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Segredos por Elliot Hells

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Palavras: 3510
Acessos: 361   |  Postado em: 19/11/2023

Capitulo 26 Vamos sair: Casa de praia Heinz (parte 3)

Elizabeth tinha colocado um som ambiente para todos da casa, separado uma bela playlist com alguns sons variados, iniciando com a música: “all about that bass”;[2] “feeling good”[3]; “The girl from Ipanema”[4]; “At last”[5] “Come away with me”[6] “Como la cigarra”[7]

A jovem anfitriã da casa estava fazendo um churrasco de frango, carne e queijo para os convidados, enquanto o pessoal estava na piscina. Kitty, aproveitando seus dotes de saber fazer drinques estava na cozinha do deck da parte externa, perto de Elizabeth. Archie que era o mais velho pulava na piscina com Henrique, Sophie, Carole, Ruby e Vivienne. A detetive Valquíria aproveitava para pegar um bronze nas cadeiras, por ouvir que todos a chamavam de rainha de gelo, apostava em pegar uma cor e mudar esse apelido.

- Lizzy, quando é que você vai parar de escutar essas coisas e por uma música mais agitada, amiga?! – criticava Henrique por ter um gosto distinto musical da outra.

- O que você quer dizer com isso, Henrique? Seu ouvido não aprecia boa música? – alfinetava a mais velha, enquanto virava as carnes.

- Lógico que aprecio meu bem, só não essas músicas agora em um momento animado na piscina! Eu vou mostrar o que é bom! – Henrique saiu da piscina, se secou, e transferiu o bluetooth do seu celular e colocou as primeiras músicas da sua playlist, começando com: “mañana”[8],depois “Más, Más, Más”[9] e “Despacito”[10].

Carole e Ruby que já estavam do lado de fora na borda da piscina, começaram a dançar com os corpos colados. Henrique pegou Vivienne para dançar despacito, colocando o corpo da ruiva perto do seu, lembravam do tempo de quando eram jovens e os dois faziam algumas performances, o moreno adorava dançar músicas latinas, dizia que era o melhor estilo para se dançar e o mais “caliente” . Vivienne tentou recusar, mas o jovem insistiu, pois já tinha bebido algumas e estava animado.

O moreno rebolou e Kitty começou a rir da versão alcoolizada de Henrique. Tanto Vivienne e Henrique sabiam que esse estilo de música requer uma aproximação do corpo e diversas passadas de mãos. Mesmo que o amigo apenas fizesse sem nenhuma intenção maliciosa, ela acabava fitando aqui e ali Elizabeth na sua churrasqueira que a olhava de volta engolindo em seco. Porém, tentava e lutava avidamente para disfarçar e encerraram aquelas danças com “que se siente”[11]

Ao final da música os dançarinos receberam aplausos e alguns assovios de Kitty.

- Excelente!! LINDOS! H² agora para de se esfregar na minha irmã e deixa eu ver alguma música para mim! – Kitty colocou “Closer” [12] ela puxou a irmã para irem dançar com Henrique. Os três mais o casal de amigas Ruby e Carole eram os mais animados para dançarem. Isso fazia com que Archie e Blues ficassem pulando com suas patas traseiras e rodando. Kitty começou a cantar com seu jeito desafinado –

 

 The doors are open, The wind is really blowing The night sky is changing overhead It's not just all physical I'm the type who won't get oh so critical So let's make things physical I won't treat you like you're oh so typical I won't treat you like you're oh so typical

           

Os risos das outras mulheres eram notórios pelos mais animados. Depois a música da lista de Kitty mudou para “I kissed a girl”[13] o que fez Henrique comentar em tom de sarro que todos já sabiam do que ela gostava, estava bem explícito. As mais velhas olhavam para aquela cena dos três discutindo. Enquanto Elizabeth voltava para preencher os copos das duas mulheres. Ruby ajudou Elizabeth com outros cortes de carnes, embora ela e Carole estivessem adentrado em uma nova vibe de comida vegetariana não obrigavam que os outros assim o fizessem. Para esse desmame consumiam apenas derivados do leite.

