Segredos por Elliot Hells
Capitulo 27 Vamos sair: sorrisos involuntários (parte 4)
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Como fora combinado, pela manhã Elizabeth já não estava mais lá, havia ido para a universidade dar aula. Apenas os convidados ficaram naquela casa. O café da manhã foi preparado por Vivienne que ficaria responsável, enquanto Henrique cuidaria do churrasco do almoço na parte da tarde e a noite a responsabilidade da comida seria de Sophie, as demais lidariam com a louça.
Pela manhã Vivienne se deparou com Valquíria e Sophie que já haviam levantado e Sophie decidiu ajudar a mais nova com a alimentação para não deixa-la lotada, enquanto isso Sophie pediu para Valquíria colocar a ração e o comer dos cachorros, Vivienne indicou como Elizabeth preferia fazer e Sophie comentou:
- A Albina gosta de cansar a atividade cerebral dos animais, acho uma forma fascinante de fazer essas criaturinhas pensarem. Ela faz alguns treinamentos com ele. – Sophie preparava umas torradas para o dejejum, enquanto olhava Valquíria colocar a ração da forma que haviam explicado.
- Acho interessante, é um desperdício o nosso departamento não ter investido em cães farejadores, poderia ser muito útil. – comentava a detetive acariciando os dois peludinhos. – falei isso com a Elizabeth
- Tenho certeza que é um assunto que ela gostou de discutir sobre e talvez vocês possam pensar em algo – Vivienne comentou, enquanto preparava um suco e olhava o café ficar pronto.
- Sim, certamente. – dividiu cada comedouro lento para os animais e fitou Vivienne – E agora, precisa de mais alguma coisa?
- Não, não, esse comedouro lento, apenas ajuda na digestão deles para não comerem rápido demais, Elizabeth já deixou o jardim pronto com atividades para eles fazerem e tem uma piscina de bolinhas la no fundo. – Vivienne colocava um copo de suco para Valquíria outro para Sophie e outro para ela mesma.
- Ela adora mesmo os animais. – Valquíria se aproximou da bancada pegando o seu copo e provando.
- Sim, desde que conheço a Albina ela sempre teve algum animalzinho por perto ou cuidando de algum. Na época a alguns anos atrás ela tinha o Joe. Um lindo Border tricolor, foi encontrado na rua. – Sophie tomava aquele suco de morango com hortelã, estava uma delicia. Ela partia algumas fatias de melancia e mamão para quem quisesse.
- Foi, ela amava muito aquele cachorro, foi uma fatalidade. – Vivienne tinha o olhar perdido, sendo percebido e analisado pela detetive.
- Bom dia, flores do dia! – chegava Kitty animada já pronta para tomar um banho de piscina. – Alguém aí vai para a piscina?
- Você não vai agora, tem que se alimentar! – Vivienne chegava para a irmã com um copo de suco feito por ela. A mais velha revirava os olhos e sentava para poder tomar o suco.
- Gente, vocês acordaram cedo demais, aqui ninguém sabe acordar tarde quando estamos aproveitando? – Henrique apareceu por último, afastando uma cadeira para sentar.
Conversaram e decidiram aproveitar o resto da manhã, Vivienne enviou uma foto de todos se divertindo com Archie na piscina para Bess, que já estava próximo ao horário de almoço e possivelmente o intervalo da turma. Ela respondeu no telegram com “Parece que todos estão aproveitando! E você, não está? Não vejo você na piscina com eles.” Quando Vivienne leu essa mensagem, decidiu mandar uma foto sua com a Blues, estavam fazendo o treinamento que ela havia ensinado. Respondeu a mensagem com “Estamos treinando, mas quando alguém puder ficar tomando conta dela, para não cair e ocorrer alguma coisa, irei.”
Elizabeth adorou receber a primeira foto de Vivienne com a Blues, de fato estavam lindas, ela sorriu ao ver tudo aquilo, desejaria voltar para estar com todos, principalmente para o lado de Vivienne. Contudo, ela não poderia ir, sua irmã que estaria lá, após finalizar essa aula, pois ela deveria entregar o carro para ela.
