Whitout me por Kivia-ass
Eu amo vocês!
POV THEODORA
Desde o dia que Isis nos pegou no flagra eu ando querendo contar pra Luiza sobre minha volta com Catarina, não tem mais motivos para escondermos isso, somos duas mulheres adultas e minhas amigas precisam entender isso.
Acordei cedo, tomei café com Catarina e Luna, e segui para a casa de Ester e Luiza, ia resolver isso logo de manhã, e depois só faltaria minha mãe, que é o nosso maior receio, na verdade de Catarina pois eu não dou permissão pra minha mãe se intrometer na minha vida mais.
-Bom dia Safada. – Luiza abriu a porta com um abraço apertado. – Já tomou café?
-Bom dia, Lu. – Demos dois beijinhos de comdre. – Já tomei, obrigada.
-Oi Theo. – Ester se aproximou beijando meu rosto. –Tudo bem?
-Tô bem, sereia. – Me acomodei no sofá. – Eu vim, pois tenho algo pra falar.
-Solta a fofoca. – Luiza bateu palma e se sentou também.
-Então, eu não sei como vocês vão receber a noticia. – Suspirei e Luiza me encarou. – Espero que me entendam, Isis não gostou muito da notícia, mas Catarina e eu estamos nos entendendo.
-O QUE? – Luiza deu um grito assustando Ester e eu. – Porr* Theodora, eu não acredito nisso, isso é sério?
-Lu, calma. – Ester colocou a mão no ombro da esposa. —Escuta primeiro.
-Calma? Você lembra que ficamos oito anos sem nos falar, por culpa da Catarina? – Me levantei também.
-Não foi bem assim. – Tentei defender. – Ficamos sem nos falar por infantilidade nossa.
-Mas tudo começou por culpa dela, Theodora. – Luiza tentava controlar a voz.
-Lu, a gente não manda no coração, você sabe disso. –Ester tentava controlar a esposa. – Elas se amam, a Theo já sofreu tanto por isso, e agora elas estão tentando se acertar, tentando viver esse amor.
-A Catarina teve os motivos dela, Luiza. – Me aproximei da minha amiga. – E eu já perdoei, garanto se fosse a Ester, você também entenderia.
-Não tente inverter as coisas. – Luiza estava irredutível.
-Luiza, eu a amo, eu a amo como eu nunca vou amar outra pessoa, Catarina é a única mulher no mundo todo que entrou no meu coração, não vou falar que não tentei tirar ela daqui. – Apontei pro meu peito e continuei. – Passei oito anos da minha vida imaginando como seria se ela me amasse igual eu a amo, e hoje eu sei que ela me ama, que ela me quer, eu não posso e nem quero privar de viver isso, mas gostaria que você e a Isis respeitassem isso.
-Eu só não quero que você sofra. – Ela disse em um fio de voz. – Como sua amiga, foi de partir o coração te ver daquela forma, eu achei que te perderia, Theo, achei que você iria morrer de amor, esse é o motivo pelo qual eu não estou feliz, eu não quero te ver daquele jeito novamente, e sei que a Isis pensa do mesmo jeito.
-Hoje eu sei me cuidar, eu confio no sentimento dela, eu sinto que é verdadeiro. – Segurei as mãos dela. – Dê uma chance a ela?
-Se você está feliz, eu não posso ser contra isso. – Luiza me puxou pra um abraço. – Eu estaria sendo hipócrita, não posso ditar o que é felicidade pra você, mas saiba que eu terei uma conversa séria com ela, e quando o Enzo voltar de Los Angeles ele também vai querer ter essa conversa.
Gargalhei alto e Ester se juntou ao abraço, era menos um peso nas costas, agora só preciso fazer as pazes com Isis, sei que minha amiga também entenderia. Acabei ficando para o almoço, contei desde o início como nos reaproximamos, Luiza ficou brava com Ester quando descobriu que ela já sabia, defendi a loira e continuamos o papo, contei das provocações de Catarina e Luiza disse que eu era uma safada. Depois de muito bater papo, fui pro meu loft e avisei ao meu pai que iriamos jantar mais tarde, ele amou a ideia e confirmamos a hora.
