Capitulo 19
Stephanie
Os dias se passaram rápido, cavalgamos a maior parte do dia parando apenas para se alimentar e tratar os animais. Durante a noite a pausa precisava ser maior, Gunnar achava muito perigoso viajar a noite e os cavalos precisavam de um descanso longo, já que o maior esforço era deles que nos carregavam de um lugar ao outro.
A caça foi se tornando mais fácil com o passar dos dias, atravessamos muitas matas e isso facilitou nossa alimentação, as coisas estavam indo muito bem, estávamos esperançosos em relação ao que nos esperava do outro lado do oceano. Porém, percebia a apreensão nos olhos de Gunnar a cada dia que passava, ela notava a alegria e empolgação do restante do grupo e guardava pra ela todas as ressalvas em relação aquela jornada.
Eu não podia fazê-la se sentir melhor, não tinha vivência no que estávamos passando e acreditava que não era errado se preocupar, ainda que não quisesse vê-la daquele jeito.
Estava sentada na beirada da cachoeira sem ter coragem de entrar, fazia frio naquele fim de tarde, mas precisava urgente de um banho, não era todo dia que encontrávamos água para nos banhar.
Gunnar já havia desistido de me chamar para entrar, ela e Heimdall estavam lá há bastante tempo, Finn e Elisabeth já tinham saído e estavam tentando convencer Anne de que ela também precisava ir.
Resignada, me levantei e entrei na água quase tendo uma hipotermia instantaneamente, bufei e amaldiçoei o universo nadando até onde Gunnar estava me enfiando entre seus braços achando que aquilo me protegeria do frio.
– Meu Deus! Está aí uma coisa que sinto falta da colônia!
Gunnar sorriu abraçando-me mais forte, enquanto Heimdall se afastou indo até a beirada do rio onde Anne o chamava tentando criar coragem para entrar.
– Como pode estar tão tranquila com esse frio?
– Vivi a vida inteira no frio! Na Europa só tomávamos banho assim! Só conheci banho quente com vocês na colônia!
– Como eu queria estar no banheiro do meu quarto uma hora dessas!
– Você quem não quis voltar!
– E continuo não querendo! Só voltaria pra lá se o seu pai e metade do seu povo estivessem mortos!
– Isso foi bem pesado!
Sorri contra o seu peito, ela era uma bárbara extremamente violenta, um comentário como aquele não era pesado nem de longe comparado às atrocidades que já tinha feito.
Fui beijada no rosto inúmeras vezes, até que seus braços se afastaram e ela apanhou minha blusa pela barra puxando pra cima. Imediatamente me agarrei na roupa, impedindo-a de continuar, olhando na direção do restante do grupo.
– Aqui não! Eles vão ver!
– Ver o quê? Que eu vou lavar suas roupas?
Seu sorriso era amplo, eu estava tão ansiosa pra ficar a sós com ela que estava imaginando coisas. Corei imediatamente, esmurrando seu braço enquanto ela ria debochada do meu comentário.
Gunnar lavou nossas roupas e estendeu próximas à fogueira para que até o dia seguinte estivessem secas e pudéssemos guardá-las para outra ocasião.
Finn e Heimdall montaram barracas improvisadas à beira do rio, tínhamos encontrado materiais impermeáveis que serviriam para aquele propósito muito bem.
As barracas foram montadas ao redor da fogueira, logo adiante próximo as árvores onde os cavalos ficaram presos para não se perderem. Naquela noite o jantar foi peixe, pra variar um pouco já que estávamos a semanas comendo carne de cervo ou lebre.
– Como isso é bom! E olha que eu nunca gostei muito de peixe.
Concordava com o comentário de Elisabeth, nunca fomos muito fãs de peixe, mas naquele momento parecia um manjar dos deuses, estava saturada de comer frutas e carne seca e ainda que peixe não fosse nada além de carne, era muito melhor do que todas as refeições que havíamos feito desde que fugimos da colônia.
– Uma pena que acabou a bebida! Cairia muito bem agora.
– Óbvio que acabou! Você bebia o tempo todo Finn!
– Não é verdade Gunnar! Seu irmão me ajudava!
