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Segredos por Elliot Hells

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Palavras: 8587
Acessos: 764   |  Postado em: 26/10/2023

Capítulo quatro - Conhecendo a vizinhança (parte 2)

 

Vivienne sabia que precisava fazer compras urgentemente para a casa de Henrique. Fora por esse motivo que havia saído cedo para o mercado mais próximo. Não lembrava quando havia sido a última vez que fora sozinha no supermercado comprar comida. Ela não fazia isso. Normalmente, Alexander pedia para um de seus subordinados comprar tudo o que estava faltando dentro de casa. Normalmente era Marco que sempre fazia tal função, era um rapagão forte demais, alguns anos mais velhos que Alexander. 

Marco tinha cabelo preto e crespo, olhos castanhos escuros, bastante calado e centrado. Uma das poucas pessoas que o faziam falar, era Vivienne, já que ele era o motorista, quase que, particular dela. Marco havia tido um passado que fora durante muitos anos desconhecido pela ruiva. Ele podia, raramente ser doce, quando estava distante de Alexander. O que o ex-marido alegava, era de que ela não precisava gastar seu tempo com coisas fúteis. Mas agora, lá estava ela, voltando com quatro sacolas de compras, não muito pesadas. Percebeu que achou aquele momento gratificante, não era nenhuma perda de tempo como Alexander dizia.

 Ao sair do elevador, viu que Elizabeth estava na porta, tentando abri-la sem sucesso. Suspirou fundo, um rápido flashback quis invadir sua mente, mas o repeliu. Por causa da ousadia daquela mulher, havia ficado mais uma noite sem dormir. Deveria ter olheiras mais fundas do que o próprio Grand Canyon. Elizabeth lutava com a sua própria porta e Vivienne tentava passar o mais despercebida possível. Mas havia sido em vão.

- Oi... Vi... Vivienne. - a maior dizia. - Poderia me dar uma ajudinha? - antes mesmo de terminar, veio a resposta cortante.

- Resolva sozinha! - dizia deixando as compras no chão em frente a porta de Henrique para poder abrir a sua porta.

- Mas o que foi que... - Elizabeth franziu o cenho falando mais para si mesma. - Tudo bem, deixa para lá. Maldição! - resmungava a mais alta, com um humor diferente do normal.

Tudo o que a Elizabeth pode sentir antes de virar seu corpo para a porta foi um tremendo "plaft" ecoado do seu rosto contra a mão da Vivienne. Ela olhou de forma confusa sem saber o que estava acontecendo. Mas Vivienne continuou a falar:

- Sendo sincera, isso foi por ontem! Eu odeio você, já a odiava por arruinar minha noite de sono, mas agora eu a odeio ainda mais! Espero que nada daquilo jamais se repita! - disse ela voltando para a sua porta, abrindo, pegando suas compras e sumindo logo em seguida. Enquanto, Elizabeth levou a mão ao rosto massageando contra o tapa recebido, ardia demais, fora uma bofetada bem segura para uma garota pequena.

- Quantas vezes devo aturar isso? - rolou os olhos, conseguindo enfim abrir a porta.

--

 

Vivienne estava atrás da porta, encostada, respirando de maneira ofegante. Desde seus vinte e três anos fora a primeira vez que havia esbofeteado alguém. Será que havia saído do controle? Quis voltar e pedir desculpas. Mas seria uma boba se fizesse isso. Por outro lado, ela não tinha que fazer nada disso, a mulher ao lado provocou aquela situação. Estava decidida, não pediria desculpas à ninguém. Não precisava. Resolveu guardar todas as novas compras no armário.

 Vivienne sabia que ainda tinha os livros para serem organizados, nunca pensou que seus preciosos amigos, seriam deixados à deriva assim. Voltou imediatamente para o quarto e disse com vigor que iria organizar todos eles naquele dia. Abriu novamente as caixas e colocou todos no chão. Eram tantos livros, começou pelos romances clássicos, Jane Austen, com orgulho e preconceito. Lembrava que o nome que sua irmã havia recebido era de uma das personagens da ilustre Austen. Sua mãe era fanática pelas escrituras dessa autora, não sabia a razão em particular. Havia colocado o nome de Catherine da quarta filha do livro "Orgulho e preconceito" Catherine Bannet, por qual razão? A senhora Lamartine, contava para as filhas a seguinte história que quando estava prestes a dar à luz a Kitty, o médico dizia que ela estava sendo teimosa em sair e com toda certeza daria um enorme trabalho. A senhora Lamartine, não queria pensar em como a futura filha seria teimosa ou não, apenas queria que ela saísse para enfim, poder vê-la.

 Mas Kitty estava com várias complicações, pois não estava do lado correto para fazer o parto normal. Cogitaram começar uma cessaria, mas no último momento a pequena Kitty posicionou-se no local correto. O doutor Lívio falou que ela só fazia as coisas quando bem queria. Daí a senhora Lamartine pensou "Teimosa como a Catherine Bannet" e surgira o nome da primogênita. A história do seu nascimento, fora mais complicada. A senhora Lamartine quase sempre chora quando conta o momento do nascimento de Vivienne. Vivienne teve ainda mais complicações, não por teimosia, mas sim pelo cordão umbilical estar enrolado em seu diminuto pescoço quase sufocando-a no momento do seu nascimento. A pobre menina estava ficando roxa e com dificuldade respiratórias. Doutor Lívio, mais uma vez estava responsabilizado pelo parto da senhora Lamartine. Ele era um antigo médico e amigo da família, bem como amigo da senhora Lamartine na época da universidade. Estava sendo um sufoco, ele contaria a mesma história com gotículas de suor brotando da testa como no dia em que estava fazendo o parto da jovem Vivi. Estava transpirando demais, as enfermeiras passavam a cada um minuto um lenço em seu rosto para evitar escorregar para seus olhos. Após algumas horas de parto a criança finalmente nasceu e totalmente saudável e a salvo. A senhora Lamartine quando a pegou, pensou sem dúvida em por Jane, como a segunda filha dos Bennet. Era linda, parecia ser tímida, pois até seu choro era discreto. Porém, Vivienne passará por tanta dificuldade e ainda sim, saíra viva. Por serem de origem francesa, a senhora Lamartine, optou por colocar Vivienne, que significa "vida" no nome da filha.

Vivienne recobrou de cada história enquanto ainda admirava a capa do livro "orgulho e preconceito" e lembrava que uma das heroínas, chamava-se, Elizabeth Bennet. Não pode deixar de ligar o nome com a vizinha, à final era o nome dela. Começou a pensar se a origem do nome ocorreu por intermédio da mãe da mulher ao lado ser uma fã de Jane Austen. Mas, não poderia mais perguntar isso. Retirou mais alguns livros e começou a organizá-los. Seu telefone começara à tocar. Verificou quem era, e não poderia deixar de ser Catherine.