 Kitty chamou a irmã para por alguma coisa que ela gostasse e a primeira música a ser selecionada foi “Man Down”[14]

Era uma letra que fez a detetive tirar os óculos de sol para prestar atenção na reação de Vivienne, depois a música mudou para uma versão de “Shallow”[15] e finalizou com “Hopeless Wanderer”[16]. O pessoal passou a playlist para Sophie, pois agora todos queriam entender um pouco dos gostos musicais de cada um. Sophie pegou aquele aparelho e colocou “Queen of the night” [17], após a música, tocou “L’amour est um oiseau rebelle”[18]

- Sophie é clássica demais, não esperava menos da mulher que mexe com a morte – brincava Henrique. – Vamos ouvir a detetive.

- Eu passo. – Valquíria falou de forma séria e rápida.

Até ser cutucada por Sophie que falou para ela tentar se enturmar um pouco e descontrair, além de que a outra estava curiosa com o que ouvia de vez em quando.

- Não escuto tantas músicas... – alertou a detetive indo ver o que colocaria e procurando alguma na sua lista de app musical.

- Desde que não seja tão fúnebre como a de Sophie, está tudo ótimo para mim – Sophie deu um tapa no ombro do amigo que adorava implicar com as amigas.

- Você não tem um bom ouvido para a opera, Henrique. – retrucou Sophie.

Enquanto eles discutiam sobre música, Valquíria colocava “The phantom of the opera”[19] com uma versão de metal sinfônico para contrastar com o clássico de Sophie.

- WOW – gritou Henrique chacoalhando a cabeça com o metal que acabara de ouvir – ela é com toda certeza um oposto mais animado de você Sophie! YEAH! – vibrou Henrique pela escolha da detetive que mostrava o quanto Sophie e ela podiam se complementar e as formas distintas de vibrações do clássico ao metal, afinal havia a versão em opera dessas músicas, apenas a detetive ouvia em sua forma metal sinfônico. E por último ouviram um “Vilja lied”[20]

- Essa mulher é completa, se você não casar eu a pedirei em casamento – brincava Henrique com Sophie que ficou rubra como uma pimenta.

Valquíria não disfarçou o sorriso branco e perfeito, arqueando sua famosa sobrancelha. O que deixou Sophie ainda mais vermelha como os cabelos de Vivienne e Kitty.

- Agora faltam vocês duas aí – o moreno apontou para Carole e Ruby. – Pensam que vão ficar de fora?

- Por vivermos juntas tem alguns anos, acabou que mesclamos nossos estilos e gostos. – iniciou Carole. – Essa música foi quando conheci a Ruby... “The loneliest Girl”[21]

Depois foi a vez de Ruby colocar da mesma banda After the fire.

 

A tarde passou calma com mais algumas brincadeiras e piadas, outras bebidas, lançamento de frisbee, brincadeira com o slalom para os cachorros da casa bem como Archie e Blues. Para esse momento, Elizabeth dedicou um caça ao tesouro para a Blues treinar o seu faro, enquanto para o Archie devido a brincadeira pesada que acabara tendo com os outros, estava responsável por um tapete congelado de lamber. Border Collies e Goldens demandam perda de energias distintas e o estimulo naquela idade da pequena Blues era o essencial.

Já tinha um tempo que Bess treinava o “procura” com a Blues. A ideia era ela encontrar os petiscos escondidos por todo aquele jardim. Rapidamente a atenção da detetive foi capturada pela pequena border que farejava e buscava cada petisco, enquanto a outra monitorava seu tempo. Valquíria se aproximou de Bess, ficando ao seu lado e achando aquilo muito interessante.

- Cachorros possuem um faro impressionante, não acha? – comentou a detetive.

- Um fato curioso sobre os cães é quanto a sua capacidade olfativa, por exemplo, eles poderiam encontrar uma gota de sangue em meio a vinte piscinas olímpicas, por exemplo. – comentava Bess, enquanto seguia Blues, vendo-a encontrar cada petisco escondido atrás de vasos de plantas, enterrado numa parte do gramado, subindo e descendo umas escadas.

- É impressionante. O que mais há de curiosidades? – indagou a detetive.

- Bom, segundo algumas informações, os cachorros conseguem saber que estamos chegando em casa, pois o nosso nível de odor ele vai diminuindo e quando esse nível chega a um menor grau, eles associam que passamos muito tempo fora, ao horário que estamos chegando em casa. De forma mais clara, supondo que há uma barra com 100% do nosso cheiro que o cão sente. Devido a nossa rotina gastamos, hipoteticamente, 50% e também hipoteticamente quando atinge essa porcentagem sejam sempre as 18h. Logo, o cachorro irá relacionar que quando 50% do seu cheiro some na casa, é a hora de você chegar. – explicava Bess fascinada com o mundo animal.

