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Nórdicos por Natalia S Silva

Ver comentários: 3

Ver lista de capítulos

Palavras: 3976
Acessos: 1408   |  Postado em: 24/03/2024

Capitulo 21

 

Stephanie

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Finn nos levou de volta para a construção onde estávamos acampados perto da praia, rapidamente se colocou em vigilância enquanto eu e minhas irmãs tentávamos nos manter tranquilas e em silêncio. 

Apanhei a arma que Gunnar havia deixado comigo, não sabia muito bem o que faria se precisasse usá-la, mas tecnicamente ela tinha me ensinado e eu não arriscaria ser pega desprevenida.

 

 

 – Será que são das ilhas?

 

 

Elisabeth estava próxima do namorado, ansiosa com a situação.

 

 

 – Não sei! Podem ser de qualquer lugar!

 

 

 – O que a Gunnar e o Heimdall vão fazer?

 

 

 – Não sei!

 

 

Me aproximei dos dois, também interessada no assunto.

 

 

 – O barco era movido a motor! O lugar de onde vieram, seja lá qual for, é tão desenvolvido quanto à colônia! Pode ser que sejam das ilhas sim! 

 

 

Finn concordou com um gesto, manifestando-se em seguida.

 

 

 – Espero que a Gunnar não os mate! Isso poderia implicar na nossa entrada nas ilhas!

 

 

Aquele comentário me deixou pensativa, mas Gunnar sabia bem o que estava em jogo, pra ela era tão ou mais importante do que pra nós que aquele lugar existisse e nos aceitasse como novos moradores.

 

 

 – Quanto tempo temos que esperar Finn?

 

 

Elisabeth estava muito ansiosa.

 

 

 – Até a Gunnar voltar! 

 

 

 – E se ela não voltar?

 

 

Finn e eu encaramos Elisabeth, incrédulos com seu comentário, mas foi ele quem a respondeu.

 

 

 – Ela vai! Ainda não nasceu o homem que é capaz de derrotá-la!

 

 

 – Eu… eu não quis dizer isso! Só não sabemos quantas pessoas tem no barco!

 

 

 – Não importa quantos! Não pra ela!

 

 

Finn aparentemente se ofendeu com o comentário da minha irmã, assim como eu, mas não achei necessário discutir, não ia nos fazer bem e não fazia sentido naquele momento, eu confiava em Gunnar e na sua capacidade.

 

 

Ficamos algumas horas aguardando no acampamento, até que Heimdall apareceu, quando já estávamos extremamente preocupados com o que pudesse ter acontecido.

 

 

 – Onde a Gunnar está?

 

 

Adiantei-me, andando na direção do rapaz preocupada com o paradeiro da minha esposa.

 

 

 – Ela está bem! Está vigiando o grupo que atracou na praia!

 

 

 – Não é perigoso ficar sozinha?

 

 

 – Não! Ela tem tudo sob controle! Está se mantendo a distância e aparentemente o povo estrangeiro não apresenta perigo! Não pra ela!

 

 

Finn e minhas irmãs se aproximaram para saber mais sobre o assunto.

 

 

 – O que ela quer que a gente faça?

 

 

 – Por hora nada! Ela precisa de você, pediu para encontrá-la e levar as cordas! Eu vou ficar com as meninas.

 

 

 – Certo!

 

 

Finn imediatamente foi apanhar as cordas para ir se encontrar com Gunnar. Então me aproximei de Heimdall cochichando.

 

 

 – Ela acha que eles são das ilhas?

 

 

 – Achamos que sim! Mas ela não quer abordá-los sem ter certeza. Se não forem, ela vai roubar o barco! Se forem, ela vai capturá-los.

 

 

 – Eles são quantos?

 

 

 – Oito no total!

 

 

 – Armados?

 

 

 – Sim! Mas não parecem guerreiros! 

 

 

 – Melhor assim!

 

 

Me deixei divagar em meus próprios pensamentos, ignorando as últimas ponderações de Heimdall, que logo se distraiu com Anne e se afastou de mim.

 

 

 

 

 

A noite se aproximava quando Gunnar retornou, trazendo consigo oito homens amarrados um a um pelas mãos, fazendo fila, sendo guiados por Finn na dianteira.

