Whitout me por Kivia-ass
Meu sonho é você!
POV THEO
-Nós também amamos você. – Catarina beijou meus lábios. – E eu não imagino minha vida sem você, por isso preciso saber se você quer namorar comigo?
As palavras dela entraram pelos meus ouvidos e eu fiquei sem reação, eu ainda estava sem acreditar, pois há oito anos atrás ela me dizia que não me amava, e agora está aqui me pedindo em namoro.
-Theo? – Ela perguntou receosa. – Me desculpa, eu me precipitei.
-Eu aceito. – Respondi no impulso. – É claro que eu aceito.
Catarina abriu um largo sorriso, colei nossos lábios em um beijo apaixonado, eu estava vivendo um sonho, ela é o meu sonho, e agora não tem nada que vai me impedir de viver isso.
-Eu te amo. — Sussurrei entre nossos lábios.
Catarina me puxou pela mão me guiando até o quarto dela, em pouco segundo minha boca era atacada pela sua em um novo beijo, dessa vez mais urgente, mais quente, Catarina sabe exatamente como elevar meu desejo por ela. Minhas mãos apertavam seu corpo e não demorou para nossas roupas estavam jogadas ao chão, enquanto nossos corpos suados se enroscavam na cama. Eu sempre estive entregue à ela, essa mulher definitivamente é a dona do meu coração, não há ninguém além dela.
Acordei com o peso do braço de Catarina na minha cintura, o sono sereno, o biquinho enquanto dorme me deixava ainda mais apaixonada, deixei ela dormindo, me levantei, fiz minha higiene no banheiro e desci, sempre tive o hábito de acordar cedo. Entrei na cozinha e encontrei dona Gê passando café.
-Bom dia sogrinha. – Beijei o rosto dela. – Dormiu bem?
-Bom dia meu amor. – Ela retribuiu o beijo. – Dormi sim e você?
-Perfeitamente, sua filha roncou pouco. – Dei uma gargalhada.
-Tá cedo ainda, caiu da cama? – Ela terminou de passar o café e me serviu uma xícara.
-Eu acordo cedo, desde sempre. – Agradeci e dei um gole no café. –Que delicia!
-Tia Theo, cê dormiu aqui? – Luna desceu com a mochila nas costas.
-Bom dia meu amor. – Me abaixei e beijei a garotinha. – Eu dormi sim.
-Com a minha mamãe? – A pergunta me deixou sem graça.
-Sim, com a sua mamãe. – Respondi fazendo cócegas na barriguinha dela. – Tem problema, meu amor?
-Não, eu já disse que você pode "molar" aqui. – Abri um sorriso e a coloquei sentada.
-Não vai dar bom dia a vovó? – Luna deu um beijinho na vó e Kátia foi preparar o café dela. – Catarina pelo visto não vai descer agora, toma café que a vovó te deixa na escola.
-Eu levo ela dona Gê. – Luna fez festa com a ideia. – Eu preciso encontrar com a Isis.
-Ótimo, bom que eu resolvo minhas coisas por aqui.
Tomamos café rapidamente, não queria atrasar Luna, e queria encontrar com Isis. Eu preciso me acertar com ela, não dá pra ficarmos nesse clima, ela é minha amiga e eu a amo. Ramires já nos esperava na porta, demos bom dia ao motorista e seguimos para a escola da pequena. A garotinha estava tão animada que me deu vários beijos durante o trajeto, conversamos sobre os gostos dela e descobri que ela queria fazer judô, igual a amiguinha Helena, prometi que iria falar com a mãe dela sobre o assunto. Chegamos na porta da escola, desci e a dei a mão, continuávamos conversando e de longe avistei Luiza e Isis.
-Bom dia. – Luiza abriu um sorriso e Isis me olhou negando com a cabeça.
-Bom dia Theo, bom dia Luna. – Nos abraçamos. – Que isso Theodora, já até assumiu a filha?
-É inacreditavel. – Isis revirou os olhos.
-Isis? – A chamei forçando ela me encarar. – Vamos conversar? Eu não quero esse clima, Luiza já entendeu meus motivos.
-Theodora, eu já disse o que eu penso. – Pedi ela pra esperar, me despedi de Luna com um beijo e prometi que viria buscá-la.
-Olha, foi você quem me ajudou a reconhecer que eu gostava da Catarina. – Comecei a falar enquanto caminhávamos até o carro. – Você foi extremamente essencial naquela viagem para Belo Horizonte, eu só tenho a agradecer, você sempre foi tão compreensiva, abriu mão de nós...
-Por isso mesmo Theodora, eu estava lá também quando tudo aconteceu, quando ela te despedaçou. – Isis disse enérgica.
-Deusa do Égito? – A chamei pelo apelido sorrindo.
-Olha só, eu não me importo se vocês voltaram ou não, eu só não quero que ela veja que não é isso que quer e te deixe novamente.
-Isis, eu tenho o mesmo medo. – Luiza entrou na conversa. – Mas dê um voto de confiança, Catarina merece uma segunda chance, pela Theo.
Sorri pra Luiza e ela encorajou Isis. A mineira sorriu balançando a cabeça e me abraçou apertado.
-Eu te amo, furacão! E quero que você seja feliz. – Beijei seu rosto.
-Eu também amo vocês.
Marcamos para nos vermos mais tarde, tomar uma cerveja e Luiza pediu que eu convidasse Catarina, fiquei feliz com isso e voltei pra casa dela com meu motorista, que agora é mais de Luna do que meu.
-Oie. – Catarina estava sentada tomando café, pronta para ir trabalhar. – Por que não me acordou?
