ele a não ser libertá-lo.

 

Apanhei o queixo de Stephanie, e depositei um beijo no seu rosto, eu a amava tanto que chegava a doer a idéia de não passar o resto da vida ao seu lado.

 

 

 

 

Minutos mais tarde, o grupo de homens se organizou para retornarmos aos prédios em busca de material, dessa vez deixei Finn com as meninas, não que não confiasse no meu irmão para protegê-las a céu aberto, mas Finn era muito mais treinado que ele.

 

Deixei a construção onde estávamos acampados sem olhar pra trás, não me despedi de Stephanie e nem achei que precisaria, no entanto, aquela tinha sido a última vez que estive com ela e não fazia idéia disso.

 

 

 

 

 

Andamos de construção em construção por algumas horas, nenhum prédio tinha uma quantidade significativa de fios bons como o primeiro, mas aquilo não foi o pior que aconteceu naquela tarde.

Prestei muita atenção em Steve e no outro rapaz que não sabia o nome, eles cochichavam toda vez que se aproximavam e sabia bem que estavam armando alguma coisa, e foi entre a ida de uma construção a outra que ambos empreenderam fuga, um para cada lado para dificultar a captura.

 

 

 – Jøsser! Følger jeg dem? “(Filhos da puta! Vou atrás?)”

 

 

 – Vi trenger dem ikke! Fang gutten og den gamle mannen! “(Não precisamos deles! Apanhe o garoto e o velho!)”

 

 

Heimdall imediatamente se aproximou dos dois empunhando um fuzil.

 

 

 – Vocês dois! Aqui comigo! Não tentem nenhuma besteira!

 

 

Paul apanhou o filho pelo braço, obedecendo ao comando de Heimdall, enquanto eu me dirigi para os outros que haviam sobrado.

 

 

 – Vocês têm duas opções! Ou voltam imediatamente conosco para as ilhas, ou ficam à própria sorte nessa terra!

 

 

Os quatro homens entreolharam-se e se aproximaram de Paul e Michael, dando a entender que iriam conosco.

 

 

 – Apanhem os fios!

 

 

Paul estava determinado em cumprir sua missão, rapidamente apanharam o que haviam conseguido de materiais e seguiram rumo ao caminho que nos levaria ao píer, porém, quando dobramos a esquina, fomos surpreendidos com dois corpos no chão.

 

Paul derrubou os rolos de fios que carregava ao se deparar com Steve e o outro rapaz, deitados no chão, ensanguentados, feridos a golpes de espada. 

 

Meus olhos rapidamente foram para o grupo de homens montados em cavalos no meio da rua, muito próximos aos corpos e prendi o ar por alguns segundos.

 

O grupo era formado por uns quarenta guerreiros nórdicos liderados por ninguém menos que Enok, nosso irmão, que tinha nos ajudado a fugir da colônia, ao menos foi o que fez parecer.

 

Minha mão deslizou sobre o fuzil, eu estava armada e em desvantagem, mas não podia me dar ao luxo de deixar encontrarem Stephanie.

 

 

 – Gi opp Gunnar! Faren vår vil ha deg! Resten kan komme seg ut herfra i live! Ingen grunn til å gjøre ting vanskelig! “(Renda-se Gunnar! Nosso pai quer você! O restante pode sair com vida daqui! Não precisa dificultar as coisas!)”

 

 

Estávamos a cerca de trinta metros do grupo de Enok e do lado oposto do píer onde Stephanie e o restante de nós estavam, não podíamos chegar até o barco sem passar por eles, e com certeza não conseguiríamos passar por todos.

 

 

 – Quando eu atirar, vocês correm para as construções!

 

 

Minha voz saiu baixa e pausadamente, para que todos que estavam comigo pudessem ouvir e compreender.

 

 

 – Ikke gjør det søster! Jeg har ordre om å ta deg tilbake, og om nødvendig vil jeg drepe alle i veien! “(Não faça isso irmã! Eu tenho ordens para levar você de volta e se for preciso matarei todos que estiverem no caminho!)”

 

 

Eu sabia que se Enok estava ali, era porque realmente tinha nos traído e desde o início ele sabia o que faria e pra onde iríamos, ele tinha colocado Ulrik entre nós e por isso havia nos encontrado tão rápido.

