Por acaso um amor por Lettera e Vanderly
Capitulo único
Helane:
Às vezes aquilo que os nossos olhos veem não condiz com a realidade que o nosso cérebro processa. Eu estava sentada no lugar mais alto da ilha Generosa, olhava aquela imensidão do mar lá embaixo e toda a vila habitada. Já havia chorado muito, estava tão triste e não queria ver ninguém...
Já fazia uma semana que estava ali isolada do mundo, só a minha vó e os meus pais sabiam pra onde eu teria ido, mas não tinham a localização exata. Agora era noite, véspera de natal, muitas luzes coloridas, um grande contraste com o meu mundo cinzento. Eu havia sido convidada para estar lá embaixo junto aos moradores da ilha e demais visitantes, mas a minha tristeza não me deixou nenhuma vontade de participar da alegria de ninguém.
Talvez você esteja pensando: mas o que aconteceu afinal? Eu vou te contar.
Há mais de uma semana eu estava no meu escritório de contabilidade, tudo indo maravilhosamente bem. Muitos clientes, tantos que eu e a Alana contratamos dois estagiários para nos auxiliar. Na caixa eu tinha sido promovida a subgerente, no lugar da Crislaine que fora transferida para outra cidade. O meu casamento com a Acácia então seguia uma eterna lua de mel, encontrar a minha branquinha em casa todas as noites toda cheirosa me aguardando junto com nossos filhos era tudo de bom.
Infelizmente nem tudo são flores, ao longo de uma estrada às vezes existem pedras de tropeço e subidas íngremes.
Eu estava no escritório de contabilidade, tinha combinado com a Acácia de que sairia mais cedo e a pegaria no trabalho pois pretendíamos jantar fora e ter um momento só entre nós duas.
Eu já tinha tomado banho, me preparava para sair quando uma garota entrou esbaforida assim que abri a porta da sala.
— Me ajuda dona, por favor! Tem um cara me perseguindo, ele me pegou, já me bateu, consegui me soltar e com sorte o despistei entrando nesse prédio. Mas com certeza ele está lá fora me procurando. Deixa eu passar a noite aqui! Não tenho pra onde ir nesse momento pra ele não me achar!
Eu fiquei olhando para a garota estupefata. Ela estava muito suada, tinha um ferimento na testa, outro no canto da boca, estava com o rosto muito vermelho, os olhos inchados e os ferimentos sangravam um pouco.
Eu nunca fui de negar ajuda, não pensei duas vezes; a conduzi até o sofá depois de encostar a porta e fui em busca da maleta de primeiros socorros que existia no meu banheiro privado. Depois de limpar os ferimentos dela coloquei uns curativos, e já estava me levantando quando simplesmente a garota começou a chorar copiosamente. Num impulso a abracei, ela envolveu o meu pescoço e ficou ali fungando no meu cangote. Instintivamente lembrei da Acácia e percebi que já estava atrasada ao olhar o relógio no painel.
— Que pouca vergonha é essa aí? Então quer dizer que é isso que tu fica fazendo até tarde aqui? Se esfregando com alguma vagabunda! — A voz irritada e excessivamente alterada da Acácia ecoou pela sala assustando a mim e a garota, que se desvencilhou de mim rapidamente e me empurrou para longe de si.
— Meu bem calma! Não é nada disso que tu está pensando! — eu falei aflita.
— Eu não estou pensando nada, Helane. Eu estou comprovando os chifres que sempre tive medo de levar de você. O que mais me dói é perceber que essa garota pode ter a mesma idade da Pérola, tua sobrinha, ou da minha filha Yasmin.
Eu estava ouvindo aquilo, mas não estava acreditando, parecia mais um pesadelo.
— Amor, por favor me escuta primeiro, deixa que eu te explico o que você acha que viu. — ela me olhou com tanto ódio e desprezo que o meu corpo tremeu.
— Você não presta, me enganou todos esses anos. E quer saber, eu não duvido nada que você tenha mesmo trans*do com a vagabunda da Regina numa despedida de solteira e depois ela tentou te matar, a Crislaine, e todas as outras que ficam babando por você. Agora pegar uma ninfeta é muito me humilhar! — disse olhando para a garota que a olhou com lágrimas nos olhos.