Mais uma mensagem parecia está chegando de Elizabeth para Vivienne, “Está gostando de treinar a Blues, gosto de ver assim. Mas não se preocupe muito com isso, leve tudo como uma brincadeira, é importante também para você aproveitar, existe muita coisa para se fazer aí, a praia é perto. Já andou de caiaque? Aposto que adoraria” Vivienne lia aquelas palavras e depois fez um vídeo de Blues andando e pulando para a piscina de bolinhas, estava toda animada, ela então respondeu a mais velha com outra mensagem “Não se preocupe, iremos nos divertir, por hora, quero criar um bom laço com a pequena Blues. Fiquei durante muito tempo no mar, porém não tive o prazer de fazer tal aventura com o caiaque. Quem sabe depois. Você já se alimentou, não está ocupada aí?”, Vivienne via que ela estava online e parecia falar só com ela, pois rapidamente a outra aparecia com a característica de digitando. Não demorou muito para receber uma foto do que estava comendo.
“Estou em um restaurante perto da universidade, temos alguns minutos para fazer a refeição e voltaremos a aula. Combinei com a turma de almoçarmos por 30 minutos, ao invés de gastarmos 1 hora. Assim, posso liberar 30 minutos antes e não ficará tão tarde para a Izzy pegar a estrada. Não sabia que passou um tempo no mar, acho que deveria aproveitar isso, é divertido quando se faz com amigos. Eu terei que ir agora, podemos nos falar depois. Não esqueça de se divertir, Enne! Beijos para todos!” Foi o que a loira mandou e ela achou interessante como parecia ser cuidadosa e não ligava de conversar com ela.
Vivienne também tinha o contato de Izzy, mas falavam coisas pontuais sobre as agendas, reuniões. Hoje talvez fosse um dia que falassem mais, pois ocorreria a troca. Após algum tempo, Kitty iria pedir um Ifood para todos ali, só que seu cadastro e seu cartão estavam atrasados e precisava fazer um novo, assim pediu os dados da irmã. Seu CPF e o nome completo.
- Você quer ganhar aqueles cupons com entrega grátis fazendo uma nova conta no meu nome? – Vivienne revirava os olhos
- Vamos lá, Enne, não seja tão ranzinza. Eu vou pagar, só quero alguns descontos! – insistia a irmã com o celular na mão. Vivienne pegou sua carteira ainda contendo o nome de casada e deu para a irmã, assim ela teria todos os dados que precisaria.
- Vou retirar o frango para o H² fazer o churrasco, está no turno dele. – Vivienne se dirigiu para a cozinha dali e encontrou com Carole que preparava uns aperitivos diferentes para os convidados provarem ao estilo vegetariano a base de frutas, queijo tofu e soja.
- Oi Vih! Precisa de alguma coisa? – inquiriu Carole, enquanto lavava as frutas para começar a cortá-las.
- Oi Carol, nada, ia somente tirar o frango para descongelar para o churrasco para o Henrique preparar. – explicava, retirando as partes mais macias do frango para descongelar na bancada de mármore.
- Ótimo, estou fazendo algo diferentes para vocês degustarem também. Mas como foi sua noite, soube que dormiu com a Liz na barraca. Vocês são próximas?
- Bom, de certa forma sim, estou passando uma temporada na casa do Henrique que é vizinho dela e acabei sendo contratada no estúdio como o cargo de secretária pessoal dela. Isso acabou fornecendo uma aproximação entre nós. – explicava, enquanto ajudava a outra com os cortes das frutas.
Carole ouvia com atenção a fala da ruiva, mas sem desviar os olhos do que estava fazendo, odiava se cortar por bobagem.
- Em todos esses anos que moramos aqui na casa da Lizz, ela nunca trouxe ninguém ou amigos, sempre aparecia sozinha. Embora, soubéssemos dos inúmeros casos amoroses de uma noite – continuava a psicóloga e psicanalista – é bom vê-la conectada com outras pessoas e tendo laços sólidos.
Vivienne conseguia entender a razão das Heinz serem assim, o segredo que carregavam, mas quis saber a análise que Carole estava fazendo.