Os homens tinham características muito distintas, alguns de pele morena, outro completamente ruivo, não dava pra dizer que eram de um só povo ou de uma única família.

Os homens foram levados para o centro do prédio e amarrados a um grande alicerce que ficava bem no meio, todos colocados sentados e com as mãos amarradas.

Gunnar se livrou da bolsa onde trazia os pertences dos homens e só depois veio na minha direção, um pouco mais afastada do grupo, deixando-os sobre os olhos atentos de Heimdall e Finn.

 

 

 – Você está bem?

 

 

 – Sim e você!

 

 

Reparei em um pequeno corte no supercílio de Gunnar, que aparentemente era a única ferida ali, pois os homens aparentavam estar intactos, ela devia ter se esforçado muito para não machucá-los.

 

 

 – Estou bem! 

 

 

 – Eles são das ilhas?

 

 

 – Acredito que sim! Mas não estão querendo colaborar! Vamos ter que ficar com eles até que abram o bico. 

 

 

 – E o barco?

 

 

 – Está muito bem preso ao píer, usaram correntes! 

 

 

Heimdall se aproximou interrompendo nossa conversa.

 

 

 – Vamos alimentá-los?

 

 

 – Sim! Se deixarmos morrer de fome não poderemos entrar tão fácil nas ilhas! 

 

 

 – Certo! Vou preparar alguma coisa!

 

 

 – Deixe pra mim Heimdall! Eu e as meninas cuidamos da alimentação, ajude a sua irmã com o que ela precisar.

 

 

Fiz um leve carinho no braço de Gunnar antes de me afastar e ir ao encontro das minhas irmãs, sob o olhar atento de todos os homens capturados.

 

 

O silêncio prevaleceu por longas horas naquela noite, todos comeram e beberam sem pronunciar uma única palavra, até que o mais jovem dos homens que aparentava ter a mesma idade de Heimdall se manifestou.

 

 

 – Com licença?!

 

 

Todos voltaram a atenção ao rapaz, de pele morena, cabelos ondulados e curtos.

 

 

 – Eu preciso ir ao banheiro!

 

 

Nenhum de nós se manifestou antes de Gunnar, ficamos aguardando sua resposta e ela veio em seguida.

 

 

 – Não temos isso aqui!

 

 

O rapaz há encarou um pouco assustado e o homem mais velho ao seu lado, com características muito semelhantes às do jovem, tomou a palavra para si, defendendo os interesses do rapaz.

 

 

 – Meu filho só quer urinar! Seria constrangedor fazer nas calças na frente de todos! Prometo que ele não será um problema!

 

 

Gunnar encarou o homem por alguns segundos, ela não ia deixá-lo fazer as necessidades nas calças, mas estava visivelmente intimidando-os com sua postura rígida. No entanto, estimulada pela necessidade de arrancar respostas daquele grupo, se levantou e andou na direção do rapaz, desamarrando suas mãos, colocando-o em pé, na altura suficiente para encará-lo nos olhos, ainda que ele fosse mais baixo que ela.

 

 

 – Não faça eu me arrepender!

 

 

O jovem balançou a cabeça em concordância e logo foi apanhado pelo braço por Finn, que era quase da mesma altura de Gunnar e possuía o físico tão forte quanto.

 

Finn o acompanhou para o lado de fora da construção, sob o olhar atento do pai do rapaz, até que finalmente percebi o quanto Gunnar era ardilosa e seus companheiros a compreendiam muito bem. Não havia notado o momento que ela e Finn haviam se comunicado, mas a demora para que ele retornasse com o rapaz, começou a chamar a atenção de todos, principalmente do homem mais velho que passou a demonstrar preocupação.

 

 

 – Onde ele levou o meu filho?

 

 

Gunnar se levantou do local onde estava sentada e começou a andar de um lado para o outro na frente do grupo de homens.

 

 

 – O que ele fez com o meu filho?

 

 

 – O levou onde ele pediu para ir!

 

 

 – Porque está demorando?

 

 

Gunnar parou de andar voltando seu rosto na direção do homem.

 

 

 – Isso é… sua culpa!

 

 

O homem esbugalhou os olhos temendo pela vida do filho.