— Dona, eu não sou uma vagabunda, estava precisando de ajuda... — a garota começou a falar.
— Cala a tua boca garota, e saí daqui agora! Fora! — a Acácia gritou; agarrou num dos braços da garota e começou a arrastá-la para fora da minha sala.
— Deixa ela, a garota não tem culpa de nada, nós não fizemos nada de errado. Mas você não quer ouvir a verdade. — falei puxando a garota das mãos dela. A Acácia a soltou e partiu com a mão aberta a fim de me esbofetear, mas eu fui mais rápida segurando as suas duas mãos para trás.
— Eu te odeio sua cretina, cachorra, traidora desgraçada! — ela gritava tentando me acertar com pontapés.
— Já chega! Cala essa boca! Não quero ouvir mais nem um pio seu. Quer que eu te amordace? — falei a sacudindo com firmeza.
— Eu te odeio, odeio, odeio com todas as minhas forças! — disse chorando e cuspiu em meu rosto.
Eu a peguei no colo em silêncio, ela não lutou mais, então desci até o meu carro, a sentei no carona, e dirigi para casa. Chegando em casa desci do carro, lhe abri a porta, a peguei nos braços, ela estava parecendo catatônica, a coloquei sobre a cama, abri o meu armário de roupas, coloquei algumas mudas numa mochila, deixei as chaves do carro sobre uma mesinha, me dirigi à porta, mas antes de sair me virei para ela.
— Acácia, eu vou viajar sem data prevista de retorno. Na minha ausência, pense em tudo que você me disse agora há pouco, pense em tudo o que vivemos até antes de tu chegar na minha sala hoje. Pense em tudo que enfrentamos juntas. Pense que quase nos perdemos uma da outra por causa de julgamentos precipitados. Pense que depois que eu te encontrei deixei simplesmente de ser apenas eu, para que contigo fôssemos nós. E pense se eu seria tão louca a ponto de abrir mão de tudo que conquistamos juntas por uma aventura. Nós construímos um lar, formamos uma família imensa. Então pense se você quer desistir de tudo isso.
Terminando essas palavras, coloquei a mochila nas costas, peguei a minha moto e segui sem destino certo por alguns minutos, apenas pilotei sentindo o vento.
Algumas horas depois cheguei na fazenda da minha vó. Eu conversei com os meus pais, com a minha vó apenas a beijei dando benção. No dia seguinte após o café, voltei para cidade, pedi uma licença urgente do banco e segui pra o lugar que me deu vontade de ir.
Acácia:
Por favor não me julguem, ainda que eu mereça alguma condenação.
O ciúme é o pior conselheiro de uma mulher, a insegurança é péssima companheira. Essas coisas nos cegam completamente.
As coisas evoluíram muito. Eu fiz faculdade de enfermagem. Arrumei um ótimo emprego num hospital e tudo ia de vento em popa.
Eu estava tão ansiosa aguardando a minha amada ir me buscar pra o nosso programa a duas; tão empolgada que quando percebi a sua demora não pensei duas vezes, mandei uma mensagem dizendo que iria encontrá-la próximo ao prédio da contabilidade.
Não esperei a resposta e segui até o local com o meu coração ansioso. Era sempre assim que eu ficava próximo ao horário da sua chegada. Nós já tínhamos alguns anos juntas, a Yasmin já estava com mais de dezoito, e nossos demais filhotes já grandinhos também.
Se eu soubesse que encontraria aquela cena naquela sala, eu juro que não queria ver, juro que não queria saber de algo do tipo. A Helane, o amor da minha vida com outra mulher nos braços. Não uma mulher qualquer, mas uma ninfetinha da idade da nossa filha.
Eu sei, vocês devem me achar paranoica, uma louca ciumenta que caça chifres em cabeça de cavalos. Mas ninguém me contou. Não era um vídeo editado, era simplesmente a minha esposa nos braços de outra, tão colada que nem vento passava. A menina estava praticamente no colo dela. E ninguém seria capaz de pensar que elas não eram íntimas.
