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Beautiful and Dangeours por contosdamel

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Palavras: 3867
Acessos: 599   |  Postado em: 09/11/2021

EPISÓDIO 20 – A ponta do Iceberg

As informações sobre Agnes Silveira que as garotas descobriram juntas pareceu abrir um horizonte de hipóteses na mente astuta de Fernanda. Agnes precisava ser confrontada, Miriam a irmã de Mariana também, todo aquele mistério mostrava apenas a ponta do iceberg, muitas relações, muitas arestas e questionamentos precisavam ser elucidados, a primeira coisa a ser feita era a investigação acerca dos processos no qual Agnes defendeu Maurício da Silva, o irmão de Mariana.

 

            Dulce e Gisele relembraram com Fernanda todos os episódios em que Agnes estava sempre por perto delas nas aulas extras, nos cursos, nos trabalhos de equipe, nada em especial justificava um possível ódio que desencadeasse uma vingança.

 

            O clima entre Gisele e Fernanda permaneceu desconfortável e Dulce estava ali, mediando a tensão entre as amigas. A indiferença de Fernanda ao que tinha acontecido naquela tarde era óbvia, quanto a Gisele, esta demonstrava sua inquietação, inconformada com a situação.

 

-- Dulce, amanhã vou providenciar o acesso aos processos do irmão da Mari. Você poderia voltar a Cabo Frio para conversar com a Miriam? – Fernanda planejava a investigação.

 

-- Claro que sim Nanda. Mas, queremos saber exatamente o que dela?

 

-- Está clara a confiança que a família da Mari tinha na Agnes, tente sondar acerca disso.

 

-- O que eu posso fazer para ajudar? – Gisele indagou.

 

-- Acompanhe a Dulce, quem sabe você consiga captar algo que não conseguimos até agora.

 

            Fernanda foi seca na resposta. Interiormente amargava a culpa de ter se rendido ao beijo de Gisele, se questionava sobre contar ou não a namorada o que acontecera ali, tinha plena consciência de que nada mudara em seus sentimentos nem acerca de Gisele, tampouco quanto a Letícia, no entanto, não queria segredos entre elas, saiu da casa de seus pais à noite, direto para Santa Teresa.

********

            Dulce estava empolgada com o leque que se abria na investigação, teria elementos para uma reportagem fantástica e principalmente, se aproximava de fazer justiça ao assassino que matara sua amiga.

 

-- Agora a gente está no rumo certo, tirando o medo de ser a próxima vítima, estou otimista que a Nanda vai conseguir resolver esse caso.

 

-- Ahan.

 

            Gisele estava introspectiva, olhando para um canto qualquer da paisagem da varanda do apartamento.

 

-- Gi, eu ouvi um trecho da discussão de vocês no corredor... Amiga, você agora está conformada que a história de vocês é passado?

 

-- Dulce a gente se beijou. Ela correspondeu ao meu beijo com paixão. Depois ela me diz que está namorando e todos os sentimentos dela são praquela...

 

-- Gisele! Eu te avisei, por que você é tão cabeça dura? Corresponder a um beijo não quer dizer muita coisa no contexto que as coisas estão entre a Nanda e a Letícia. Amiga desencana, isso está parecendo mais um capricho da sua parte... Se você realmente gostasse da Nanda, você teria voltado ao Brasil anos atrás, procurado e lutado por ela, agora que ela não tá nem aí pra vocês, pro passado de vocês, e está com outra pessoa, você se sente desafiada...

 

-- Não viaja Dulce, não pormenorize meus sentimentos pela Nanda...

 

-- Então porque você não a procurou assim que voltou ao Brasil? Ao invés disso, foi catar uma menina num bar...

 

-- Não me lembra disso! A coitada morreu por minha causa!

 

-- Tá, desculpa. Mas, não retiro o que eu disse, não tem sentimento a ser revivido nem história mal resolvida entre vocês duas minha querida. Aceite, desapega, a Nanda seguiu e não vai se meter na vida dela por causa de um ego ferido por ser rejeitada, ela já sofreu o suficiente por sua causa, e está feliz com a Letícia.