 

Não dava tempo de pensar e nem de conversar, não ia deixar que levassem o Heimdall ou fizessem mal a Stephanie e o restante do meu grupo, eu os amava demais para cogitar me render.

 

 

Rapidamente empunhei o fuzil e disparei contra o grupo, Heimdall me cobriu enquanto Paul e os outros homens correram para as construções, sob uma rajada de disparos simultâneos em nossa direção.

 

Corremos todos para trás das paredes, nos protegendo dos disparos, porém, um dos integrantes do grupo de Paul não teve tanta sorte, o avistei a alguns metros baleado e aparentemente morto.

 

 

 – Você conhece essas pessoas?

 

 

Paul estava muito próximo de mim, tentando proteger o filho com o próprio corpo.

 

 

 – Sim! E eles vão matar todos nós se nos pegarem, então seja rápido e corra!

 

 

Me coloquei em pé apontando para o lado oposto onde havia uma porta que nos levava para o longe de onde Enok estava. Heimdall seguia atirando, impedindo o grupo de guerreiros de se aproximarem.

 

 

 – Heimdall? Gå videre! Få oss ut herfra! Jeg har deg dekket! “(Heimdall? Vá na frente! Nos tire daqui! Eu cubro você!)”

 

 

Heimdall rapidamente obedeceu, ele nunca questionava minhas decisões em campo de batalha e daquela vez não seria diferente. 

 

 

 – Sigam-me! Vamos dar o fora daqui!

 

 

Me aproximei da abertura e disparei mais algumas rajadas contra o grupo nórdico, acertando em dois homens que se aproximavam rapidamente. Enquanto isso meu irmão corria para os fundos do prédio sendo seguido por Paul e os outros e assim se afastaram o suficiente da entrada, também os segui.

 

Os corredores eram estreitos e estavam cheios de entulho e mato, dificultando nossa passagem e atrapalhando a fuga, permitindo que nos alcançassem e disparassem contra nós.

 

 

 – PROTEJAM-SE!

 

 

Empurrei Michael para trás de uma parede qualquer, enquanto seu pai também se protegia, Heimdall já aposto disparava contra os nossos perseguidores.

 

 

 – Quem são esses homens!

 

 

Ignorei totalmente a pergunta de Paul, prestando atenção em Heimdall e nos nórdicos ao nosso encalço.

 

 

 – Temos que dar a volta e ir direto para a praia! Se nos alcançarem tudo estará perdido.

 

 

 – Não podemos ir para o barco! Será muito perigoso! Eles podem tentar nos seguir até as ilhas!

 

 

 – Eles já sabem das ilhas Paul! Foi um deles que nos trouxe até aqui! 

 

 

O homem incrédulo fez silêncio, pois não tinha muitas opções, estávamos num beco sem saída.

 

 

 – Jeg har lite ammunisjon Gunnar! “(Estou com pouca munição Gunnar!)”

 

 

Conferi minhas munições e tinha nada mais que um pente de fuzil e uma pistola automática municiada, não era o suficiente para segurar todo o grupo de Enok.

 

 

 – Du må gå Heimdall! “(Tem que ir Heimdall!)”

 

 

Heimdall me encarou do outro lado do corredor, tentando decifrar a verdade por trás das minhas palavras.

 

 

 – Ta dem trygt til øyene! “(Leve-as em segurança para as ilhas!)”

 

 

 – Ikke uten deg! “(Não sem você!)”

 

 

Tentei ignorar o olhar desesperado do meu irmão, e disparei mais algumas rajadas contra o grupo que tentava se aproximar pelo corredor.

 

 

 – Hvis vi er raske, klarer vi det! “(Se formos rápidos conseguiremos!)”

 

 

 – Ingen Heimdall! Det er mange av dem, og vi er uforberedt! De dreper alle hvis vi blir sammen, inkludert dem! “(Não dá Heimdall! Eles são muitos e estamos desprevenidos! Vão matar todos se ficarmos juntos, incluindo elas!)”

 

 

 – Ikke be meg velge mellom deg og henne! “(Não me peça pra escolher entre você e ela!)”

 

 

 – Jeg kommer til å dø uansett for å redde livet hennes, og du vet det! “(Eu vou morrer de qualquer jeito pra salvar a vida dela e você sabe disso!)”