Os dois rapazes riram enquanto minha esposa balançava a cabeça em negação, com um sorriso discreto no canto dos lábios.
Aquela jornada não estava sendo nada fácil pra nenhum de nós, era exaustivo e ainda que nos alimentássemos diariamente, podia ver nitidamente o quanto Gunnar havia perdido de peso. Ela estava sempre preocupada com alguma coisa, colocando o bem estar de todos a sua frente, era ela quem saia caçar na maioria das vezes, era ela quem pegava os turnos maiores de vigilância e isso a estava levando a exaustão.
Acariciei seu braço, trazendo-o para cima do meu colo, enlaçando meus dedos nos seus, fazendo um leve carinho na sua mão.
Ela era uma mulher muito alta e forte, mesmo que tivesse emagrecido ainda tinha um físico excelente, mas me preocupava vê-la assim, parecia cansada e eu queria protegê-la, só não sabia como.
Estava absorta nos meus pensamentos quando uma leve garoa começou a cair.
– Que merd*! O primeiro turno é de quem?
Heimdall rapidamente se colocou em pé, apanhando Anne pela mão.
– É seu Finn! E você sabe disso!
Gunnar se levantou apanhando o último pedaço de peixe do espeto feito de graveto.
– Colocaram as linhas?
– Sim!
– Então se mantenha acordado dentro da barraca! Se ouvir alguma coisa você sai pra ver o que é! Nada irá passar pelas linhas sem fazer barulho.
Gunnar e Heimdall tinham inventado uma espécie de armadilha de som, todo local onde montávamos acampamento, fosse na mata ou dentro de construções, eles amarravam linhas com latas vazias em todo acesso que levasse até nós, alertando sonoramente caso alguém cruzasse o perímetro e esbarrasse sem querer nas linhas.
– Pode deixar!
Antes de nos molharmos de verdade, adentramos cada casal em sua barraca, o frio se intensificou com a chuva e se nos mantivéssemos ali fora, certamente iríamos adoecer ao menos eu que ainda não tinha me aquecido totalmente depois do banho frio de rio.
Tirei as botas e me enfiei debaixo dos cobertores, me enrolando para me aquecer mais rápido. Gunnar retirou as suas botas depositando próximas da entrada, se sentando de frente para as mesmas sobre o cobertor.
– O que está fazendo?
Seu rosto se voltou na minha direção, pude ver muito pouco dos seus traços devido à escuridão que fazia ali.
– Vigiando! Duvido muito que Finn irá prestar atenção em alguma coisa que não seja a sua irmã!
– Mas é o turno dele! O seu é depois! Não pode ficar acordada quase a noite toda!
– Não seria a primeira vez! Eu quase nunca durmo quando eles estão de vigia. Não são tão comprometidos quanto deveriam ser, só pelo fato de não termos encontrado ninguém nos últimos tempos, acreditam que estamos seguros.
– Você tem que parar de se preocupar tanto assim! Vai acabar adoecendo!
– Eu estou bem!
– Não está! Venha! Deite-se aqui que eu fico de vigia. Se ouvir alguma coisa acordo você ok?
Sentei-me sobre o pelego afastando os cobertores para que ela pudesse se aproximar, coisa que ela não fez.
– Gunnar? Você tem que parar com isso! Se tiver que acontecer alguma coisa, vai acontecer! Com você acordada ou não!
– Não acontecerá nada se eu puder evitar!
– A única coisa que você está evitando sou eu!
Gunnar não replicou, se manteve de costas pra mim evitando discutir. Aproximei-me sentando sobre os cobertores as suas costas, tentando atrair sua atenção, mesmo que aquilo gerasse uma briga entre nós.
– Desde que você soube daquela merd* que o Ulrik te contou você está paranóica. Não come direito, não dorme, não presta atenção em nada que não sejam ruídos ao nosso redor. Você está surtando!
– Eu não cheguei até aqui pra deixar você morrer por qualquer descuido!
– A única coisa que está me matando é você! Me evitando desse jeito!
– Eu não estou te evitando! De onde tirou isso?
Seu rosto se voltou na direção do meu.