 

            Dulce deixou Gisele sozinha na sala, a escritora tentava digerir como o “insite” de bom senso da amiga ia repercutir nos seus próximos passos.

 

*****************

 

-- Boa noite senhorita! Aceitaria um passeio tendo o mar como testemunha, na orla mais linda do Rio de Janeiro, na companhia de uma morena gata que tem... – mexeu nos bolsos – Dez reais no bolso? Pelo menos paga a água de coco...

 

            Fernanda disse quando Letícia abriu o portão de sua casa.

 

-- Convite irrecusável...

 

            Letícia sorriu, abraçando a namorada em seguida.

 

-- Vamos? – Fernanda fez um sinal, com a cabeça segurando a mão da namorada.

 

-- Mas, assim? Meu bem, preciso me arrumar...

 

-- Você já está linda assim, coloca uma “havaiana” e vamos caminhar minha linda...

 

            Sem hesitar, Letícia subiu rapidamente as escadas como uma criança serelepe, e voltou conforme as instruções de Fernanda. Caminharam pela orla de mãos dadas, falaram amenidades, a ruiva gargalhava com as muitas histórias cômicas de Fernanda sobre a vida dela como policial e sobre particularidades da sua família. A médica também compartilhou histórias, na maioria sobre suas aventuras na faculdade, o que despertou o comentário divertido de Fernanda, enquanto saboreavam a água de coco em um quiosque:

 

-- Caraca, você é muito certinha Lê! Um porre na faculdade? Isso foi tudo que você aprontou?

 

-- Você fala como se isso fosse um defeito! – Letícia fez bico, mexendo no canudo de plástico do coco. – Isso me torna menos interessante não é?

 

-- Ei... Psiu, olha pra mim – Fernanda levantou o queixo de Letícia encarando-a – Você é a mulher mais interessante, envolvente, mais incrível que eu já conheci, pela primeira vez em muito tempo eu não estou com medo de me apaixonar, você não imagina o valor disso para mim.

 

            Nitidamente tocada com a declaração de Fernanda, Letícia aproveitou a deixa:

 

-- Você já se apaixonou outras vezes?

 

-- De verdade, só uma vez... Depois eu meio que me precavi dessa armadilha, tive namoros, mas não deixei que durassem ou que ultrapassasse meu limite de intimidade...

 

-- A Gisele então te magoou mesmo... Você se fechou ao amor depois dela...

 

-- É, ela me magoou muito no passado, o suficiente para que eu não me permitisse me apaixonar por mais ninguém, até você aparecer... Acho que o tempo estava me guardando pra você.

 

            Letícia não conseguiu evitar, os olhos marejaram, ruborizou, sorriu e um tanto tímida brincou com os dedos da policial, depois acariciou-os, suspirou e disparou:

 

-- Eu tenho certeza que tudo que não vivi até hoje sobre o que falam sobre felicidade, está pronto para acontecer agora, porque você está na minha vida. Fer, eu nunca estive tão feliz, inteira do lado de alguém, eu estou completamente apaixonada por você.

 

            Uma lágrima molhou o rosto alvo de Letícia, Fernanda a recolheu, apertou as duas mãos da namorada e disse:

 

-- Eu prometo que vou fazer de tudo que essa felicidade vire rotina meu amor...

 

-- Estou me segurando para não pular no seu pescoço e te beijar...

 

            Fernanda sorriu, beijou as mãos da namorada e disse:

 

-- É hora de irmos então...

 

-- Fer, eu preciso te contar alguns detalhes da minha vida...

 

-- Shi... Meu amor já conversamos demais hoje, vamos fazer coisas mais interessantes, temos a vida toda pra detalhar sua vida, dos casos mais interessantes da medicina, dos corpos mais deteriorados que você autopsiou... – Fernanda disse sorrindo.

 

            Fizeram o trajeto de volta e antes de entrar na casa, Fernanda parou olhou em volta intrigada.

 

-- O que foi meu amor?

 

-- Uma sensação estranha, de que tem alguém nos observando – Institivamente Fernanda colocou a mão na sua arma na cintura – Entra rápido Letícia.

 

-- Nanda, o que foi?