-Oi deusa. – Dei um selinho em seus lábios. – Você estava tão linda, não quis acordar minha namorada.
-Ah, Meu Deus! – Catarina me puxou e intensificou o beijos. – Eu vou morrer toda vez que ouvir isso.
-Vou falar sempre. – Me sentei lhe fazendo companhia. – Muito trabalho hoje?
-Sim, quero me dedicar ao novo projeto que sua mãe me propôs. – Catarina falava com brilho nos olhos. – Algo que eu desejei há muito tempo.
-E eu sei que vai ser incrível, pois você é brilhante. – Amava o jeitinho tímido dela ao receber elogios.
-Mas e aí, minha mãe disse que você iria encontrar Isis. – Ela mudou de assunto – Como foi?
-Nos acertamos. – Me servi de mais café. – Inclusive elas nos convidaram pra uma cerveja hoje.
-Me fale a hora. – Acertei a hora na casa das meninas, Catarina concordou.
–Theo, sobre sua vida em Londres, como vai ser?
Catarina perguntou sem jeito e eu suspirei fundo, eu venho evitando pensar nisso desde quando comecei a me acertar com ela, antes eu não pensava em permanecer no Brasil, e agora eu não me vejo mais longe das pessoas que eu amo.
-Olha, eu não sei... – Ela prestava atenção em mim. – A única coisa que eu sei, é que eu sei é que eu não fico mais sem você, sem a Luna...
-Theo, mas e sua vida lá? – Catarina parecia preocupada. – Eu quero viver ao seu lado, mas não quero que você abdique de sua vida, crucifique seus sonhos.
-Meu sonho é você. – Catarina ficou sem palavras, sorri largamente beijandi sua boca.
Depois de ficarmos de lovezinho, Catarina se despediu, desejei boa sorte e fui pro meu loft, precisava dar uma organizada no meu apartamento. Ia aproveitar esse tempo pra pensar na minha vida, como eu resolveria minha vida em Londres. O dia passou voando, no final eu não decidi nada, deixei pra lá e fui encontrar Catarina para irmos na casa das meninas.
-Tem certeza que está tudo bem? – Estávamos a caminho da casa de Luiza e Ester.
-Tenho meu amor, não se preocupe. – Segurei sua mão e levei aos lábios. – Elas sabem que eu sou completamente apaixonada por você.
Catarina me chamou de boba e seguimos caminho, não demorou muito para chegarmos ao apartamento, peguei a caixa de cerveja no porta malas e subimos de mãos dadas, toquei campainha e Ester abriu a porta sorridente.
-Oi, sejam bem vindas. – Nos cumprimentamos com beijinhos no rosto. – Theodora já é de casa, pode ficar à vontade, Cat.
-Oie. – Catarina ainda estava tensa. – Obrigada!
-Oi Otaria. – Luiza se aproximou. – Oi Catarina.
-Oi Luiza, tudo bem? – As duas apertaram as mãos.
-Fica a vontade Catarina, não colocamos veneno na comida. – Dei um tapa na cabeça de Luiza.
-Para amor. – Ester negou com a cabeça e nos acomodamos. – Catarina, você sabe como é, essas duas aí não tem jeito, mas pode ficar tranquila.
-Não se preocupem. – Me sentei e passei o braço pelos ombros de Catarina.
Isis ainda não havia chegado, começamos sem ela mesmo, Luiza já estava com uma cerveja nas mãos e Ester ofereceu vinho pra Catarina. Estávamos em uma conversa leve sobre as crianças, Luiza e Cat falavam de música e foi bem ali que tomei minha decisão, em Londres no máximo eu tinha Gringa e Tiago, mas não tinha esse calor humano, a risada grossa de Luiza, o cuidado de Ester e principalmente o amor de Catarina. Meu lugar é exatamente aqui!
-Theo, esqueci de te falar. – Ester chamou minha atenção me tirando dos meus pensamentos. – Sua madrasta é minha paciente, atendi ela hoje.
-Tá tudo bem? - Perguntei preocupada, pois Sam sentiu dores na barriga ontem.
-Eles estão bem, mas Sam precisa de alguns exames. – Apertei as sobracelhas. – Olha eu sem ética profissional.
Ester deu um sorriso sem graça ao perceber o que estava fazendo.
-Ester, é o meu irmão, você pode me falar o que está acontecendo. – Eu já estava preocupada.
-Não é algo muito grave, seu pai possui traço de anemia falciforme. – Não entendia nada disso e pedi pra ela me explicar. – A anemia falciforme é um grupo de distúrbios hereditários em que os glóbulos vermelhos assumem o formato de foice. No traço falciforme, a criança recebe a mutação genética da célula falciforme de apenas um dos pais. Nesse caso, a criança não desenvolve a doença, mas pode transmitir o gene defeituoso para as futuras gerações.
-É isso siginifica o que? – Perguntei ainda sem entender.
-Esse genes vem do seu pai, e caso você venha a engravidar, os seus filhos podem ter esse genes defeituosos. – Catarina se mexeu ao meu lado e Ester continuou. – Não precisa ficar preocupada, você pode fazer o exame pra saber se também tem, e tem tratamento quando você pensar em engravidar.
-Vou procurar saber, pois Luna pediu irmãozinhos. – Cutuquei a cintura de Catarina que estava tensa ao meu lado.
Fim do capítulo
Eita eita
Comentar este capítulo:
HelOliveira
Em: 13/01/2023
Se a Theo descobrir sobre o pai sozinha vai ser uma decepção maior ainda....pois ela ama.esse pai....espero que Cat fique fora disso, não quero ver nosso casal brigando e a Theo sendo quebrada de novo
[Faça o login para poder comentar]
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]