Capitulo 2
Gunnar passou o dia todo organizando o seu grupo, eles não estavam ali a passeio, precisavam se organizar e cumprir a sua parte do acordo, pelo menos até Agnar retornar e tomar sua decisão, fosse ela qual fosse todos respeitariam.
– Jeg vil ikke at noen går rundt alene, vi kjenner ikke disse menneskene og vi kan ikke undervurdere dem! “(Não quero ninguém andando sozinho por aí, não conhecemos esse povo e não podemos subestimá-los!)”
Gunnar concluiu a frase encarando o irmão mais novo, ela se preocupava com o garoto, ele ainda era muito inocente, mesmo tendo participado de grandes batalhas ao seu lado, ainda era ingênuo, tinha muito que aprender sobre a vida.
– Del opp i par, ikke bli skilt for noe! Jeg vil ha ti mann per skift som hjelper til med sikkerheten til kolonien og spesielt vår egen sikkerhet. Heimdall, du blir hos Torsten og Ivar. “(Dividam-se em duplas, não se separem por nada! Quero dez homens por turno ajudando na segurança da colônia e principalmente, na nossa própria segurança. Heimdall, você fica com Torsten e Ivar.)”
Torsten e Ivar eram grandes amigos de Gunnar, cresceram juntos, sempre se protegendo mutuamente, eram homens bons aos olhos de Gunnar, eram honrados e de bom coração.
A noite chegou e depois de todos devidamente instalados em pequenas casas de madeira que o líder dos americanos colocou à disposição dos nórdicos, Gunnar recebeu o comunicado através de um empregado de Harald, para se juntar a ele e sua família que o jantar logo seria servido.
Gunnar não queria aceitar o convite, não queria interagir com aquele povo mais do que o necessário, sabia bem que a maioria deles morreria em pouco tempo depois que seu pai retornasse com o restante do seu povo ao Nascer do Sol. No entanto, era inteligente o suficiente para saber que não poderia ser tão indiferente ao ponto de causar estranheza aquele povo. Não queria e não poderia causar discórdia a ponto de quererem cancelar o acordo, aquilo com certeza traria um grande problema para si mesma. Então, depois de se banhar com a água quente que saia de dentro de um objeto pendurado na parede do tal banheiro, vestiu roupas limpas, deixando de lado a maior parte do seu armamento, queria passar uma boa impressão aos americanos. Levou consigo apenas um revólver escondido na cintura, e uma adaga no cano da bota.
Gunnar
Andei pelo caminho indicado pelo empregado do casarão, ouvindo meus próprios passos ecoando pelos corredores, até chegar ao grande salão, onde havia uma mesa imensa, iluminada por fachos de luzes penduradas no teto. Aquilo era estranho, toda a casa possuía aquele tipo de iluminação, assim como o restante da colônia, até as vielas eram iluminadas com aqueles estranhos objetos que com certeza não eram as velas ou tochas que conhecia. Tinha ouvido falar sobre o mundo moderno, minha avó me contava histórias que os seus avôs contavam quando era criança. Falava que o mundo moderno possuía muitas tecnologias, que nem mesmo sabíamos o que era, lembro-me de ter ouvido falar sobre as lâmpadas, acredito que aquelas coisas luminosas eram exatamente isso.
A mesa estava repleta de tigelas com muita comida, assim como garrafas de bebidas. Harald estava na ponta da mesa, com sua esposa ao lado direito e a filha mais jovem, qual deveria se casar com Erling. No lado esquerdo da mesa, a cadeira ao lado de Harald estava vazia e logo depois ocupada pelas filhas mais velhas.
Assim que perceberam minha presença no ambiente, Harald se pôs em pé, sendo imitado pelo restante da família, que mesmo com a aparência completamente afetada pelos últimos acontecimentos, demonstraram respeito.
– Gunnar! Que bom que veio. Estávamos esperando por você! Venha! Junte-se a nós!
Harald fez um gesto para que me aproximasse, indicando a cadeira vazia ao seu lado qual deveria ocupar.
Andei devagar na sua direção, sentindo o peso do olhar das quatro mulheres ali presentes, além dos empregados apostos no canto direito da sala.
– Sente-se aqui! A comida está servida, não podemos deixar esfriar! Eu não sabia do que você gostava, então mandei preparar um pouco de tudo!