 

-- Entra Letícia, agora!

 

            Assustada Letícia abriu o portão às pressas, Fernanda andou pela calçada da casa com a arma em punho baixo, olhou atrás dos carros estacionados, e nada encontrou. Entrou na casa da namorada com a mesma sensação, mas tratou de se acalmar para não aterrorizar Letícia.

 

-- Fer? O que houve?

 

-- Nada meu amor, vem cá, é só paranoia de policial...

            Naquela noite se amaram sem pressa. As mãos e os lábios de Fernanda cobriram de beijos e carícias que arrepiaram cada poro da pele de Letícia, provocou com o corpo encaixado entre as pernas da ruiva, Fernanda iniciou os movimentos da sua cintura unindo os sex*s das duas, até sentir a umidade ficar abundante, nesse momento, ergueu a perna de Letícia dando abertura ao encaixe perfeito, deixando os clit*ris edemaciados na mesma altura e remexeu naquele movimento articulado, quase coreografado, levando Letícia à loucura vociferada pelo gemido alto, um grito no ápice afinal, esse não foi único, Fernanda gritou de prazer sentindo os espasmos percorrerem sua carne.

**************

 

            O delegado Welington tratou de apressar a burocracia para Fernanda e sua equipe terem acesso às informações dos processos nos quais Agnes foi defensora de Maurício da Silva, paralelamente, Beto e Ferreira investigavam a morte do condenado na penitenciária.

-- Nanda, o cara foi esfaqueado e depois atearam fogo no corpo dele. O reconhecimento do corpo foi mesmo feito pela Dra. Agnes com autorização da família. – Beto informou.

 

-- Mas, ela reconheceu um corpo carbonizado?

 

-- Não, não foi carbonizado, ele sobreviveria ás queimaduras, que foram só em partes do corpo, o que o vitimou foi mesmo o golpe de faca. – Ferreira respondeu.

 

-- O diretor da penitenciária é o mesmo da época, nos informou que a Dra. Agnes visitava o preso com alguma regularidade, estava tentando redução da pena, ele sairia em condicional em questão de tempo. Mas, estava devendo a traficantes, foi uma execução típica.

 

            Beto completou as informações. Fernanda balançava a perna indicando seu tique quando se via encurralada em uma investigação.

 

-- Tem algo errado nisso gente.  Uma defensora pública pegar o mesmo cliente em mais de um processo, ter toda essa preocupação em solicitar condicional, esse cara ficou quanto tempo preso? Dois anos? Os caras esperam anos até um defensor público aparecer e pedir redução de pena.

 

-- Nanda, ela tinha motivos para dar atenção especial, ele era irmão da colega que morreu no incêndio. – Ferreira sugeriu.

 

-- Pode ser. Mas, tem algo que está me deixando inquieta, quero ver esses detalhes do processo. O diretor da penitenciária falou mais alguma coisa sobre o Mauricio?

 

-- Nada de importante. Disse que ele tinha bom comportamento, que era viciado, mas que estava limpo há alguns meses antes da morte dele, e que talvez por isso, ele frequentava com alguma assiduidade o ambulatório médico, ah! E que trabalhou na biblioteca da penitenciária, lá ele ficava mais afastado dos traficantes que o perseguiam.

 

            Fernanda ficou pensativa, cobrou de Wellington a liberação dos processos junto ao Tribunal de Justiça do Estado, quando Carol os interrompeu avisando a Fernanda sobre uma visita que a aguardava na sala de reuniões.

            A policial seguiu para sala e se surpreendeu ao ver na sala à sua espera, Agnes Silveira.

 

-- Dra. Agnes? Que surpresa! Em que posso ajuda-la?

 

-- Na verdade sou eu que posso ajudar Nanda. Soube que os processos movidos contra Mauricio da Silva os quais atuei, estavam sendo requisitados por essa delegacia, depois de nosso último encontro, deduzi que seriam para a mesma investigação. Estou adiantando esses detalhes burocráticos, estão aqui nesse CD todos os autos do processo, do julgamento, enfim, tudo que está registrado no Tribunal.

