Whitout me por Kivia-ass
Oie, voltei!
Nunca estive tão apaixonada
POV THEODORA
A semana passou num pulo, quando dei por mim já era sábado e eu estava dando graças a Deus. Catarina e eu nem tivemos muito tempo depois do último jantar na casa dela, esse lance dela ser assistente da minha mãe está ocupando muito o tempo dela. Só tivemos um contato maior na faculdade, e eu fiquei muito nervosa quando Cat contou que dona Geralda sabia de nós duas.
Flash back on :
-Bom dia dona Gê. – Cheguei na faculdade mais cedo que o normal. – Como a senhora está?
-Oi Theo, eu estou bem e você? – Ela me abraçou com um sorriso diferente nos lábios.
-Estou bem, trouxe a vasilha da senhora. – Entreguei a vasilha. – Claudia disse que precisa da receita, pois ela nunca comeu um fricassé tão bom.
-Ah eu vou anotar, e fala pra ela que precisamos marcar de tomar uma cervejinha. – Sorri com sua fala e me sentei na pia. – Mas precisamos marcar um almocinho lá em casa, né?
-Uai dona Gê, a senhora sabe que eu não perco uma comilança grátis. – Ela deu uma gargalhada e Catarina entrou no banheiro.
-Oi meus amores! – Ela abraçou a mãe e eu sorri com a cena. – Tudo bem aqui?
-Sim, estava falando pra Theo, que eu quero marcar um almoço. – Catarina sorriu cúmplice para a mãe.
-Vamos marcar sim, mãe. – Cat deixou um beijo no cabelo de dona Gê. – Agora vamos Theo, se não vamos nos atrasar.
Nos despedimos de dona Geralda e saímos do banheiro, Catarina tinha um sorriso ligeiro nos lábios e eu estava sem entender.
-Por que esse risinho ai? – Perguntei sorrindo também.
-Minha mãe sabe de nós. – Catarina disse mordendo o lábio e meu coração disparou.
-Como assim? – Perguntei de forma exagerada.
-Eu contei ontem, é impossível esconder o tanto que eu estou apaixonada. – Catarina disse aquilo fazendo meu coração saltar pela boca. – Minha mãe percebeu antes de tudo, ela me conhece como ninguém.
-Dona Gê é uma pessoa incrível.
-Por isso ela quer fazer um almoço, ela quer ter uma conversa com você, pois eu sou moça de família. – Gargalhamos e entramos pra sala. – Mas sério, posso marcar pro domingo? Eu vou cozinhar desta vez.
-Claro que sim. – Confirmamos e nos sentamos em nossos lugares.
Flash back off:
Hoje já era sábado e eu resolvi ligar pra Luiza e Enzo, os dois reclamaram dizendo que eu estava os deixando de lado. Malvina estava no ateliê e só voltaria mais tarde, aproveitei e liguei pra Isis e Ester também.
-Olha, ela lembrou que tem amigos. – Luiza me agarrou pelo pescoço. – Começou a namorar e esqueceu dos amigos?
-Como você é dramática. – Os quatro chegaram ao mesmo tempo. – Pode ficar a vontade pessoal.
-Cadê a Cat? – Isis perguntou depois de me dar um beijo no rosto.
-Hoje ela tem trabalho extra e depois vai se encontrar com o pai. – Falei revirando os olhos depois de lembrar que Catarina e Rogerio estavam trabalhando juntos em um dos croquis dela.
-Já passam a semana toda grudadinhas. – Ester falou de forma debochada. – Oi Lu, você trouxe o violão? Queria te ouvir cantar.
-Hoje eu não estou afim. – Luiza respondeu sem se importar deixando Ester bem sem graça. – Eu trouxe vodka.
-Meu Deus, Luiza, são dez da manhã. – Isis gritou e pegou a garrafa dela.
-E tem hora pra beber agora? – Todo mundo caiu na risada.
O nosso sábado estava bem animado, Luiza e Enzo não saiam da piscina, Ester, Isis e eu tomávamos sol na borda e falávamos sobre nossas vidas amorosas.
-Luiza resolveu me esnobar? – Ester perguntou olhando para a minha amiga que brincava em uma das bóias com o Enzo. – Nem olhou pra mim.
-Uai Loirinha, ela cansou. – Isis respondeu sorrindo.
-Ela tá ficando com alguém, Theo?
-Não que eu saiba. – Dei os ombros e Ester suspirou.
-E como anda o rolo com a Catarina? – Isis perguntou sorrindo.
-Eu nunca estive tão apaixonada.
-Obrigada pela parte que me toca. – Isis disse de forma afetada.
-Ah minha gata, eu gosto de você, mas Catarina conseguiu roubar meu coração. – Com certeza meus olhos brilhavam. – Eu arrisco em falar de amor já.
-Meu Deus, é muita intensidade. – Ester sorria com minha forma de falar. – Mas eu desejo que vocês sejam muito felizes.
-Obrigada Té, e olha a Luiza se faz de durona, mas ainda tem os quatro pneus arriados por você. – Luiza observava nossa interação de longe.
