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Nórdicos por Natalia S Silva

Ver comentários: 2

Ver lista de capítulos

Palavras: 3326
Acessos: 1598   |  Postado em: 23/03/2024

Capitulo 20

 

Gunnar

 

 

 

 

 

 

 

 

Stephanie chorou por muito tempo, molhando as minhas roupas com suas lágrimas, agarrada ao meu corpo feito uma criança. Não tive muito o que fazer, a culpa do seu choro era minha mas eu precisei ser sincera, não queria pegá-la de surpresa em cima da hora, abandonando-a sem que ela soubesse o motivo.

 

 

 – Jeg elsker deg! “(Eu te amo!)”

 

 

Meus olhos estavam úmidos, eu não costumava chorar desde os meus cinco anos de idade, nada me abalava aquele ponto, nada além da linda mulher de pele dourada, cabelos negros e olhos verdes ao meu lado, agarrada ao meu corpo. 

 

A penumbra da noite a impedia de enxergar os meus olhos naquele instante, o que era perfeito, porque imaginava que ela iria se sentir pior caso conseguisse. No entanto, ao pronunciar aquelas palavras, seu rosto se voltou na direção do meu, sem fazer idéia do que eu estava lhe dizendo.

 

 

 – Eu ainda não entendo o seu idioma!

 

 

Sua voz saiu sussurrada e rouca devido ao choro, me obrigando a sorrir ainda que minha vontade fosse à mesma dela, de chorar. Me movimentei sobre os cobertores, deitando de lado, frente a frente com o rosto na mesma altura do seu, sentindo a sua respiração batendo na minha pele.

 

 

 – Eu… eu disse que eu te amo Stephanie!

 

 

Sua boca soltou com força o ar dos seus pulmões e imediatamente uniu os nossos lábios, num beijo úmido, banhado em lágrimas salgadas que se misturavam, dando um toque melancólico para o momento. 

 

Minhas mãos deslizaram em sua cintura, trazendo seu corpo pra junto do meu, sentindo o arrepio na sua pele, pois além de estarmos no outono, à chuva que caía deixava o clima ainda mais gelado.

 

Apanhei os cobertores e cobri os nossos corpos, ignorando totalmente o fato de Finn estar ou não fazendo a vigilância, a chuva caia torrencialmente lá fora e me dei ao luxo de pedir a Odin que nos protegesse aquela noite, permitindo-me uma noite tranquila nos braços da minha amada esposa.

 

Stephanie não conseguiu dar sequência aos beijos, logo estava aos prantos se aninhando cada vez mais nos meus braços, certa de que aquela poderia ser uma das últimas noites que passávamos juntas naquela vida.

 

 

 

 

 

A chuva seguiu caótica durante toda a noite, consegui dormir em alguns momentos, depois que a mulher nos meus braços adormeceu exausta pelo choro, e quando o dia amanheceu e a chuva cessou, Heimdall apareceu para conferir se estava tudo bem.

 

Meu irmão sabia que algo estava errado, mas nenhuma palavra foi dita entre nós, ele apenas se certificou de que estávamos bem e se afastou, permitindo-me ficar mais algum tempo com Stephanie.

 

 

 

 

O dia passou arrastado, recolhemos o acampamento depois de fazermos a primeira refeição do dia e novamente pegamos a estrada, rumo a Miami na costa do oceano. 

 

Os dias se passaram e cada vez mais eu estava exausta, sentia meu corpo enfraquecendo devido à má alimentação e a constante preocupação. A insônia era outro fator muito importante para minha situação atual, Heimdall e Finn se esforçaram para compensar, mas não era o trabalho que estava me maltratando e sim, a certeza de que meus dias estavam contados ao lado deles, justo agora que pela primeira vez na vida, era importante pra alguém que não fosse Heimdall.

 

 

 – Gunnar! Du ser forferdelig ut! Du må hvile og komme deg! “(Gunnar! Você está péssima! Precisa descansar um pouco e se recuperar!)”

 

 

 – Jeg har det bra bror! “(Eu estou bem irmão!)”

 

 

 – Det er ikke! Du har gått ned minst ti kilo nylig! Du er svak og sliten! Anne er bekymret for Stephanie som er bekymret for deg! Du kommer til å gjøre din kone syk med deg hvis du ikke tar vare på deg selv! “(Não está! Você perdeu no mínimo uns dez quilos nos últimos tempos! Está fraca e cansada! Anne está preocupada com Stephanie que está preocupada com você! Vai deixar sua esposa doente junto contigo se não se cuidar!)”