 Estava com a voz apressada como de costume, hiperatividade, era o sobrenome que a irmã deveria ter e não Lamartine. A mais velha estava chamando-a para se encontrarem no calçadão da praia de Texel, colonizada pelo, Johan Maurits van Nassau-Siegen, cujo nome fora abrasileirado para João Maurício de Nassau-Siegen. Vivienne só queria uma coisa: ficar em casa. Na verdade queria duas: ficar em casa e guardar seus livros. Mas ambos estavam impossíveis. Não podia recusar o pedido da irmã, por trás de tanta saída programada de Kitty, era tudo para Vivienne não ficar pensando no seu fim de casamento. Mas a ruiva não estava pensando nisso, não era isso que realmente importava. Tentou argumentar contra, mas não funcionou. Ela deveria sair para se encontrarem no calçadão com a irmã, no qual a mesma se encontrava desempenhando seu outro trabalho esquisito, passeando com cachorros.   

Assim, a organização dos restos dos livros de Vivienne ficou para depois, pois nesse momento dirigia-se para o banheiro para tomar um banho e trocar de roupa para sair com a irmã.

--

 

Vivienne estava caminhando já fazia alguns minutos e parecia que o calçadão não terminava e muito menos Kitty aparecia. O vento estava forte contra o seu rosto, minimizando os efeitos solares. Aquela cidade fazia jus a ser tida como: "Cidade do Sol", era deveras calorosa. Mas, os ventos eram apaziguadores. Muitas pessoas passaram por ela correndo, alguns homens que estavam correndo a analisavam dos pés a cabeça, ela odiava isso, sentia-se como um pedaço de carne com duas penas, mas isso sempre a fazia encolher os ombros. Outros jogavam na areia.

Os olhares deles, pareciam assustadores, mesmo que só estivessem admirando o quanto ela era atraente - mesmo Vivienne achando, totalmente, o contrário -. Apesar de estar abaixo do seu peso ideal, Vivienne, era bonita e agora com o corte de Kitty, sentia que um pouco de sua feminilidade havia retornado ao seu corpo. Mas estava longe de ser o que já fora um dia. Sua vaidade tinha decaído muito, era notório. Mas, mesmo não se cuidando como antes, ela conseguia exalar beleza, mesmo que não pensasse isso. A mais nova das Lamartine, continuou peregrinando pelo calçadão, passando pelas pessoas no ponto de ônibus, e reparou que um casal à frente caminhava no mais riso solto, ao meio estava uma criancinha na faixa dos quatro anos de idade, com fios de ébano ao meio das costas, roupas de praia em tons rosas e detalhes ametistas, sorrindo cada vez que os pais a levantavam com intenção de diverti-la. O peito de Vivienne apertou, uma lágrima teimava em descer, mas ela a impediu antes mesmo da lágrima fazer seu percurso pelo fino rosto. Era a última coisa que podia fazer agora, chorar. Seu celular vibrou no bolso da calça jeans de tons mais escuros e ela estagnou, estava um pouco nervosa de pegá-lo. Mas tomou coragem e olhou, havia mensagens em sua caixa de entrada. Era Kitty, o conteúdo da mensagem era:

"Onde você está? Se perdeu? Venha logo ou eu irei te bater!"

Vivienne rolou os olhos e começou a digitar sua resposta, antes de terminar uma frase, mais outra mensagem chegou de Kitty: "Já estou aqui faz uns dez minutos!"

Vivienne retornou a mensagem da irmã da seguinte forma: "Você já viu o tamanho desse calçadão? Estou andando, não estou voando Kitty!".

No momento que estava prestes a guardar o celular no bolso, mais uma vez seu celular vibrou e Vivienne estava prestes a jogá-lo no meio da rua. Sua irmã conseguia tirar toda a verdadeira essência do seu ser, inclusive mostrar seu lado estressado.

Mais uma vez era Kitty: "Já estou te vendo, eu não diria que você está andando e sim desfilando.".

Kitty se aproximou com quatro cachorros, dois deles eram da raça border collie, um com pelos acastanhados com branco e o outro preto com branco, ambos, respectivamente com cinquenta e seis centímetros. Os outros dois possuíam raças distintas, um lindo e brincalhão golden retriever de pelagem caramelada e bem peluda, trajando em seu pescoço um lenço vermelho estiloso e por fim, um calmo e sereno bernese mountain. Vivienne não pode se controlar e abriu um largo sorriso, um verdadeiro e feliz sorriso que Kitty achou que não veria tão cedo. Aquela expressão estava a tanto tempo apagada, fazia tempo que não conseguia ver o lado animado da irmã. E sabia que seu plano de tirá-la do apartamento de Henrique para passear com alguns cachorros seria de boa utilidade, pois a mais nova sempre fora apaixonada por cachorros ou qualquer tipo de animal. Vivienne não se controlou e foi logo falar com todos os peludos amiguinhos de quatro patas. Esqueceu totalmente de saudar a irmã, mas faria isso depois. Kitty começou a articular com um sorriso fraternal desenhado nos lábios:

- Sabia que iria se apaixonar pelos pequenos - observava a mais nova, enquanto continuava a dizer - os border collies são os irmãos: Caster e Nero. Enquanto o garoto estiloso é o Archibald Terceiro, ganhador por três anos seguidos do torneio de cães que acontece na cidade. E o lindinho Bernese aqui é o, Guss. É mais doce do que um travesseiro de marshmallow gigante com plumas de ganso.

Vivienne olhou para a irmã e franziu o cenho: "Mas que espécie de elogio foi esse?" questionou ainda abaixada, alisando cada um deles.

- Eu acho isso dele toda vez que o vejo. Ele é tão doce e meloso, marshmallows são assim!

- Melosos? - Indagou a ruiva.

- Não, doces e macios como plumas de ganso.