- O que quer dizer? – fitou a morena que parou o que estava fazendo para retribuir o olhar.
- A primeira vista o espectador poderia encaixar Elizabeth como uma narcisista apaixonada sem escrúpulos. Ela conduzirá você a acreditar que o que vale é aquele momento de prazer e que é uma pessoa que não considera os sentimentos dos outros, faltando-lhe empátia. Estando interessada no triunfo sobre a mulher que subjugam. Um tipo de histeria para o sentido clínico do que estamos falando. – continuava Carole.
- Pode explicar mais? – Vivienne quis saber mais.
- Sim, esse sentimento de busca pelo prazer, alguns filósofos falam sobre o hedonismo, no qual o prazer é o ator principal – Carole abria a massa que havia feito anteriormente com farinha de mandioca, ovos e aveia. Cortava o tofu e desligava do forno a proteína de soja. – Temos alguns exemplos na literatura, Don Juan, Casanova, o excêntrico Marques de Sade. Porém, cedo ou tarde, esse impulso de sedução compulsiva termina mal, com o acúmulo de frustração, vazio interior e talvez uma insignificância da vida, o que conduziria ao desespero.
Vivienne deu o goto em seco. Era a única que sabia que Elizabeth eram duas pessoas, logo a que estava aqui era Bess e a de quem estamos falando é de Izzy e ela queria entender mais sobre a gêmea devassa.
- Você disse que ela levava a acreditar nisso, correto? Por que? – Vivienne a olhava trabalhar na comida.
- Escute, Vivienne, eu não analiso meus amigos, apenas descrevi o que a primeira vista alguém de fora e que não convive com a Elizabeth pode pensar dela e seus inúmeros casos. – continuava a dizer fitando Vivienne. – Até mesmo as mulheres com quem ela dorme devem pensar que Elizabeth é o Casanova desse tempo, diversão, mulheres, sex* sem compromisso, prazer em tudo e uma pessoa que não liga para os sentimentos alheios.
Vivienne recordou de si nesse momento. Era isso que achava de Elizabeth ou melhor de Izzy, uma súcubo.
- Mas, toda história tem dois lados e Elizabeth não é só isso que ela mostra. É alguém extremamente cuidadosa, diferente do que as pessoas que a conhecem uma vez ou por uma noite. Assim, existem recalques e resistências, segundo a psicanalise, que só com o tempo e ela se permitindo se abrir que ela entenderá. Porém, é bom ver que ela está permitindo a entrada de amigos na sua esfera intima, além de nós. – estava feliz pela amiga.
Enquanto isso, Kitty, estava fazendo o cadastro com os documentos de Vivienne, assim a irmã poderia fazer o pedido de comidas e bebidas. Com menos de 30 minutos os entregadores chegaram e Kitty foi abrir a porta, deixando a carteira em cima de uma mesinha na área da piscina. Valquíria que estava ali perto, acabou olhando o nome da jovem Vivienne Lamartine Hoffman, sua sobrancelha arqueou, conseguiu decorar o CPF e pegou para devolver a Vivienne.
- Olha, estava na mesinha da piscina. É bom guardar, esses documentos dão trabalho para serem retirados novamente – falava a detetive.
- Você tem razão, mas precisarei fazer um outro em breve. – Vivienne pegava aquele documento e a detetive indagou por qual razão. – Pretendo me separar.
- Hum... Seu nome de casada é Hoffman, é casada com um dos filhos do falecido Hoffman? – a detetive sentou em um dos bancos próximo a ilha que Vivienne estava separando as carnes, Carole havia feito os bolinhos vegetarianos e colocava no forno. Esta já havia saído para se lavar, pois tinha se sujado um pouco, foi tomar uma ducha no andar de cima, deixando somente a detetive e Vivienne ali.
- Sim.. com Alexander Hoffman. – Vivienne odiava até pronunciar o nome dele.
- Parece ter tido problemas... – a detetive a sondava.
- Acho que nada que já não imagine... – Vivienne pausou – todo casamento sempre começa as mil maravilhas e com o tempo as mascaras caem e os segredos são revelados. – Vivienne, terminou de separar cada parte para entregar a Henrique.