 

 

 – MICHAEL?? MICHAEL??

 

 

O homem desesperado começou a se debater e puxar as cordas na tentativa de se soltar, assustando os demais que com a situação ficando caótica, também tentavam se soltar.

Me coloquei em pé assustada assim como minhas irmãs, nos afastando do grupo com medo de que os homens conseguissem se desamarrar, e se isso acontecesse seriam sete contra dois, porque eu e minhas irmãs definitivamente não contávamos.

 

Gunnar permaneceu fria, calma e sem mover um músculo diante do desespero dos homens, enquanto Heimdall ainda sentado, rabiscava alguma coisa no chão de terra, com a ponta da sua faca.

 

 

 – Acalme-se homem! Ele não está te ouvindo!

 

 

Os homens ainda se debatendo, voltaram à atenção a Gunnar que andou na direção do homem mais velho, se agachando na sua frente.

 

 

 – Você não vai se soltar! E se por acaso se soltar! Meu irmão e eu derrubamos vocês mais rápido do que se levantaram! Vocês são homens comuns e nós somos guerreiros bárbaros, criados em campos de batalha!

 

 

O pai do rapaz era o único que ainda se debatia tentando se soltar, então Gunnar apanhou uma de suas pernas e puxou, chamando finalmente sua atenção.

 

 

 – Seu filho Michael, vai entrar por aquela porta de novo, basta você me dizer o que eu quero ouvir! Consegue entender a situação que você se encontra?

 

 

O homem fechou os olhos e respirou fundo, criando coragem pra dizer o que Gunnar queria saber, mas um dos outros homens amarrado interrompeu.

 

 

 – Sabe que não pode fazer isso, Paul!

 

 

O homem encarou o outro indignado, como se fosse um absurdo cogitar a possibilidade de não salvar o filho, fosse qual fosse à condição.

 

 

 – E qual a opção? Deixar meu filho morrer, Steve?

 

 

Gunnar se colocou em pé novamente, apenas observando os dois homens à sua frente discutirem.

 

 

 – Sabe que não pode! São as regras!

 

 

 – E você sabe que eu estou no comando, não sabe?

 

 

 – Ele não vai gostar!

 

 

 – Não vai mesmo! O Michael é afilhado dele ou você esqueceu?

 

 

O tal Steve finalmente se calou, deixando o assunto ser resolvido pelo homem mais velho que aparentemente era o líder do grupo.

 

 

 – Já terminaram? Estava bem divertido!

 

 

Gunnar mais uma vez atraiu a atenção do homem, que finalmente se deu por vencido e começou a falar!

 

 

 – Nosso grupo é responsável por encontrar suprimentos úteis para nosso povo! De tempos em tempos, comando uma equipe de exploração que sai por aí em busca…

 

 

 – Essa parte não me interessa! Quero saber de onde vocês vêm! Não o que fazem aqui!

 

 

 O homem balançou a cabeça em concordância e desviou os olhos de Gunnar.

 

 

 – Viemos da Europa! Do outro lado do oceano!

 

 

 – É sério?

 

 

Gunnar questionou-o impaciente, fez um gesto com a mão para Heimdall, que imediatamente se colocou em pé e se dirigiu para a saída do prédio, indo na mesma direção para onde Finn havia levado o rapaz.

 

 

 – Espera! Eu falei a verdade!

 

 

Mais uma vez o homem se desesperou.

 

 

 – Eu falei a verdade! Por favor!

 

 

 – Europa? Eu vim da Europa! E você com certeza não é de lá! Não com esse bronzeado e esse sotaque. Eu te dei a oportunidade de falar a verdade! Você a jogou fora.

 

 

Gunnar aparentou se desinteressar no assunto, afastando-se do grupo enquanto Heimdall continuava se dirigindo para o lado exterior do prédio.

 

 

 – Ok! Ok! Eu falo o que quer saber! Só por favor, não machuque o meu filho!

 

 

Heimdall interrompeu seus passos, voltando o rosto na direção de Gunnar, que fez um gesto com a cabeça em concordância.

 

 

 – Não desperdice o meu tempo!

 

 

 – Não! Eu não vou!

 

 

Gunnar se aproximou parando diante do homem, que gaguejando contou o que queríamos ouvir.