Eu surtei! Eu nunca fui muito equilibrada quando o assunto envolvia o transtorno de insegurança e ansiedade. Eu disse tantas coisas a Helane que até esqueci.
O resultado é que ela, depois de me deixar em casa completamente destruída, pegou sua moto e sumiu no mundo.
A minha razão me dizia para escutar, mas o meu ciúme e orgulho dizia que não. Quando me acalmei alguns dias depois liguei pra fazenda, pois imaginei que ela estaria por lá. Ganhei um puxão de orelha dos meus sogros. A partir de então foram sucessivas broncas. Até a Havana que era a mais tranquila quase me bateu.
Os dias se passaram e agora eu nem queria saber se era verdade ou não o que vi. Porque todos por unanimidade me reprovaram. O meu pai chegou a me dizer que talvez ele tivesse errado por me mimar tanto. E que devia ter me dado uns cascudos. O que agora doía era a falta de notícias dela. A Yasmin me olhava com desconfiança, pois não engoliu a história de que a outra mãe dela teria viajado a serviço sem se despedir de ninguém. As crianças me enchiam de perguntas cujas respostas eu não podia dar.
— Dona, deixa eu te falar um minutinho por favor! Depois se a senhora quiser pode me bater, eu não ligo. Todo mundo só quer me dar porr*da!
Faltavam dois dias para o natal e eu saía de um plantão quando ouvi aquela voz atrás de mim.
— Olha, eu estou muito cansada e não quero me estressar mais. — falei para a tal ninfeta que foi pivô de todo o meu transtorno.
— Desculpa, não quero causar problemas pra senhora nem pra ninguém, mas a tua esposa não fez nada de errado. Eu juro! Nós não fizemos! O que aconteceu é que eu fugi de um homem que queria fazer de mim uma garota de programa, então para me esconder entrei no prédio da sua esposa. E como a sala dela foi a única que tinha gente e estava aberta eu invadi pra pedir ajuda. E ela me ajudou fazendo curativos em meu rosto. Quando a senhora chegou eu estava me recuperando de uma crise de choro. E o que a senhora viu não passou da ação de uma garota desesperada sendo acolhida por uma pessoa boa. — as lágrimas escorrendo pela face da garota mostrava claramente o quanto ela estava sendo sincera. As marcas da violência estavam ainda perceptíveis em seu rosto.
— E por que você demorou tanto pra me procurar? — perguntei a primeira coisa que me veio cabeça.
— Primeiro porque estava com medo dele me pegar, e segundo porque não sabia onde encontrá-la até hoje. Ele foi preso em flagrante tentando convencer uma outra garota, então quando eu soube, voltei lá no escritório da tua esposa, e uma moça chamada Alana me trouxe até aqui, depois de ouvir toda a minha história. Ela é tua irmã? Quase me bateu por provocar toda essa guerra entre vocês. — Pela primeira vez depois de muitos dias eu sorri timidamente.
— Não. — falei envergonhada.
— Bom, era só isso. E me desculpa mais uma vez. — a garota disse fazendo menção de retirar-se.
— Me desculpa você. Eu te disse coisas horríveis. — ela sorriu.
— Tudo bem dona, eu compreendo. — disse séria.
— O meu nome é Acácia. E o teu? — ela sorriu de canto.
— Yandra. Yandra Martins. — eu a olhei admirada.
— Prazer! — estendi uma das mãos que ela apertou tímida.
— Bom, eu vejo que já se tornaram amigas. Então eu vou seguir pra minha casa. Yandra, depois passa lá naquele lugar que te falei. — a Alana que estava em oculto apareceu.
— Sim senhora. E obrigada por tudo. Tchau pra vocês! — a garota se foi.
— E agora, o que vai fazer? — a minha ex cunhada perguntou.
— Não sei, minha amiga. Talvez ela nem queira mais me ver. Eu disse coisas horríveis pra ela. E ainda lhe cuspi na cara. Eu não a mereço. Ela sempre me amou, mas eu não confiei no amor dela. — falei entre as lágrimas.