Antes de me sentar, obriguei-me a encarar uma das filhas de Harald, a que estava ao meu lado, pois esta me encarava sem qualquer respaldo. Parecia querer avançar no meu pescoço a qualquer momento.
A moça era no mínimo uns dois palmos mais baixa do que eu, cabelos negros ondulados, olhos esverdeados, a pele era branca, porém pouco mais escura do que a minha, tinha um tom de dourado nela. Seus olhos piscaram algumas vezes antes de desviar dos meus, sentando-se antes de mim, sem voltar seu rosto na minha direção novamente.
– Do que você gosta? Temos carne de gado, porco, ovelha, frango… até peixe! Também temos grãos que produzimos aqui mesmo, experimente deste prato aqui, é feijão. Não sei se já provou algum dia, mas este está maravilhoso, temperado com várias especiarias diferentes.
Eu não fazia idéia do que era aquilo, conhecia o milho, conhecia algumas hortaliças que estavam sobre a mesa, conhecia aqueles tipos de carne, mas não conhecia aquele grão preto, envolto por caldo da mesma cor.
O empregado serviu rapidamente um pouco do alimento no meu prato, assim como me ofereceram pedaços de carne quais aceitei, depois mais algumas hortaliças e meu prato estava cheio, procurei a colher, mas só encontrei garfo e faca, faca pequena qual conhecia mas não gostava, não estávamos acostumados a usar aqueles objetos para comer, como o povo antigo fazia. Engoli seco, sem querer parecer um animal, mas era exatamente assim que sentia diante daquelas pessoas, todas com a atenção voltada para mim.
– Vamos, meninas! Não deixem que a comida esfrie. Sirvam-se!
Momentaneamente as mulheres voltaram suas atenções à outra coisa que não fosse eu, deixando-me aliviada, pois assim consegui provar o tal grão, com o utensílio que não tinha prática alguma, mas que não era tão difícil de usar, não aparentemente.
O sabor daquela comida era de longe a coisa mais maravilhosa que havia provado na vida, não tinha explicação do quão bom era. Tudo que provei era bom demais, a carne tinha um sabor mais forte, mais salgado, não era como as carnes de caça que estava acostumada. A bebida servida era extremamente gelada, mas tinha o gosto peculiar de cerveja, porém o sabor era mais leve e muito mais saboroso.
Devorei a comida que me foi servida, e quando terminava de beber mais uma caneca da cerveja gelada, percebi os olhares furtivos das mulheres a mesa, só então percebi que elas usavam perfeitamente os utensílios, cortando as carnes com a pequena faca, sem por a mão nelas como eu havia feito.
– Então? Estive conversando com minha esposa e decidimos convidá-la para passar essa temporada conosco, aqui na casa principal. Até que seu povo retorne e nós consigamos estabelecê-los permanentemente na colônia.
Limpei as mãos no pano que estava ao lado do prato, pensando rapidamente na resposta que daria.
– Acredito não ser possível! Meu pai me designou para cuidar do nosso grupo e liderá-los na tarefa de proteger a colônia. São bons homens, mas precisam que alguém os mantenha a rédea curta. Não vou conseguir fazer isto estando aqui.
– Que pena! Contávamos muito com a possibilidade de nos reunirmos mais vezes durante o dia.
– Teremos tempo pra isso!
Desviei os olhos do velho homem, sem querer prolongar muito a conversa, no entanto, o mesmo parecia muito interessado em mim.
– Conte-nos um pouco sobre sua cultura! Suas origens. Enfim, Conte-nos alguma coisa sobre você, ou sua família!
– Não há nada tão interessante quanto o que vocês têm aqui!
– Sempre tem alguma coisa! Vamos me diga, quantos filhos seu pai Agnar possui?
Apertei o maxilar, engolindo a vontade de mandá-lo a Helheim, depois sorvi mais um gole da bebida que havia sido servida há pouco.
– Agnar possui sete filhos! Quatro deles vocês já conheceram!
– Qual a idade deles? Erling é o mais velho?
– Sim! Erling o primogênito com 40 anos, Enok com 33, Helga 27, Sigrid 23, Heimdall 17 e Freya com 14!
– Tem uma irmã da idade da minha filha Anne?
