Capitulo 7
Stephanie
O dia já estava amanhecendo quando recebemos a mensagem de Gunnar, a colônia estava segura e já podíamos deixar o quarto do seu irmão, sem esperar por uma segunda ordem, me encaminhei rapidamente para os meus aposentos, pois estava exausta, queria me deitar e esquecer o medo de horas antes. Depois de dormir por algumas horas, me levantei e tomei café da manhã com minha família, pela primeira vez depois de meses. Meu pai nunca estava presente desde a morte de nossos irmãos, mas naquela manhã em especial, ele aguardou que estivéssemos todos reunidos para tomar o desjejum.
Os corpos dos guardas e dos invasores foram retirados da nossa casa antes do amanhecer, os guardas foram identificados pelos familiares que já preparavam o funeral. Ao todo foram vinte e oito mortos, sendo eles cinco bárbaros e vinte e três americanos, além de dezenas de feridos que felizmente foram socorridos pelos médicos da colônia.
Os moradores comuns de Nascer do Sol prepararam e realizaram o funeral do nosso povo, com a presença de toda nossa família prestando condolências. Enquanto os guardas, engenheiros e artesãos, ajudaram Gunnar e seus homens a retirar os corpos dos árabes e a reparar alguns dos estragos causados pela batalha.
Aproximadamente cerca de 300 corpos árabes foram contados, pilhas foram feitas a algumas dezenas de metros dos portões da colônia e queimados até as cinzas durante todo o dia. Os muros da colônia eram feitos de pedra e madeira, algumas dessas madeiras precisaram ser substituídas, pois com as explosões e o fogo, foram completamente danificadas.
As torres de vigilância que resistiram, tiveram alguns reparos feitos, enquanto as demais que foram muito comprometidas foram derrubadas para novamente serem construídas.
Não falei com Gunnar durante todo o dia, em parte porque passei a maior parte do tempo em funerais com minha família e também, porque estava receosa de ir até ela e ser maltratada devido ao incidente da madrugada.
Meu braço tinha hematomas devido à força com que ela me segurou, confesso que tive medo de sua reação, temi ser esbofeteada ou coisa pior. Mas ao mesmo tempo, algo me dizia que sua ira era pelo fato de que quase tínhamos sido mortos e isso a incomodava, ela não queria perder ninguém ao seu comando, menos ainda alguém da família do Lord, seu pai poderia não gostar.
Alguns agricultores com um pouco de conhecimento em armas, ou que já haviam usado alguma em algum momento, foram recrutados para substituir boa parte dos guardas que passaram a noite em batalha, os mesmos precisavam descansar.
Já no início da noite, os nórdicos se reuniram entre as montanhas, depois das lavouras, onde o rio que cortava a colônia nascia.
Meu pai, mesmo a contragosto, sabia que devia comparecer no funeral nórdico, em respeito aos cinco homens que morreram para defender a nossa colônia. Então, ao cair da noite quando Gunnar e seus homens estavam reunidos à beira do rio, meus pais e eu nos juntamos a eles.
Os corpos foram colocados sobre pilhas de madeira e palha embebida em álcool, envoltos em lençóis dispostos um ao lado do outro, formando uma fila para facilitar a despedida.
Corri os olhos ao redor até encontrar Gunnar, ela estava ao lado de Heimdall, próximos à primeira pira. Meus pais e eu nos aproximamos sem saber ao certo qual o procedimento num funeral nórdico. Então mantivemo-nos em silêncio apenas observando a cerimônia.
Heimdall se aproximou do corpo do homem de longa barba e depositou um beijo em sua testa, depois se afastou dando espaço para a irmã, que fez o mesmo, depois de retirar um colar do próprio pescoço e depositar sobre as mãos do homem.
Quando Gunnar e Heimdall se afastaram pude constatar que o primeiro nórdico morto era Torsten, o qual parecia ser de extrema confiança deles, além de aparentemente um grande amigo.
– Hvem vil synge for meg
Når går jeg i dyp hvile?
Når jeg går veien til Hel
Gjennom en sti som gulvet
Er det kaldt, så kaldt?)”