As garotas começaram a caminhar pela areia da praia, viram várias mulheres se bronzeando, deixando seus corpos dourados, pois estavam no clima do pleno verão. Enquanto outras, se escondiam debaixo do guarda sol, aproveitando a paisagem das ondas do mar. O som era tranquilizante. Vivienne estava conduzindo os dois irmãos Collies, enquanto Kitty levava os outros dois. A mais velha começou a puxar o assunto e quis saber como estava sendo os dias no apartamento do H², o que a mais nova aprontava e quais eram suas últimas novidades. Abriu a boca para dizer que não havia nada ocorrendo em sua vida, mas lembrou da noite que faltou energia e que fora beijada pela vizinha. Por um momento o sangue subiu para o seu rosto, deixando-a vermelha de raiva. Mas Kitty não estava achando isso e começou a rir anunciando que havia ocorrido alguma coisa sim e que deveria contar imediatamente para ela. Vivienne suspirou e não pode fugir dos questionamentos da outra. Começou a narrar toda a história no exato momento que pararam de se falar por telefone na outra noite. Quando a irmã iria substituir uma outra enfermeira para tirar o plantão dela. Narrou o fato de ter ocorrido uma queda de energia em todo o bloco, pelo visto fora uma árvore que acabou atingindo alguma fonte de luz que era responsável por fornecer energia ao condomínio e os geradores não responderam automaticamente. Tiveram que ajeitá-lo manualmente. Fora o que River explicou no outro dia para ela, enquanto estava saindo para se encontrar com Kitty. Vivienne mordeu os lábios inferiores, gesto que fazia quando estava nervosa ou omitindo algum fato que a deixava nervosa. Kitty reconheceu de imediato e acariciou o topo de sua cabeça, tentando tranquilizá-la como fazia quando eram mais novas. Esse era o sinal de que ela poderia continuar que a irmã estaria ali para ela. Vivienne tomou coragem para contar a segunda parte daquela noite, porém, omitindo a parte que se encontrava quase chorando e pálida. Narrou que a vizinha a conduziu para seu apartamento e que conversaram por um tempo, logo depois indo, ambas, para a sacada, local que fora surpreendida por um beijo da outra. Kitty parou de andar e estava com os olhos arregalados. Não podia acreditar no que acabara de ouvir. Primeiro que já era um escândalo a vizinha ser a própria Elizabeth Heinz, diretora e atriz da peça que assistiram e claro, a mulher dos olhos que entregavam fazer sex* gostoso como descreveu uma vez. Essa mesma mulher acabara de beijar sua pequena irmã? Por mais linda que fosse, por mais tentadora que fosse, seu lado fraternal falava mais alto e ela não aceitaria tal coisa se a irmã não tivesse aprovado e fora o que ocorreu. Quis ter uma conversa com a senhorita Heinz, por muitos motivos. Mas então, veio a terceira parte da história, a parte em que Vivienne depositou um tapa hoje cedo no rosto da atriz.

- Você fez o que?

- Eu dei um tapa no rosto dela!

- Como é? - Kitty não estava acreditando. - Você bateu nela? - Vivienne confirmou com um aceno de cabeça. - Na Elizabeth Heinz? Você, minha irmã, a garotinha que sempre faz tudo o que os outros pedem, mesmo que não queira. Por exemplo, hoje, eu simplesmente fiz você vir aqui a sua contra vontade. Mas fiz, você está aqui. Mas agora, você está me contando que essa garotinha, doce, como o nosso querido Guss aqui, esbofeteou alguém?

- Sim.

- Não posso acreditar! Você não é minha irmã, manifeste-se entidade do mal e liberte o corpo da jovem à qual comanda! Vá para luz ó entidade! Caminhe para à luz!

- Não há entidade ou luz nenhuma, quer parar com isso. As pessoas estão olhando - Vivienne encolheu os ombros, sussurrando essa última frase.

- Ah você está de volta. Realmente por um segundo achei que estava sendo comandada por um ser desconhecido, mas depois dessa frase, é você.

- Deseja muito ser a próxima a levar um tapa?

- Não mesmo. - Kitty negou com a cabeça também.

Por estarem conversando tanto, Kitty não percebeu quando havia afrouxado sua mão nas coleiras dos dois cachorros que guiava, Havia esquecido que Archibald conseguia ser um travesso quando queria. E o cachorro estava querendo, pois era o mais adiantado de todos os outros cachorros. Rapidamente se soltou quando uma mulher passou ao seu lado correndo. Tudo o que Archibald conseguia ver era o lenço vermelho para fora do bolso da jovem que ele tanto queria pegar. Kitty soltou um sonoro: "Oh não!" Enquanto via o cachorro correndo as pressas. Ela entregou a outra guia, do Guss para Vivienne que tentou argumentar com ela. Mas a outra não ouviu e saiu correndo atrás do cachorro que estava quase alcançando a mulher que corria.

- Archibald, pare, quer ser desqualificado das finais? - tentava argumentar com o cachorro. - Isso Kitty, tente persuadir o Archie, com os torneios, ele super entenderá você.. - estava sendo irônica consigo mesma. - Vamos Archie, pare de correr, não estou na minha melhor forma!

O cachorro saltou em cima da mulher que acabou desequilibrando e caindo na areia.

- Por favor, eu sinto muito. Archie seu teimoso - ela o pegava pela coleira abaixo do lenço e viu que o cachorro estava com o lenço da moça. - Opa, você realmente queria esse lenço, não era?

Tentou pegar do cachorro que começou a se abaixar e a se esquivar da mulher que indicava "playball" para brincar.

- Está tudo bem. - disse a mulher tirando a areia da roupa - ele apenas quer brincar, segundo a linguagem canina que está emitindo.

Kitty olhou para a mulher e pode ver quem ela era. Logo atrás estava se aproximando Vivienne com os três cachorros.

- Vocês estão b... - rapidamente cortou sua fala e iniciou outra. - Você? O que faz aqui?

A mulher a encarou sem demonstrar aquela atitude de querer seduzir tudo e todos ao seu redor. Ela somente estava ali, sendo uma pessoa comum.

- Estava praticando meus exercícios na praia, acredito que tenho o direito de ir e vir ainda, sem falar que praia ainda consta como um local público, não acha? - dizia a própria Elizabeth Heinz.

Vivienne estranhou completamente seu comportamento de agora. Estava séria e não aparentava ser aquela devassa. Ainda a respondeu de forma cortante, talvez estivesse com raiva do tapa que levou? Mas Vivi não conseguia encontrar a lógica por trás dessa raiva, afinal fora a outra que a beijou do nada. Ela tinha maiores motivos para ter raiva, não? Ou será que exagerou? Estava confusa, queria os conselhos de Kitty, mas pedir agora, na frente de Elizabeth, não era o ideal a ser feito. Ela observou a mulher acariciar o cachorro que roubou seu lenço e ele estava satisfeito com ela, parecia querer brincar. Ela coçou a barriga dele e Vivienne pode observar que o rosto da outra ainda estava vermelho, claro que ainda estaria vermelho. Elizabeth era muito branca, talvez, ficasse vermelho por vários dias, tinha certeza que não sumiria em menos de uma semana aquela marca. Archibald, lambou exatamente no local que Elizabeth havia levado o tapa e começava a ficar por cima dela. A mulher começava a rir e Kitty puxou o brincalhão, enquanto os outros cachorros ficavam querendo ir brincar também.

- Calma Archie, você está super agitado - Kitty conseguiu acalmá-lo e colocá-lo na coleira. - Pronto seu bonitinho, já se divertiu demais hoje, muita ação para um Golden só. Espero que isso fique só entre a gente Archie, sua tutora não iria ver com bons olhos que o cachorro ganhador de três títulos por três anos seguidos estava correndo pela praia feito um cão sem dono! - Kitty pegou o lenço para entregar a mulher. - Está só um pouco babado, mas eu irei lavá-lo e entregarei para você, senhorita Heinz.

- Não, tudo bem. Deixe o pequeno Archie se divertir com ele. Afinal, combina com o lenço dele. Acredito que entendi o motivo dele ter corrido atrás de mim. Enfim, qual o seu nome?

 

- Eu sou Kitty, irmã mais velha da Enne aqui. – disse estirando a mão direita para cumprimentar, e logo a outra apertou.

 

- São irmãs? Hm... Kitty você disse, tratarei de não esquecer seu nome.

"Estava demorando para ela dar em cima de alguma garota!"