Consegui sentir o peso daquela pergunta, obviamente o homem não estava feliz por entregar sua filha mais nova a um homem com quase três vezes a sua idade, principalmente sabendo que ele tinha uma irmã mais nova da mesma idade. Sabia o que estava pensando, éramos bárbaros e isso estava bem óbvio. Certamente o Lord desta colônia estava arrependido de ter nos trazido até sua casa.
– Sim!
– Nenhum de vocês ainda é casado?
– Muitos do meu povo não optam pelo casamento. Mas sim, quase todos são comprometidos!
Harald lançou um olhar confuso na direção de sua esposa, antes de prosseguir com seu interrogatório.
– Quase todos são casados menos o mais velho?
– Erling também é casado! Possui três filhas com a primeira esposa.
Todos estavam com a atenção voltada para mim, incrédulos com a notícia, coisa que pro meu povo era normal, mas certamente na sua cultura era diferente da nossa.
– Eu… eu não fazia idéia! Minha filha será segunda esposa?
– Devia ter feito uma proposta melhor!
Sabia a situação que o homem se encontrava, era nítido o desespero mesmo que tenha mantido um sorriso no rosto desde nossa chegada mais cedo. Ele queria proteger o seu povo e escolheu fazer uma aliança com guerreiros, porém não imaginava que escolheriam justa a filha mais nova, tendo duas filhas adultas muito mais atraentes.
– Eu… não entendo o que quer dizer!
Eu não estava ali pra fazer amizade com ninguém, sabia que em pouco tempo pouco importava quem se casaria com quem, meu pai destruiria aquela colônia e boa parte de seus habitantes, porém, ele podia ter adiado o sofrimento de sua família, ao menos, podia ter livrado a criança de um homem bárbaro.
– Devia ter escolhido a filha que queria dar em troca da aliança. Devia ter escolhido o filho solteiro de Agnar. Pra nós não importa quantas mulheres um homem tem, e a idade também é só questão de princípios e nem todos tem.
Harald parecia estarrecido com minhas palavras, ele acabara de perceber que tudo aquilo era culpa mesmo dele, ele simplesmente jogou as cartas sobre a mesa e deixou que Agnar escolhesse.
– Eu… eu não pensei nisso!
– Meu pai teria aceitado qualquer acordo. Meu povo tem sofrido por muitas gerações, o que você tem aqui… pode mudar a vida de todos.
– Deus!
Harald estava completando desolado, bebeu toda cerveja do seu copo tentando estabilizar suas emoções. As filhas do Lord começaram a cochichar entre si, aparentemente todas tinham coisas a dizer, estavam insatisfeitas com o desfecho daquela conversa “amigável”.
– Porém, não há mais nada que possa fazer a sua palavra já foi dada. Se quebrá-la, criará um grande conflito entre nós!
– Mas… mas e se eu disser que não sabia que ele era casado? Não adotamos a poligamia aqui!
– Erling pode ser um homem muito intenso, meu pai já o ofereceu e você já aceitou, ele fez a escolha e cabia a você dizer que ela não estava disponível!
– Mas e se eu não aceitar? E se eu disser que minhas filhas não serão a segunda esposa de ninguém?
– Você vai jogar esse acordo fora! Erling não aceitará!
– Meu acordo foi com o seu pai!
– Erling é o primogênito, o sucessor. O filho mais forte, ele não vai passar por cima disso.
Harald levantou da mesa e começou a andar de um lado para o outro, me fazendo questionar minhas atitudes naquela noite, não estava ali para fazer amizades ou para pôr em risco o acordo, mas pelo contrário, estava ali para garantir que tudo corresse como foi combinado.
– Qual dos seus irmãos é solteiro?
– Heimdall! O mais novo!
– O garoto que ficou com você na colônia?
– Isso!
Harald fechou os olhos se martirizando pelas decisões que havia tomado. Heimdall com certeza era um partido melhor do que Erling, apesar de já ser quase um homem feito, forte e vigoroso, sua jovialidade e sua ingenuidade o tornavam muito mais amigável que qualquer um de nós. Sem mencionar o coração bondoso que o garoto possuía.
– Na sua cultura, não há nada que eu possa fazer pra… mudar isso?
