A Seguranca II por Lena
Capitulo 31
No dia seguinte acordei nas nuvens com a ruiva ainda deitada comigo na cama.
Saindo devagar faço minha higiene e checando meu celular, vejo mais uma mensagem do Augusto onde o homem falava que tinha dado um fim na vida da mulher que perturbava minha família.
Um alivio passou por meu corpo e seguindo para o escritório liguei para o homem.
- Você tem certeza Augusto ? - não aguardo sua fala, porem ouço um suspiro do outro lado da linha.
- A não ser que ela tenha feito um pacto com o demônio, dessa vez ela não se levanta não. - diz o homem um pouco cansado do outro lado da linha.
- Ok! E você como está ? - não gostava de perguntar como foi realizado, pois sabia que era doloroso para quem fazia mesmo a vitima sendo quem foi.
- Eu vou ficar bem. Ficaria pior se essa mulher ainda estivesse viva.
- Vou marcar uma sessão para você, e não quero falta. - falo já enviando a mensagem para a psicóloga da agência.
- Não precisa Mirian, eu tô bem. - diz respirando fraco.
- Não Augusto, você não está. E já esta tudo marcado. Se você não comparecer vou até sua casa.
- Tá bom... - ele não ria relutar pois sabia que a morena iria mesmo se ele faltasse.
- Que bom. Já passei para você o horário. Fica bem Augusto. Precisando você tem meu número e sabe onde eu moro. - vejo as crianças ainda de pijama aparecerem no escritório.
- Obrigado Mirian.
A ligação é encerrada e Mirian olha para seus filhos ainda sonolentos se aproximarem e se jogarem no colo da mãe que se sentou ao sofá acolhendo os menores.
Acordo sozinha na cama, e fazendo minha higiene, passo pelo quarto dos meninos o encontrando vazio e chegando a cozinha João tomava seu café. Segui para me sentar à mesa mas não contive o gemido que escapou dos meus lábios ao sentir minhas partes dolorosas. Meus olhos se fecharam por segundos, e quando os abro, João olhava com malicia para meu rosto e não consegui conter o sorriso.
- Calado João... - ele me olha porem seus olhos brilham ao olhar para algo atrás de mim.
- Mirian vagabunda o que você fez com a Bia ? - João viu sua amiga se aproximar com os meninos no colo que prendiam seu pescoço.
Olho para João que tinha um ar divertido por ver a Beatriz vermelha com a cabeça baixa.
- Me respeita João eu nem faço essas coisas. - fingindo não me afetar me sento a mesa sorrindo.
Eu estava vermelha e quando consegui erguer meu rosto, olho para Mirian que sorria faceiro olhando para seu amigo.
- Você não vale nada mulher. Vai devagar com a ruiva. - João se aproxima da amiga que alimentava os gêmeos.
- Quem tem que ir com calma? - questiona dona Renata que tinha Gabriel preso à sua cintura.
- Mirian acabou com Beatriz. A menina tá toda dolorida. - João corre ao ver Mirian avançar em sua direção ainda com os bebês no colo.
Os gêmeos não continham a gargalhada ao serem levados no embalo.
- Miriam você vai derrubar ele ! - dona Renata adverte a filha que logo para cansada.
- Eu te pago viado... - com os olhos cerrados vejo João se aproximar ofegante.
João se aproxima da amiga pegando Renan que ainda gargalhava sem se conter.
- Bebê lindo do tio. Tua mamãe não vale nada. - o menino continua rindo enquanto mordia suas pequenas mãos babadas.
- Não ouvi ele meu pequeno. - olho para meu filho que ainda sorria, e ao me olhar seu sorriso se cresceu ainda mais, diferente de Caleb que tinha a cabeça recostada em meu ombro.
Voltando a cozinha, beijo o pescoço marcado de Beatriz que se arrepia pelo contato.
- Bom dia meu amor. - me sento ao seu lado de Beatriz deixando o bebê ainda quieto.
- Bom dia Mirian. - ela me olhava fixamente, e quando seus olhos se fixaram em minha boca, as imagem da noite anterior vieram a tona arrepiando meu corpo.
Eu estava hipnotizada, não consegui desviar meu olhar da boca de Beatriz que virou seu rosto já vermelho. Mas fui despertada por um pedaço de pão que foi atirado em meu rosto pelo meu querido amigo.
- Depois a senhora me pede pra não bater nele. - olho para Mainha que abraça o moreno que mantinha sua cara descarada encostada no ombro da minha mãe.
O resto da manhã correu perfeitamente bem, e aproveitando contei a todos sobre Gerusa, o que rendeu sorrisos e suspiros de alivio para todos a mesa. Não fui ao trabalho, porem Diana foi em meu lugar me fazendo prometer que eu teria que comparecer junto a ela no dia da inseminação de Simone, e claro que não tive como recusar.
~*~
A semana passou rápido, e como prometido estava sentada na recepção junto com Diana que não parava quieta.
- Diana da pra fica quieta ? - olho para minha amiga que suspira e se senta.
- Será que esta tudo bem ? - pergunto aflita.
- E porque não estaria ? - questiono minha amiga nitidamente nervosa.
- Era para eu ter entrado não é ? - questiona Diana já de pé próximo a porta.
- Não. Do jeito que você esta nervosa com certeza só iria atrapalhar. - a pego pelo braço fazendo a se sentar novamente.
- Verdade. Vou esperar. - ela se acalma por segundo mas fica de pé novamente e volta a andar inquieta.
Olho para a recepcionista que sorri da mesma forma que eu, voltando ao seu trabalho.
O tempo para mim pareceu passar rápido, mas acho que para Diana se arrastou, e quando a mulher viu a porta se abrir, ela corre para sua esposa que sai junto a medica que eu quase caio quando vi.
- Só pode ser brincadeira... - vejo Fabiana surgir na porta e me olhar com espanto, porem logo baixa seu olhar.
Diana me olhou rápido mas volta sua atenção a médica que respondia todas as suas perguntas vendo a aflição da mais nova mamãe.
Saímos da clínica com Diana ainda preocupada por Simone pedir para ficar no trabalho mesmo prometendo somente resolver o problema rápidos e logo seguiria para casa. Depois de varias recomendações da mulher, nós seguimos para o escritório com o carro em silêncio.
- Você conhece a Fabiana ? - questiona Diana ao se lembrar da cara da sua amiga ao ver a medica.
- Ô se conheço. Ela é uma tarada. - os olhos de Diana se arregalam e logo conto o ocorrido no passeio e na residência da médica.
- Puta merd*! Que cilada em ? - ainda sorrindo Diana olha para sua amiga.
- Nem me fale. Fiquei um tempão com o grelo duro por Beatriz me fazer sofrer. - ouço a gargalhada de Diana.
- Mas porr* Miran, não se como você aguentou, eu amo a Simone mas a Fabiana é uma gata. - com um sorriso safado Diana não se contem.
- Pois é ! E por amar a Beatriz que fui forte. - recebendo um aperto no ombro dado por minha amiga seguimos para o trabalho onde o dia foi cansativo.
Fim do capítulo
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