— Você a ama Acácia? — perguntou-me.
— Claro que eu amo, Alana! Que pergunta é essa sem pé nem cabeça? — falei ofendida.
— Você a feriu com a sua falta de confiança, então vai ter que correr atrás do prejuízo. Não sei se será fácil reconquistar, mas é um risco necessário. Eu posso te ajudar, descobrindo onde ela está, mas o restante é contigo. — Alana falou e se foi.
Helane:
Eu ainda estava lá olhando as estrelas na imensidão dos céus, quando um barulho de passos me fez virar pra olhar para trás.
O local estava na penumbra, mas eu reconheceria aquela silhueta mesmo que se passassem mil anos.
Os passos dela cessaram a alguns metros de distância do ponto onde eu me encontrava.
— Eu acredito que alguém lá em cima me ama incondicionalmente. Porque só isso explica eu permanecer viva depois de fazer tantas burradas. Eu sei que não mereço o amor que tu me dedicou todos esses anos. Eu não mereço o teu perdão. Eu não mereço a família linda que nós formamos. Me perdoa, Helane, me perdoa por todas as vezes que deixei o ciúme falar mais alto. Me perdoa por ser fraca. — ela disse com a voz embargada pelo choro que tentava controlar.
Eu não me abalei, não lhe respondi. Apenas fiquei olhando a sua silhueta se ajoelhar naquele chão repleto de pedrinhas pontiagudas, ela chorava, encurvou o corpo até tocar o rosto no chão.
Eu me aproximei devagarinho, vi que tremia.
— Levanta daí! O que você faz agora não vai mudar o que você me disse naquela noite. — falei com mansidão.
— Me perdoa por favor, Lane, volta pra casa, os nossos filhos estão sofrendo com a tua ausência. A Yasmin está esquisita, ela está desconfiada de que algo está muito errado! Tudo bem você estar com raiva de mim, mas eles precisam de você. — ela deitou no chão.
— Acácia, levanta daí, você vai se machucar nestas pedras. — falei ficando bem próxima dela.
— Eu te amo tanto. Mas sou louca, ciumenta, insegura, impulsiva e não mereço o teu amor. Não precisa voltar a conviver comigo, mas volta por nossos filhos. Eu fiz uma grande loucura hoje, e talvez você fique muito chateada comigo, mas eu mandei buscar a sua vó pra ceia de natal aqui na vila Generosa. Ela não sabe que nós estamos separadas, nossos filhos e nem a Pérola. Então, por eles vamos descer e passar o nosso último natal juntas. — ela abraçou as minhas pernas, ainda trêmula.
— Acácia! — falei enquanto a erguia delicadamente. — Não importa o que digas, ou o que faças, o meu amor é teu, mulher. — Acariciei o seu rosto o sentindo molhado.
— Meu amor! — ela disse entre soluços enquanto me abraçava forte.
— Querida, você está com uns ferimentos no rosto e também nos joelhos. Venha, vamos cuidar disso. — falei assim que entramos no chalé onde eu me hospedara.
Alguns minutos depois nós descemos, pegamos o barco que nos esperava e seguimos para a vila Generosa. Tudo estava lindo.
A minha vó ficou radiante ao nos vê chegar devagar de mãos entrelaçadas. Recebemos uma salva de palmas. O Carlão, amigo da Acácia, e o Paulão, meu amigo, soltaram alguns fogos de artifícios silenciosos que apenas mostravam umas lágrimas rosadas parecendo corações.
Os nossos filhos estavam felizes, os pequenos brincavam com os amiguinhos e as demais crianças da vila numa brincadeira de roda.
— Mãe, vocês estavam brigadas? — Yasmin questionou.
— Não exatamente, meu bem. Mas não se preocupa com isso. — ela beijou a minha bochecha e foi sentar junto com a Pérola.