“(Quem cantará para mim
Quando eu partir para o profundo repouso?
Quando eu andar no Caminho para Hel
Através de uma trilha em que o piso
É frio, tão frio?)”
A voz de Heimdall ecoou noite afora e rapidamente foi acompanhada por todos os nórdicos ali presentes. A melodia parecia triste e não fazíamos à menor idéia do que se tratava, no entanto, era bonito ouvir, ver e sentir a devoção que cada um tinha por seus companheiros.
– Når vi står foran Hels port
Når du må slippe fri
jeg vil følge deg
Om Gjallarbrú, sammen med sangen min
Du vil være fri fra begrensningene som begrenser deg
Du vil bli fri fra lenkene som binder deg.
“(Quando estiver diante do portão de Hel
Quando você tiver que se libertar
Eu irei lhe seguir
Sobre Gjallarbrú, junto com minha canção
Você estará livre das amarras que limitam você
Você estará livre das amarras que prendem você.)”
Gunnar se afastou dos homens, indo até onde havia uma tocha acesa e a apanhou, retornando na direção das piras enquanto os demais se afastaram.
– Kveg dør
Venner dør
Da må du også dø
Men det er én ting
Som aldri dør
Den vakre berømmelse til ham som mottar den.
“(O gado morre
Amigos morrem
Então, você também deverá morrer
Mas há uma coisa
Que nunca morre
A fama justa daquele que a recebe.)”
Gunnar ateou fogo em todas as piras, enquanto os guerreiros bárbaros entoavam canções nórdicas cada vez mais altas. Eu estava encantada de certa forma, a maioria dos funerais do nosso povo era regado por lágrimas, enquanto os nórdicos honravam os seus, tratando-os como verdadeiros guerreiros.
– Gå ikke inn i Odins sal i frykt, han vil ta imot deg med ære og glede i dine triumfhistorier! Vi sees snart brødre, en dag møtes vi igjen i Valhalla. “(Não entrem no salão de Odin com medo, ele os receberá com honra e se deleitará com suas histórias de triunfo! Até breve irmãos, um dia nos reencontraremos em Valhalla.)”
Após as frases de Gunnar, mais uma vez seu irmão entoou uma canção, acompanhado dos demais nórdicos. A cerimônia demorou algumas horas, até que os corpos fossem completamente queimados e as cinzas entregues ao rio.
Após o fim do funeral, os nórdicos passaram a beber rir e conversar ao redor do rio, como se nada tivesse acontecido, era uma celebração em homenagem aos mortos.
– Vamos! Preciso falar com ela!
Meu pai ainda que não gostasse de Gunnar e do restante dos nórdicos, sabia que estávamos vivos graças a eles, não teríamos resistido nem a primeira invasão que dirá a da noite anterior. Então como bom anfitrião, precisava prestar condolências pelas suas perdas.
Aproximamos-nos de Gunnar que estava na companhia do irmão e mais dois nórdicos, que se tratavam de Ivar e Finn, já tinha ouvido ela chamá-los assim.
– Gunnar?! Quero prestar meus sentimentos pela sua perda! Sei que eram muito mais que companheiros de batalha.
A nórdica encarou meu pai sem esboçar qualquer reação, seus olhos estavam estreitos e com o rosto e os lábios completamente pálidos. Recordei-me do incidente no quarto na noite passada, podia estar errada, mas ela havia levado um tiro quando nos salvou dos árabes, sem mencionar os demais ferimentos que eram bem visíveis.
– Quero que saibam que prestaremos todo apoio às famílias dos falecidos quando chegarem a nossa colônia, não deixarei que nada falte as esposas e filhos!
Gunnar fechou os olhos e prendeu o maxilar, levando a mão esquerda até o antebraço de Ivar, segurando-se para não cair.
– Gunnar?! O que houve?
Ivar e Haimdall imediatamente a ampararam, enquanto analisei-a rapidamente e pude observar um sangramento expressivo surgindo no peito sob as roupas que vestia.
– Ela está sangrando!