 

 

Estávamos no que um dia foi um silo de grãos, feito de metal no meio do mato, sentados ao redor da fogueira, enquanto Finn assava alguns gansos que havia caçado. Stephanie andava muito triste desde nossa última conversa a mais de uma semana, havia me arrependido completamente do que tinha falado, aquilo só fez mal a ela e eu não sabia como consertar.

Concordava com Heimdall, eu não estava bem, não sabia como tinha chegado naquele estado, meu corpo estava pedindo ajuda e a única coisa com que eu me preocupava era com a segurança e bem estar daquela mulher a minha frente, com os olhos fixos em mim, sem saber o que estávamos cochichando. 

 

 

 – Du skjuler noe for meg! Det er dere to! Jeg er ikke så naiv som du tror! Vær så snill søster, uansett hva det er kan jeg hjelpe deg! “(Está escondendo alguma coisa de mim! Vocês duas estão! Eu não sou tão ingênuo quanto pensa! Por favor, irmã, seja o que for eu posso te ajudar!)”

 

 

 – Jeg er gravid og hun vil ikke påta seg farskap! “(Eu estou grávida e ela não quer assumir a paternidade!)”

 

 

 – Faen, din dumme jente! Jeg er seriøs og du gjør narr av meg! “(Vai se foder sua estúpida! Eu estou falando sério e você fica debochando da minha cara!)”

 

 

Eu não queria zombar dele e nem fazê-lo se sentir idiota, assim como não queria entrar naquele assunto e me aborrecer, então usei do humor que eu não tinha para descontrair o momento. Heimdall ainda irritado, sorriu e acabou esquecendo o assunto momentaneamente.

 

 

 – Vá se deitar irmã! Finn e eu cuidamos da vigilância! Aproveite um pouco do seu tempo com Stephanie! Faz bastante tempo que eu não vejo nenhum hematoma no seu corpo!

 

 

Stephanie arregalou os olhos, porque simplesmente do nada, Heimdall solta aquele comentário no seu idioma, permitindo que todos compreendessem, arrancando sorrisos de todos, exceto de nós duas.

 

 

 – É uma idéia incrível!

 

 

Realmente era uma boa idéia, eu precisava descansar ou não chegaria inteira nas malditas ilhas. Levantei-me de onde estava apanhando um pouco de carne e água, dirigindo-me até onde as irmãs estavam reunidas, estendendo a mão vazia na direção de Stephanie.

 

 

 – Heimdall nos deu ordens para irmos dormir imediatamente!

 

 

Stephanie sorriu, eu não costumava brincar nem fazer piadas, aquilo era o mais próximo de ser descontraída que conseguia e ela aparentemente gostava. 

 

 

 – E desde quando você obedece alguém?

 

 

 – Eu não obedeço! Mas me convém descansar um pouco! Acho que estou ficando velha!

 

 

Tentei sorrir enquanto ela apanhava minha mão estendida, me acompanhando até a barraca mais distante da fogueira.

Ao adentrar, levei comigo uma pequena lamparina, iluminando o interior da barraca, para que Stephanie pudesse se alimentar.

Tirei as botas, o casaco, o coldre e as bainhas, depositando-as ao lado onde tivesse acesso fácil caso precisasse, depois me deitei com as mãos debaixo da cabeça, encarando o teto da barraca.

 

 

 – Não vai comer?

 

 

 – Estou sem fome!

 

 

Stephanie se aproximou de joelhos entregando-me um pedaço de carne.

 

 

 – Come! Você está cada dia mais magra! Não se esqueça que foi pelos teus músculos que eu me apaixonei.

 

 

Obriguei-me a rir, enquanto me apoiava nos cotovelos aceitando o pedaço de carne oferecido, apesar de ficar nauseada apenas com o cheiro.

Depois de se alimentar, Stephanie se deitou ao meu lado, encarando o teto assim como eu.

 

 

 – Estamos a poucos dias da costa!

 

 

Sua voz saiu melancólica, como se aquela altura do campeonato já não quisesse mais chegar ao nosso destino.

 

 

 – Isso é bom! Logo saberemos no que nos metemos!

 

 

 – Onde encontraremos materiais para construir o barco?