Acácia:
Eu não merecia o perdão dela, muito menos o seu amor tão devotado a mim. Mas eu não podia simplesmente desistir da gente. Eu errei feio com ela e só me restava descer até o chão. Eu confesso que tive medo daquele silêncio e daquela aparente distância, e também tremi quando ela mandou-me levantar do chão.
Assim que me ajoelhei, sentir os meus joelhos serem feridos nas pedrinhas, mas não me importei. Os machucados que ganhei ali não se pode comparar aos que eu causei nela na minha ignorância.
A Helane não poderia escolher um lugar melhor para se refugiar de tudo e de todos, que aquele encanto de Ilha na vila Generosa.
A Alana conseguiu fazer com que a Andréia convencesse dona Helen de me dar o endereço. E ela muito brava comigo me deu, depois de um sermão bem severo.
Eu me esforcei para estar ali. E quando novamente me senti segura nos braços da minha mulher, jurei intimamente que não importa o que aconteça, não mais duvidarei do seu amor por mim.
A festa estava sendo a coisa mais linda que eu me lembrava. Todos os nossos amigos estavam ali. Faltaram só a Crislaine e Jane que tinham ido morar em outra cidade por causa da Cris, que foi gerenciar uma outra agência da Caixa.
A Helane se afastou para falar com algumas pessoas e a gente acabou se perdendo. Mais tarde saí andando a esmo a procura dela, depois de acomodar as crianças numa das pousadas e deixar a Yasmin, a Pérola e a Yandra fazendo companhia para os pequenos.
Sim, a Yandra virou nossa protegida, pois junto com a Alana nos comprometemos em ajudá-la, a Alana lhe ofereceu um trabalho de meio período como recepcionista lá do escritório, e eu um dos quartos da minha casa. Como disse, saí a procura da Helane e fui encontrá-la num local um tanto ermo, mas ela não estava sozinha, naquela distância não podia ouvir o que ela falava para uma mulher. Me aproximava devagar, mas estanquei quando a mulher segurou no rosto da Helane e a beijou. Eu fiquei trêmula, não conseguia me mover. A mulher levou a Helane ao chão prendendo-a com seu corpo, e desceu a boca na direção da dela para beijá-la. Aquilo era demais para minha sanidade mental, tentei gritar, mas não consegui formular palavras, pensei em sair correndo, mas não sucumbi essa vontade. "Eu estou ficando louca", pensei. "Aquela não pode ser a Helane, e se for, não é o que parece ser!" Eu disse para mim mesma.
— Você por acaso enlouqueceu? Qual parte daquilo que eu te falei você não entendeu? Eu sou uma mulher comprometida, amo a minha esposa, os meus filhos, a família que tenho é a minha prioridade! Se manca garota!
Helane falou enfurecida após se desvencilhar da mulher.
— Mas que bobagem, gatona! Eu quero um sex* quente, mais nada. Depois você volta para a brincadeira de casinha com aquela loirinha branquela e sem graça. — a mulher falou debochada e gargalhou.
- Deby, já chega de passar vergonha, vá para casa agora! — uma mulher que se postou ao meu lado de mansinho falou, e a mulher seguiu numa direção oposta enquanto a Helane nos olhava.
— Acácia! — Helane murmurou baixinho.
— Não se preocupe, Helane, o seu amor foi provado e aprovado e agora estará firme como sempre deveria.
— Acácia, o teu amor se fortaleceu ao longo desses últimos dias, mas hoje você venceu uma grande batalha: o medo. Feliz Natal, queridas! — a mulher disse e seguiu na mesma direção da outra.
Helane:
— Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. — Acácia disse assim que ficamos a sós na beira da praia.
— E você a minha, loirinha. — eu disse a abraçando gostoso.
— O que vamos fazer agora? — ela perguntou.
— Não sei. O que você planejou? — falei com um sorriso de canto.
— Te raptar caso não aceitasse o meu pedido de perdão, te levar para um lugar deserto, te provocar até tu não aguentar mais e te amar da melhor maneira. — ela sorriu.
Quando o helicóptero pousou no meio da clareira na mata e eu vi o nosso chalé, não segurei a emoção e chorei. A Acácia também chorou quando eu a tomei nos braços e fui carregando-a até chegarmos na varanda.