Imediatamente mencionei como se ninguém tivesse percebido a mancha gigante nas roupas.
– Levem-na pro casarão! Vou mandar os médicos a examinarem imediatamente! Coloquem-na no carro!
Meu pai terminou de concluir a frase e imediatamente saiu a passos largos na direção do automóvel, qual havíamos usado para chegar até ali, pois era uma longa caminhada até o casarão.
Ao chegarmos em casa, Gunnar foi levada para o quarto que meu pai havia disponibilizado para ela, e que aparentemente ela não havia passado nenhuma noite desde três dias atrás quando chegou, ela devia estar exausta além de gravemente ferida.
– Já mandei trazerem os médicos!
– Não era melhor tê-la levado ao hospital?
– Duvido que ela queira ficar longe do irmão Astrid!
Andei ao redor da cama onde ela estava sentada, enquanto Finn retirava suas botas e Ivar, o coldre e as bainhas. Depois tentaram retirar a camisa e foram impedidos pela mesma.
– La dem hjelpe deg Gunnar! Du er veldig såret! “(Deixe-nos te ajudar Gunnar! Você está muito ferida!)”
– Eu só preciso dormir um pouco!
Pela primeira vez desde que havia chegado à colônia, Gunnar usou o nosso idioma para se dirigir aos seus companheiros, permitindo que ouvíssemos o que tinha a dizer, coisa que nunca aconteceu até então. Afastou-se das mãos dos amigos e recuou sobre a cama incomoda com a presença de todos.
– Du må la oss se såret! “(Precisa nos deixar ver o ferimento!)”
Antes que pudesse responder ou questionar ao irmão, uma médica adentrou no quarto, era a única disponível naquele momento, os demais estavam cuidando do restante dos feridos da batalha.
– Por favor! Eu quero que saiam todos do quarto!
Assim que a médica adentrou e depositou a maleta de equipamentos no chão ao lado de Gunnar, pediu que todos nos retirássemos para que pudesse examiná-la.
Rapidamente nos direcionamos para a porta.
– Stephanie?! Poderia me ajudar com ela? Não tenho nenhum auxiliar disponível, estão todos ocupados com os feridos.
Meu pai lançou-me um olhar estranho, porém seguiu para fora do quarto mesmo assim, sem questionar a médica ou me impedir de ficar. Fechei a porta assim que saíram e me aproximei da cama onde elas estavam.
– Tudo bem Gunnar?! Eu me chamo Juny, sou uma das médicas da colônia e preciso examinar você ok? Vejo que tem um sangramento muito grande aqui no peito, precisamos tirar essa camisa!
Sem questionar ou reclamar como havia feito com o irmão e os amigos nórdicos, Gunnar se ajeitou melhor na beirada da cama e tentou tirar a camisa, prontamente andei na sua direção, ajudando-a na tarefa.
Seu peito estava sujo de sangue, assim como as costas, havia um corte do lado esquerdo e um ferimento aparentemente provocado por um tiro, no lado direito próximo ao ombro. A médica analisou rapidamente antes de concluir.
– O lado bom é que a bala não ficou alojada. O lado ruim é que atravessou o seu tórax e isso está te causando uma hemorragia!
Gunnar estava sentada na beirada da cama, com o colo desnudo, mostrando absolutamente tudo sem parecer se importar. Sua pele era coberta de tatuagens e cicatrizes, mas o que mais chamou minha atenção foi à definição dos seus músculos, ela era sim uma mulher forte e extremamente alta, mas olhando desse ângulo, era quase impossível uma mulher ter um físico como o dela. O abdômen extremamente marcado, os braços fortes, dava pra ver as veias debaixo da pele, que era muito mais branca do que a minha.
– Eu preciso que você pressione isto para mim Stephanie! Preciso suturar, mas com esse sangramento vai ser difícil!
– Ok!
Subi na cama me posicionando as costas de Gunnar, segurando o tecido sobre sua pele, fazendo pressão para estancar o sangramento, enquanto a médica suturava o peito.