 

 

 – Não sei! Mas quando chegarmos à costa eu penso nisso!

 

 

 – E se não encontrarmos?

 

 

 – Vamos encontrar!

 

 

 – E se não tiver nada lá? O que faremos depois?

 

 

 – Não pense nisso Stephanie! Não sofra por antecipação!

 

 

 – Não sofrer igual você?

 

 

Respirei fundo, não queria entrar naquele assunto, não queria discutir e nem aborrecê-la e toda vez que falávamos sobre o futuro ela se magoava.

Então me voltei em sua direção e apoiei meu rosto sobre a mão e o corpo sobre o cotovelo, encarando seu rosto iluminado pela luz fraca da lamparina.

 

Stephanie me encarou, enquanto deslizei meus dedos sobre a lateral do seu rosto, descendo até a gola do seu casaco.

 

 

 – Eu posso tocar você?

 

 

Eu sentia saudades do seu corpo e tentei evitar por muito tempo, eu não queria me aproveitar e nem constrangê-la, mas a cada dia que se passava e a via tão triste com a possibilidade iminente de nos separarmos, cheguei a conclusão de que estava jogando fora a oportunidade de amá-la enquanto ainda era tempo.

Seus olhos fixaram-se nos meus e com um sorriso nos lábios se aproximou, cobrindo minha boca com a sua, enquanto sua mão enfiav*-se entre os meus cabelos, trazendo meu corpo para cima do seu.

 

 

Minha mão livre imediatamente deslizou para debaixo do seu casaco, afastando-o do caminho para me dar acesso ao seu corpo, deslizei a mão sobre seus seios ainda por cima da blusa, apertando-os com vontade enquanto minha boca passeava na sua.

 

Movi meu corpo me apoiando nas mãos, ficando sobre ela, com uma perna de cada lado, mordi seu lábio inferior, encarando seus olhos semicerrados, sentindo suas mãos se enfiando debaixo da minha camisa, apertando minha cintura, enquanto suas unhas rasgavam a minha pele.

 

 

 – SLÅ AV GUNNAR-LAMPEN! “(APAGUE A LAMPARINA GUNNAR!)”

 

 

Interrompi o beijo imediatamente ao ouvir a voz de Heimdall, zombando do lado de fora da barraca. Stephanie não entendeu e me encarou confusa.

 

 

 – A lamparina!

 

 

Sorri me levantando e indo até ao objeto, soprando o fogo, ficando na penumbra.

 

 

 

 

Eu queria estar com ela naquela noite, não estava me importando com as outras pessoas fora daquela barraca, não me importava em quanto tempo ainda tinha, apenas o calor que emanava na sua pele importava.

 

 

 

 

Stephanie mordeu os lábios contendo o gemido, enquanto sentava no meu colo completamente nua, com meus dedos introduzidos na sua intimidade.

Sua cintura se movimentava aumentando o atrito contra minha mão, com os seios roçando na minha pele nua, enquanto minha boca fazia uma trilha pelo seu pescoço e orelha.

 

Cerrei os olhos quando suas unhas mais uma vez rasgaram a pele das minhas costas, sentindo a pulsação aumentar entre minhas próprias pernas. 

Senti meus dedos serem pressionados quando seu corpo amoleceu nos meus braços e Stephanie prendeu a respiração, soltando o ar devagar e pausadamente, evitando gem*r e emitir qualquer som que pudesse ser ouvido pelos demais.

 

Sua pele arrepiou quando retirei minha mão do meio de suas pernas e me agarrei em suas coxas enquanto beijava delicadamente o seu rosto, esperando que se recuperasse para poder continuar.

 

 

 – Deita!

 

 

Meus olhos procuraram o seu rosto, podendo ver muito pouco de sua fisionomia devido à escuridão, mas antes que pudesse entender o seu pedido, obedeci sem questionar, me deitando de costas no pelego, com ela sentada sobre a minha região pubiana.

Minhas mãos permaneceram em suas coxas, enquanto as suas repousaram sobre o meu abdômen, deslizando de um lado para o outro, fazendo o contorno dos oblíquos com os polegares, arrancando calafrios do meu corpo.

Senti a umidade da sua intimidade entrar em contato com a minha pele, enquanto ela se movimentava fazendo pequenos círculos com a cintura sobre a minha púbis, esfregando o seu sex* despudoradamente em mim, se masturbando sobre o meu corpo.