 

 

 – Jeg kan ikke forlate deg! “(Eu não consigo te deixar!)”

 

 

 – Ta vare på henne for meg, Heimdall! “(Cuide dela por mim, Heimdall!)”

 

 

Desviei os olhos dos olhos marejados do meu irmão caçula e voltei minha atenção ao corredor, onde o grupo de guerreiros de Enok avançava.

 

 

 – VÃO! EU VOU ATRASÁ-LOS!

 

 

Disparei contra os nórdicos atingindo um deles que caiu enquanto os demais se protegiam, ouvi o chamado de Heimdall, ordenando que o grupo de homens o seguissem para fora do prédio, e sem olhar pra trás, ouvi as últimas palavras que o meu irmão dirigiu a mim.

 

 

 – Vi møtes i Valhalla søster! “(Nos encontraremos em Valhalla irmã!)”

 

 

Não me voltei em sua direção, não os vi fugir, segui de costas na direção oposta a deles, atirando e atraindo sua atenção, levando-os para longe de Heimdall e o grupo de homens das ilhas.

A munição do fuzil acabou, me desfiz da arma e apanhei a pistola, acertando mais um nórdico em seguida, e quando percebi que os tinha atraído para onde queria, finalmente tentei fugir e não ser pega, mas era quase inevitável.

 

Corri por entre entulhos, saltei por cima de galhos e escombros, até perceber que os guerreiros já não atiravam na minha direção, apenas me perseguiam tentando me apanhar com vida, pois era exatamente isso que Enok queria, pois nosso pai havia lhe dado uma ordem.

 

 

Cheguei ao final das construções e corri para a rua, indo pro lado oposto o qual que ficava a praia, ainda tentando dar vantagem a Heimdall e proteger aqueles que amava, foi quando percebi que estava sendo perseguida por guerreiros montados a cavalo e a disputa ficou injusta.

 

Fui cercada por guerreiros e com a arma em punho disparei quantas vezes consegui, derrubando três bárbaros no chão, até ficar sem munição e minha última opção ser empunhar as espadas.

 

 

 – Ikke insister Gunnar! Du kan ikke beseire oss alle! “(Não insista Gunnar! Você não pode derrotar todos nós!)”

 

 

 – Jeg trenger ikke å beseire alle, bare drep så mange som mulig! “(Eu não preciso derrotar todos, só matar o maior número possível!)”

 

 

Enok andou em círculos ao meu redor, montado no seu cavalo e sob os olhos atentos dos seus homens, apertei com força o cabo das espadas, preparada pra lutar até a morte, prendendo-os ali o máximo de tempo possível, dando uma chance de Heimdall e o restante do nosso grupo escaparem.

 

 

 – Få henne! “(Peguem ela!)”

 

 

Os nórdicos desceram um a um dos seus cavalos e se aproximaram empunhando suas espadas, rapidamente os golpeie o mais rápido que pude, entrando em confronto e derrubando o maior número possível. Porém, apesar de ser mais forte e mais preparada que qualquer um deles, eu não consegui lutar com mais de trinta guerreiros ao mesmo tempo, fui agarrada e desarmada, depois de derrubar os primeiros que se aproximaram.

 

 

 – Jeg trodde aldri du ville vende deg mot ditt eget folk! Eller at han ville utøse sitt eget blod for å redde fremmede! Faren vår hadde rett om deg! Det var alltid en bombe som ventet på å eksplodere! “(Nunca acreditei que se voltaria contra o seu próprio povo! Ou que derramaria o sangue dos seus para salvar estranhos! Nosso pai tinha razão sobre você! Sempre foi uma bomba prestes a explodir!)”

 

 

Fui jogada de joelhos contra o chão e tive as mãos e os pés acorrentados, assim como uma coleira presa ao meu pescoço e amarrada na cela de um cavalo. 

 

 

 – Jeg har alltid beundret deg Gunnar! Selv med alt vår far sa! Du var alltid bedre enn Erling den førstefødte og jeg ville bli som deg! “(Eu sempre admirei você Gunnar! Mesmo com tudo que nosso pai dizia! Você sempre foi melhor que o Erling o primogênito e eu queria ser como você!)”

 

 

Enok se aproximou do cavalo onde eu estava presa e encarou os meus olhos de mais perto.