Os cabelos longos de Gunnar, finos e dourados estavam presos num coque mal feito, expondo a pele do seu pescoço, permitindo que eu analisasse minuciosamente todos os sinais grossos de cicatrizes por sobre os desenhos.
– Numa escala de 1 a 10, qual o seu nível de dor?
– Não sinto dor! Só me sinto cansada!
– Ok! Eu vou aplicar alguns medicamentos para que se sinta melhor. Só terminar de fazer os pontos!
A médica suturou o corte do outro lado do peito da nórdica e logo em seguida as suas costas, os demais ferimentos espalhados no rosto e costas eram superficiais, não precisavam de pontos.
– E a perna?
Recordei-me da noite passada quando nos socorreu no quarto do meu pai, ela tinha um ferimento grande na perna que sangrava bastante.
– Tem ferimentos na perna?
Gunnar encarou-me rapidamente antes de voltar sua atenção à médica.
– É só um arranhão!
– Vamos! Deixe-me ver, não queremos que tenha uma infecção!
A nórdica se colocou em pé rapidamente, ficando tonta logo em seguida, a médica a amparou, enquanto eu tentava ajudá-la na tarefa de retirar as calças.
Meu coração batia acelerado, não me sentia confortável com a situação e tive medo que pudessem ouvir os galopes no meu peito. Com as mãos trêmulas, ajudei-a a deslizar as calças pelas pernas até que caísse no chão, expondo a pele branca e coberta de desenhos e cicatrizes.
Confesso ter ficado aliviada quando me deparei com a calcinha que ela vestia, tive medo de que estivesse nua assim como na parte superior.
A coxa esquerda tinha um pedaço de tecido enrolado nela, manchado de sangue.
– Deite-se na cama, você está com a pressão baixa!
Envolvi as costas de Gunnar com meu braço, tocando levemente a sua pele com minhas mãos, auxiliando-a na tarefa de se sentar e depois deitar, pois a médica era tão pequena quanto eu perto da nórdica e não conseguiria sozinha.
Quando o tecido foi retirado, desviei os olhos rapidamente para não passar mal, eu já tinha visto muitas coisas ruins nos últimos tempos, desde cadáveres a ferimentos feios, mas toda vez que isso acontecia meu estômago embrulhava e eu passava vergonha.
A perna estava ainda pior que o ferimento no peito, havia literalmente um buraco onde a carne estava rasgada e com secreção.
– Isso aqui está muito feio! Vou ter que limpar e retirar as farpas de madeira!
Gunnar não esboçou nenhuma reação, seu rosto estava suado e completamente pálido. Aproximei-me novamente evitando encarar a ferida, depositando a mão na sua testa, sobre o suor.
– Ela está com febre!
A médica imitou o meu gesto, depois retirou um termômetro da maleta e se certificou da temperatura.
– Preciso aplicar uma injeção! A febre está muito alta!
Juny rapidamente apanhou um frasco de remédio e uma seringa, higienizando o braço em seguida. Gunnar pareceu finalmente se entregar ao seu estado, deitando-se de costas na cama, sujando os lençóis de sangue.
A médica aplicou a injeção no seu braço e logo retornou para o ferimento, retirando as farpas uma a uma, enquanto a nórdica contraia o abdômen cada vez que o ferimento era tocado.
– O ferimento vai demorar pra cicatrizar e eu não consigo saturar, então você vai ter que cuidar bem disso aqui!
Gunnar se sentou novamente, encarando-me antes de falar.
– Consegue ascender?
Com o dedo indicou a lareira no canto do quarto.
– Pra quê?
– Pra queimar a ferida!
A médica arregalou os olhos, encarando-a de forma séria.
– Eu não recomendo a cauterização. Foi um método muito usado no passado, mas não assim, de forma tão…
– Bárbara!
Gunnar sorriu de canto, um sorriso debochado e de certa forma bonito. Sem que a médica dissesse qualquer coisa pra contrariá-la, me dirigi até a lareira e acendi o fogo.
– Ok! Agora precisamos fazer os curativos!
– Não precisa!
