Capitulo 24
Wongsa
Depois que vi aquela cena de Dao se ajoelhando e pedindo Somwang em casamento meu chão ruiu sobre meus pés, as lágrimas logo brotaram descontrolada, sai correndo dali sendo seguida por Ayla e Ploy, vendo meu desespero, elas me levaram para casa, estava agora no sofá encolhida chorando sem parar. Não demorou para escutar uma buzina indicando que era ela.
- Parece que ela chegou. - Falou Ploy olhando pela janela. - E pela sua cara ela parece desesperada.
- Não quero vê-la. - Falei em meio ao soluço, ouvimos ela chamar e olhei para Ploy. - Por favor! - Supliquei ela suspirou.
- Ok vou falar com ela. - Disse antes de sair, escutei algumas reclamações relutantes de Somwang, então logo ouvi o carro ser arrancado dali, então comecei a chorar descontrolada.
- Tem certeza que não vai falar com ela? - Perguntou Ayla se aproximando para me abraçar, encostei minha cabeça em seu ombro.
- Não consigo encará-la agora, ele a pediu em casamento, não tem como competir com isso, ela ficou estranha depois que recebeu aquela carta, o que eu tenho para fornecer me diz? Qual a garantia que ela não vá aceitar o pedido dele. - Falei voltando a soluçar por conta do choro, aquilo doía demais, estava insegura, com medo, tanto que não conseguia reagir.
- Somwang te ama Anong, talvez vocês devessem conversar, tenho certeza que ela faria qualquer coisa por você. - Ploy falou me encarando, olhei para ela e concordei.
O medo me deixava insegura , tinha a questão dela ser rica, eu não tinha muito o que oferecer a ela, sabia que aqui o nosso tipo de amor não era bem aceito, as pessoas não entendiam, Somwang era uma pessoa pública, aquilo afetaria ela de algum jeito. Perdida nos meus pensamentos, meu celular vibrou várias vezes, mas respirei fundo o desligando, não estava querendo enfrentar a realidade, se o que Ploy falou foi verdade, não conseguiria ser egoísta em deixá-la perder tudo por minha causa, Som era uma mulher brilhante, aquela empresa era tudo que ela tinha, além de ter um pedacinho do seu pai, isso entendia perfeitamente.
Acordei com a porta sendo aberta às pressas, Ayla me analisou e suspirou vindo se sentar ao meu lado.
- Já me decidi, vou conversar com ela hoje. - Falei decidida, ela concordou e pegou nas minhas mãos.
- Se troca, tem alguém te esperando lá em baixo. - Fiquei confusa, ela deu um tapinha na minha mão e se levantou, meu coração se alterou com a expectativa de ser Som vindo me ver.
- Somwang? - Perguntei abrindo um sorriso, ela balançou a cabeça.
- Não, acho melhor você ver com seus próprios olhos. - Fiquei ainda mais confusa.
Me troquei rapidinho, fiz minha higiene, então desci as escadas correndo, quando olhei para a sala e vi aquela figura, meu corpo todo se arrepiou, travei na ponta da escada, meu coração batia rápido, achei que aí até desmaiar, não sei se o destino estava com raiva de nós, mas queria muito saber o que a mãe da minha namorada estava fazendo ali sentada. Ela se virou percebendo que estava ali, seus olhos eram inexpressivos, ela me avaliou de cima a baixo, para dar aquele sorriso que Som dava nos momentos do seu mau humor, mas também não podia notar que ela era bem parecida com Somwang.
- มาดามสีสุวรรณ? คุณมาทำอะไรที่นี่?(Senhora Sisuwan? O que a senhora faz aqui? ) - Perguntei confusa e ela cruzou as pernas, ficou me analisando, ela sorriu mais largo me assustando.
- Vim conversar com a namorada da minha filha, queria conhecê-la. - Engoli em seco, aquilo não estava indo bem, queria entender quando que ela sabia sobre nosso namoro, "Será que Som falou?", então tentei lembrar de algo, mas ela não tinha me dito que falou alguma coisa. - Sente-se querida. - Disse em um tom falso.
- Somwang lhe contou alguma coisa? - Perguntei curiosa, ela balançou a cabeça e tirou da bolsa um envelope.
- Recebi isso aqui pelo correio, não tem nada que não saiba sobre minha filha. - Falou me entregando, franzi abrindo, quando tirei o conteúdo de lá fiquei em choque, eram várias fotos nossas, uma em comum me chamou atenção quando estávamos na praia e nos beijamos na areia.
- Quem te mandou isso? - Ela deu de ombros, sem saber também quem foi e se inclinou para frente, respirou fundo e ficou séria, de um jeito que me deixou com medo.
- A pergunta é, o que vocês estão fazendo, você sabia que minha filha é noiva? - Perguntou mordi a boca nervosa concordando.
- Mas ela terminou com ele. - Ela deu risada me pegando de surpresa.
Querida presta bem atenção no que vou dizer, Somwang só vai deixar esse casamento quando ela anular o contrato que fizemos, enquanto isso o que está fazendo é adultério, minha filha é muito ingênua e esqueceu do nosso acordo, além de se envolver com uma moça como você. - Fechei a cara, aquela mulher era odiosa.