{...}
As sete em ponto eu estacionava na garagem de Catarina, combinei de vir buscá-las e as três estavam lindas, antes de vir, instalei a cadeirinha no meu carro, já havia dias que eu tinha comprado. Dona Gê era a mais empolgada, ela estava tão feliz com a minha relação com a filha dela, e eu só pedia a Deus que minha mãe ficasse feliz por mim assim algum dia.
-Vocês estão lindas! – Estávamos a caminho do restaurante.
-Você também está. – Catarina colocou a mão sobre a minha coxa.
-Está mesmo. – Dona Gê falou olhando pelo retrovisor.
-Lá vai ter batatinha, tia Theo? – Luna perguntou animada.
-A tia pede pra você, meu amor. – Olhei pra trás quando paramos no sinal.
-Você tem que parar de mimar ela. – Catarina falou baixinho e eu sorri.
-Não tem mais jeito, eu vou mimar ela até quando eu não puder mais. – Dei um selinho rápido em seus lábios.
Em poucos minutos estacionamos em frente ao restaurante, meu pai já nos aguardava lá dentro, avisei a recepcionista e ela nos acompanhou até a nossa mesa.
-Oi pai. – Ele e Sam se levantaram para nos receber. – Oi Sam.
-Oi amor do papai. – Ele me abraçou beijando meu rosto. – Olá, você deve ser a famosa dona Geralda?
-Oi, sou eu mesma, mas famosa eu não sei. – Meu pai e Dona Geralda se cumprimentaram. – Muito prazer Gael.
-O prazer é meu, essa é a minha esposa, Samantha. – As duas se abraçaram. – E essa princesa é a Luna, acertei?
-Fala oi, pro meu pai, Lulu? – Peguei Luna no colo e meu pai a abraçou, mas ela ainda estava timida. – Daqui a pouco ela se solta, pai.
-Vamos bater muito papo, né Luna? – Ela sorriu e afirmou com a cabeça. – E agora deixa eu abraçar a minha nora.
-Olá Sr. Gael, muito prazer. – Catarina se aproximou do meu pai. – Olá Samantha.
-Até que enfim, nos conhecemos, e você é ainda mais linda pessoalmente. – Meu pai sempre um galanteador. – Theo tem a quem puxar no bom gosto.
-Pai? – O repreendi e todos riram.
-Mas é verdade. – Nos acomodamos ainda rindo das palhaçadas do meu pai. – O prazer é meu em conhecer vocês, Theodora não para de falar das três, né amor?
-Isso é verdade, eu estava doida pra conhecer vocês de tanto que ela fala. – Sam disse com seu sotaque carregado e dona Gê caiu na risada.
Meu pai era o mais empolgado da mesa, talvez seja por eu ter falado pra ele durante esse tempo todo o quanto eu era apaixonada por Catarina, eu nunca escondi nada dele, sempre fui sincera e nunca tivemos segredos. Luna também se soltou e meu pai não era diferente de mim quando o assunto era mimar crianças, a garotinha conquista todos ao redor, isso não seria diferente com ele.
Meu pai e Sam falavam da gravidez e fazia muito tempo que eu não via meu pai tão feliz, até parecia o primeiro filho, quase senti uma pontadinha de ciúmes, mas era impossível, não ficar feliz pelos dois.
-Mas você já está com tempo de gravidez? – Dona Gê perguntou pra minha madrasta.
-Entrando na décima terceira semana, quase três meses. – Meu pai fez um carinho na esposa e eu imaginei como seria se eu tivesse acompanhado a gravidez de Catarina.
-E como está sendo, tá sentindo enjoos e desejos? – O papo sobre gravidez começou a render. – Catarina sentia muito enjoos nas primeiras semanas, e depois passou a sentir desejo de um tal frango com lemon peper Theodora fazia.
-Mãe? – Catarina repreendeu a mãe e eu a encarei. – Eu fiquei a gravidez toda obcecada em tentar fazer aquele frango, mas ninguém acertava a receita.
-Devia ter me ligado. – Passei o braço pelo pescoço dela. – Eu viria correndo fazer.
