A Seguranca II por Lena
Capitulo 24
Minutos pareciam horas!
Todos nós estávamos no hospital, mas nenhuma informação era passada. Nos mantínhamos abraçados, confortando um ao outro tentando manter a calma que nenhum de nós tinha.
- Familiares de Mirian ? - o voz grossa ecoa pela corredor nos fazendo pular pelo susto, já que estava tudo em silêncio.
Levantamos rápido respondendo o médico ao mesmo tempo. O doutor olha um pouco assustado porem se recompõe.
- Bom, os ferimentos, apesar de aparentarem graves não houve lesão prejudicial a Sr. Mirian. - diz o homem ainda atento a sua prancheta.
- Graças a Deus... - respirando aliviada e retirando a mão do peito, abraço minha sogra que sorria feliz.
- Ela só precisara ficar mais três dias sob observação, pois a colocamos em coma induzido para uma melhor recuperação da costela fraturada.
- Não tem problema. O importante é que ela fique bem. - respira Matheus aliviado.
- Verdade. Mas ela pode ser transferida doutor ? - se aproxima Diana.
- Hoje não. Amanhã podemos liberar. Bom, vejam quem ira ficar com ela hoje. Só permitimos um acompanhante.
- A senhora pode ficar dona Renata. Quando ela for transferida nós revezamos. - minha sogra concorda nos abraçando.
Depois de nos despedirmos, segui para casa um pouco mais aliviada por minha mulher esta bem. Apesar do susto, ela se mostrou ser forte como sempre foi.
Chegando fui recepcionada por duas crianças um pouco tristes e um pato impaciente. Ambos olham para porta a procura de outra pessoa.
- Cadê Mainha ? - questiona Biel com Chester no colo.
- Ela disse que não ia demorar no trabalho. - completa Maria analisando sua mãe.
- Meus amores sentem aqui com a mamãe. - levando ambos para o sofá, os dois se sentam e me olham com atenção.
- A mamãe esta dodói. - os dois me olha assustados e vejo um pequeno bico de choro se formar no rosto do Gabriel.
- Foi porque a gente montou nela ontem ? - com a feição triste Maria questiona.
- A gente não quelia machuca ela. - diz Biel sem conter as lagrimas.
- Oh meus amores. Venham cá. - sento ambos em meu colo recostando suas cabeças em meu seio.
- Não foi culpa de vocês. A mamãe adorou a festa de ontem, e se divertiu bastante. - acariciando suas cabeças continuo.
- Só que hoje, a mamãe acabou se machucando e agora ela precisa de cuidados. E eu vou precisar da ajuda de vocês para cuidar dela. Esta bem ? - os dois concordam.
- Ela tá no hospital mãe? - Maria pergunta ainda sentindo o carinho em seus cabelos.
- Sim meu amor. Ela vai ficar lá para se recuperar mais um pouco, e logo vem para ficar conosco.
Os dois continuaram em meu colo, porem em silêncio. Fiquei perdida no tempo ainda acariciando os cabelos dos meus filhos e só me dei conta do passar de tempo, ao ver João e seus amigos surgirem na sala.
Como os gêmeos estavam sob os cuidados da babá, passei somente para beijar meus pequenos que se comportaram perfeitamente. E com as crianças de férias, precisei que a babá ficasse por mais tempo. Por isso, no dia seguinte ao Mirian ser transferida, eu fique com a minha mulher. E não consegui conter as lagrimas ao ver minha morena tão machucada.
Seu pé estava enfaixado seu rosto inchado com alguns cortes, e seu braço enfaixado.
- Meu amor. O que fizeram com você ? - com cuidado acaricio seus cabelos.
Sua respiração estava calma, o bip dos aparelhos soava pela quarto. Puxando uma cadeira, fiquei ali segurando sua mão sem deixar de admirá-la e pensando no quão feliz eu sou com essa mulher.
Depois de um tempo ainda em meus devaneios a porta é aberta, deixando a médica responsável por Mirian se fazer presente.
- Olá, Bom dia! Você deve ser a Beatriz. Dona Renata me falou que você vinha. - a médica cumprimenta a ruiva que retribui.
- Bom dia, sou eu mesmo. Tem algo de errado com ela ? - pergunto olhando para a médica que verificava os equipamentos.
- Não, ela esta bem. Hoje vou suspender os medicamentos, ela demostrou esta se recuperando bem. - diz a médica demostrando sua simpatia.
- Só não asseguro que ela acorde hoje. Você que dormirá com ela hoje ? - questiona a médica.