- Você não cansa de dar em cima de tantas mulheres? - Vivienne retornou a falar, a raiva havia retornado para o seu corpo, não sabia que podia sentir tanta raiva em tão pouco tempo. – Eu sei bem sobre o seu tipo, você é o tipo de mulher que tenta desesperadamente se parecer com uma ricaça.

- Como disse? – indagou Elizabeth.

- Você pode morar naquela bela cobertura, ser boa profissionalmente, mas o seu comportamento sujo e repugnante a entrega. Mostra que você não tem um senso de respeito pelas outras mulheres.

- Quanta insolência – replicou a mais alta – nunca achei que escutaria tanto absurdo. Que patético!

- Como você... pode?

Elizabeth nada respondeu tratou até de ignorar, não gostou como o rumo daquela conversa estava indo. Rapidamente Kitty cortou aquela conversa perigosa que se fez por poucos minutos, mas que pareceram eternos

Vivienne começou a fitá-la e percebeu que ela não estava com aquele olhar que costumava usar para suas "presas" pelo contrário só estava olhando sem nenhuma intenção. 

- Calma Enne, acredito que a senhorita Heinz não tinha nenhuma intenção.

- Enfim, lamento o transtorno, mas estou indo agora - disse Elizabeth

- Um momento senhorita Heinz - Kitty pegou no ombro dela e a mesma virou, informando que ela poderia chamar de Elizabeth. - Elizabeth, peço realmente desculpas pela minha irmã caçula... ela não passou por bons momentos a um tempo. Peço que releve todo esse ocorrido, por favor e se não for intromissão demais, queria saber se está voltando para o condomínio? Se estiver, poderia deixar minha irmã? Bom, eu terei que levar esses meninos de volta e irá demorar um pouco. Talvez seja até a chance de vocês fazerem amizade, quem sabe?

- Negativo! - Vivienne interveio na hora. - Kitty esperarei você, não é preciso isso, não me juntarei a ela, nem mesmo gostaria de respirar no mesmo lugar por mais de cinco minutos.

- Deveria deixá-la aqui! Mas de fato não deve ter os mesmos modos que a sua irmã e só pelo pedido de desculpas dela eu acatarei e a levarei por já estar regressando - Elizabeth disse de forma precisa.

- Ótimo, eu agradeço, estarei de volta em breve. – disse Kitty para a outra.

- Vocês estão me escutando? Eu disse que não preciso! Não quero nada vindo de você - continuava insistindo Vivienne, mas sabia que a irmã conseguia dar um gelo quando bem queria e que seria exatamente do jeito dela.

- Vamos Enne, ocorrerá tudo bem.

Elizabeth, Kitty, Vivienne e os quatro cachorros faziam o percurso de volta. As duas irmãs mantinham a antiga divisão de controle canino. Sendo que Elizabeth conversava com Kitty a alguns passos à frente, sendo seguida por Vivienne. Kitty elogiava o trabalho de Elizabeth, falando que a peça havia sido encantadora, gostou do início e do fim e estava querendo saber qual seria a próxima. A mais alta comentou que estava analisando uma outra peça, mas deveria atuar em algumas produzidas por amigos durante algum tempo, enquanto escrevia seu próprio roteiro. Durante toda a conversa da irmã com a outra jovem, Vivienne esperava alguma coisa acontecer, um beijo roubado, um beijo à força, um beijo consensual - afinal, nunca se sabe -.

 Mas nada parecia vir. A expressão de Elizabeth não era nada parecida como a da noite anterior. Estava totalmente profissional falando sobre seu trabalho, demonstrava mais interesse em escrever peças do que atuá-las, seus olhos brilharam mais quando o rumo da conversa fora sobre o roteiro que poderia estar escrevendo. Era óbvio que ela não poderia revelar nada, mas mostrar o mecanismo de como era desenvolvido e criado uma, isso ela poderia contar. 

Contou do tempo que fazia faculdade de artes cênicas, um leve sorriso nasceu no rosto dela que fora rapidamente capturado por Vivienne. Elizabeth narrou que seus professores desempenharam por muitas vezes o papel de diretoria de uma peça. Seus colegas de turma bebiam e se deleitavam de cada informação dos autores e dos próprios ministrantes das aulas. Para ela, o diretor de uma peça, desempenha um dos papéis mais importantes, que é o "olhar de fora", apontando o lugar que precisa ser melhorado, onde estava perfeito. Normalmente, toda a seleção de personagens é analisado com quem você se identificaria melhor, revelou ela. Muitas vezes atuou com personagens o qual não estava confortável e seu desempenho era horrível. Contou que teve dificuldades no início do curso com alguns papéis, isso a fez perceber como poderia se superar e crescer como atriz. Falou mais um pouco que todos os dias eram feitos ensaios, não existindo feriados, fim de semana ou até mesmo doença, pois quando a estreia estava próxima, a loucura nos camarins afetavam a todos. Ainda hoje não existe feriados para ela, quando está prestes a se apresentar. Devido a conversa das garotas, não demoraram muito para chegarem até os carros, e por coincidência Kitty e Elizabeth haviam estacionado em vagas próximas. Vivienne suspirou, não esperava que o caminho de volta fosse tão curto. Nunca entendeu o motivo da volta ser sempre menor do que a ida.

- Agradeço mais uma vez, pelo favor que está fazendo. - Dizia Kitty - e por mostrar esse mundo mágico da atuação.

- Não há problema algum, gosto de falar desse mundo, é uma das coisas a qual sou apaixonada, além dos cachorros também. - agachou-se para falar com cada cachorro que ali estava e todos balançavam o rabinho alegremente. De fato, aquele amor pelos cães eram recíprocos. Eles também aparentavam gostar dela.

Elizabeth seguiu para seu land rover discovery sport preto, parecia saber que a ruiva mais nova queria uma privacidade para falar com a irmã.

E era exatamente isso que ela iria fazer, primeiro começou pedindo uma explicação para o motivo de Kitty ter armado tudo isso. A mais velha sorriu e disse que era preciso esclarecer algumas coisas. Por mais que Elizabeth tivesse agido de tal forma, não é motivo para no outro dia ela sair esbofeteando alguém e dizer que odeia ou falar coisas demasiadamente rudes. E pela forma da marca do tapa, ela sabia que havia sido forte, não fora um simples tapa. Vivienne recebeu o carinho em sua cabeça e a irmã dizia no final que tudo iria ficar bem, prometeu a outra que voltaria o quanto antes.

Kitty colocou os cães na porta de trás e entrou no seu sandero. Ela saiu jogando um beijo no ar para Vivienne que sorriu forçadamente para o lado. Ela virou os calcanhares e viu aquela pessoa encarando o celular. Cada passo dado parecia que estava no corredor da morte, deveria está caminhando para sua condenação. Estava entrando no carro da pessoa que ela acabou de dizer mais cedo que odiava e ainda teve uma discussão acalorada ainda agora. Abriu a porta do carro e percebeu o quanto Elizabeth estava concentrada naquele aparelho que mal podia perceber a presença dela. Não sabia com quem ela falava, mas tudo o que conseguiu ver foi um rápido: Você precisa voltar logo!