 

Agarrei sua cintura com força, pressionando seu corpo contra o meu, aumentando o contato das nossas peles enquanto acelerava o ritmo, me enlouquecendo com aquele rebol*do.

Meu coração batia descompassado, Stephanie sabia ser uma mulher extremamente sensual quando queria, desde a nossa primeira vez, me lembro bem do quanto me excitava vê-la se mover com prazer para mim. Naquela noite não era diferente, muito pelo contrário, ela estava me levando a um grau de excitação que não recordava já ter atingido, e quando senti que seu corpo perdia o ritmo dos movimentos, não tive muito tempo para reagir, pois ela rapidamente engatinhou sobre mim, se sentando sobre o meu rosto.

 

Meu gemido foi abafado pela sua intimidade, que rapidamente desceu sobre os meus lábios, se esfregando freneticamente contra a minha língua, que se ofereceu e se enfiou o mais fundo que podia.

 

Seu corpo amoleceu e caiu para trás, sendo apoiado por suas mãos uma de cada lado do meu corpo, com os joelhos flexionados e sua intimidade molhando meu rosto. Senti seu corpo tremer cada vez que minha língua insistiu em deslizar sobre seu clit*ris extremamente sensível.

 

 

 

 

 

 

Nos amamos por horas naquela noite, contendo gemidos e gritos que ficaram presos na garganta, sendo aliviados com mordidas e arranhões cada vez mais fortes, causando dor e tesão ao mesmo tempo. Stephanie estava insaciável, eu estava insaciável, minha vontade dela parecia não ter fim e a cada abertura que sentia da sua parte, mais e mais eu queria me deliciar com seu corpo, me rendendo apenas quando ela desfaleceu exausta sobre mim e o sono finalmente veio ao nosso encontro, me presenteando com algumas poucas horas de descanso, mas que foram muito bem aproveitadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O píer ainda continha carcaças de barcos presas a ele, a areia e as ruas parcialmente cobertas por mato, a água do mar carregava um pouco de lixo, mas nada tirava a beleza daquele lugar. Mantive-me perplexa por longos minutos observando tudo ao meu redor, até finalmente parar de divagar e prestar atenção nos demais integrantes do grupo.

Stephanie e as irmãs andavam de um lado para o outro, descalças na areia branca, deixando que as pequenas ondas molhassem os seus pés, rindo e brincando como crianças.

Heimdall e Finn conferiam tudo ao nosso redor, buscando encontrar alguma coisa útil para a nossa missão.

Andei pela praia com as botas afundando na areia, até chegar no limite e a água molhá-las completamente, respirei fundo sentindo a umidade do ar e me permiti fechar os olhos e sentir o calor agradável que fazia naquela manhã.

 

 

 – Isso é lindo não é?

 

 

Os braços de Stephanie rodearam minha cintura e seu rosto se aninhou no meu peito.

 

 

 – O mar é sempre belo! Mas também é traiçoeiro!

 

 

 – Tem medo de quê?

 

 

 – De não ter nada lá!

 

 

Stephanie afastou o rosto do meu corpo, encarando meus olhos enquanto eu fazia carinho nos seus cabelos.

 

 

 – Podemos ir para outro lugar!

 

 

Não queria entrar naquele assunto novamente, então depositei um beijo na sua testa, ignorando seu comentário.

 

 

 – Aproveite o sol! Logo vai anoitecer e teremos que nos abrigar!

 

 

 – Sim! Onde vamos acampar?

 

 

 – Ainda não sei!

 

 

Olhei ao redor sem fazer à mínima idéia de onde iríamos montar as barracas.

 

 

 – Não se afaste de onde eu possa te ver!

 

 

 – Sim senhora!

 

 

Stephanie bateu continência antes de se afastar e se reunir novamente com suas irmãs.

 

 

 

A noite chegou e tínhamos montado acampamento em uma antiga construção térrea, sem muito espaço para cobrir e proteger. Como estávamos em um local mais aberto e com muita chance de encontrarmos com outros povos, a vigilância foi dobrada para evitar qualquer surpresa.

 

 

No dia seguinte, começamos a reunir materiais para construir um barco que pudesse nos levar até as ilhas, todos estavam bastante comprometidos com a missão, mas sentia uma ponta de tristeza no olhar de Stephanie, nós duas sabíamos que estávamos cada dia mais perto de nos separarmos.