- É mesmo um tanto lógico e prático! Eles estão certos em pensarem assim. – Valquíria a acompanhava um tanto reflexiva - Sabe, ando pensando em um projeto que envolva cães farejadores como uma equipe K-9. – comentava a detetive com os braços cruzados em uma postura sóbria - Deve ter ouvido nos noticiários sobre a Russia e a Ucrânia. Os ucranianos usaram um cão farejador batizado de Patron do esquadrão anti-bombas em Chernihiv no norte da Ucrânia. O cachorrinho ajudou a identificar mais de noventa bombas durante a essa tensão e louca guerra que está ocorrendo. Atualmente na nossa cidade não temos um esquadrão desses ou mesmo um grupo com cães de resgate e ando lendo sobre isso. Na identificação de pessoas, de armamento. Acha que pode me ajudar com algo? – as mulheres pararam de andar e se encararam. Elizabeth colocou a mão no queixo e fitava a Blues.

- Bom, pelo que andei sabendo um pouco do assunto, o programa “K-9 de busca e resgate com Cães” começou com o corpo de bombeiros unidos na cidade de São Paulo. É um treinamento árduo e meticuloso, é uma operação para pronta resposta de vítimas em situações de colapso, presa ou mesmo encarceradas. Será necessário um instrutor com conhecimento em situações desse tipo e que possam saber os níveis de treinamento. Principalmente a dessensibilização em diversos níveis de ambientes, situação de perigo – Bess percebeu que Blues tinha encontrado todos os petiscos e agora estava sentada na frente delas.

- A cadelinha de vocês é bem esperta, eu darei alguns telefonemas, você não estaria interessada em inscrevê-la nesse projeto? Apenas como um momento experimental. Para ver como podemos nos sair, o que acha? – Valquíria fez carinho na Blues que lambeu a mão da outra em resposta.

- Como a Blues é minha e da Vivienne, acredito que devo conversar com ela antes sobre isso, estaria de acordo? – a advogada a olhou.

- Sim, de acordo! É o tempo que organizo as coisas então, entrarei em contato com vocês para saber a resposta, tudo bem?

- Perfeito! – a loira disse por fim.

 

O jantar ficou de Henrique pedir três pizzas grandes com sabores variados e vinhos. Todos ficaram juntos até que Elizabeth teve que se ausentar, pois ela trabalharia ainda em alguns últimos slides para ser apresentado para a turma de pós-graduação em direito.

Batidas foram ouvidas e Vivienne trazia um chá de camomila para ela conseguir ter uma boa noite de sono e melhorar a quantidade de bebida. Elizabeth estava tão focada no seu computador escrevendo os últimos detalhes que não viu Vivienne entrar.

- Eu trouxe um chá para você – dizia a ruiva

- Ah, Enne, eu não escutei que entrou – a mais velha retirou os óculos arredondados de leitura que só utilizava nessas ocasiões e a fitou com um sorriso de lado. – Obrigada, não precisava se incomodar.

- Mas não foi incomodo.  – dizia ao dar a xícara para ela. – O que irá apresentar amanhã?

- Isso? – apontou para a tela do computador – irei apresentar um pouco de seguridade social para a turma de pós em direito trabalhista que fará link com a disciplina de seguridade social. Infelizmente ou felizmente, a universidade ainda não encontrou nenhum substituto para essa disciplina e como há alguns anos atrás estive participando ativamente do quadro de cargos comissionados na Justiça Federal do nosso Estado, eles me acharam qualificada para expor um pouco sobre. Afinal, poucas pessoas gostam de se envolver com seguridade social por acharem demasiadamente complicada, mas no final tudo termina em aposentadoria, auxílio doença e etc – Vivienne prestava atenção no que a outra estava explicando – Então, é interessante para um advogado da seara trabalhista entender como funciona esses dois direitos tão próximos, assim está incluso na grade do pós-graduando esse requisito. Principalmente quando um trabalhador ele se machuca por alguma doença do trabalho ou até incapacitante, será pleiteado junto ao Tribunal de Justiça ou um auxílio doença ou casos de aposentadoria por incapacidade.

- Entendo, e o que irá falar sobre essa disciplina? – Vivienne se sentou no sofá que provavelmente seria a cama da mais velha naquela noite, supôs. Elizabeth saiu de sua cadeira e foi sentar perto dela.