– Você pode simplesmente cancelar o acordo e aceitar as consequências. Você pode alegar a sua cultura e dizer que suas filhas não serão segundas esposas e torcer pra que ele aceite e ofereça Heimdall em troca, o que é bem improvável já que ele é o caçula e bastardo. Ou você pode propor um duelo, o seu guerreiro mais forte contra o nosso guerreiro mais forte, o vencedor daria ao seu Lord o poder de escolha. Mas, você não tem guerreiros.
Levantei da cadeira, já tinha falado demais, não ia prolongar aquele assunto sabendo que qualquer atitude que o Lord tomasse, o levaria à morte.
– Não te encorajo a tomar qualquer atitude! Não pode mudar isso! Não se quer manter a segurança da sua família. E isso não é uma ameaça, só um conselho.
Uma das filhas de Harald, a que estava sentada ao meu lado, também se levantou, aproximando-se rapidamente.
– E se eu me oferecer pra me casar com ele? Se eu me oferecer no lugar da Anne?
Se não estava enganada, aquela era a filha mais velha de Harald, a mesma que estava me encarando quando adentrei no salão.
– A primeira esposa de Erling, tinha 16 anos quando se casou com ele. Eles tiveram três filhas, e depois de um tempo não conseguiram mais engravidar, o que mexe com a honra do meu irmão. Ele escolheu a mais nova, porque assim terá mais chance e mais tempo para ter muitos filhos homens ainda.
– Isso é cruel!
A moça estava enfurecida, as palavras saíram entre dentes, quase cuspindo no meu rosto. Harald e sua mãe se aproximaram para acalmar a filha, que manteve os olhos fixos nos meus.
– Não fui eu que nos colocou nas suas vidas. Nem sabíamos da sua existência.
Nesse momento, antes que qualquer outra palavra fosse dita, um dos empregados do Lord da colônia, invadiu apressado o salão, sendo acompanhado de perto por Heimdall.
– Gunnar?! Det er en stor gruppe som nærmer seg! “(Gunnar?! Tem um grupo grande se aproximando!)”
– Hvor mange menn? “(Quantos homens?)”
– Vi vet ikke sikkert! Men det er mer enn hundre! “(Não sabemos ao certo! Mas é mais de uma centena!)”
– O que está acontecendo?
Harald e o restante da família estavam assustados.
– Estamos sendo atacados! Proteja sua família! Coloque o maior número de portas possíveis entre vocês e eles. Nós cuidamos do resto!
Rapidamente deixei o casarão sendo seguida de perto por Heimdall, nas vielas pouquíssimas pessoas ainda corriam de um lado para o outro, tentando se esconder da ameaça iminente. Nós portões da frente, os poucos guardas que a colônia possuía, estavam aglomerados enquanto os meus homens observavam a movimentação do lado de fora dos muros, do alto das torres de vigilância.
Rapidamente me aproximei de Torsten, que era meu homem de confiança máxima dentro do grupo.
– Hva er situasjonen? “(Qual a situação?)”
– Omtrent 100 menn nærmer seg fra fronten, de ser ikke ut til å være bekymret for å overraske. De har sikkert gjort dette før! “(Cerca de 100 homens se aproximando pela frente, não parecem estar preocupados em surpreender. Provavelmente já fizeram isso antes!)”
– Overlat overraskelsen til dem! Slå av alle de jævla lysene og kom deg på plass! “(Deixe a surpresa pra eles! Apaguem todas essas malditas luzes e se posicionem!)”
Torsten rapidamente correu na direção dos homens gritando as ordens, enquanto os moradores da colônia tratavam de apagar a iluminação, o restante se posicionou em lugares estratégicos sobre as torres de vigilância, empunhando suas armas e bestas.
Heimdall já carregava consigo, todo meu armamento, qual tinha deixado na casa antes de ir para o jantar com o Lord Harald!
Sorri para o meu irmão, apertando seu ombro com força, ele era um bom garoto.
Depois de devidamente equipada, me posicionei no alto da torre de vigilância, com um antigo binóculo em mãos. Pude observar que os homens tinham estancado seus passos depois que as luzes foram apagadas na colônia.
O grupo era formado por homens, a maioria trazia consigo armas de fogo, o que seria péssimo num confronto direto, já que estávamos em desvantagem numérica.
– Forbered beistene! Og ta med ildfuglen til meg! “(Preparem as bestas! E tragam o pássaro de fogo pra mim!)”