Os nossos olhos brilhavam através das luzes fracas das velas que iluminavam o nosso quarto. Nos despíamos devagar, saboreando com os olhos o que as mãos e a boca iam degustar lá adiante.
— Você é tão linda, amor! — ela me dizia enquanto me acomodava devagar entres as suas pernas.
— Você é muito mais, princesa! — olhava em seus olhos, enquanto acariciava os seus seios delicadamente.
— Eles estão carentes dessa tua boca carnuda e gostosa. Vem amor, e sacia a nossa sede. — falou dengosa.
As aréolas rosadas entumecidas ficaram ainda mais duras ao contato dos meus lábios sedentos. Ch*pei como se apreciasse uma fruta madura.
— Você é maravilhosa, minha gatinha. — gemi ao sentir o atrito das nossas intimidades.
— Ai, ai, ai delícia! Hum, ah, oh! — a Acácia gem*u apertando as pernas envolta a minha cintura, arranhando as minhas costas, enquanto eu me movimentava de maneira lhe provocar mais prazer.
— Gostosa! — falei quando senti o seu líquido quente se misturar com o meu gozo.
— Feliz Natal, meu bem! — ela disse depois que nossa respiração se normalizou.
— Feliz Natal, minha gatinha! — eu retribui abraçando.
Nós dormimos com a certeza que aquele seria o melhor Natal das nossas vidas.
Os ciúmes demasiados cegam as pessoas e minam a confiança.
Não é fácil construir um relacionamento, mas quando se acredita deve-se lutar com empenho. Vamos acreditar que o amor é capaz de vencer qualquer obstáculo. E ele vencerá.
FIM
Fim do capítulo
Depois de ler este conto, leia (ou releia) o romance na íntegra aqui: projetolettera.com.br/2350
Comentar este capítulo:
Lea
Em: 25/12/2022
Os anos podem passar,mas os ciúmes da Acácia, não passam nunca. Ela por muito pouco não perde a mulher da sua vida!
Helane como sempre, tentando da melhor forma possível mostrar a verdade para a esposa. Helane tem um coração de ouro!
*
Adorei "matar" a saudade dessa família!
*
FELIZ NATAL,Vanderly!
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HelOliveira
Em: 23/12/2022
Oh que maravilha matar saudades das nossas meninas, ciúmes da dose certa é até gostoso, mas quando sai do controle é capaz de destruír qualquer relação...
Parabéns e obrigada...
Feliz Natal e um 2023 cheio de realizações
Vanderly
Em: 24/01/2024
Olá HelOliveira, tudo bem?
Perdoe-me a demora, mas só hoje vi o teu comentário.
Muito obrigada! Espero que tenha gostado tanto quanto do romance completo.
Um feliz 2024 para todas nós.
Abraço fraterno!
Vanderly
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Gio
Em: 22/12/2022
Que coisa né, uma boa ilustração do que presunções aliadas a inseguranças podem gerar.
Achei interessante, quando já existem falhas na comunicação e rachaduras na confiança, seja a própria ou no relacionamento a coisa pode escalar rápido. rsrsrs
Eu li em algum lugar que se todas as personagens estivessem com a terapia em dia, não existiriam contos ou histórias kkkkk
Ainda não conheço o original, vou dar uma olhada!
Feliz Natal!
Vanderly
Em: 24/01/2024
Olá Gio tudo bem?
Perdoe-me a demora em responder.
Mas o fato é que não consegui visualizar o teu comentário nem alguns outros posteriores, mas hoje por um acaso pesquisando outra coisa fui direcionada e vi.
Muito obrigada por comentar! Espero que tenha gostado desse texto e do romance completo.
Abraço fraterno!
Vanderly
Vanderly
Em: 24/01/2024
Gio, feliz 2024 , tudo de bom!
Abraço!
Vanderly
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flawer
Em: 22/12/2022
Olá gatona!
Amei a estória...