Quando Elizabeth percebeu a presença da outra jovem em seu carro, bloqueou a tela rapidamente, guardando o celular no porta luvas, parecia que ele seria o local seguro o bastante, porém, contra quem ou contra o quê? Era o que Vivienne pensou e queria saber. Elizabeth ligou o carro e começou a dar ré, Vivienne começou a ver sua irmã indo embora, mas antes chegou uma mensagem para ela dizendo: "Logo estarei voltando para o seu apartamento." Vivienne não respondeu, rolou os olhos com isso, tal atitude fora percebida imediatamente pela outra que sentiu uma certa necessidade de dizer algumas palavras.

- Percebo que deve ser um pouco desconfortável para você compartilhar o carro comigo. É notório pela forma rígida que está sentada e a faixa estampada em seu semblante do tipo que diz: quero me jogar desse carro. – Elizabeth suspirou, parecia irritada. – Olha... eu sinto muito pelo que fiz, foi um dia complicado. Fui imprudente, idiota, imbecil. E não entendo o motivo de ainda fazer isso! Eu já tenho vinte e oito anos e me comporto como uma garotinha desmiolada! - cada palavra de Elizabeth foi escutada com atenção por Vivienne, primeiramente, por que nunca viu alguém falar assim tão duro de si, em segundo lugar, cada palavra que saía da sua boca expressava sinceridade e raiva. Porém, raiva de si mesma. - Tudo para satisfazer minha libido descontrolável e é exatamente isso que me põe em problemas! Eu não vejo as consequências das minhas atitudes.

Os nós dos dedos, estavam esbranquiçados, ela estava depositando tanta força para segurar aquele volante que se fosse de algum material frágil, ele já teria se partido em vários pedacinhos. Vivienne percebeu que ela estava arrependida, ou furiosa consigo mesmo. Não sabia o sentimento que predominava agora, mas antes que pudesse falar alguma coisa, Elizabeth dizia:

- Talvez eu seja idiota novamente - ela deu uma pausa, parando no semáforo vermelho. Seus olhos fitaram os esmeraldas. - Eu deverei estar bebendo algo e isso deverá ser um contribuinte e poderei falar bobagem de novo, então peço desculpas pelas minhas atitudes futuras.

 

- Você só pode está de brincadeira, não é mesmo? está se desculpando por algo futuro? Então você realmente não está pensando em mudar de comportamento! Simplesmente continuará a agir como sempre age. - sentiu ainda mais raiva.

- Eu estou sendo precavida e me desculpando, eu poderia não fazer isso! - alegava sem fitar a mulher ao seu lado, pois estava focada na rua.

- Mas foi você quem errou! - Vivienne apontava o óbvio.

- Veja, eu sou duas vezes complicada e sem razão, será que pode só aceitar as desculpas e parar de ser um tanto imatura? - Elizabeth disse a última frase a olhando nos olhos.

- Imatura, eu? Quem acabou de dizer que não consegue controlar sua libido aqui foi você, não tenho culpa se você é uma súcubo descontrolada. - desviou o olhar, cruzando os braços logo em seguida, resolveu fitar para o outro lado.

- Súcubo? – Elizabeth riu nesse momento – é isso o que sou agora? Passei para um demônio viciado em orgias? -rolou os olhos.

- Talvez seja exatamente isso, um demônio prateado. - soltou em um tom pouco audível.

- A criatividade humana me surpreende. - a loira falou de forma irônica. 

Vivienne suspirou pesadamente. Tudo o que ela queria era chegar no apartamento de Henrique. O caminho todo estavam ambas em silêncio. Elizabeth não colocou uma música sequer ou ousou atender as ligações do seu celular, sabia perfeitamente a quem pertencia aquele toque. Preferiu ignorar. Já Vivienne tinha certeza que era mais outra garota querendo se divertir. Não entendia como não conseguiam parar de se ver, de sair, de fazer tudo muito. Desde que casou-se, era tudo diferente como pensou que fosse quando era mais nova. Fora o casamento, ela realmente teve um belo casamento. Alexander não economizou nenhum centavo. Foi tudo conforme o seu sonho de criança. Casou na praia. Seus pais estavam presentes, felizes e podia perceber que o doutor Lamartine, impedia sem sucesso, as lágrimas escorrerem por seu rosto quadrado. A mãe por outro lado, chorava sem se segurar e Kitty a observava do seu lugar de dama de honra controlando um risinho brincalhão ao rir dos pais. Vivienne lembrava de como tinha repreendido ela com o olhar que não surtira efeito algum na mais velha. O irmão de Alexander estava lá também, com o cabelo loiro penteado para trás, repleto de gel, assim como o irmão mais novo. Vivienne não sabia quem tentava imitar quem. Era possível contar nos dedos as vezes que falara com o irmão mais velho de Alexander, ele era muito sério e de poucas palavras. Na verdade, ela preferia assim, pois sentia um arrepio na espinha toda vez que estavam dividindo o mesmo cômodo. Deveria ter dado mais atenção aquele arrepio. O casamento, de fato foi inesquecível, de lá, voaram para Paris, para consumarem o casamento. Havia tido os melhores primeiros anos de casamento.

Podia lembrar de Alexander, como ele foi gentil. Ela tinha catorze anos quando começaram a sair, ele era somente três anos mais velho que ela. Porém, ninguém nunca dava a idade que realmente possuía, aumentavam mais alguns anos quando ele começou a mudar e a ganhar mais corpo. Alexander era loiro, alto, olhos claros, sua família morava em Curitiba, ao menos a maior parte. Seus pais haviam morrido e seu irmão estava nessa cidade para fechar negócios, era comum fechar negócio na "cidade do Sol". Ambos os pais eram empresários de renome, muito conhecidos no local que viviam. Seu irmão mais velho e ele permaneceram em Nova Amsterdam por mais quatro anos. Tempo pelo qual, Alexander pediu Vivienne em casamento, ela aceitou logo de cara. Ele foi seu primeiro namorado, seu primeiro amor, todas as suas primeiras vezes ocorreram com Alexander, era difícil esquecê-lo. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto de forma inconsciente, ela não ousou barrar, pois não havia percebido. Estava tão compenetrada em seu pensamento, que não viu quando um lenço fora estirado em sua direção. Não entendia o motivo do lenço, mas estava em sua direção, só deveria ser para ela. Porém, por qual razão? Ela não sabia. Então deu conta de como suas bochechas estavam úmidas e sua vista embaçada. Começou a entender a intenção por trás daquele lenço e recebeu sem criticar.

 Enquanto estava secando suas lágrimas, Elizabeth notara no seu anelar esquerdo a marca esbranquiçada onde já havia repousado uma aliança ali. Já foi casada? Pensou. Enquanto isso um homem de idade que não soube estabelecer qual, se aproximou da janela de Vivienne, ele queria algum dinheiro, Vivienne não se assustou pelo fato do homem pedir dinheiro ou por achar que ele faria algo. Ela se assustara, pelo simples fato de como ele chegou e outro fator é que ela se assustaria mais e mais daqui para frente. Elizabeth deu alguma ajuda para aquele pobre homem e quando o semáforo abriu, partiram dali.

