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Nórdicos por Natalia S Silva

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Palavras: 3658
Acessos: 1584   |  Postado em: 05/03/2024

Capitulo 6

 

Gunnar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mantivemos as luzes da colônia apagadas depois que a noite chegou, Torsten e o seu grupo haviam retornado poucas horas antes, trazendo muitas informações importantes sobre os árabes, a começar pela confirmação de que eram mais de 400 soldados, fortemente armados.

 

 

Mantivemo-nos em silêncio todos apostos, e do alto das torres de vigilância, protegida por barreiras de metal, quais havíamos fixado durante a tarde, para evitar que alguém mais fosse baleado como Heimdall, observei toda a movimentação dos árabes com o auxílio de binóculos. E quando um grande grupo ultrapassou sorrateiramente as primeiras duas pilhas de corpos, colocando-se exatamente onde eu queria entre as quatro pilhas, ordenei que o primeiro ataque fosse efetuado. 

 

Durante a tarde, os cientistas produziram algumas bombas já criadas pelo nosso povo, porém, com a tecnologia e a eletricidade do povo americano, as bombas eram muito maiores e eficazes. Cada bomba foi escondida em uma das pilhas de corpos, com vários quilos de vidro quebrado e metais, as bombas seriam ativadas de dentro dos portões da colônia, pelos próprios cientistas que as ativaram usando energia através de longos fios ligados aos artefatos.

 

Assim que as bombas foram ativadas simultaneamente, o grupo de árabes que estava entre as pilhas de corpos, foi surpreendido, não só pela explosão, mas também pelos vidros e metais que foram arremessados para todos os lados.

 

O barulho das bombas era ensurdecedor, o que me arrancou um sorriso sincero, já que o poder daqueles artefatos era tanto, que balançou toda a estrutura das torres de vigilância. A fumaça escura, que subiu, escondeu momentaneamente os sobreviventes árabes entre as pilhas, que resistiram à explosão, ao fogo e aos estilhaços. No entanto, um grupo de guardas já aguardava apostos com bestas em mãos, apenas aguardando o meu sinal para disparar, o qual foi dado antes mesmo que a poeira baixasse.

 

Os gritos dos homens árabes duraram pouco, podia jurar que havíamos eliminado todos que estavam entre as pilhas de corpos, que daquela distância aparentava ser de aproximadamente uma centena.

 

Os árabes revidaram, uma onda gigantesca de disparos alvejou os portões e muros da colônia, obrigando-nos a nos esconder onde as placas de metal foram fixadas. E apesar das placas terem servido ao seu propósito, pude ver alguns homens serem atingidos e cair do alto das torres de vigilância, pois não conseguiram se proteger a tempo.

 

 

 – PROTEJAM-SE E AGUARDEM!

 

 

Minha ordem foi repassada aos berros, de torre para torre, até que todos os homens do lado interno dos portões, nórdicos ou não, tivessem ouvido.

 

Com os binóculos em mãos, rastejei até uma fenda na proteção das torres e analisei rapidamente a situação do lado de fora.

Os homens árabes se aproximavam rapidamente, a linha de frente os protegia por escudos de metal, enquanto os que vinham de trás disparavam incansavelmente contra os portões da colônia, revezando entre si, para que pudessem recarregar.

 

 

 – IVAR?! ILDFUGLEN! “(IVAR?! O PÁSSARO DE FOGO!)”

 

 

Ivar imediatamente apanhou o lança míssil, posicionando-se de joelhos na torre de vigilância, enquanto Fenrir o protegia com um escudo de metal, um guarda americano o ajudou a carregar o lança míssil, que foi disparado entre os árabes.

 

O impacto e a explosão do míssil travaram momentaneamente o avanço das tropas árabes, dando-nos alguns segundos para nos organizarmos.

 

 

  – FOGO!!