 

 

 – Quanto tempo levaremos para chegar até as Bahamas?

 

 

 – Depende muito do clima! Se o vento ajudar uma semana, talvez uns dez dias!

 

 

 – Isso é muito tempo!

 

 

 – É sim! Precisamos caçar! A carne não vai durar!

 

 

 – Difícil encontrar alguma coisa pra caçar aqui Gunnar!

 

 

 – Eu sei! Por isso precisamos de redes para pescar, antes e depois de iniciarmos a viagem.

 

 

Estávamos próximos ao píer, distraídos reunindo o pouco de materiais que havíamos encontrado até então, quando Anne que estava um pouco mais afastada, chamou nossa atenção.

 

 

 – O que é aquilo?

 

 

Todos voltamos os nossos olhares para onde Anne apontava e no horizonte ainda muito distante, avistamos um objeto sobre o mar, vindo na nossa direção.

 

 

 – É um barco!

 

 

Andei alguns passos à frente, me certificando que o que Heimdall havia acabado de constatar era realmente verdade.

 

 

 – Finn! Leve-as para o acampamento e as proteja!

 

 

 – Certo! Vamos embora!

 

 

Finn chamou a atenção das irmãs, mas Stephanie se dirigiu até mim antes de ir.

 

 

 – O que vai fazer?

 

 

 – Vai com ele, Stephanie! Se protejam!

 

 

 – Se cuida!

 

 

Concordei com um gesto enquanto Stephanie correu na direção de Finn, o acompanhando de volta para o acampamento na antiga construção.

 

Heimdall e eu corremos para uma pequena construção ali próximo, nos escondendo rapidamente com as armas em punho.

 

 

 – De onde acha que eles vêm?

 

 

 – Não tenho certeza! Mas a julgar pelo mapa…

 

 

Heimdall voltou sua atenção para mim com os olhos esbugalhados.

 

 

 – Bahamas?

 

 

Concordei com um gesto, desviando rapidamente os olhos do meu irmão, voltando minha atenção ao barco que se aproximava numa velocidade considerável.

 

 

 – O que faremos?

 

 

 – Vamos observar!

 

 

 – Podemos pegar o barco!

 

 

Pegaríamos se fosse preciso, mas não era a minha primeira opção, queria observar, queria estudá-los antes de tomar qualquer decisão, talvez eles fossem das tais ilhas, ou simplesmente eram de um povo qualquer, e isso faria a diferença na hora de tomar uma atitude.

 

 

 

Nos mantivemos escondidos por longos minutos, até que o barco atracou no píer, era uma construção moderna, diferente de todos os barcos que tinha visto ao longo da vida, mas aquela distância se parecia muito com as carcaças amarradas ao cais.

Assim que atracou, o barco parou de emitir um ruído que se parecia muito com os sons dos automóveis da colônia Nascer do Sol, o que me levava a crer que de onde aqueles homens tinham vindo, havia tecnologia e desenvolvimento, trazendo veracidade à história contada por Ulrik.

 

Um grupo de homens desembarcou do barco, todos muito bem vestidos e exibindo algumas armas. Pareciam extremamente descontraídos e confortáveis com o lugar, como se aquela não fosse à primeira vez que estiveram ali.

 

 

 – Eles se parecem com as pessoas da colônia!

 

 

Eu não conseguia prestar muita atenção em Heimdall, apenas observava cada detalhe a minha frente, finalmente tendo alguma prova de que aquela loucura poderia valer à pena, caso o povo das ilhas não fossem um povo bárbaro e violento tanto quanto o nosso.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá!

Esse capítulo ficou um cadinho melhor né?


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Comentários para 20 - Capitulo 20:
Socorro
Socorro

Em: 24/03/2024

Autora, sem separação ok 

juntas na batalha da vida, sobrevivência e amor .. ok 


Resposta do autor:

Separação é sempre complicado não é?


Socorro

Socorro Em: 25/03/2024
Nem invente viu kkk
Já tá difícil juntas e imagina separadas


Responder

[Faça o login para poder comentar]

Mmila
Mmila

Em: 24/03/2024

Ficou mais sensível. E vamos a novas possibilidades que não seja uma separação.


Resposta do autor:

Ninguém quer uma separação kkkk Mas as vezes é inevitável

Responder

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