Catarina sorriu pra mim, fazendo um carinho no meu rosto, não era mentira, eu viria correndo de onde eu estivesse, não posso fazer nada se eu a amo.
-Como é bom te ver feliz, filha. – Meu pai segurou minha mão.
-Eu falo o mesmo, Gael. – Dona Gê respondeu. – Eu estou feliz pelas duas.
Agradecemos e continuamos o papo sobre gravidez, descobri várias coisas sobre a gestação de Catarina, e fiquei cada vez mais apaixonada por ela e pela Luna.
-Mamãe, "quelo" ir ao banheiro. – Luna pediu baixinho e eu sorri.
-A vovó te leva meu amor. – Dona Geralda se levantou e seguiram até banheiro.
-E ai filha, decidiu sobre aquele assunto? – Meu pai se referia à minha mudança de Londres para o Brasil.
-Ainda não sei. – Catarina me encarou querendo saber qual assunto. – Cat e eu precisamos conversar ainda, e decidimos conversar com a mamãe sobre nós duas.
-Olha, eu não sei como vai ser a reação de Malvina, mas vocês precisam enfrentar esse problema, e melhor ainda se estiverem juntas. – Meu pai segurou nossas mãos. – Sua mãe precisa aceitar que você já é uma mulher adulta, e que você sabe o que te faz feliz.
-Sabemos disso. – Suspirei.
-Eu sempre tive medo, mas eu não quero mais viver refém disso. – Catarina se pronunciou. — Não quero correr o risco de perder Theodora novamente.
-Você não vai me perder. – Deixei um selinho demorado e dona Gê e Luna retornaram.
O jantar foi incrível, comemos e bebemos, nos divertimos, meu pai deixava tudo leve, muito diferente da minha mãe, eu gostaria muito que ela estivesse aqui conosco, mas isso é sonhar o impossível. Resolvemos nos despedir do meu pai, Luna já estava cansada, e Sam estava sentindo um leve incômodo na barriga, meu pai achou melhor irem pra casa e eu fui deixar as meninas na casa delas.
-Seu pai é um cara muito legal, Theo. – Dona Geralda disse animada. – E a Sam é belíssima.
-Eles são. – Respondi sorrindo. – Obrigada por aceitarem o convite.
-Eu quem agradeço pela noite. – Catarina disse me encarando.
-Tia Theo, seu papai vai te dar um irmão? – Luna perguntou entrando na conversa. – Mamãe, eu também "quelo" um.
-Ih gente, vocês duas vão ter que se virar nessa ai. – Dona Ge gargalhava e eu olhava para Catarina esperando a resposta.
-Filha, a mamãe não vai te dar irmãozinhos agora. – Ela se virou olhando pra filha. – Talvez um dia, quem sabe.
-É, quem sabe? – Arqueei as sobrancelhas sugestivas.
Mudamos de assunto e rapidamente eu chegava na casa de Catarina, acabei subindo com Luna, ela me pediu colo e eu não sabia falar não pra ela. Catarina balançou a cabeça em negação e eu dei os ombros. Dona Geralda se despediu dizendo estar cansada também, me agradeceu pela noite e entrou pro quarto. Ajudei Luna a se trocar, arrumei o cabelinho dela e contei uma historinha pra ela dormir, não demorou muito, pois ela estava exausta. Deixei um beijo em seus cabelos e quando me virei, Catarina admirava a cena com um sorrisão nos lábios.
-Se eu disser que sonhava com essa cena, você acredita? – Me aproximei e ela passou os braços pelo meu ombro.
-Eu acredito, pois o meu sonho era viver isso com você. – Beijei seu queixo. – Eu amo vocês.
-Nós também amamos você. – Catarina beijou meus lábios. – E eu não imagino minha vida sem você, por isso preciso saber se você quer namorar comigo?
Fim do capítulo
Até enfim Catarinaaa
Comentar este capítulo:
Lea
Em: 09/01/2023
Gael e Theodora não tem segredos? Bom isso é o que acha a Theodora.
Theodora se sentirá traída pelo seu pai e pela Catarina,por não falarem a verdade para ela?
A relação dela e da MALVINA,se destruirá de vez?
*
Até que enfim dona Catarina,pediu a Theodora em namoro!
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