- Eu tenho uma tendência a gostar de conectar os assuntos como uma verdadeira teoria das cordas. Muitas vezes não há direito sem contexto histórico, pois o direito começa a se impregnar e ter sua ascensão com a própria história. Então, é justo retomarmos um pouco de história.

“Durante o final do reinado da Rainha Elizabeth, por volta de 1601, a Inglaterra criou a “lei dos pobres” era um fundo com contribuição da sociedade, conduzido pela Igreja para ajudar aqueles que não tinham trabalho ou mesmo condição para sustentar seus filhos e familiares. Essa ajuda estava atrelada ao ideal de caridade religiosa. Então, o desenvolvimento da segurança social implementada a partir do Estado está atrelada ao próprio desenvolvimento dos modos de organização do Estado e do Direito Constitucional. Há autores que atribuem a Lex cássia terentia, por iniciativa de Caio Graco, 70 AC. A primeira norma de Seguridade social.”

“Relação entre desenvolvimento da segurança social com os modos de organização estatal/Direito constitucional: O Estado liberal tinha por característica ser um Estado mínimo – liberdade individuais, o Estado deve se abster de interferir na sociedade. O sucesso profissional e o bem-estar familiar não eram objetivo do Estado, dependendo do mérito individual, ocorrendo a desigualdade das condições entre os cidadãos.”

“O modelo do Estado Liberal foi substituído para o Estado do Bem-estar Social com objetivos de atender outras demandas da sociedade, além das necessidades elementares, especial no campo social, exemplo de previdência social, saúde, atendimento a pessoa carente. É possível afirmar que, até os primeiros anos do século XX, os Estados liberais, tendo o Reino Unido e os Estados Unidos como principais representantes, prevaleceram no mundo ocidental. No entanto, a Primeira Guerra Mundial (1914-1919) e a crise econômica de 1929 abalaram as estruturas político-econômicas vigentes até então. Assim, surgiu uma brecha para a ascensão de propostas alternativas.”

“Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o Estado norte-americano passou a aderir com mais intensidade aos ideais intervencionistas, adotando a doutrina keynesiana. Um modelo análogo foi idealizado pelo economista sueco Gunnar Myrdal e posto em prática por países europeus. Deu-se a esse modelo o nome de welfare state (em português, Estado de Bem-estar Social). Trata-se de um governo protagonista na manutenção e promoção do bem-estar político e social do país e de seus cidadãos.”

“Enquanto isso, no território brasileiro, a primeira Constituição a conter o termo “aposentadoria” foi a de 1891 que concedeu a inativamente somente para funcionários públicos no quesito de invalidez. Assim, devemos ter em mente uma coisa que a seguridade social ela lida com três pilares, sendo a assistência social; a saúde e a previdência social.”

Elizabeth acabou de explicar um pouco de forma breve o teor histórico da seguridade social e que focaria em um dos três pilares da seguridade social, no caso, a previdência social.

Vivienne estava encantada por escutar a outra explicando algumas questões da sua aula. Vasculhou os olhos mais uma vez por aquele cômodo e percebeu que logo mais ela iria ajeitar as coisas para ficar lá fora.

Batidas foram ouvidas, era Ruby.

- Lilibeth, não acredito que trouxe sua amiga para casa de praia para fazê-la ouvir seus monólogos de aula. – rolou os olhos e depois fitou Vivienne. – Ela fazia isso nos primeiros dias que começou a dar aulas. Você vê essa pose toda de confiante, mas sempre repassa um texto várias vezes para que não saía nada errado. E adivinha quem precisa ouvir tudo? A gente. – riu – fica tranquila que está excelente essa apresentação.

- Eu não estava obrigando-a ouvir, apenas respondi uma questão feita – tentou disfarçar.

- Eu sei bem como é o seu disfarce Heinz! Vamos, todos estão esperando e com toda certeza as crianças da pós-graduação irão ficar bem. E tenho pos visto que você deve ter feito uns 110 slides.

Elizabeth ficou calada.

- Eu sabia. – Ruby puxou as duas para fora do escritório. – Deixamos fora o material com as barracas caso você use.

Isso fez Elizabeth sorrir e inquirir para Vivienne:

- Você já acampou, Enne? – questionou a outra com certa curiosidade.