 

 

 – Nós somos das Bahamas! Das ilhas! No meio do oceano!

 

 

Gunnar não esboçou nenhuma reação, não demonstrou que esperávamos para ouvir aquilo e simplesmente se agachou em frente ao homem, encarando-o nos olhos.

 

 

 – Existe uma colônia?

 

 

 – Nós chamamos de país! Dividido em várias ilhas.

 

 

 – Quantas pessoas?

 

 

 – Não sei dizer ao certo! Umas vinte mil, ou mais!

 

 

Aquilo era assustador, nunca antes ouvimos falar de um povo tão grande, não sabia se aquilo era possível. 

 

 

 – Pode provar?

 

 

 – Não! Eu não posso!

 

 

 – Sabe o que fazíamos na praia antes de vocês chegarem?

 

 

O homem balançou a cabeça em negação.

 

 

 – Nos preparávamos para ir até às ilhas! E olha que maravilha! Agora você pode nos dar uma carona para lá.

 

 

O homem esbugalhou os olhos gaguejando a seguir.

 

 

 – Não… não aceitamos pessoas de fora! Não mais!

 

 

 – Porque não?

 

 

 – Para nossa segurança!

 

 

 – Pelo que eu entendi! Você é quase da família do homem responsável pelas ilhas, não é mesmo?

 

 

 – Ele é só um amigo!

 

 

 – Isso é perfeito! Ele vai abrir uma exceção pra gente se você pedir!

 

 

O homem não teve argumentos e nada mais disse, então Gunnar se pôs em pé novamente, enquanto Heimdall voltou para junto de nós, se sentando mais uma vez. 

Finn adentrou pela porta abraçado a uma dúzia de galhos, enquanto o rapaz vinha logo atrás, também carregando pedaços de madeira, com um sorriso tímido no rosto.

 

 

 – Muito obrigada Michael! Pode deixar aqui! Vou acender uma fogueira para não congelarmos aqui essa noite!

 

 

 – De nada!

 

 

O garoto largou as madeiras no local indicado por Finn, sorrindo o tempo todo, demonstrando que estava tudo bem e em momento algum foi agredido ou ameaçado. Paul, o homem mais velho e pai do rapaz, observou tudo espantado e depois de alguns segundos distraído, voltou sua atenção para Gunnar que exibia um sorriso debochado no rosto, percebendo que tinha sido enganado.

 

 

 – O negócio é o seguinte! Vocês podem pegar os cobertores que trouxemos do barco e passar a noite ali no canto! Faremos uma fogueira para espantar os insetos e aquecer vocês! Estaremos de olho a noite toda, se moverem um músculo pra tentar qualquer coisa, teremos um problema! 

 

 

Gunnar andou na direção do grupo, soltando uma a uma as cordas que os prendiam enquanto falava.

 

 

 – Se tentarem qualquer gracinha com uma das meninas! Terão um problema ainda maior! Estamos entendidos?

 

 

O silêncio permaneceu no ambiente, enquanto os homens se entreolharam assustados.

 

 

 – Vocês não vão conseguir fugir! Não se iludam com a vantagem numérica! Não queremos que ninguém se machuque ou queremos?

 

 

Mais uma vez o silêncio prevaleceu, Gunnar se afastou dos homens encarando-os.

 

 

 – Vou interpretar o silêncio de vocês como um sim! 

 

 

Finn se abaixou próximo das lenhas e começou a amontoá-las, preparando-as para acender a fogueira mais perto dos homens, que aos poucos começaram a apanhar os cobertores e se acomodar no local indicado. Paul apanhou seu filho pelo braço e o levou para próximo dele, empurrando no seu peito os cobertos, chateado por ter sido enganado por Gunnar, descontando no próprio filho sua irritação.

 

 

Gunnar se aproximou de onde eu e minhas irmãs estávamos, apanhando-me levemente pelo braço, antes de se manifestar.

 

 

 – Eu quero que vocês vão se deitar e tentem descansar! Eu e os rapazes vamos fazer turnos dobrados, para garantir nossa segurança! 

 

 

 – Acha que estamos seguros? Com todos eles soltos?

 

 

 – Não se preocupem! Se eles se moverem eu os mato sem exitar e eles sabem disso! Não acho que sejam homens… maus! 