 

             A advogada colocou o objeto sobre a mesa. Fernanda com expressão enigmática tentava decifrar o que havia por trás daquela atitude de Agnes.

 

-- Doutora, posso perguntar algo?

 

-- Nanda esqueça “o doutora”, fomos colegas de sala, de time, apesar de você ignorar completamente isso, pode perguntar o que quiser.

 

-- Ok, desculpe-me Agnes, e eu me lembro de você sim. Jogava comigo no time de vôlei, tinha um bom saque, apesar de não ser muito ágil dentro da quadra. Lembro-me também que você era do grupo de teatro, de literatura, era do coral junto com a Mari não era?

 

-- Sim. Você se lembrou?

 

-- Sim, claro. Eu e as meninas, a Dulce e a Gisele. Você estava sempre por perto não era?

 

-- Vocês eram tão grudadas, que não deixava que ninguém mais fosse do grupinho... Não imaginei que se lembrariam de mim.

 

-- Não exagera, a sala era cheia de grupinhos... Mas, o que queria perguntar... É sobre o processo do irmão da Mari, por que você se empenhou tanto?

 

-- Ora, isso não é óbvio Nanda? Era o irmão da Mari, quando eu soube disso, ele ainda estava na cadeia, outro colega foi encaminhado para o caso dele, mas quando reconheci a mãe dele na casa de custódia quando fui atender outro cliente, eu pedi que o caso fosse repassado para mim.

 

-- Você conhecia a mãe da Mari?

 

-- Nanda, a Mari não era amiga só de vocês três na sala, ela era muito querida, conheci a família dela no velório, depois no sepultamento, nos quais vocês as melhores amigas dela não compareceram... Exceto pela Dulce, que se quer entrou na capela...

 

-- Fomos vítimas também, inalamos fumaça, ficamos hospitalizadas, depois traumatizadas, essas cerimônias por si são muito traumáticas e dolorosas, você está nos censurando por não ter ido?

 

-- Claro que não, foi só uma observação para explicar como conheci a família da Mari.

 

-- Entendi.

 

-- Nanda, se houver qualquer pergunta que você queira me fazer, não precisa ler os processos, eu respondo sem problema. Não sei do que se trata a investigação, mas no que eu puder ajudar pode me procurar.

 

            Agnes parecia mais calma, e depois de Fernanda revelar que se lembrava dela, a advogada mudou sua postura diante da policial.

 

-- Agnes, você ficou bem íntima da família não foi? Até reconhecer o corpo dele, autorizaram você a fazer. Ainda mantém contato com a mãe e a irmã da Mari?

 

-- Na época que o Mauricio estava preso sim. Alias, ficamos mais próximos desde a morte da Mari, mantínhamos contato, ele era muito apegado a irmã, nos distanciamos quando ele se envolveu com drogas, saiu de casa, eu fui cursar direito em Minas, enfim, voltei a ter contato com eles nessa ocasião, quando assumi a defesa dele.

 

-- A mãe dele nos contou a barra que eles enfrentaram após a morte da Mari.

 

-- A família morreu aos poucos junto com a Mari. O Mauricio sofreu muito, tinha quase a mesma idade da Mari, sofreu com o alcoolismo do pai, quando ele adoeceu, ele já nem morava mais em casa, já estava viciado, e traficando para pagar seu vício. Adoeceu, contraiu Hanseníase e abandonou o tratamento várias vezes, ficou com sequelas, na penitenciária sofreu muito ainda com o vício...

 

-- Espera um pouco! Ele contraiu Hanseníase e ficou com sequelas?

 

-- Foi Nanda. Ele não seguia o tratamento, não tomava os remédios, reiniciou várias vezes, mas desenvolveu sequelas irreversíveis. Por quê?

 

-- Agnes, que sequelas?

 

-- Nanda você está me assustando. Por que isso é importante? O Mauricio morreu há mais de um ano!

 

-- Agnes, que sequelas ele tinha?

 

-- O laudo médico atestava o tipo de sequela como “mão em garra”.

 

            Fernanda empalideceu, arregalou os olhos, reação semelhante Agnes teve ao ver a policial daquele jeito.