 

 

Rapidamente me coloquei de joelhos apoiando o fuzil na beirada do muro da torre, e disparei contra os árabes assim como o restante dos homens do lado interno da colônia.

Os disparos atingiram todos que não estavam protegidos atrás de escudos, porém nossa ofensiva logo foi interrompida quando explosões moderadas começaram a acontecer do lado interno dos muros.

 

 

 – GRANADA!!

 

 

Torsten rapidamente avisou a todos sobre o perigo iminente, os árabes possuíam não apenas granadas, mas também lançadores de granada. O que facilitava o alcance do lado interno dos muros.

 

 

A correria foi geral dentro dos portões, as granadas voavam de um lado para o outro, atingindo tanto homens do Lord Harald, quanto os meus. 

 

 

Rastejei até a escada da torre e rapidamente desci até o solo, sem mais ter visão do que acontecia do lado de fora dos portões, eu não contava com aquele tipo de ataque, não tinha planejado nada para parar aquilo.

 

Andei de costas me distanciando o suficiente para poder ver o tamanho do estrago e pensar em alguma coisa. Nesse momento o ataque com granadas cessou e pude ver ganchos de escalada sendo arremessados por cima dos muros da colônia.

 

 

 – PUXEM AS CORDAS!! LEVANTEM AS TAMPAS!

 

 

Corri novamente na direção dos muros, agarrando-me às cordas penduradas por sobre ele, puxando-o com toda a força, assim como outros homens fizeram com as demais cordas. 

Durante a tarde, um mutirão de homens, bárbaros, guardas e agricultores escavaram diversas valas em frente aos muros da frente, onde fixamos inúmeras estacas pontiagudas de madeiras no seu interior e tapamos com madeira e terra.

 

Com a força empregada para puxar as cordas, as tampas das valas se abriram, derrubando alguns árabes no seu interior, empalando-os nas estacas. Porém, mesmo com a armadilha, com a escuridão e a fumaça provocada pelo fogo das explosões, os árabes ainda conseguiram escalar os muros, acessando o lado interno da colônia, através das torres de vigilância.

 

 

 – Helvete! “(Inferno!)”

 

 

Abandonamos as cordas, tentando nos proteger dos disparos efetuados pelos árabes no alto das torres. 

Com o fuzil em mãos, disparei contra os homens acertando alguns, enquanto corria por debaixo das torres, tentando não ser um alvo fácil, como a maioria dos guardas, que despreparados, mantinham-se em pontos visíveis. 

 

Logo acabei ficando sem munição no fuzil, abandonando-o para apanhar as pistolas. Andei por debaixo das torres disparando entre as frestas das madeiras, atingindo o máximo de árabes possíveis, que se aglomeravam em cima do muro. Quando percebi que a maioria dos guardas não possuía mais munição, e boa parte debandou feitos os covardes que eram.

 

Torsten se juntou a mim com as espadas em mãos, certamente estava sem munição assim como eu.

Retirei as longas lâminas das bainhas presas as costas e rapidamente nos deslocamos até onde os árabes estavam, que a essa altura, já haviam chegado ao solo.

 

Com golpes rápidos e precisos, fui abrindo caminho entre os invasores, que mesmo com armas de fogo, não conseguiam nos atingir a queima roupa. 

 

 

 – Dere jævler! De vil ikke nyte mitt blod! Ikke i dag! “(Seus filhos da puta! Não irão se deleitar com o meu sangue! Não hoje!)”

 

 

Com um golpe rápido atingi a clavícula de um árabe e desci rasgando o seu peito, enquanto outro roçou o ferrolho da sua arma em minha têmpora e disparou, no exato momento que desviei e com a outra mão, o atingi no abdômen, arrancando suas entranhas pra fora.

 

 

 – Knull deg selv din jævel! “(Foda-se seu bastardo!)”

 

 

Cada vez mais adentravam árabes na colônia, alguns portando armas, outros lâminas. Meu grupo e eu lutávamos para manter a posição, porém, com o avançar das tropas inimigas, recuamos entre as vielas, tentando impedi-los de avançar mais.