– É claro que está! Você não encosta em mim desde que saímos da colônia! Isso já faz quase um mês!
– Não temos mais privacidade desde que saímos da colônia! Não vou te comer em qualquer canto só pra me satisfazer!
– Porque não?
– Porque… porque você é minha esposa e não uma qualquer!
– Fico lisonjeada com o seu respeito Gunnar! Mas eu quero que você me coma sempre que der! Seja no mato, num prédio qualquer, deitada ou em pé! O que eu não quero é sentir que você não me deseja mais, ou imaginar que está brava comigo, que seu desejo era voltar pra sua família e eu te afastei dessa possibilidade!
– Não estou brava!
– Então para de agir como se tivesse!
A chuva caía forte naquele momento, mal conseguíamos ouvir nossas vozes dentro da barraca.
– Eu não queria te desrespeitar! Principalmente durante o luto.
– Você falando assim nem parece à bárbara por quem me apaixonei!
Gunnar respirou fundo, ela estava sofrendo com toda aquela história e eu sabia bem, queria tirar um pouco o peso do fardo que carregava em seus ombros, mas não podia fazer nada além de ser sua mulher, ao menos não naquele momento.
– Eu tenho medo de perder você Stephanie! Eu não gostava da vida que tinha com o meu povo, mas eu tinha uma família e hoje só me restou o Heimdall! E felizmente ele está se tornando um homem, seja lá pra onde iremos amanhã ou depois ele vai ter a família dele e eu não terei mais ninguém, ninguém além de você.
Gunnar se moveu sobre os cobertores, ficando de frente pra mim.
– Não me interprete mal, você é o suficiente pra mim! Meu maior medo hoje é perder você, ou não ser o que você quer! Se esse lugar para onde estamos indo realmente existir, haverá muitas pessoas lá, homens e mulheres que podem te interessar. Afinal aqui fora, não importa de nada aquele casamento! Você pode se interessar por qualquer outra pessoa e eu não vou te impedir! Você só está comigo hoje porque foi forçada a isso!
– Você está brincando comigo, não é?
– Você sabe que é verdade Stephanie! Você jamais teria escolhido a mim, uma mulher nórdica e bárbara, com um passado violento, se tivesse outras opções!
– Isso é ridículo! Eu te amo!
– Me ama porque não teve a oportunidade de conhecer outras pessoas!
– Pelo amor de Deus Gunnar! Você está se ouvindo?
– Sim! E parece ainda mais real agora que estou falando em voz alta.
– Eu não precisava me apaixonar por você! Você me deu essa opção! Você me deixou escolher se queria ou não alguma coisa contigo, ou não se lembra mais?
– Eu podia te proteger! Era da segurança que você gostava não de mim!
– Cale a boca Gunnar! Não ouse dizer o que eu sinto ou não! Você não tem esse direito!
– Ok!
– Ok o caralh*! Você não achar que é boa o suficiente pra mim é um direito seu. Mas dizer que eu só estou com você por interesse não é! Você está ficando doente da cabeça e não está percebendo!
Eu estava irritada, eu a amava e nunca achei que precisasse provar, não fazia sentido aquela discussão naquela altura do campeonato.
– Eu tive um único homem em toda a minha vida! Um homem que eu amei na minha juventude, um homem com quem eu queria ter uma família e não consegui. Eu não fui mulher o suficiente, eu não consegui lhe dar filhos e ele me traiu incontáveis vezes e eu tive que ficar em casa esperando ele voltar com o suor de outra. Todas as noites até o dia da sua morte!
Gunnar se remexeu incomoda, nunca tinha tocado naquele assunto novamente, não depois da primeira vez que conversamos no pomar da colônia.
– Eu nunca mais estive com outro homem, e eu nunca estive com uma mulher, não até conhecer você, dez anos depois. E você acha que não havia ninguém lá que quisesse me comer? Poderiam não querer se casar, mas me comer todos queriam. Eu quem não quis Gunnar!
– Já chega!
– Chega o cacete! Senta aí! Você quem começou!
Empurrei-a contra o pelego impedindo-a de se levantar. Gunnar estava brava, podia ouvir sua respiração pesada e isso me irritava ainda mais, ela começou com aquela bobagem e agora iria ouvir tudo que eu tinha pra falar.
