JORNAL ALVORADA VITORIANA
OUTRA VÍTIMA DA ROTINA
por Ylena Montelo
É de conhecimento público que nosso Estado vem enfrentando uma sucessão de tragédias. Onde as vidas de seus queridos cidadãos têm sido ceifadas de forma tão rude e abrupta.
Nesta semana o cenário tendeu a não ser diferente.
No entanto, assim como qualquer indivíduo comum, aparentemente, o tão temido assassino do tempo – Custodibus, padeceu da mesmice cotidiana.
Ao que tudo indica, o Diabo também é vítima dos efeitos da rotina.
Na noite passada, ao em vez de outra de suas mortes vis e sem sentido, o ilustre serial das horas – em uma ação um tanto quanto desesperada, presumo – atacou, mas não matou – frisa-se, a herdeira do prestigiado Haras Maldonado, a jovem Isabelle Maldonado.
Cabe ressaltar, que o desleixo de ações um tanto quanto repetitivas e pouco originais do infame assassino, serviram de alerta de sua evidente ansiedade em manter-se sob os exigentes holofotes aos quais se submeteu.
Todavia, assim como o peso da morte, a rotina também extirpou sem remorso o protagonismo desse indivíduo malquisto.
O que começou como um cenário tenebroso e bem elaborado, tornou-se sem graça e inócuo.
De forma alguma, leitores, isso é algum tipo de incentivo para que essa onda bárbara se propague. Apenas evidencia-se o quão ocas são as motivações desse algoz, e que o fim dessa novela enfadonha está mais próximo do que imaginávamos.
Toda a equipe jornalística do Alvorada Vitoriana estima seu apoio a família Maldonado.
Ao enfadonho serial killer, lhe cedo a palavra diretamente nestas últimas linhas. Existem poucas maneiras de se destacar, e garanto que a previsibilidade jamais será a mais bem-sucedida delas.
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