 

O terreno entre as vielas era familiar para os guardas, alguns deles não fugiram e permaneceram firmes no confronto, que conheciam pontos estratégicos para se posicionar e atirar nos invasores, enquanto meus homens e eu nos desdobrávamos para eliminar as ameaças mais iminentes, deixando assim, os guardas com espaço para cobrir nossa retaguarda.

 

 

Um estrondo forte foi ouvido vindo da direção dos portões, e de onde estava entre as vielas, pude ver uma das torres de vigilância cair, certamente Ivar havia disparado um míssil.

 

 

 – Vi må telle dem! Eller så klarer vi ikke å holde dem lenge. Ulempen er veldig stor! “(Precisamos conter a entrada deles! Ou não vamos conseguir segura-los por muito tempo. A desvantagem é muito grande!)”

 

 

 – Hva foreslår du? “(O que sugere?)”

 

 

 – Stopp dem fra å gå videre, ikke la dem nå Herrens hus! Jeg skal gå tilbake og prøve å begrense infiltrasjonen! “(Os impeça de avançar, não os deixe chegar até a casa do Lord! Eu vou voltar e tentar conter a infiltração!)”

 

 

 – Du kommer ikke til å klare det alene! “(Não vai conseguir sozinha!)”

 

 

 – Hvis jeg ikke klarer det! Det betyr at vi allerede er døde! “(Se eu não conseguir! Isso significa que já estaremos mortos!)”

 

 

 – Ta vare Gunnar! “(Tome cuidado Gunnar!)”

 

 

 – Beskytt Heimdall! Og Herrens familie! “(Proteja o Heimdall! E a família do Lord!)”

 

 

 – Måtte Odin følge deg! “(Que Odin te acompanhe!)”

 

 

Apertei fortemente a mão de Torsten, na incerteza de que voltaria a vê-lo novamente. Estávamos numa posição muito delicada naquele momento, tinha perdido alguns homens e os guardas do Lord além de covardes eram fracos. Estávamos numa desvantagem gigantesca, mesmo com todas as armadilhas, a diferença numérica ainda era gritante e eu não sabia se conseguiríamos vencê-los.

 

 

Corri entre as vielas, derrubando todos que surgiam a minha frente, os portões estavam em chamas, uma das torres no chão, mais ainda assim muitos árabes conseguiam escalar e adentrar na colônia. 

 

Corri na direção das escadas, sendo barrada por um soldado, qual tentou me golpear com uma espada. Rapidamente me defendi com minhas lâminas, arrancando faíscas pelo contato, chutando-o em seguida no abdômen, fazendo com que cambaleasse para trás, golpeando-o em seguida no pescoço. Outro soldado se aproximou, girei meu corpo agachando-me, desviando do golpe, atingindo-o na perna, derrubando-o de joelhos e atravessando minha espada no seu peito.

 

 

 – Drittsekk! “(Imbecil!)”

 

 

Corri mais uma vez na direção das escadas, qual subi rapidamente me deparando com um árabe. Ele apontou a mão na minha direção com uma pistola em punho, mas rapidamente o golpeei arrancado seu antebraço. Os gritos do homem eram abafados pelos sons dos disparos e demais explosões, enterrei a lâmina em seu peito e joguei seu corpo a minha frente como escudo, evitando os disparos de me atingirem. Apanhei uma arma que estava na cintura do cadáver, e disparei sobre seu ombro nos seus demais companheiros que tinham a atenção voltada a mim, enquanto carregava seu corpo, avançando até onde precisava.

Assim que o primeiro grupo de árabes foi abatido, me desfiz do corpo e imediatamente comecei a cortar as cordas que estavam presas as garras, derrubando os homens que escalavam os muros, alguns com sorte, nas estacas dentro das valas.

