Whitout me por Kivia-ass
Ela é apaixonante
POV CATARINA
-Oi meninas, que surpresa ver vocês aqui. – Assim que nos afastamos vi Rogerio à frente.
Meu coração parou de bater por alguns minutos, Rogerio tinha um sorriso nos lábios e eu senti medo. Theo segurou minha mão por baixo da mesa e o encarou.
-Oi Rogerio. – Theodora disse de forma rude.
-E ai? Posso me sentar? – Ele nem esperou que respondêssemos e puxou a cadeira. – Não sabia que vocês estavam juntas, é muito legal!
-Obrigada. – Theodora respondeu, pois eu não conseguia dizer nada. – Olha Rogerio, eu sei que não somos próximos, mas eu gostaria que você não contasse nada para minha mãe.
-Que isso Theo? Eu não sou fofoqueiro. – Rogerio me encarava sorridente – Seu segredo está guardado comigo.
Rogerio acabou mudando de assunto, mas eu não estava nada confortável, eu tinha medo de que ele falasse algo para Malvina, nem eu e nem Theodora estávamos pronta pra isso, ainda mais agora que fui promovida.
-Meninas, eu preciso ir. – Rogerio se levantou. – Parabéns pra vocês, e Cat passa lá na minha sala amanhã, precisamos conversar sobre a agenda de Malvina.
Concordei com a cabeça e Theo acenou, assim que ele saiu deixei meus ombros caírem, eu estava tensa e Theodora logo percebeu.
-Hey, tá tudo bem? – Ela perguntou acariciando minha mão.
-Está sim, só não devíamos ter vindo aqui. – Suspirei pesado.
-Cat, tá tudo bem. – Theo dizia com calma. – Eu não tenho problema em contar para minha mãe, uma hora ela tem que saber.
-Eu sei Theo, mas eu acabei de ser promovida, e eu não quero que sua mãe tenha uma má impressão sobre mim. – Ela pareceu compreender e pediu a conta.
-Vamos então. – Theodora não falou muito e eu tive a impressão que ela se chateou.
-Não precisa me levar em casa. – Esperávamos o Ramires na porta da sorveteria. – Vai desviar o seu caminho.
-Eu quero te deixar lá. – Ela respondeu me encarando. – Eu quero passar mais um tempinho com você.
-Tudo bem, vamos então. – Ramires estacionou e entramos no carro.
No carro o clima melhorou e fomos conversando sobre as músicas que tocavam na rádio, até o Ramires entrou no assunto. Acabei convidando Theo para entrar quando Ramires estacionou em frente à minha casa, ela aceitou na hora e pediu que o motorista voltasse mais tarde para buscá-la. Entramos sorrindo e demos de cara com o Cadu assistindo TV na sala.
-Oie, cheguei. – Falei chamando a atenção do meu irmão.
-Oi cabeçuda, oi Theodora. – Ele nos cumprimentou.
-Oi Cadu. – Theo respondeu meu irmão e os dois acenaram.
-A mãe chegou? – Ele negou com a cabeça. – Vamos estudar no meu quarto, qualquer coisa você me chama.
Cadu deu um joia e continuou prestando atenção na televisão, puxei Theo pela mão e subimos para o meu quarto.
-Pode ficar à vontade tá? – Deixei um selinho nos lábios dela e fui guardar minhas coisas.
Theodora se sentou em minha cama e tirou o tênis, me sentei ao lado dela e a abracei pelos ombros.
-Sabia que você está linda hoje? – Falei no seu ouvido e ela sorriu se virando pra mim.
Theodora sorriu largamente e me puxou para um beijo, eu estava completamente viciada nos beijos dela, eu nunca tinha beijado alguém que tivesse um encaixe perfeito como Theo tinha. Ela era intensa e rapidamente ela já encaixava seu corpo sobre o meu, nosso beijo se aprofundava ainda mais e as mãos de Theodora passeavam pelo meu corpo.
-FILHA CHEGUEI. – Minha mãe gritou da sala e eu joguei Theodora pra fora da cama.
-Theo, me desculpa. – Ela gargalhava no chão e eu fui ver como ela estava. – Está tudo bem?
-Não foi nada. – Ajudei ela a se levantar e minha mãe bateu na porta.
-Oi Theo, não sabia que estava aqui. – As duas se abraçaram e meu coração ficou quentinho.
-Oi dona Gê, viemos estudar. – Theodora respondeu rapidamente e eu sorri de lado.
-Então não vou atrapalhar. – Minha mãe deixou um beijo em mim e outro na Theo. – Vou preparar um suco pra vocês.
Minha mãe saiu e nós duas começamos a rir, quase seria o segundo flagra do dia. Resolvemos estudar mesmo, pois Theodora teria que fazer a recuperação no fim do semestre. Revisamos toda a matéria e só paramos quando minha mãe veio nos chamar pra jantar.
-Nossa, já está tarde. – Theodora olhou as horas no celular. – Malvina me ligou.
-Vamos jantar primeiro, depois você vai. – Juntamos nosso material. – Vou adiantando que não é nada tão sofisticado.
-Cat, eu não ligo com isso. – Theo se aproximou me dando um selinho demorado. – Tenho certeza que vou amar a comida da minha sogra.
Sorrimos juntas e descemos, minha mãe e Cadu já estavam nos esperando para comer. Sentamos uma do lado da outra e minha mãe serviu a gente com seu famoso fricassé. Theodora comia com uma boca boa e ainda repetiu o prato.
-Meu Deus, isso está muito bom dona Gê. – Ela finalizava o segundo prato.