- Que tipo de segredos? – Valquíriaa olhou intrigada.
Henrique chegou, juntamente com Kitty.
- Vih, cadê essa carne, menina? A churrasqueira já está pronta e o fogo também. – O moreno olhava procurando o que desejava.
- Aqui, comprei acompanhamentos e algumas bebidas! – Kitty colocou as sobremesas na geladeira e os frios iria partir para colocar em cada recipiente. A bebida também levou para a geladeira as frias e as outras deixou fora.
- Podemos continuar a conversa depois, Val? – Pediu Vivienne devido a toda a turbulência que estavam.
- Que conversa? – Kitty chegou por último com a pequena Blues no colo adormecida de tanto brincar na piscina de bolinhas.
- Vivienne contava algumas razões do seu divórcio com um dos Hoffman. – Valquíria fora objetiva.
- Shi Val, essa história até eu estou querendo saber e ela não libera! – revirou os olhos. – Acredito que depois de algumas bebidas, essa menina libere a razão.
Valquíria encarava para Vivienne que parecia está sem graça, certamente não havia contado para ninguém ainda o motivo de sua separação. Embora, de todas as pessoas, Valquíria começasse a juntar as peças.
Blues foi colocada na cama para descansar um pouco, enquanto Archie continuava elétrico. As mulheres foram se bronzear, Henrique fazia o churrasco e Kitty preparava novas bebidas com ingredientes que havia solicitado e os que tinham na casa. Rapidamente chegou as 17 horas e nada de Elizabeth voltar. Izzy mandou uma mensagem para a Vivienne informando que agora que iria sair de casa, perguntou se todos precisavam de alguma coisa, comida ou algo do tipo. Vivienne negou, apenas disse para ela ficar alerta na estrada.
Demorou algumas horas para Elizabeth chegar, precisamente as 20 horas quando a garagem foi aberta, a casa toda era aos risos e Archie que havia latido no início reconheceu a outra e ela falou diretamente com ele.
- Calma garotão, veja só, sou eu. A sua segunda loira preferida – disse, fazendo graça com a preferencia do cão para a sua irmã, ela se abaixou e demorou um tempo passando uma das mãos nele, depois se dirigiu para a cozinha. Dali era possível ver boa parte da piscina, onde todos estavam reunidos. Archie, não seguiu a mulher até aquele cômodo e resolveu deitar. Vivienne que estava se aproximando percebeu que o cachorro não ficou como uma sombra, como costumava ficar em Bess.
“Realmente, o Archie sabe quando é a Bess e quando é a Izzy” – pensou.
Izzy, abria a geladeira e retirava uma Heineken, abriu a garrafa de 360 ml e começava a tomar, havia colocado três pizzas na bancada quando viu a ruiva sentada.
- Você já vai beber? Você se alimentou? – indagava a ruiva que só via Bess beber de quando em quando, ao menos quando era solicitada para fazer o acompanhamento, enquanto Izzy, já estava com uma cerveja na mão, sem ter comido nada.
Ela pediu para a outra esperar enquanto tomava aquela garrava de Heineken de uma vez, apreciando o quanto estava gelada. Ao finalizar, colocou na pia de mármore, lavou as mãos, e retirou um pedaço de pizza de champingnon, deu uma mordida, engoliu e respondeu a outra.
- Sim, estou me alimentando! – brincou e esboçou um sorriso. Vivienne revirou os olhos. – Você se divertiu? Soube que foi intimada a fazer isso.
Lembrou que tudo o que conversava com a Bess, a outra mais tarde iria saber. Apenas fez que sim com a cabeça e saiu da bancada dizendo que iria fazer algo de verdade para ela comer.
- Mas pizza é algo de verdade. – protestava a outra.
- Você se alimenta sempre ruim assim? – Vivienne a olhava pegar outra cerveja na geladeira, e rapidamente retirou da sua mão. – Nada de cerveja, enquanto não comer bem. Se alimente, coma direito e aí você bebe, ok?
- Você ouviu a madame – aproximava Kitty – cancerianos sabem como ser mães. Exercem isso naturalmente que não percebem. Então, se você quer não receber mais reclamações, sugiro que comece a comer – Kitty se aproximava, indo pegar uma bebida até ser repreendida também pela mais nova.