 

-- Nanda pelo amor de Deus o que houve?

 

-- Agnes, eu preciso fazer uma pergunta delicada, por favor, qualquer detalhe é importante. Quando você foi reconhecer o corpo do Mauricio, as queimaduras, afetaram a face dele?

 

-- Nanda, nossa, sim, o rosto dele estava queimado, mas dava pra reconhecê-lo, os traços eram os mesmos, o cabelo, o cavanhaque apesar de ter sido queimado, ai Nanda, por que isso agora?

 

-- Existe uma mínima chance, 0,1% que seja, de que pela emoção, pelo rosto queimado, esse corpo que você reconheceu, não ser do Maurício?

 

-- Tá bom, já chega! Essa conversa está muito estranha, não posso responder uma pergunta dessas por que não tem cabimento Nanda!

 

-- Agnes... Por favor, existe essa chance?

 

-- Sei lá Nanda, não acho que não! Não houve outra morte na penitenciária, só o Maurício foi ferido, por que seria outra pessoa?

 

            Fernanda mexeu nos cabelos nervosa e insistiu:

 

-- Agnes me fala dele. Você me disse que vocês mantiveram contato, tem registro de várias visitas suas a penitenciária, você deixou subentendido que havia um certo grau de amizade, vocês ainda falavam sobre a Mari?

 

-- Não, assim, às vezes ele dizia que a vida dele e da família seriam muito diferentes se a Mari não tivesse morrido. Mas, na penitenciária, ele sofreu para sair do vício, tomou gosto pela leitura, tratou a hanseníase, ia quase que diariamente ao posto médico, chegou a trabalhar na biblioteca da penitenciária, era uma terapia para ele.

 

-- Meu Deus! Diga-me no reconhecimento, você prestou atenção na mão dele? Na sequela da mão dele?

 

-- Não sei... Acho que sim... Ai Nanda, não, acho que não atentei pra esse detalhe, porque os braços estavam bem queimados...

 

            Fernanda já temia pela consistência e extensão das suas pré conclusões com aquelas novas informações.

 

-- Obrigada pelas informações Agnes, ajudaram muito, e obrigada pelo processo...

 

-- Nanda, o que o Mauricio tem com essa investigação? Ele está morto!

 

-- Agnes você vai ficar sabendo disso, por isso vou adiantar. Vou pedir a exumação do corpo do Maurício, preciso de provas, que ele de fato está morto.

 

-- O quê? Mas... Com que justificativa? Nanda você imagina o sofrimento que será para Miriam e Dona Eliete? Por que elas terão que ser comunicadas disso...

 

-- Há um motivo bastante plausível, estamos falando de uma investigação de homicídios, como você pode supor, já que essa delegacia é especializada.

 

-- O Mauricio foi condenado por tráfico, não tem nada na ficha dele relacionando-o a homicídios Nanda, por que essa exumação?

 

-- Vou te dizer o que disse a Miriam, por que certamente sei que você vai se adiantar em prepara-las quando o pedido de exumação do corpo for formalizado e precisaremos das amostras de DNA da família para comparar... Mulheres ligadas a mim, Dulce e Gisele foram assassinadas, e a única coisa que temos em comum é nosso passado, começamos a investigar o incêndio, e parece que chegamos a vários nós que estão sendo desatados.

 

            Foi a vez de Agnes empalidecer. Sentou-se como se não conseguisse segurar o tremor que acometeu suas pernas subitamente.

 

-- É muita informação pra mim. Você suspeita que Mauricio seja o assassino?

 

-- Eu tenho motivos ou não para seguir minha linha de investigação? Já que vocês eram amigos, diga-me, Mauricio guardava alguma mágoa de nós por termos sumido da vida deles, já que éramos tão amigas da Mari?

 

-- Não e sim... Ai Nanda estou confusa. Ele se referia a vocês como patricinhas deslumbradas que achavam que estavam fazendo caridade sendo amigas da Mari, que a Mari se esforçava para estar à altura de vocês...

 

-- Bom... Então você entende por que preciso confirmar se ele está mesmo morto?