- Você parece uma caixa de aventuras, senhorita Heinz. – brincou a outra. – Mas não, nunca acampei na vida.

- Eu gosto de me conectar com a natureza. – dizia a Heinz.

- Então parece que você terá a chance de ser convidada para acampar Vivienne, Deus tenha piedade da sua alma. – Ruby sorriu e deixou as duas ali.

- Não ligue para ela, Ruby adora tirar sarro comigo. Isso porque a Izzy adora fazer isso.

- Ela sabe da existência de Izzy? – inquiriu em tom baixo e curiosa.

- Não, somente Niles sabe, pois nos viu nascer, todos que sabem disso moram na mansão Heinz e de lá não sai nada.

 Elizabeth pegou a barraca que havia separado e foi para a parte dos gramados da casa com um belo visual.

Elizabeth  possuía diversos tipos de barracas algumas de teto expedition tradicional de 1,9m equipada para cinco pessoas da bluecamping. Esse tipo de barraca são para serem equipadas acima do teto do carro ideal para quem faz camping e viaja para alguns locais. Como ficaria no solo mesmo, optou por uma simples. Barraca camping air seconds da decathlon para oito pessoas. Uma barraca impermeável e não passando também raios UV. A barraca veio composta com varetas de fibra de vidro, teto duplo, resistente ao vento, habitáculo, e estacas. Elizabeth perguntou se a outra já havia montado alguma barraca na vida, a mais jovem, negou.

- Bom, terá sua primeira experiência. – falou com um sorriso.

Começaram com as estacas, sendo compostas por 14 unidades cada uma com 16 centimetros cada. Quatro das unidades ficaram para o piso, enquanto seis serão utilizadas para fixar as beiradas do sobre-teto no chão e mais quatro extras para as “cordinhas” do sobre-teto. Elas enterraram até a ponta da curva do espeque para não correr o risco do vento deslizar uma parte do sobreteto.

Enterrado as estacas, elas foram para os três agrupamentos de varetas de fibra de vidro com acabamento em aço. Há um elástico interligando as varetas de fibra de vidro o que facilitava para não perder nenhuma das partes, Elizabeth fez o procedimento com uma e Vivienne replicou na segunda, observando atentamente o que a outra fazia. Afinal, agora deveria interligar as várias varetas de cada haste, deixando as varetas presas umas às outras, ficando tudo pronto para começar a levantar a barraca.

O piso ou habitáculo foi estendido no chão, as varetas encaixadas umas nas outras foram posicionadas em seus lugares, as duas mulheres foram prender a haste de fibra de vidro no piso. Elizabeth mostrou onde ficaria o encaixe das hastes de fibra de vidro e qual parte deveria ficar o espeque.

A barraca estava sendo erguida, o habitáculo apresenta uma área telada bonita e generosa, favorecendo o vento. O acesso para a parte interna da barra é em forma de “U” e uma grande janela na parte traseira  em forma de “u” invertido, também compõe a barraca dois bolsos para pequenos objetos nas laterais internas. Após tudo isso estava pronto.

Os cachorros sentaram perto das mulheres e Elizabeth trouxe umas madeiras para acender uma fogueira. Disse para a outra que tinha marshmallow para serem assados na brasa. Com pouco tempo aquele cheiro começou a atrair o pessoal que adoraram a enorme barraca e o fogo que estava sendo feito.

- Olha só, vocês não se incomodam de ficarmos com vocês? – indagou o amigo, puxando uma cadeira para sentar e um gravetinho para esquentar seus marshmallows

- Podem aproveitar do momento. – falaram ambas.

Todos se sentaram ao redor daquele fogo contando algumas de suas histórias fazia tempos que não se conectavam tanto com a mãe natureza.

 


[1] 26 de fevereiro de 2018

[2] Europa tour version

[3] Nina Simone

[4] Stan Getz & Astrud Gilberto

[5] Etta James

[6] Norah Jones

[7] Mercedes Sosa

[8] Rolf Sanchez e Bilal Wahib

[9] Rolf Sanchez

[10] Luis Fonsi

[11] Rolf Sanchez.

[12] Tegan and Sara

[13] Katy Perry.

[14] Rihanna

[15] Floor Jansen

[16] Mumford & Sons

[17] Diana Damrau

[18] Elina Garanca

[19] Floor Jansen and Henk Poort

[20] Floor Jansen

[21] Caroles & Tuesday

[22] 27 de fevereiro de 2018


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