– Se eu não quisesse, eu não teria aberto as pernas pra você, só se você tivesse me obrigado! Eu não teria dito que te amava e nem esperado por você todas as noites, mesmo você se esquivando!
– Tudo bem! Já chega! Está praticamente gritando!
– Foda-se! Ninguém está me ouvindo com esse barulho e se estiver eu quero que se fodam também.
Era a primeira vez que discutimos de verdade, a primeira vez depois do nosso casamento que eu queria esbofeteá-la até que me pedisse perdão por me fazer ficar com raiva.
Gunnar não disse mais nada, apenas parou de me encarar e começou a retirar os coldres e bainhas, depositando suas armas no canto da barraca, onde teria acesso fácil.
Sabia o que ela estava fazendo, me ignorando para que me cansasse e parasse de falar, mas a raiva que eu sentia dela naquele momento, conseguia ser maior que o meu amor.
– Eu nunca quis gostar de você! E se eu pudesse escolher ainda não gostaria! Você é uma grande idiota que não sabe valorizar o amor de alguém. As coisas estavam indo muito bem até você inventar essa paranóia na sua cabeça!
– Acabou de dizer que as coisas não estavam bem desde a colônia!
Eu queria socar o seu rosto, queria apertar o seu pescoço e morder sua pele até sangrar, não sabia se a preferia de boca fechada ou falando merd* daquele jeito.
– Quer saber? Eu não vejo à hora de chegarmos nessa maldita ilha! A primeira coisa que vou fazer é arrumar alguém que não deite ao meu lado só pra dormir!
Levantei-me irritada, me dirigindo na direção da porta, descalça e desagasalhada, sendo impedida por uma de suas mãos que segurou meu pulso me impedindo de sair.
– Me solta Gunnar!
Empreguei toda força do meu corpo na tentativa de afrouxar seus dedos envoltos no meu braço.
– Inferno! Me solta!
Debati por alguns minutos enquanto forçava meu pulso tentando me soltar, irritada com sua tranquilidade dei alguns tapas nos seus abraços arrependendo-me no mesmo instante. Pois ainda que estivesse furiosa com suas falas escrotas e ofensivas, a amava e não queria desrespeitá-la.
Gunnar me puxou pelo braço obrigando-me a sentar novamente, onde permaneci resignada sem esboçar qualquer reação, era inútil medir forças com ela.
– Eu não acho que o meu pai irá desistir! E talvez, só talvez… eu precise deixar você na ilha e retornar!
A encarei mesmo que na penumbra da noite, seus olhos brilhavam no escuro e eu mantive o contato totalmente confusa.
– Como assim retornar?
– Meu pai vai me caçar até no inferno Stephanie! Eu fiz a minha escolha e traí a minha família. E ele não é capaz de perdoar ou esquecer!
– Ele não sabe pra onde vamos!
– Será que não? Ou será que Ulrik nos deu aquela dica exatamente pra isso? Para que ele soubesse exatamente para onde estávamos indo?
– Não! Isso… isso é impossível! Ulrik era um dos seus!
– Tyr, Varg, Sveinn e Viggo, eles também eram dos meus!
Sua mão suavizou o contato liberando finalmente o meu pulso.
– Porque acha isso?
– Eu conheço o meu pai há 37 anos! Eu sei como ele pensa e como age! Aposto que ele sabia que iríamos fugir e deixou que fizéssemos isso exatamente pelo prazer de nos caçar. Heimdall e eu somos traidores pra ele.
– Como ele ia saber?
– Enok talvez!
– Mas… mas ele estava do nosso lado! Você queria retornar por ele!
– Eu não sabia se podia confiar nele e mesmo assim eu confiei! Ele pode ter usado a morte da filha para me comover!
– Então ele é tão escroto quanto o seu irmão Erling e o seu pai!
– Ele sabia que iríamos reagir à morte do seu pai e mesmo assim ele nos deixou livre para transitar. Se não soubesse exatamente o que íamos fazer ele teria nos rendido antes da execução!