 

 

Elisabeth concordou com um gesto, se afastando em seguida, indo em direção à sua barraca. Anne, um pouco mais receosa, ficou parada no mesmo lugar até Gunnar sorrir e se pronunciar.

 

 

 – Você pode ficar na barraca com a Stephanie até o Heimdall ir se deitar! Ele vai fazer o primeiro turno comigo!

 

 

Anne sorriu agradecida.

 

 

 – Pode ir para sua barraca! Quando o Heimdall for se deitar eu saio! 

 

 

 – Tá bem! Obrigada!

 

 

Anne rapidamente foi para a barraca, para qual eu iria a seguir depois de me despedir de Gunnar, pois sabia bem que ela não dormiria naquela noite.

 

 

 – Você vai ficar bem?

 

 

 – Sim! Porque não ficaria?

 

 

 – Porque você está dormindo mal há mais de um mês! E tenho certeza que será pior agora!

 

 

 – Vai ficar tudo bem Stephanie! Não se preocupe comigo! 

 

 

 – Sabe que eu me preocupo!

 

 

 – Sei sim! 

 

 

Gunnar deu um meio sorriso e depositou um beijo terno no topo da minha cabeça.

 

 

 – Vá se deitar e descanse! Estamos quase no fim disso!

 

 

 – E é exatamente isso que me assusta!

 

 

Os olhos de Gunnar me encararam profundamente, mas em seguida sorriu tentando disfarçar toda a sua preocupação, acariciando mais uma vez o meu braço. Não me importei com os olhares e nem com os julgamentos, me espichei ficando na ponta dos pés, depositando um beijo suave nos seus lábios antes de me despedir e ir para a barraca fazer companhia a minha irmã caçula.

 

 

 

 

 

 

 

 

O dia estava quase amanhecendo quando Gunnar adentrou na nossa barraca e se deitou nas minhas costas, logo depois de se desfazer dos coldres e bainhas, abraçando-me por trás, com o nariz encostado no meu pescoço, respirando contra a minha pele.

 

 

 – Tudo bem?

 

 

 – Não queria te acordar!

 

 

 – Eu estava acordada! Não consegui dormir!

 

 

 – Precisa descansar!

 

 

 – Você também!

 

 

Me aninhei um pouco mais nos seus braços, sentindo os rodearem o meu corpo, quase me ninando.

 

 

 – Tenta dormir agora então! Logo vai amanhecer e o dia vai ser bem longo!

 

 

 – Você vai dormir também?

 

 

 – Se eu conseguir, sim!

 

 

Girei o corpo ficando de frente para ela, enfiando uma das minhas pernas entre as suas, agarrando-me a sua cintura, com o rosto praticamente colado ao seu. Naquele momento já estava mais claro, o sol deveria estar nascendo, podia ver a sua silhueta e o brilho dos seus olhos. Sorri, encostando meus lábios nos seus, depositando uma sequência de beijos calmos, com medo de ser a última vez que estava diante dela, sentindo o seu cheiro que eu tanto amava.

 

 

 – Eu te amo Gunnar!

 

 

 – Eu também amo você, Lady Stephanie!

 

 

Sorri diante da sua brincadeira, me aninhando ainda mais nos seus braços e depois de alguns minutos ali aconchegada e em silêncio, absorta nos meus próprios pensamentos, adormeci nos seus braços me sentindo segura e amada.

 

 

 

 

 

 

 

Acordei sobressaltada com Gunnar se afastando do meu corpo, o dia estava claro e ela com certeza estava pronta pra nos tirar daquele lugar, rumo às ilhas que tanto havíamos sonhado nas últimas semanas.

 

 

 – Vamos! Você precisa se alimentar, temos um longo dia pela frente e quero começar imediatamente!

 

 

Seus olhos brilhavam na direção dos meus, mas ela aparentava tristeza acima de qualquer coisa.

 

 

 – Ok! Tudo bem!

 

 

Gunnar deixou a barraca pouco depois, Finn e Heimdall já estavam do lado de fora preparando chá e separando carne seca para todos, inclusive para o grupo de homens sentados no canto do prédio, no local onde passaram a noite.