 

            Agnes não respondeu. Levantou-se ainda trêmula, e saiu em direção à porta se despedindo:

-- Preciso ir, mas... Nanda se você puder me manter informada... Eu estou zonza com isso tudo... Aqui está meu cartão com meus telefones pessoais, se eu puder ajudar em algo...

 

-- Obrigada Agnes, manteremos contato, vamos precisar de você.

 

            Fernanda reuniu a equipe e o delegado na mesma sala comunicando aos outros as novas informações e hipóteses recém feitas com as declarações de Agnes.

 

-- Nanda, se confirmarmos que esse cara está vivo, achamos o assassino! Tudo se encaixa, ele tem um suposto motivo de vingança contra vocês, o fato de “estar morto” tornava-o inacessível às nossas investigações. E ele tem a mão do Capitão Gancho! – Beto resumiu.

 

-- É, mas temos fios soltos nessa linha... – Wellington comentou – Como ele saiu da penitenciária?

 

-- Delegado, contava com o senhor para investigar junto ao diretor da penitenciária, sobre a soltura de algum detento no dia da suposta morte do Mauricio, se nossa teoria estiver certa, ele assumiu essa identidade. – Fernanda respondeu.

 

-- Considere feito, mas primeiro vamos confirmar se houve realmente essa troca de identidades, vamos agilizar o pedido de exumação do corpo. – Wellington anunciou saindo da sala.

 

            Fernanda estava elétrica, cabeça fervilhando, ainda aguardava as informações que Dulce e Gisele colhiam com Miriam, aquela altura, pouco contribuiriam, mas, sua mente já antevia cada passo da investigação. No final da tarde foi chamada à sala do delegado:

 

-- Agente Garcia está aqui o pedido de exumação do corpo deferido pelo juiz. Precisamos apenas comunicar formalmente à família, são trâmites que não podemos burlar.

 

-- Eu entendo delegado, e nem ia querer fazer diferente, seria desrespeito com a família da Mari.

 

            Nesse momento, Carol bate a porta, com uma expressão angustiada:

 

-- Delegado, um senhor deseja falar-lhe.

 

-- Senhor? Alguma denúncia Carol? Por que você está tão pálida?

 

            Carol olhou quase penalizada para a amiga na sala e respondeu baixo:

 

-- Ele disse que é marido da Dra. Letícia.

 

-- Ele é o que? – Wellington se assustou.

 

            Fernanda franziu o cenho olhando para Carol que mantinha a expressão angustiada.

 

-- Faça o homem entrar, e, por favor, Carol, peça para alguém chamar a doutora Letícia.

 

            O homem alto, de cabelos grisalhos, esbanjando charme, trajando terno elegante, adentrou na sala, Fernanda permaneceu na sala, como se fosse uma expectadora da cena em um mundo paralelo, no qual aquilo não passava de uma piada.

 

-- Boa tarde, senhor delegado. – O homem falou exibindo seu sotaque inglês – Patrick Connor.

 

-- Boa tarde, senhor Patrick, Wellington Abrantes. Sente-se, por favor. Essa é agente Garcia, uma das melhores investigadoras do departamento.

 

            Educadamente o homem a cumprimentou com um aperto de mãos, as de Fernanda geladas. Wellington estava tão perplexo quanto Fernanda, talvez por isso, não atentou para convidar Fernanda a sair da sala, já que o distinto senhor estava ali procurando-o especificamente.

 

-- Eu confesso que estou surpreso, não sabia que a doutora Letícia era casada.  Sua mulher é uma profissional excepcional senhor Patrick.

 

-- Sim ela é! Fomos colegas de faculdade em Oxford, depois colegas de trabalho, Letícia sempre foi brilhante.

 

-- Então o senhor é médico também? – Wellington perguntou.

 

-- Sim, sou, mas não sou legista. Não segui a Letícia nessa loucura...

 

            Enquanto o marido de Letícia falava, a própria entrou na sala sobressaltada:

 

-- Patrick! O que faz aqui?!

 

-- Helo baby, não está com saudades?

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 20 - EPISÓDIO 20 – A ponta do Iceberg:
patty-321
patty-321

Em: 10/11/2021

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