O silêncio não foi quebrado por nenhuma das duas, já havia chegado no condomínio, estavam dentro do elevador quando Vivienne disse que lavaria o lenço da outra para devolver. Ela disse que não precisava se importar e que poderia ficar com ele. Sempre possuía vários lenços, esse e o outro dado para o pequeno Archibald não iria fazer falta. Ela fitou a mais alta ali na sua frente e viu que a bochecha da outra se encontrava vermelho ainda, tremendamente vermelho, se envergonhou do que havia feito. Estava fora de si esses dias, talvez fossem todos os acontecimentos, ela não sabia descrever. Porém, antes mesmo que pudessem entrar em suas respectivas residências, o elevador abriu novamente com Kitty e Archie saindo dele. Archie correra imediatamente para Elizabeth, pulando em seu colo novamente.

O golden retriver caramelado pulou no colo de Elizabeth que não ousou afastá-lo, pelo contrário, se abaixou para ficar de igual tamanho com o cachorro e mimá-lo ainda mais e mais. A reação de Kitty foi de tentar tirá-lo de cima da outra, enquanto Vivienne não sabia o que fazer, pois a outra estava gostando. O que foi ouvido fora o grito da Kitty, dizendo:

- ARCHIE! Meu Deus, o que você tem com ela?? - Kitty controlou sua coleira. - Lamento mais uma vez. Eu não entendo o que deu nele, normalmente ele sempre é quieto.

- Não há problema, eu já disse, amo animais - Elizabeth continuava falando com ele novamente e ele passou a lambê-la. Ela parecia confortável em recebê-lo. Não ligava por quantas vezes ele pulasse nela, ela sempre estava calma e não ligava.

- Achei que você não voltaria logo - interrompeu Vivienne.

- Eu também achei. A tutora do Archie não estavam em casa ou a babá, em resumo, não tinha ninguém. Não podia colocá-lo dentro de casa e tive que trazê-lo para cá. Por que não fica um tempo conosco Elizabeth? - convidou a mais velha.

- Não posso, devo terminar algumas coisas.

Archibald latiu, como se recriminasse a outra. Kitty explicou que talvez ela devesse ficar justamente por esse motivo. Archibald parecia apegado a ela e queria brincar. A mais velha das irmãs insistiu, Elizabeth deu com os ombros e disse que poderia ficar por alguns minutos. As garotas começaram a conversar, Archie estava deitado nos pés de Liz, dormindo um pouco, enquanto Kitty havia preparado algum tira gosto com um vinho da reserva especial de Henrique. A irmã mais velha voltava aos pulos por ter encontrado um vinho da melhor safra, um château bolaire bordeaux supérieur vertical 1975 com sabor vigoroso. Ela serviu para Liz, pois sabia que a irmã não bebia. Acomodou-se ao lado de Vivienne no sofá e fitou a outra garota.

- Eu fico feliz que vocês não tenham se matado dentro do carro até chegarem aqui. Achei que deveria comunicar a polícia de um homicídio. - se serviu e sentou no sofá com a taça de vinho.

- Kitty, não é preciso falar tanto sobre isso. - Vivienne retrucou um tanto constrangida e com as maas avermelhadas, algo que Elizabeth acabou por perceber no momento que a analisava.

Elizabeth bebericou um pouco do vinho e respondeu. - De fato, achei que poderia ter morrido várias vezes, sua irmã tem uma língua afiada, mas estou acostumada quando ocorre esse tipo de situação. Normalmente, sou eu que lido com isso. - respondeu tranquilamente.

- Não me admira existir garotas que façam isso com você, pois me parece bastante descontrolada. - disse a Vivienne se referindo as inúmeras mulheres que devem ter entrado no apartamento da outra. Seu tom era afiado como a outra havia dito.

- Acredito que o que você acha que conhece, Vivienne, como expôs lá na praia é só um pequeno fragmento superficial de mim. Sou duplamente mais do que isso que você consegue ver. - a loira ajeitou-se no sofá a fitando diretamente - Mas como você poderia entender se não pode enxergar mais além do que a si própria.

- Ora, sua... – Kitty olhou para a irmã, afinal, ontem pode ter sido culpa de Elizabeth, mas a irmã também havia pego pesado a tarde toda com a outra, ambas eram culpadas pelas próprias discussões. O clima parecia tenso ali naquela sala. Kitty acreditava que o homicídio poderia ocorrer ali naquela sala.

Archibald sentou-se e colocou a cabeça no colo de Elizabeth como dissesse que acreditava nela. Vivienne começou a fitar de forma discreta a atriz e escutou quando mais uma vez o celular da outra toca e ela não mais ignorou, pediu licença e se dirigiu ao hall de entrada sendo seguida por Archibald. Era possível ouvir um pouco a conversa dela. Pois, sussurrava em alguns momentos e outros não (O que foi?, Eu não podia atender como não posso agora. Sim eu preciso de você aqui ou não... só precisamos conversar e você sabe que por telefone não dá. Eu vou aí, tomarei um banho e vou aí, beijos). Foi tudo o que Vivienne conseguiu ouvir daquela conversa. Deveria ser uma mulher que acabou descobrindo as outras milhares, pois sabia que o que Elizabeth Heinz não deveria ser de uma mulher só. A mais alta retornou a sala, quando três batidas na porta foram depositadas. Archie passou a pata na porta como arranhando. E uma voz feminina fora ouvida, ela chamava por Kitty.

- Kitty é Melissa, dona do Archie. - ouviu-se uma voz feminina, aguda e clara.

- Melissa? - repetiu Elizabeth Heinz que começou a sentir o lado esquerdo do seu rosto latejar. Ela abriu a porta e lá estava a mulher. Kitty se aproximou por trás e todas olhavam para uma alta e muito bonita mulher, cabelos castanhos, longos, olhos escuros.

- Oi, Beth, achei que morava no 3002, mudou-se? - perguntou ela, com uma voz igual a um mel escuro.

- Não, só estou de passagem - respondeu ela. - Archie estava louco para ver você.

Kitty e Vivienne permaneciam atrás sem dizer nada ou entender alguma coisa, enquanto aquelas duas mulheres, ambas lindas e altas conversavam como se nada pudessem atingi-las. Uma perguntava como a outra estava, como iam as peças e etc. Melissa se despediu de todas e levou Archibald que parecia triste em deixar as garotas. Quando Elizabeth também ia partindo, Kitty não se controlou e perguntou como haviam se conhecido.

- Já tivemos um caso a um tempo atrás, Mel adotou o Archie do local que sou voluntária. Ele me seguiu por causa do lenço, dei um igualzinho para ele quando filhote. - explicava a atriz.