 

Eu ainda tinha uma carta na manga, mas não sabia se daria certo ou se colocaria toda a colônia em risco. No entanto, não estava mais em condições de pensar, precisava tomar uma atitude rapidamente e assim o fiz. 

Andei até a beirada dos muros e mirei dentro das valas, ignorando totalmente os árabes que escalavam e disparei, sem que nada acontecesse, pois as valas estavam cheias de corpos e isso impedia que o disparo atingisse exatamente onde queria.

 

 

Olhei ao meu redor e avistei uma besta caída no chão da torre, com os árabes correndo sobre ela, fazendo com que rolasse pela madeira de um canto a outro. Corri na direção dela, atingindo com o ombro um dos árabes, que esbarrou em mais dois e caiu do alto da torre, atraindo a atenção de mais alguns. Arremessei a espada atingindo o peito de um deles, enquanto outro se aproximou e o atingi um soco com a mão esquerda e outro de direita, mas antes que caísse o apanhei pelas vestes, na altura das costas e o empurrei na direção de um terceiro árabe, qual se atrapalhou o suficiente para que pudesse chutá-lo na altura do abdômen, jogando-o de volta para fora por cima do muro.

 

Corri em direção da besta, jogando-me de joelhos em sua frente, rasguei um pedaço da camisa que estava vestindo e ao apanhá-la e me direcionar para a beirada do muro, um árabe surgiu escalando o mesmo. Disparei à besta atingindo-o no rosto e antes que caísse, me agarrei à flecha, pois era a única disponível naquele momento e eu não podia desperdiçá-la. 

Enrolei o tecido em volta da ponta da flecha, encostando-a em seguida na parte do muro que estava pegando fogo, e me voltei para a beirada do muro, mirando novamente em uma das valas.

 

Pude ver de soslaio um soldado inimigo se aproximando rapidamente, mas não podia me dar ao luxo de desperdiçar aquela chance, preocupei-me em acertar o alvo e assim o fiz.

A flecha atingiu o fundo da vala, passando pelo pequeno espaço entre os corpos empalados nas estacas e quando entrou em contato com todo combustível que havíamos depositado no interior, uma enorme explosão aconteceu, por toda a extensão dos muros.

Com a força da explosão o soldado que se aproximava de mim, foi arremessado para longe antes que pudesse me alcançar, assim como eu, que fui jogada para fora da torre de vigilância, caindo sobre caixotes de madeira.

 

 

 – Cum! “(Porr*!)”

 

 

Remexi-me sentindo o corpo todo doer, enquanto mais explosões aconteciam por toda parte externa da colônia. Arrastei-me para longe das madeiras, pois havia um pedaço cravado na minha perna, o qual puxei com força, arrancando carne e sangue do meu próprio corpo, pois não conseguia me movimentar com aquilo. A dor foi grande, mas a vontade de vencer aqueles malditos era muito maior. 

Coloquei-me em pé e analisei a situação ao meu redor, muitos que estavam sobre as torres de vigilância caíram, alguns não conseguiram se levantar enquanto outros ainda atordoados se colocavam em pé, no exato momento que os guardas e alguns dos meus homens que haviam recuado para as vielas, retornavam ganhando terreno e me dando cobertura.

Olhei ao meu redor e não avistei minhas espadas, apenas um machado cravado em um cepo de madeira pouco a minha frente.

 

 

 – Dette vil gjøre! “(Vai ter que servir!)”

 

 

Com uma das mãos empunhando a ferramenta, corri na direção dos árabes, golpeando-os sem que tivessem tempo para revidar. Acertei um no pescoço, o segundo nas costas, o terceiro no peito e quando me encaminhava na direção do quarto, fui agarrada pelas costas, com um mata leão.

Recuei alguns passos sentindo o peso do corpo do árabe, e a força sendo empregada no meu pescoço, rapidamente apanhei o machado com ambas as mãos pelo cabo e com força projetei-o na altura das minhas costas, acertando o inimigo que imediatamente afrouxou os braços ao redor do meu pescoço. 