 

 

 – Men å vende seg mot faren vår og familien vår er litt mye! Det kan jeg ikke, jeg har barn å oppdra! Men forstå, å la Heimdall og Lord Haralds døtre rømme er det største beviset på kjærlighet jeg kunne gi deg! “(Mas, se voltar contra o nosso pai e a nossa família é um pouco demais! Eu não posso fazer isso, tenho filhos pra criar! Porém entenda, deixar o Heimdall e as filhas do Lord Harald escaparem é a maior prova de amor que eu poderia te dar!)”

 

 

Enok concluiu sua frase e eu entendi o que ele tentava me dizer, eu iria colaborar e ele deixaria os outros fugirem e isso era o suficiente pra mim naquele momento.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os dias se passaram, fui arrastada de volta para colônia Nascer do Sol e em pouco mais de um mês, estava de joelhos diante do trono que meu pai havia construído no antigo casarão do Lord Harald.

 

 

 

 – Der er faren min! Som lovet tok jeg tilbake folkets forræder! “(Aí está meu pai! Como prometido, trouxe de volta a traidora do nosso povo!)”

 

 

Agnar estava sentado no trono, com minha mãe Hulda de um lado e Nora do outro, cada uma com suas filhas ao seu lado, Helga, Sigrid e Freya.

 

 

 – Heimdall og de andre? Hvor er? “(Heimdall e os outros? Onde estão?)”

 

 

Enok se voltou na direção do nosso pai e com a voz firme se manifestou.

 

 

 – Død! De gjorde motstand og endte opp med å dø! Vi ville ikke være i stand til å kontrollere alle og da Gunnar var en prioritet, prioriterte vi fangsten hans! “(Mortos! Eles resistiram e acabaram morrendo! Não conseguiríamos controlar todos e como Gunnar era prioridade, focamos em sua captura!)”

 

 

Não sabia os motivos que levaram Enok a mentir, mas fiquei contente com aquela atitude, aquilo salvaria a vida de todos e pra mim já era o suficiente.

Nora começou a chorar compulsivamente, ela acreditava que acabara de perder seu único filho homem e foi consolada por Sigrid e Freya.

 

Agnar se levantou do trono e andou na minha direção, parando na minha frente.

 

 

 – Du tok to sønner fra meg Gunnar! Den eldste og den yngste! Jeg håper du vet at du ikke får plass i Valhalla! “(Você me tirou dois filhos Gunnar! O mais velho e o mais novo! Espero que saiba que não terá um lugar em Valhalla!)”

 

 

Sua frase foi seguida de um chute no rosto, depois outro golpe e mais outro até que ele se cansasse e mandasse me levarem dali, jogando-me no porão de uma construção, com grades na porta e na janela, impedindo-me de tentar fugir.

 

 

 

Os dias naquele porão foram regados de muita tortura, um dia após o outro um dos guerreiros do meu pai simplesmente entrava e me batia, sabia que estavam cumprindo ordens mais aquilo não me impedia de odiá-los. Eu estava acorrentada à parede, passava dias sem comida até que me era dado alguma coisa, a água era suja, mas o suficiente para me manter viva, prolongando o sofrimento.

Eu podia ter desistido, podia ter simplesmente aceitado e me negado a sobreviver, já que era quase impossível escapar estando presa ali acorrentada à parede.

No entanto, a lembrança de um par de olhos verdes me mantinha viva, eu queria viver um dia mais para recordar dela, pois o que mais me machucava era à distância e a falta que sentia, sem saber se tinham conseguido escapar e chegar às ilhas em segurança.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá!

Desculpem ter ficado esses dias sem postar, minha vida anda conturbada, estive um pouco doente, mas já estou de volta.

Beijos


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Comentários para 22 - Capitulo 22:
Socorro
Socorro

Em: 28/03/2024

Melhoras!!!!

 

tristeza!!!

Gunnar vai conseguir seja forte !!

sofrimento e sofrimento 


Resposta do autor:

Obrigada guria!

 

Gunnar é nossa heroína, ela vai conseguir.

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 28/03/2024

Bom dia.

Melhoras.

Eita tá difícil em Gunnar fica firme que vai conseguir encontrar com Stefanie .

 


Resposta do autor:

Obrigada moça!

 

Vamos torcer por esse casal, é o que resta.

Responder

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