Toda a história começava a fazer sentido. Kitty não conseguia se controlar e acabou perguntando:

- Você já pegou todas as mulheres de Nova Amsterdam? - estava mais curiosa do que sendo crítica.

- Deixarei por conta de sua imaginação. – Elizabeth piscou, deu uma olhada um pouco mais séria para Vivienne e saiu porta a fora.

Quando a outra havia ido embora, Kitty se jogou no sofá, estava exausta pelo passeio com os cachorros. O mais engraçado era que Melissa achava que o cachorro era sempre assim, educado. Quando saía ele era o Archie, o travesso, mas quando estavam com os donos, o cachorro se transformava em Archibald Terceiro, o vencedor dos torneios de cães por três anos seguidos. De fato era um animalzinho muito inteligente. Vivienne só fazia ouvir as analises loucas da irmã, enquanto colocava os pratos na pia. Não fazia ideia se o cachorro podia fazer isso, mas não era um assunto o qual estava interessada. Foi quando a irmã tocou em outro delicado assunto.

- Você já falou com a mamãe e com o papai, depois que voltou para cá? - Kitty estava sentada no sofá a fitando na cozinha. - Alias, eles sabem que já chegou?

- Não. - disse ela ao prosseguir. - Eles não sabem que voltei e não sabem que estou me separando do Alexander. Só você e o Henrique sabem disso. - limpava os pratos, enquanto falava

- Bom, estou te perguntando porque eles irão voltar de viagem em breve. Espero que você tenha algo para explicar para eles - explicou a irmã, enquanto ligava a Tv de tela plana de H² em busca de algum filme.

- Você também precisará falar com eles. - retrucou a outra.

- Eu? E por qual motivo? - falava distraidamente apertando os botões calmamente.

- Já se esqueceu? - começou a explicar. - Kitty, papai e mamãe esperam que você faça a residência médica e pare de saltar nesses trabalhos loucos. Eu já falei com eles, mas... você sabe. Você é a irmã mais velha. Logo, não me dão ouvidos. - explicava enquanto lavava os pratos. - você já andou olhando os editais para concorrer a residência?

- Já... - fez uma pausa. - consegui passar em três que já fiz. Porém, não apareci. - dizia enquanto olhava para a televisão - Não entendo isso, eles não ficam irritando você por isso. Você só terminou o ensino médio e se casou com o bundão mimado do Alexander que agora te deixou.

- Eles acharam que isso devia ser para sempre. Papai e mamãe são de outro tempo Kitty, um bom casamento era importante para eles naquela época. - limpava tudo e enxugava a pia. - Eu fiz isso, então a responsabilidade caiu para você. Embora eu me arrependa a cada ano perdido que tive, podia está também graduada, acho que até aceitaria o desejo deles de ser médica.

- Você não é boa em ver sangue, lembra? Não me fale disso! - revirou os olhos a mais velha. - Não pretendo assumir essa responsabilidade do casamento tão cedo. Quero só ser livre, fazer o que tenho vontade. Só porque nossos pais são médicos, temos que seguir a mesma carreira?

- Ora, eles acreditam que as melhores profissões que levarão você a algum lugar são: medicina e advocacia. Essas são as escolhas. - Vivienne estava sentada ao lado da irmã, fitando aqueles canais passarem sem nenhum chamar a atenção das duas. - Eles são inteligentes, eu admito, mas tem horas que não compreendo.

- Odeio isso, só queria fazer o que me faz bem e gosto de não ter uma rotina fixa. Um dia sou passeadora de cães, no outro posso auxiliar médicos e enfermeiros, ficar na recepção também, à noite posso estar cantando em um bar ou estar preparando os drinques para várias pessoas. Eu simplesmente sou o que quero ser, não preciso ser algo forçado! Não quero viver dentro de escritório médico tendo as mesmas rotinas várias e várias e várias vezes. Seria como me prender em uma gaiola. - a ultima parte dizia inconformada.

- Eu entendo - Vivienne disse baixinho. - Entendo muito bem como é ter suas asas cortadas.

- Enne, eu sou sua irmã e estou esperando você me contar o que ocorreu, e queria muito poder ajudar você, será que um dia irá me contar o que realmente estava acontecendo no seu casamento com o Alexander? - Kitty fitava a irmã e segurava as suas mãos.

Vivienne nada falou.

Elizabeth havia regressado para seu apartamento, subira a escada suspensa de madeira, retirando pouco à pouco suas vestimentas. Tirou a blusa regata preta e jogado no soalho na entrada de seu quarto, na parte superior. 

Estava nesse exato momento de top preto e sua calça leggie preta de corrida. Estava prendendo seu cabelo em um rabo de cavalo folgado. O espaço daquele quarto era confortável, possibilitando quem estivesse em cima ver toda a movimentação do andar inferior. O closet era acoplado e o banheiro ficava logo após. Ao centro uma cama enorme de casal. Bem na lateral havia uma estante suspensa escura de madeira com todos os seus livros, alguns romances, outros teatrais, um livro de idiomas, e alguns deixados em uma caixa. As paredes continham algumas fotos de família e um quadro grande decorativo na cabeceira da cama. Do outro lado um quadro oval, mostrava um casal com uma criança no meio. A direita da criança estava uma mulher, com cabelo demasiadamente louro que era quase branco. Estava usando um vestido de seda preto que grudavam ao seu corpo, mostrando suas elegantes curvas. A mulher era alta e bonita, tinha os olhos cinzentos, um sorriso alegre e branco, Os lábios eram vermelhos, estava apoiando-se no homem ao seu lado, ele a segurava pela cintura e também sorria alegremente. Vestia um terno preto, o homem era mais alto que a mulher, olhos azuis da cor do céu, cabelos tão claros como fios de sol, pele alva. Seu rosto era liso. Ao meio, tendo seus ombros segurados pelos dois adultos, estava uma garotinha na faixa dos seus cinco anos. Elizabeth Heinz tinha os cabelos quase brancos da mãe e seu rosto anguloso, assim como os seus olhos tão azuis, haviam sido puxados de seu pai, Holand Von Heinz III. Estava fitando aquela foto, quando seu telefone mais uma vez tocou e era outro toque, era necessário manter tais toque diferentes para três pessoas na sua vida, dois deles eram seus pais. Ela sentou na cama e pegou o telefone:

- Oi mamãe - disse ela.

- Olá meu bem, como você está?- indagou a mãe de Elizabeth com aquele tom doce e maternal.

- Estou como sempre, logo estarei me encontrando com ela para fazer o relatório.

- Sim, já fiquei sabendo. - fez uma pausa e retomou - Anotou tudo?

- Sim. - disse de forma breve.