- Não. O João logo vira para ficar com ela. - a doutora assente e sai da sala.
Continuei velando o sono da morena até não consegui me segurar e me entregar também ao sono. Fui despertada por João que já estava em minha frente.
- Esta tudo bem ? - pergunta o moreno ao olhar sua amiga.
- Sim. A médica retirou os medicamentos ela poderá acorda a qualquer momento. - beijo a testa quente da minha mulher abraçando João e logo me despedindo do mesmo.
Depois de ter passado pelos traumas anteriores eu não conseguia fica confortável em um hospital, por mais que tentasse eu me sentia sufocada naquele lugar, porem não poderia deixar Mirian sozinha.
A volta para casa foi silenciosa, e ao chegar passei todas as informações para os aflitos que me arrastaram para sala, mas sairam felizes ao saberem que a morena estava reagindo bem.
~*~
A minha garganta estava seca. Meu corpo inteiro doía, tentei abrir meus olhos mas pareciam pesar quilos, porem ao abri-los uma luz forte me atingiu me deixando em duvidar de onde eu estava.
- Eu morri ? - minha voz era fraca, saia mais como um sussurro.
- Eu tô no céu ?... Sério ? - meus olhos ainda fixaram na luz que embaçava minha visão.
- Se eu morri, e tô no céu, eu tenho que tirar uma self. - continuo com a voz fraca ainda olhando para a luz.
- As tia da igreja vão pira quando souber disso. - tento sorrir mas, a dor vem fazendo meus olhos se fecharem por segundos.
- Com certeza elas iriam pirar. Mas, não, você não esta no céu. - completa João feliz por sua amiga ter acordado.
Ao ouvir a voz do meu amigo olho rápido para o lado me arrependendo logo em seguida. Meu corpo inteiro doía.
- Cuidado. Não pode se movimentar desse jeito. - João se aproxima da amiga segurando sua mão.
- Dói tudo viado...
- Eu sei. Mas vai passar. - deixando um beijo no topo da cabeça de sua amiga ele aperta o botão para chamar a enfermeira e logo se senta ao lado da amiga.
- Eu pensei que tinha morrido, e que estava no céu, até a luz eu tava vendo. Ai ouço tua voz, já achei que tinha alguma coisa de errado. - sorrindo fraco vejo a cara emburrada do meu amigo.
- Há! Muito engraçada você. - o moreno cruza os braços com um falso aborrecimento, mas logo se entrega ao riso.
- O que aconteceu Mirian? - deixando de sorrir sua feição séria logo aparece.
A morena respira fraco e olhando para seu amigo, ela conta todo o ocorrido. Os dois param a conversa após a médica aparecer dando instruções tanto a morena, quanto a seu amigo. E após se medicar, a morena volta a contar o que ocorreu para seu amigo.
- Mas vamos resolver quando eu voltar. - vejo João confirmar e a porta é aberta dando passagem a uma enfermeira que trazia o que ela dizia ser minha refeição.
- Isso tá com a cara péssima. - diz João com cara de nojo ao alimentar sua amiga.
- Tem gosto de água. - completo vendo meu amigo sorrir e continuar me alimentando.
Depois da refeição o sono provocado pelos medicamentos veio e eu não consegui me conter.
Acordei com um carinho já conhecido em meus cabelos, e abrindo meus olhos vejo os marejados da mulher que me deu a vida e que a todo momento está do meu lado.
- Oi... - dona Renata não continha as lagrimas.
- Oi... - também não consegui me segurar.
E ainda acariciando meu cabelos e com os olhos marejado assim como eu. Mantemos nosso olhar numa conversa interna somente nossa, deixando algumas lágrimas banharem nosso rosto.
- Eu te amo. Não me assusta desse jeito. Não tenha mais idade para isso. - diz a mais velha encostando a testa com a da sua filha.
- Eu vou tentar. Mas vai ficar tudo bem. Cadê meus cordeirinhos ?
- Em casa, morrendo de saudades de você. Resolvemos não traze-los, já que, depois de amanhã, dependendo da sua recuperação, já poderá ser liberada. - diz a mulher mantendo o carinho.
Minha mãe não me perguntou nada sobre o ocorrido, como ela sempre fazia quando ficava comigo no hospital.
Depois de me encher de comida e remédios, minha mãe se despede, deixando Matheus e Diana entrarem.
E com os dois que preferiram não tocar no assunto, eu me diverte pelo resto da tarde.
Fim do capítulo
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