- E você também já se alimentou para beber? Talvez cancerianos pareçam mães, por haver pessoas tão irresponsáveis quanto vocês duas no que diz respeito beber sem comer. – Vivienne estava de braços cruzados.
- Não falei? - Kitty olhava em direção a Elizabeth que sorriu. - Hum.. isso é pizza? – dizia a outra ruiva olhando todas as embalagens.
- Servida? – Elizabeth dizia ao comer outro pedaço.
Vivienne revirava os olhos. O aparelho telefônico de Vivienne que havia sido mudado pelas irmãs gêmeas acaba de vibrar, ela foi ver quem era e a mensagem no seu telegram dizia: “Estão todos bem aí? Izzy chegou? Ela ainda não me avisou, na certa deve está bebendo nesse exato momento.” Vivienne abriu um sorriso discreto que foi rapidamente percebido por Izzy que encarou por algum tempo e depois voltou a comer, mas ainda olhando de soslaio como a outra respondia.
Vivienne então falou “Sim, ela acabou de chegar e você acertou completamente. Estava bebendo cerveja, mas estava tentando fazê-la comer primeiro.” Ela enviou a mensagem e Kitty levava as pizzas para os outros membros da casa.
Vivienne estava ajeitando outros aperitivos para acompanhar, preparava uma tábua de frios, pedaços de queijos, azeitonas, palmito, fatias de pão italiano, salame e outros; havia ainda nachos com molhos e guacamole para quem quisesse ainda. Naquele momento só estava Izzy e ela, quando a outra falou bem baixinho em seu ouvido.
- Você gosta de falar com a minha irmã, não é? – se afastou, enquanto terminava o pedaço de pizza que estava comendo, pegando enfim o seu terceiro pedaço.
- O que quer dizer com isso? – Vivienne se virou e a fitou intrigada, não conseguiu entender a pergunta.
- Nunca vi você sorrir daquela forma quando fala comigo ou com outra pessoa, inclusive qualquer outra pessoa que está aqui nessa casa ou seus familiares. Mas você recebeu uma mensagem dela agora pouco, não foi? – Izzy se aproximou para poder ver o celular de Vivienne e a tela de conversa – e você sorriu. Você sorri diferente para ela.
Vivienne ficou constrangida, ela não sabia que sorria quando recebia uma mensagem de Bess, muito menos que sorria diferente, era algo totalmente involuntário e na certa não perceptível ou consciente para si.
- Seu silêncio mostra que você não sabia disso. – Izzy não quis se exibir ou provocar a outra. Pelo contrário, ela não brincaria em algo envolvendo a irmã. Ela tomou uma postura séria diferente da que normalmente agia com Vivienne, o que fez a ruiva lembrar da Bess e perceber que de fato em alguns momentos elas podiam mesmo serem confundidas – Você de fato não deve ter consciência de como haje perto dela, mas aconselho tanto para você, quanto para nós, pensar um pouco. - O tom relembrava a Bess, certamente, Izzy falava sério e estava aconselhando a ruiva.
- O que quer dizer? – Vivienne queria de fato entender. O que Elizabeth estava insinuando para ela?
- Eu não posso analisar você e entregar para você, não porque eu não queira, mas porque isso seria uma quebra do seu próprio entendimento. – Izzy se aproximou e colocou amigavelmente a mão no ombro da outra. – Eu não posso dizer o que estou entendendo disso tudo, você precisa percorrer essa estrada sozinha.
O silêncio dela fez com que Elizabeth pegasse algumas bebidas e fosse se juntar aos outros, falando um agitado “Olha quem voltou!” e se podia ouvir um alto e harmonico "Aeeeee" de todos ali.
Vivienne estava reflexiva sobre aquelas informações e o aparelho vibrou em seu bolso, sim, saber que a mensagem provavelmente era da Bess, a fazia abrir um sorriso involuntário. Bateu na testa como um gesto de censura e demorou um pouco para verificar aquela mensagem, levando a tábua de frios que havia feito.
Fim do capítulo
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