Ivar rapidamente se deslocou indo buscar o pássaro de fogo, que nada mais era que um lança míssil recuperado em território Ucraniano.
O restante dos meus homens guardou as armas de fogo, empunhando as bestas, dando ordem aos guardas americanos para fazerem o mesmo e não dispararem armas de fogo.
Ainda observando os homens que se aproximavam, pude perceber que depois de um diálogo rápido entre o que parecia ser os líderes do grupo, os mesmos começaram a marchar novamente na direção dos portões.
– Vent til de er 50 meter unna! Bare skyt på signalet mitt! “(Esperem até que estejam a 50m! Disparem somente ao meu sinal!)”
Ivar novamente surgiu com a grande maleta, Heimdall rapidamente se colocou a ajudá-lo, empunhando a arma enquanto Ivar a carregava.
Alguns tiros foram disparados na direção dos portões da colônia, eram tiros de advertência do grupo que tentava invadir, e aquilo era o que eu precisava para ter certeza que se tratava de um povo hostil.
– Gjør deg klar! “(Preparem-se!)”
Esperei que mais alguns passos fossem dados e quando estavam ao alcance das flechas das bestas, autorizei o ataque silencioso.
– Skyte! “(Atirar!)”
As primeiras fileiras do grupo que se aproximava, caíram mutuamente quando as flechas os atingiram sem que soubessem o que os estava atacando. Assim que perceberam o ataque, o restante do grupo começou a atirar fervorosamente na direção dos muros e portões.
Do lado de dentro, os homens recarregavam as bestas, e esse era o momento de Heimdall agir.
– Nå Heimdall! “(Agora Heimdall!)”
O garoto rapidamente disparou o lança míssil, que atingiu em cheio o meio do grupo, fazendo com que as rajadas de tiros disparadas contra a colônia cessassem.
Em seguida, autorizei um novo disparo de flechas e só depois disso, as armas de fogo entraram em ação, fazendo o grupo invasor bater em retirada. Deixando um rastro de sangue e corpos espalhados entre a fumaça e poeira que tomava conta do ar.
– La dem blø i hjel! I morgen når solen står opp drar vi dit. “(Deixe-os sangrar até a morte! Amanhã quando o sol nascer, iremos até lá.)”
As luzes da colônia foram acesas novamente, me certifiquei que não havia nenhuma baixa entre os nossos e quando estava retornando ao casarão para dar detalhes de tudo e tranquilizar o Lord, Heimdall se aproximou ofegante.
– Gunnar! Jeg tror jeg ble skadet! “(Gunnar! Acho que fui ferido!)”.
Meu irmão estava pálido, com a mão direita sobre o abdômen, tentando estancar o sangue que encharcou suas roupas.
– Heimdall?! Tragam um curandeiro!
O pedido era para os homens da colônia, pois não tínhamos nenhum curandeiro no nosso grupo, os poucos que tínhamos estavam no assentamento junto com o restante do nosso povo.
Rapidamente um dos guardas se aproximou, assim como Ivar e Torsten.
– Vamos levá-lo para o hospital! Temos médicos lá! Vão cuidar dele.
– Ivar, hjelp ham! Torsten?! Bli her og ta vare på alt i mitt fravær! “(Ivar, ajude ele! Torsten?! Fique aqui e tome conta de tudo na minha ausência!)”
Rapidamente levamos Heimdall até a casa onde os curandeiros prestaram socorro a ele, o lugar era chamado de hospital, ou enfermaria, assim como no mundo antigo. Os curandeiros que aqui eram chamados de médicos rasgaram a camisa do meu irmão, rapidamente inserindo objetos metálicos dentro dele.
– O que estão fazendo?
– Precisamos retirar o projétil! Para poder estancar o sangue e estabilizá-lo.
Eu não fazia idéia do que estavam falando, mas apesar do meu temor pela vida de Heimdall, eles pareciam saber exatamente o que estavam fazendo. Só o que me restava agora, era aguardar e pedir aos deuses que não tirassem meu irmão de mim daquela forma, tão repentina.
Fim do capítulo
Mais um capítulo, espero que gostem do desfecho desse início de história.
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Marta Andrade dos Santos
Em: 01/03/2024
Eita e agora Gunnar...
Resposta do autor: Agora ficou difícil né?
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