O resto do dia passou rápido, entramos na piscina e ficamos brincando o resto da tarde. Ester e Luiza estavam o tempo todo implicando uma com a outra e eu rachava de rir disso. No meio da tarde mandei uma mensagem pra Catarina, perguntando se ela já tinha ido pra casa, mas ela ainda estava com o Rogerio, e isso me deixou levemente irritada, pois eu não confiava nele, nunca confiei.
-Larga esse celular. – Isis me abraçou por trás e apoiou o queixo no meu ombro. – A Catarina está trabalhando.
-Eu sei, mas queria que ela viesse aqui. – Suspirei e Isis riu da minha cara.
-Vamos curtir o sábado, mais tarde tem a festinha da Tabata, aquela amiga da Ester. – Ela falava animada. – Hoje a Catarinha vai se encontrar com o pai e provavelmente vocês só vão se encontrar amanhã.
-Você tem razão. – Concordei com Isis e fui buscar algo pra gente comer.
No fim da tarde as meninas se despediram e marcamos de nos encontrar na festa da Tabata. Luiza e Enzo iam se arrumar na minha casa e iríamos juntos, avisei Catarina que iria na festa e ela disse para eu me divertir, pois iria sair com o pai e o irmão, combinamos de nos vermos amanhã durante o almoço na casa dela.
-Theodora? – Estava em meu quarto terminando de me maquiar quando Malvina chegou. – Onde você está indo?
-Em uma festa. – Continuei o e que estava fazendo e ela olhou para os meus amigos com uma cara de nojo.
-Às vezes você se esquece que tem apenas dezessete anos. – Larguei o pincel e a encarei. – Com que você está indo?
-Com alguns amigos, mãe, e a festa é aqui no condomínio mesmo. – Ela revirou os olhos e se retirou, mas antes me encheu de recomendações para que eu chegasse no horário e não bebesse.
-Amiga, sua mãe é muito chata. – Enzo saia do banheiro vestindo a camisa. – Puta que pariu.
-Pra vocês verem o que eu passo.
Terminamos de nos arrumar e saímos, como a festa seria no condomínio, optamos por ir andando mesmo, a noite estava fresca e Luiza era a mais animada, devido ao fato dela ter bebido quase meia garrafa de vodka durante a tarde. A festa já estava animada quando chegamos, Ester, Isis e Bianca já estavam lá e dançavam com alguns garotos, Luiza fechou a cara e foi até o bar pegar mais bebidas, Enzo acabou indo atrás e me deixou lá parada.
-Oi Theo, que bom te ver por aqui. – Laura veio sorridente e nos abraçamos.
-Oi Laurinha, tem um tempinho que não nos vemos. – Laura era uma das pessoa que eu amei ter conhecido. – Estava com saudades de você.
-Eu também, mas a Cat não veio? – Neguei com a cabeça e ela acenou. – E como vocês estão?
-Ai Laura, eu não sei se isso é possível, mas eu tô tão apaixonada. – Era incrível como eu não tinha medo de expor meus sentimentos para ela. – Eu não consigo parar de pensar nela, o sorriso dela me ilumina por dentro, e sem contar que ela é linda.
-Ai meu casal está se amando. – Sorri com a felicidade dela.
Ficamos conversando, até que a dona da festa que eu ainda não conhecia, nos chamou para área da piscina, pois estava tendo confusão por lá.
Eram dois machos brigando, não dei muita confiança e me juntei aos meus amigos, que já estavam bem bêbados, resolvi não beber, pois não queria dar motivos para a minha mãe não me deixar sair amanhã, e eu preciso ir almoçar na casa de Catarina. Quando deu onze e meia, me despedi da galera e fui pra casa, a festa estava muito sem graça sem Catarina comigo.
-Ainda acordada? – Dei de cara com minha mãe no sofá da sala.
-Estou revisando detalhes da minha nova coleção. – Me sentei ao lado dela. – Chegou cedo dessa vez.
-A festa não estava tão legal. – Dei os ombros e ela levou a taça de vinho aos lábios.
-Não tinha nenhum garoto interessante por lá? – Revirei os olhos com a pergunta.
-Nem vou me dar o trabalho de responder isso.
-Filha, você já está na idade de namorar, eu não iria me opor a isso. – Algo dentro de mim acendeu um alerta. – Desde que seja alguém do nosso nível, e não seja um desocupado, está tudo certo.
-Nosso nível? Esse seu elitismo é ridículo. – Me levantei e minha mãe negou com a cabeça.
-Não seja ingênua minha filha, a maioria das pessoas vão se aproximar de você por puro interesse. – Parei para ouvir o que ela dizia. – Eu lutei muito para chegar onde estou, e pode ter certeza que farei o possível para que você esteja bem estruturada para herdar tudo isso, e obviamente você não se casará com qualquer um que só esteja interessado no seu patrimônio.
-Eu vou dormir, é muita besteira pra se ouvir em uma única noite. – Sai irritada, minha mãe tinha um pensamento antiquário e com certeza falar sobre minha sexualidade seria péssimo.
Fim do capítulo
Eita Malvina
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