-Que isso Theo, fiz uma coisa básica. – Minha mãe respondeu timidamente. – Não sei o que você come, então não arrisquei muito.
-Nossa, quem me dera comer bem assim todos os dias. – Theodora disse de forma exagerada. – Eu quero uma quentinha pra comer mais tarde.
-Vou preparar pra você. – Minha mãe se levantou toda empolgada.
Theodora é aquele tipo de pessoa que pode ter todo o dinheiro do mundo, mas humildade sempre vai andar ao lado dela, e isso me deixava feliz, pois minha condição financeira nunca foi um problema pra ela. Conversamos mais um pouco, e Malvina voltou a ligar.
-Eu preciso ir gente. – Theo guardou a vasilha com o fricassé. – Dona Gê, obrigada pelo jantar, nem preciso dizer o quanto estava delicioso.
-Obrigada meu bem, volte sempre que quiser para jantar conosco. -- As duas se despediram. – Até mais Cadu, eu vou entregar pra Cat o livro que eu te falei.
Os dois conversaram sobre livros no jantar e Theo ficou de emprestar meu irmão um exemplar.
-Vou te levar até a porta. – Ela acenou e eu a acompanhei até a porta. – Me desculpe pelo tombo.
-Não foi nada. – Theo sorriu. – Obrigada pelo dia de hoje.
Ramires buzinou e Theodora me abraçou apertado.
-Te vejo amanhã. – Ela olhou para os lados e me roubou um selinho rápido. – Tchau Catarina.
Neguei com a cabeça e ela correu para o carro. Entrei em casa com um sorriso enorme, e minha mãe me olhava de forma amistosa, a ajudei a recolher a louça e fomos arrumar a cozinha.
-Theodora é uma figura, né? – Minha mãe disse depois de secar os pratos.
-Sim, ela é incrivel. – Respondi com um sorriso enorme.
-Ela cativa todos ao redor, ela é apaixonante. – Minha mãe queria dizer alguma coisa. – Não é, filha?
-Acho que sim. – Respondi com as sobrancelhas espremidas.
-Filha, você sabe que eu estou aqui para o que precisar, e quando quiser conversar estarei aqui pra te ouvir. – Minha mãe me deu um beijo na testa e eu fiquei ali pensando em suas palavras.
Terminei de ajeitar a cozinha e fui tomar banho, sai do banho e tinha uma sms de Theodora avisando que chegou bem, respondi e desejei boa noite, vesti um pijama confortável e passei no quarto da minha mãe pra desejar boa noite.
-Oi filha. – Minha mãe usava seus óculos de leitura e estava concentrada em um livro. – Já vai dormir?
-Sim, passei pra te dar um beijo. – Deitei ao seu lado e a abracei, enchi meus pulmões de ar antes de dizer. – Mãe, eu preciso te contar uma coisa.
-Fala meu amor. – Ela se virou sorrindo.
-É que eu e a Theo... bem nós duas... – Era meio difícil dizer. – Nós duas estamos nos conhecendo melhor.
-Vocês estão ficando? É isso? – Minha mãe disse com um leve sorriso nos lábios.
-Sim.
-Cat, o que eu mais quero nessa vida é que você e seu irmão sejam felizes. – Nos sentamos uma de frente pra outra. – Eu estou aqui para amar e apoiar vocês e não para julgar.
-Obrigado mãe, eu amo tanto a senhora, – Meus olhos se encheram de lágrimas.
-E fala pra Theodora que você é uma moça de família e que ela tem que vir aqui conversar comigo. – Dona Geralda disse gargalhando e nos abraçamos de novo.
Dei boa noite pra minha mãe e fui dormir com o coração quentinho, era muito boa a sensação de ser acolhida.
A terça feira passou voando, já estava no ateliê de um lado para o outro resolvendo a agenda de Malvina, hoje eu nem tive tempo de conversar direito com Theo, só adiantei que eu tinha conversado com minha mãe, ela disse que podiamos conversar mais tarde e eu continuei acompanhnado Malvina. Passei o dia dentro de sua sala e era ótimo ver Malvina em ação, a forma com que ela comandava seu império, era inspirador.
-Catarina, pegue um café pra mim, por favor. – Malvina me tirou do transe. – E chame o Rogerio aqui.
Acenei e sai apressada para atender seu pedido, já percebi que Malvina gosta das coisas em seu tempo e coitado de quem não cumprisse isso. Acabei me encontrando com Rogerio no corredor.
-Rogerio, Malvina te aguarda na sala dela. – Ele me deu um sorriso largo.
-Que bom te ver Cat. – Ele passou a mão em minhas costas. – Estava mesmo precisando falar com você, é sobre seus desenhos.
-O que tem eles? – Perguntei curiosa.
-Vou mandar reproduzi-los para ver como ficam. – Isso seria incrivel. – Quem sabe não colocamos no meio da nova coleção.
-Claro, eu finalizei um ontem inspirado na nova coleção. – A nova coleção da Malvina's estava impecável.
-Então me mostre. – Rogerio disse contente e meu sorriso não cabia no rosto.
-Te entrego no fim do dia. – Ele acenou e saiu.
Ter um dos meus croquis no meio de uma coleção seria um sonho e se Rogerio estava disposta a me ajudar eu iria arriscar.
Fim do capítulo
Eita
Comentar este capítulo:
Marta Andrade dos Santos
Em: 16/09/2022
Esse Rogério não me engana, Dona Gê um amor de pessoa.
[Faça o login para poder comentar]
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:
[Faça o login para poder comentar]