Mal tinha me livrado de um, e por reflexo apanhei os pulsos de outro que empunhava uma adaga tentando me golpear e apesar de tê-lo segurado a tempo, a lâmina rasgou a pele do meu peito.

 

 

 – Idiot! “(Seu estúpido!)”

 

 

Mantive a mão armada presa pela minha, enquanto a outra o agarrou pela lateral do rosto, enterrando o polegar no seu olho direito. 

O árabe gritou e tentou recuar, mas novamente segurei suas mãos com as minhas e empurrei a adaga contra o seu próprio corpo.

Quando o árabe caiu aos meus pés, percebi que ao meu redor já não havia mais invasores vivos, apenas guardas e meus homens certificando-se de que estávamos no controle novamente. 

 

 

 – DE RETURNERTE! “(RECUARAM!)”

 

 

Ivar estava no alto de uma das poucas torres que se mantiveram em pé, em meio à fumaça segurando um binóculo nas mãos! 

 

 

 – REAGRUPEM! MANTENHAM POSIÇÃO!

 

 

Andei na direção de um dos guardas e o apanhei pelo braço, trazendo-o para perto.

 

 

 – Mande que busquem os curandeiros para ajudar os feridos! Depois reúna um pequeno grupo de dez homens e lidere. Certifique-se de que todos dentro desses muros que não forem americanos ou nórdicos estejam realmente mortos. Não dê a chance de que se levantem e nos matem!

 

 

 – Sim senhora!

 

 

O homem rapidamente se afastou dando ordens aos seus semelhantes, enquanto mesmo com o barulho do fogo e das pequenas explosões que ainda aconteciam, pude ouvir ao longe alguns estampidos, como disparos sendo efetuados distante dali, depois das vielas, na direção do casarão do Lord.

 

 

 – IVAR! DU ER KOMMANDO! “(IVAR! VOCÊ ESTÁ NO COMANDO!)”

 

 

Ivar concordou com um gesto enquanto apanhei o machado pelo cabo e corri pelas vielas, evitando parar para desviar dos destroços e bagunças pelo caminho, pulando por cima de caixas e corpos até chegar à varanda do casarão e ver os guardas do Lord caídos no chão.

 

Com cuidado e sem fazer muito barulho, andei escada a cima na direção do quarto de Heimdall, que ficava do lado oposto do quarto do Lord. Encontrei o meu irmão em pé próximo a cama com sua arma em punho e Finn diante da porta com o fuzil apontado pro meu rosto.

 

 

 – For en skrekk Gunnar! “(Que susto Gunnar!)”

 

 

 – Bli her! “(Fiquem aqui!)”

 

 

Dei meia volta e andei apressadamente para o lado oposto da casa, podendo ouvir os gritos das filhas do Lord.

Corri o mais rápido que pude, e ao chegar ao início do corredor, avistei um dos guardas no chão em frente ao quarto e o vulto de homens adentrando no cômodo. Mais gritos foram ouvidos, corri enquanto mais um disparo foi efetuado e ao chegar à porta do quarto, dois árabes estavam dentro do cômodo, um guarda morto no chão, Lord Harald de joelhos com uma arma na cabeça e a esposa e filhas acuadas na parede. 

 

Ergui o machado apanhando-o com ambas as mãos, adentrei no cômodo e com força acertei o primeiro árabe que estava de costas pra mim, na altura do pescoço. Enquanto seu corpo caía no chão levando consigo a ferramenta cravada na sua coluna, me adiantei na direção do segundo homem, que apontou a arma rapidamente na minha direção e disparou, acertando-me no ombro.

No entanto, apesar do impacto, meu corpo não cedeu e consegui desviar a direção dos tiros com uma das mãos, apanhando a arma pelo ferrolho e direcionando-a para longe de mim. Com a mão livre agarrei o homem pelo pescoço, levantando-o alguns centímetros do chão, jogando-o de costas no solo. Retirei a arma da sua mão, que rapidamente tentou livrar o seu pescoço e então disparei contra a sua cabeça duas vezes. 