Realmente o ciúme qdo em demasia é igual a pimenta em comida; acaba tirando o sabor de tudo... Portanto, que o tenhamos ( pq é difícil não ter ciúmes de quem amamos) mais em pouca quantidade. Acacia aprendeu! Kkkkk
Parabéns pelo belo conto, linda autora.
Beijinhos no nariz
Resposta do autor:
Boa tarde minha amiga secreta!
Quê honra receber a senhorita conterrânea no meu humilde espaço!
Flawer, obrigada pelo carinho!
Sim, ciúmes quando exagerado se torna algo desastroso numa relação. Mas aquele cuidado com quem amamos é necessário.
A Acácia aprendeu com certeza. Oh loirinha cabeça dura. Risos.
Feliz natal!
Abraços fraternos e beijinhos de esquimó.
Vanderly
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Rosa Maria
Em: 21/12/2022
Olá querida...
Seja bem vinda de volta, espero de coração que esteja tudo bem, estava com saudades de suas histórias.
Devemos sempre estar atentas, muitas vezes o ciumes nos cega e acabamos "exergando" coisas até onde não existem, um momento de calma e sempre prudente...
Excelente festas e um ano novo de sucesso
Excelente conto parabéns..
Beijo
Rosa Maria
Resposta do autor:
Rosa, boa tarde!
Muito obrigada querida amiga!
O conto improvisado, não tive tempo de revisar e está recheado de erros. Mas foi o quê deu. Eu sei que tu gosta mais daquele hot bem quente, mas a minha idéia foi trazer algo que nos faça pensar que nem sempre aquilo quê os olhos vêem condiz com o quê a mente processa. E alertar que ciúmes demasiados trás consequências desastrosas, mas também demonstrar que o amor em prática é capaz de vencer obstáculos.
Feliz natal!
Abraços fraternos.
Vanderly
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Zaha
Em: 21/12/2022
Bom dia, tudo bem, Van?
Posso te chamar assim?
Sou Laila, a que divulga às estórias de Solitude.
Bem, vi seu nome, então decidi conhecer um pouco da sua escrita, mas terei que ler sua estória para entender. Assim que terminar venho aqui ler!!
Beijos
Resposta do autor:
Sadiki querida, boa tarde!
Muito obrigada por vir aqui deixar o teu comentário!
O conto foi feito em meio as pressas, improvisado, não revisado, está recheado de alguns erros que pretendo corrigir antes que chegue o dia 25. Mas foi o quê deu.
Espero quê tu e as demais amigas gostem. E gostem do romance na íntegra. Eu sou suspeita em falar, mas particularmente adoro um romantismo cheio de clichês, por isso amo o quê escrevo. Risos.
Eu também preciso encontrar tempo para ler mais os textos da sol, no entanto tenho uma certa preguiça de ler textos compridos assim em formato digital. Por quê as vezes perco a página e não sei onde parei. Risos.
Obrigada pelo carinho.
Pode chamar me chamar de Van aqui. Eu uso esse nome porque não gosto muito de assédio. Poucas pessoas aqui sabe o meu nome de batismo. Prefiro não me expor demasiadamente, mas não tenho problema em me assumir caso seja estritamente necessário.
Abraços fraternos e um feliz natal!
Vanderly
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Vanderly
Em: 21/12/2022
Bom dia!
As caras leitoras meus agradecimentos!
Espero que gostem do conto, assim como eu gostei de escrever.
Perdoem alguns erros, pois infelizmente na pressa não corrigir possíveis falhas.
Cristiane Schwiden, muito obrigada pela oportunidade.
Abraços fraternos!
Vanderly
Resposta do autor:
Oh maravilha!
Já posso responder. Kkkkkkk
Feliz natal para todas nós aqui do Lettera!
Beijos e abraços!
Vanderly
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Vanderly Em: 24/01/2024
Olá Lea, tudo bem?
Perdoe-me a demora, mas só hoje é que o teu comentário.
Muito obrigada! Espero que tenha gostado tanto quanto gostou do romance.
Feliz 2024!
Abraço fraterno!
PS.: eu sei que ainda estou em falta nas respostas, mas uma hora chego lá.
Vanderly