- Mas não liguei só para te lembrar do relatório - informou a senhora Heinz. - A reunião de família cada vez mais está se aproximando, lembre-se disso. A outra parte da família Heinz a primeira e a segunda irão se reunir conosco, sua avó a matriarca da terceira linhagem deverá chegar também. Ao que me lembro, Rudolf Von Heinz I comparecerá com sua esposa, Patrícia e o seu primo, Joseph Von Heinz I. Estão esperando a sua volta do Joseph, por isso ainda não ocorreu e na certa a demora deverá ser por conta dele, aqueles Heinz da primeira linhagem pensam que são o dono do mundo. - Na maior parte do tempo Cordelia era doce, contudo, os Heinz primeiros, como eram chamados, despertavam nela um ranço sem explicação. - Quanto Beatrix Valentine Von Heinz II e seu marido Marcos, também estão de viagem, aproveitando a demora dos primeiros. Somente sua prima Beatrix Charlotte Von Heinz II que está sempre conosco quando a precisamos. Daquela segunda família, nossa Charlotte é única gentil. Encontrei com ela recentemente, verificou minhas taxas, também passou alguns medicamentos e suplementos para você. Você anda trabalhando muito - explicava a mãe. - Enfim, continuando, além das matriarcas, as três esposas do falecido Holand Von Heinz. A primeira esposa, Amélia, a segunda Beatrix e sua avó, Christina que já confirmou presença devem vir também. Não sei o que os Heinz Primeiros estão aprontando, sabe como seu tio Rudolf é implacável. - o final dessa frase foi um forte suspiro.

- Por um momento havia esquecido da reunião de família - deu um tapa suave na têmpora - Estou com prazos demais. Mas todas as reuniões, eventos e compromissos estão agendados e salvos. Não esquecerei de nenhum. - sentou-se na cama para falar melhor com a mãe. - Pelo visto, estamos a espera do retorno do primo Joseph, espero que ele atrase, preciso de mais tempo. - massageava a fronte.

- Ótimo também espero, pois precisamos de todos os Heinz da parte do seu pai. Esse maldito duelo pelo título dos Heinz Master é uma maldição para nossa família. Você sabe como esse momento é importante para o seu pai. Assim como todos os Heinz, devemos conquistar a nossa castra. Seu pai deu duro contra os filhos do falecido Holand, os meios-irmãos dele eram complicados. Você lembra, explicamos para você quando era pequena, a linhagem dos Heinz vem da nobreza e desde muitos anos existe essa disputa quase que sanguinária. - parou para se corrigir. - Não, sanguinária entre o poder total. Então, não esqueça de comparecer, ou seu pai morrerá.

- Calma, calma, Cordélia Heinz, título de lobo cinzento dos Heinz. - dizia a filha. - Não é preciso tanto. Estarei no dia da reunião, não se preocupe mamãe.

- Obrigada querida. Beijos, não esqueça o relatório, ela está esperando e está impaciente - sussurrou a mãe.

Elizabeth sorriu.

- E quando ela não fica impaciente? Só preciso tomar um banho, acho que ela não morrerá enquanto faço isso. Afinal, é o que ela está merecendo, um certo castigo pelo que fez! - seu tom mudou para o irritadiço.

- Ela não fez por mal. - Cordélia tentou amenizar a situação.

- Não importa. Estou indo mamãe.

Elizabeth se despediu da sua mãe, quando sentiu seu celular vibrar e leu a mensagem de texto que acabará de chegar. Conhecia como ninguém aquele número. Era o único número que sempre aprendeu.

"Desculpa!" dizia a mensagem.

"Você devia ser mais cautelosa, você verá o que aconteceu." - enviava de volta e rapidamente seu celular vibrou em suas mãos.

"Eu imagino, te recompensarei quando chegar. Me desculpa"

"Acho bom me recompensar."

Ela deu por encerrada aquela conversa e resolveu tomar seu banho.

 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 7 - Capítulo quatro - Conhecendo a vizinhança (parte 2):
Zanja45
Zanja45

Em: 02/02/2025

Quer dizer que esse comportamento libidinoso é devido a um descontrole impulsivo da parte dela. E provavelmente tem alguma razão que o desencadeou isso.


Elliot Hells

Elliot Hells Em: 02/02/2025 Autora da história
Então....
Eu não posso dizer nada aqui. Isso aqui já faz parte do segredo dela...
Logo.... eu sugiro que você guarde essa informação que vc acha que é... e depois quando for revelado vc me fala


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Zanja45
Zanja45

Em: 02/02/2025

Tem cupido atuando entre Liz e Enne?! Ou a atitude de Kitty foi apenas, meramente para desfazer o clima tenso que ficou entre a atriz e a irmã dela?


Elliot Hells

Elliot Hells Em: 02/02/2025 Autora da história
A atitude da Kitty foi nos dois sentidos:

1. Ela queria tentar amenizar o clima estranho e tenso da Vivi com a Lizz. Principalmente, pq a irmã NUNCA deu um tapa em ninguém. Ao menos, não que a Kitty saiba. Logo, alguma coisa tava ocorrendo.

e

2. O real motivo foi que o Sandero vermelho da Kitty tava lotado de cachorros. Não podemos esquecer, que o carro da Kitty, por mais que seja um carro... tinha MUITOS cachorros... ela não queria deixar a irmã na loucura que estava sendo aquele dia. Logo, ela só quis aproveitar a oportunidade de carona mesmo. Até pq Kitty pararia em algumas casas para deixar cada pet.

Foi mais nesse intuito e acabou que casava também um momento de aliviar tensão.


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Zanja45
Zanja45

Em: 02/02/2025

Esse passeio das duas irmãs com os cães, já esperava alguma trapalhada ou cena clássica. Mas não contava que o cãozinho se empenhasse tanto de correr atrás de uma " desconhecida" para pegar um lenço. E o mais inusitado foi descobrir que essa pessoa era Elizabeth e que ela já conhecia o animalzinho.


Elliot Hells

Elliot Hells Em: 02/02/2025 Autora da história
Olha...
Kitty estando no meio, na certa atrapalhadas vem, mas também não imaginava algo assim.
Pois é... nosso querido, lindo e peludo Archie, ganhador de inúmeras competições conhece a senhorita Heinz. Agora de onde, hein? Tem algum palpite?


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Zanja45
Zanja45

Em: 02/02/2025

Já deu para ver que Vivienne não consegue esconder nada de Catherine.- Só o fato que ela ainda sofre com as lembranças do casamento com Alexander.


Elliot Hells

Elliot Hells Em: 02/02/2025 Autora da história
Kitty é como a melhor amiga da Enne, elas são grandes irmãs. E além disso, são amigas supremas uma da outra. Mas mesmo assim, mesmo com essa irmandade toda, lembre-se todas tem algum segredo. Então nem se preocupa que o point e forte é: QUAL É O SEGREDOOO DE QUEM kkkkkkkkkkkkkkk

Mas o que vc ta achando até agora? O tapa te deixou chocada né? Teve pena da Lizz ou foi merecido?


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Zanja45
Zanja45

Em: 02/02/2025

Que temperamento forte da ruiva, esse tapa que ela deu em Liz foi com gosto, heim?


Elliot Hells

Elliot Hells Em: 02/02/2025 Autora da história
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Dizem que toda ruiva e baixinha é afoita... Eu acho que a Vivi, ta aí para provar isso mesmo.
Ela, a Vivienne, deu um tapa em alguém. Fiquei chocada.


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