 

Eu estava irritada, irritada por ter quase perdido a primeira batalha na minha vida, por ter perdido alguns dos meus homens, por ter precisado atear fogo nos muros e principalmente, por ter levado um tiro, sem mencionar nos demais ferimentos.

 

Coloquei-me em pé e quando Astrid e as filhas saíram de onde estavam no canto do quarto e se direcionaram até onde Lord Harald estava, apanhei Stephanie pelo braço e puxei na minha direção. Apertando seu braço com força, irritada pelo fato de não ter feito nada do que pedi.

 

 

 – Você é tola ou surda? Porque diabo não fez o que eu te mandei fazer?

 

 

Harald rapidamente se adiantou, colocando-se ao lado da filha que me encarava com os olhos arregalados.

 

 

 – Se acalme Gunnar! 

 

 

 – Não estou falando com você! 

 

 

Meus olhos desviaram dos verdes de Stephanie, para encarar os de seu pai.

 

 

 – Ei?! Eu… eu não estou com a arma!

 

 

A voz de Stephanie saiu num sussurro, atraindo novamente minha atenção. Seus olhos mantinham-se arregalados e fixos nos meus, enquanto sua mão livre, agora repousava sobre a minha.

 

 

 – E onde está?

 

 

Harald rapidamente tomou a palavra e honrou as calças que veste, defendendo a filha.

 

 

 – Eu tirei dela! Não é coisa pra mulher e tive medo que se machucasse!

 

 

 – E a coisa que acabou de salvar esse seu rabo é o quê?

 

 

Harald gaguejou sem saber o que falar, enquanto finalmente afrouxei a mão, liberando o braço de Stephanie que demorou alguns segundos para afastar as mãos.

 

 

 – Coloque uma coisa na sua cabeça Lord! Se eu não tivesse chegado a tempo, você estaria morto e sua mulher e filhas estariam sendo estupradas uma depois da outra. 

 

 

 – Eu… eu tive medo que ela se machucasse.

 

 

 – Ela vai se machucar se não me deixar ensiná-la a se proteger!

 

 

Finalmente abrandei o meu tom de voz, com a certeza de que a lição havia sido dada, aquele homem tinha colhões ele só não sabia ainda.

 

Dirigi-me para a porta e fui seguida pela família, andei até o outro lado do casarão até o quarto de Heimdall, abrindo a porta e fazendo sinal para que o Lord e a família entrassem. 

 

 

 – Fiquem aqui! Heimdall ferido ainda é melhor que dez dos seus guardas! Ele e o Finn vão proteger vocês.

 

 

 – Como está lá fora?

 

 

 – Ruim! Tivemos muitas baixas e muito estrago. A estrutura de vigilância foi comprometida, assim como os muros ao redor do portão da frente. Uma boa quantidade de árabes conseguiu invadir a colônia, neutralizamos quase todos, mas pode haver mais alguns por aí. Então não saiam daqui até que eu mande.

 

 

Antes de sair me voltei a Heimdall e Finn.

 

 

 – Var Torsten her? “(Torsten, esteve aqui?)”

 

 

 – Nei! Vi har ikke sett ham siden i går! “(Não! Não o vemos desde ontem!)”

 

 

Concordei com um gesto e antes de sair, meus olhos se encontraram uma última vez com os de Stephanie, que me encarava de um jeito que não tinha feito até então.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá meninas!

Mais um capítulo pra vocês.

Beijos


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Comentários para 6 - Capitulo 6:
Isis SM
Isis SM

Em: 27/04/2024

Esse Lorde é um bunda frouxa que ódioo


Sem cadastro

Sem cadastro Em: 14/07/2024
Verdade. Só é macho para mulher.


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