Minhas irmãs logo se juntaram a nós, e depois de todos devidamente alimentados, reunimos tudo que precisaríamos para a viagem e nos preparamos para sair.

No entanto, o homem mais velho do grupo se manifestou atraindo a atenção de Gunnar.

 

 

 – O que planejam fazer conosco?

 

 

Gunnar fingiu não ter ouvido e continuou com seus afazeres.

 

 

 – Nós precisamos saber! Não vamos ficar sentados aqui esperando!

 

 

Sem resposta o homem se colocou em pé irritado, finalmente atraindo a atenção de Gunnar e dos rapazes que rapidamente apanharam suas armas.

 

 

 – Eu acho melhor ficar sentado! 

 

 

 – Não sem saber o que pretende!

 

 

Gunnar andou na direção do homem se colocando à frente dele, ficando mais alta e a poucos centímetros de distância.

 

 

 – Vocês vão nos levar para as ilhas! É isso que faremos!

 

 

O homem riu como se tivesse ouvido uma piada.

 

 

 – Eu não posso fazer isso!

 

 

 – Mas vai fazer!

 

 

 – Não dá! Não aceitamos pessoas de fora nas ilhas!

 

 

 – Pelo que eu sei! É o único lugar seguro no mundo! E é pra lá que eu vou levar a minha família! 

 

 

Gunnar apontou o dedo na nossa direção, encarando o homem com a expressão mais séria do mundo.

 

 

 – Ele não vai deixar vocês entrarem! Não depois de todos os problemas que já tivemos com refugiados!

 

 

 – Não somos uma ameaça!

 

 

 – É sério? Com essa cara e essas armas? Vocês parecem vikings!

 

 

 – Porque somos vikings!

 

 

O homem riu mais uma vez.

 

 

 – Pior ainda! 

 

 

 – Eu não estou pedindo! Quando chegarmos lá eu resolvo isso com o seu líder!

 

 

 – Ele não vai abrir exceção!

 

 

 – Não é você quem decide! 

 

 

Gunnar deu as costas ao homem visivelmente irritada.

 

 

 – Não podemos voltar agora! Temos uma tarefa antes de retornar!

 

 

 – Não é problema meu!

 

 

 – Vai ser se for pras ilhas!

 

 

Gunnar conteve os passos e depois de revirar os olhos, voltou-se na direção do homem.

 

 

 – Precisamos de materiais para reformar uma área grande abastecida por energia solar!

 

 

Diante do silêncio de todos o homem prosseguiu!

 

 

 – Nossa fiação está velha, assim como a do mundo todo! Estamos aprendendo a produzir, mas isso vai levar tempo, principalmente com a escassez de matéria prima! Então nosso grupo foi enviado pra levar todo material razoavelmente bom que encontrarmos, para consertar o que estiver estragado até que consigamos produzir nossa própria fiação!

 

 

 – Vocês podem voltar depois que nos deixarem nas ilhas! 

 

 

 – Não dá! Temos pouco combustível! Estamos racionando! Essa pode ser uma das últimas viagens a esse país!

 

 

Gunnar se manteve em silêncio, pensativa, depois encarou Finn que fez um gesto de positivo, como se concordasse com um questionamento que não foi feito. 

 

 

– Ok! Nós ajudamos vocês com a sua missão e depois você nos leva para as ilhas!

 

 

Paul gaguejou sem ter como discordar e depois de resistir um pouco, aceitou o acordo com um gesto, arrancando um meio sorriso de Gunnar, que ao se voltar na minha direção, piscou um olho para mim. 

 

Eu estava feliz, estava ansiosa e esperançosa, mas parte de mim me dizia que eu tinha pouco tempo ao lado dela e aquilo comprimia o meu coração.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Boa noite, mais um capitulo pra vocês, espero que estejam gostando.

Beijos


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Comentários para 21 - Capitulo 21:
lindacy
lindacy

Em: 25/03/2024

Ainnn ansiosa é pouco, porém, vamos que vamos.


Resposta do autor:

Capítulo novo! kkk

Responder

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Mmila
Mmila

Em: 25/03/2024

Esperam anciosa o desenrolar dessa negociação.

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 25/03/2024

Espero que não haja supresas.

Responder

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