Gunnar se colocou em pé, e cambaleando alcançou a espada que estava sobre a cômoda.
– A… na verdade é muito importante! Pra que não contamine e você pegue uma infecção!
– Nós não costumamos fazer curativos!
– Tudo bem! Mas… eu recomendo! Principalmente porque você tem uma rotina bem agitada, pelo menos desde que chegou aqui!
Gunnar a ignorou, andando até a lareira, se sentando em um pequeno banco, segurando a espada pelo cabo com a lâmina no fogo.
– Ok! Eu vou deixar os materiais aqui sobre a cômoda, pra se caso você resolver fazer! Também vou deixar esses remédios! Precisa tomar dois agora e dois pela manhã!
A médica recolheu o restante dos seus equipamentos e guardou na maleta, em seguida deixou o quarto sem mais cerimônia. Voltei-me na direção da nórdica sem saber o que fazer no exato momento que ela encostou a lâmina quente sobre a pele.
– Helvete! “(Inferno!)”
Pude ouvir o som da pele queimando, enquanto Gunnar proferia um monte de xingamentos em norueguês. Afastei-me incomodada, tentando não enjoar com aquela situação, mas não consegui deixar o quarto sabendo que ela não estava bem.
Em seguida jogou a espada no chão e se levantou num rompante, indo em direção ao banheiro, andando com certa dificuldade.
Batidas na porta atraíram minha atenção, impedindo-me de acompanhá-la. Ao abrir, me deparei com Heimdall, Finn, Ivar e meu pai.
– Como ela está?
Heimdall fez a pergunta espiando sobre meus ombros.
– Está… melhor eu acho! A médica limpou os ferimentos e aplicou medicação!
– E onde ela está?
Estendi a mão, apoiando no batente da porta, impedindo que entrassem.
– Ela está no banho! Acho melhor não ir até lá!
– Claro! Eu só queria saber se está bem!
– Eu acho que está! Até desobedeceu a médica.
Heimdall e os outros bárbaros riram, como se aquilo fosse realmente um sinal de que Gunnar estava bem.
– Você pode nos avisar se ela não se sentir bem?
– Claro! Eu, eu aviso sim!
Heimdall e os outros seguiram pelo corredor, enquanto meu pai permaneceu e assim que os bárbaros ganharam alguns metros de distância, apanhou-me pelo antebraço, trazendo-me para fora do quarto.
– O que diabos você está fazendo?
– Ajudando! A Juny pediu!
– A Juny nem está mais aí!
– Exatamente por isso! Ela não está bem!
– E o que você tem com isso?
– Como assim pai? Ela está nesse estado porque salvou as nossas vidas!
– Foda-se! Você não precisa dar banho nela por causa disso!
– Eu não estou dando banho em ninguém! Credo pai!
– Ela tem o pessoal dela pra ficar de babá! Você não precisa fazer isso!
– Eles são todos homens! Como vão ajudar?
– Ela é praticamente um homem! Deixe isso pra eles!
– Jesus! Como você é falso! Não se importa minimamente com ninguém!
– Me importo com você, sua mãe e suas irmãs, o resto é resto!
– Deveria se importar com eles também, já que estão dando as vidas pra nos proteger!
Desvencilhei-me da sua mão, me dirigindo novamente ao quarto.
– Boa noite pai! Não se preocupe comigo. Ela com certeza não vai me fazer nenhum mal, ou senão já teria feito!
– Não passe a noite aí! As pessoas vão falar!
– Acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as vidas delas! Principalmente aqueles que dependem dessa mulher.
Fechei a porta do quarto sem me importar com sua opinião, já fazia algum tempo que o que ele pensava, deixou de ser significante pra mim.
Fim do capítulo
Boa noite meninas!
Mais um capítulo pra vocês, por favor me contem o que estão achando da história.
Beijos a todas!
Comentar este capítulo:
Marta Andrade dos Santos
Em: 07/03/2024
Misericórdia é falso todo.
Tá rolando sentimentos.
Natalia S Silva
Em: 07/03/2024
Autora da história
Sim, mais falso que nota de 3 kkkkk
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