- Olha senhora Sisuwan, se veio aqui para me ofender, peço que se retire. - Falei já quase sem paciência, ela me analisou.
- Não vim aqui para ofendê-la de jeito nenhum senhorita Wongsa, vim lhe propor um acordo. - Franzi confusa, onde que essa mulher está querendo chegar, me admira Som ser daquela forma, sua mãe era uma megera.
- Que tipo de acordo? - Perguntei, aquilo estava parecendo filme de terror, eu achando que não podia ficar pior.
- Quero que você se demita da empresa e deixe minha filha em paz, se você a ama mesmo, deixe que se case com o senhor Thongma, o tipo de amor de vocês vai acabar destruindo ela, Somwang é uma figura pública, acha que vai ser bem vista ficando com você? O que as pessoas vão falar? - Respirei fundo tentando não perder a minha paciência. - Além disso você poderá ser acusada ainda mais de adultério, de estar ficando com uma mulher casada. - Para o caralh* com a minha paciência, já não conseguia ouvir nada da boca daquela mulher, então levantei as pressas a pegando de surpresa.
- Olha aqui senhora Sisuwan, fui muito educada em recebê-la, mas não vou ser quando você vem me ofender e falar barbaridades para mim, cabe a sua filha decidir o futuro dela, não a você, então peço que se retire! - Falei já nervosa, ela me olhou dura, não deixei que seu olhar me fizesse fraquejar.
- Ok, mas pense bem no que te falei, se você a ama mesmo, vai deixá-la perder tudo? - Perguntou, não respondi, ela me comprimetou e saiu.
- Droga! - Caí no sofá, senti meus olhos ser banhados novamente pelas lágrimas, Ayla veio correndo me abraçar.
- Ei, meu amor, calma, eu ouvi tudo, vocês vão sair dessa. - Disse tentando me confortar, mas não conseguia parar de chorar.
Não tive coragem de sair de casa, passei o dia todo trancada no quarto, não tinha vontade de comer, nem de fazer nada, minha cabeça estava uma bagunça, me perguntando sempre porque doía tanto amar alguém. Podia ser muito bem egoísta e ir atrás dela, porém não conseguia ser assim, ela era muito importante para mim, saber que Somwang poderia perder tudo que conquistou por minha causa me deixava triste, não queria ser a causadora da sua infelicidade.
- Posso entrar? - Perguntou Ploy batendo na porta, respirei fundo me arrumando, estava com o notebook aberto vendo algumas fotos nossas, funguei limpando os olhos.
- Sim. - Respondi, ela entrou e sorriu para mim, consegui dar um sorriso fraco antes das lágrimas virem de novo, Ploy sentou-se do meu lado e me puxou para um abraço. - Porque é tão difícil? - Perguntei em meio ao soluço.
- Desculpa minha querida, não sei te responder sobre isso, ela te procurou? - Perguntou me afastei concordando com a cabeça. - Conversaram? - Respondi que não também com a cabeça, respirei fundo para me acalmar, ela passou a mão no meu cabelo.
- Ela me ligou várias vezes, me mandou mensagem, mas não respondi nenhuma, não sei o que fazer, não quero que ela abra mão da vida dela por mim, ela batalhou tanto por isso, se algo acontecer por minha causa, nunca irei me perdoar. - Falei Ploy concordou e sorriu.
Mas ela abriria mão de tudo por você, sabe disso não é, você mudou ela completamente Anong, minha amiga é idiota o suficiente para não pensar em ninguém, mas em questão de você ela faria de tudo, ela te ama, vocês tem que acreditar no amor de vocês, tem que passar por isso juntas. - Falou e fiquei pensativa, realmente Somwang tinha mudado muito, mas o meu lado racional não me deixava ver ela cometer essa loucura.
- Eu não posso fazer isso, não posso deixar ela cometer essa loucura… - Ela não repsondeu. - Já tomei minha decisão, vou deixá-la seguir seu caminho, vou pedir demissão. - Ploy suspirou.
- Tem certeza disso? - Perguntou-me encarando, mordi a boca nervosa, era tão difícil tomar essa decisão, parecia que meu coração tinha se partido em mil pedaços.
- Sim, não tem o que fazer, não tenho nada a oferecer Ploy, casando com Dao, talvez ela tenha um futuro digno, a mãe dela pode estar certa, não irei acrescentar nada na vida dela. - Falei melancólica, Ploy respirou fundo.
- Ok… Mas não quero que se arrependa depois. - Falou antes de beijar minha testa e sair.
Escorreguei para debaixo da coberta e senti novamente minhas lágrimas banhar meu rosto, meu peito doía de saudades, de medo, não achei que iria amar tanto alguém como a amo, e esse amor está machucando demais.
Fim do capítulo
" Olaa, nem tudo são flores meninas, mas peço que daqui para frente não desistam de mim e nem das minhas meninas, quero pedir também, preparem o coração tem fortes emoções por vir!"
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