– Por isso você não acredita que exista alguma coisa nas ilhas?
– É! Mas talvez exista, ou seja, só uma emboscada!
– Ele não chegaria a tempo!
– Com a tecnologia e os automóveis da colônia? Ele chegaria sim!
– Para Gunnar! Eu não quero nem pensar nisso!
Deixei-me cair de costas sobre os cobertores, incrédula com a possibilidade de estarmos indo direto para uma armadilha, feito ratos ingênuos.
– Se porventura não for uma armadilha e existir alguma coisa lá! Eu vou impedir que ele nos encontre, eu vou voltar e matá-lo antes que possa pensar em te fazer algum mal!
– Vai voltar sozinha? Você não pode!
– O que eu não posso é viver escondida feito uma covarde, coisa que eu não sou! Heimdall e Finn são os únicos a quem posso confiar a sua vida e assim o farei se for preciso!
– Não pode Gunnar! Não vai conseguir entrar na colônia, vão matar você antes que possa encontrar seu pai!
– Aí ele vai ter sua vingança! Nunca vai saber que vocês chegaram à ilha! De qualquer forma eu ganho e protejo vocês!
– Está louca! Não vou deixar você fazer isso!
Seu rosto suavizou, e um pequeno sorriso no canto dos lábios se formou.
– Não pode me impedir!
Irritada tentei golpeá-la inúmeras vezes na altura do rosto, proferindo inúmeros xingamentos, com medo da possibilidade de perdê-la. Porém, suas mãos ágeis e fortes me apanharam mais uma vez pelos pulsos, derrubando-me deitada sobre o seu corpo.
Gunnar girou rapidamente se colocando sobre mim, mantendo minhas mãos presas acima da cabeça.
– Eu… eu não quis te ofender! E nem dizer que você iria simplesmente me trocar por outra pessoa!
– Mas foi o que disse!
– Eu sei que se eu precisar partir, eu não vou voltar! E imaginar você sendo de outra pessoa, me… me machuca!
Meus olhos marejaram instantaneamente, imaginar a possibilidade de vê-la ir embora e nunca mais retornar, era como uma adaga atravessando o meu peito. Eu não queria deixá-la se afastar, mas sabia bem que não era capaz de impedi-la, assim como ela mesmo disse.
– Você não pode me deixar sozinha!
– Vai estar com as suas irmãs! Heimdall vai cuidar de você!
Minha voz embargou e eu me entreguei ao choro copiosamente.
– E está tudo bem! Eu não quero que viva o luto por uma década como fez com o seu ex-marido! Pode… pode seguir sua vida! Você merece ser feliz, seja comigo ou não!
– Cale a boca!
Eu não conseguia raciocinar, meu corpo sacudia embalado com o pranto, enquanto Gunnar finalmente soltou meus pulsos, colocando-se ao meu lado, trazendo meu corpo para cima do seu, aninhando-me sobre o seu peito, entre os seus braços.
Chorei como há muito tempo não chorava, a última vez que tinha chorado foi depois da morte dos meus pais e definitivamente naquela noite chuvosa, eu estava chorando muito mais. A perda dos meus pais foi com certeza a pior dor que senti, mas eu tinha a Gunnar, eu não estava sozinha. Porém, imaginar perdê-la e ter que viver sem ela era terrível, eu estaria sozinha, mesmo com as minhas irmãs, eu ainda estaria sozinha, porque elas estavam formando suas próprias famílias e mais uma vez eu seria uma viúva solitária e com o coração despedaçado.
Fim do capítulo
Olá!
Capítulo tristinho não é?
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lindacy
Em: 23/03/2024
Meu Deus! Meu coraçao ficou pequenininho.
Natalia S Silva
Em: 23/03/2024
Autora da história
Um pouco de drama as vezes é bom kkkk
lindacy
Em: 23/03/2024
Oh sim Nat, mas é que dá uma vontade imensa de colocá-las num potinho e dar-lhes algum refrigério.
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Marta Andrade dos Santos
Em: 23/03/2024
Muito triste mesmo.
Natalia S Silva
Em: 23/03/2024
Autora da história
Que coisa né? Mas tem que ter um pouco de drama
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