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A Seguranca II por Lena

Ver comentários: 4

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Palavras: 2487
Acessos: 1480   |  Postado em: 21/10/2021

Capitulo 9

A segunda feira chegou daquele jeito, chata, fria, preguiçosa e odiada por mim, como sempre.

 

Minha rotina foi a mesma, cuidar dos gêmeos levar as crianças a escola e trabalhar. Só houve um fato novo que foi um pequeno puxão de orelha que deu em Gabriel ao encontrar o Chester em sua mochila. E o pior, foi que eu já estava a caminha da escola quando ouvi o pato fazer barulho. Fora isso, seguimos em silêncio pois assim como meu filho, eu fiquei chateada com a sua desobediência.

 

Chegando a escola, fomos recebidos por uma Rebeca sorridente que não poupou seu olhar ao me analisar dos pés a cabeça, me deixando um pouco constrangida e arrepiada. O que tratei logo de tirar da minha cabeça.

 

- Bom dia crianças! Mirian...  - sabia que era errado, mas a morena estava linda com aquele terno feminino social, com uma calça que marcava maliciosamente suas curvas.

 

- Bom dia professora!  - os pequenos responderam em uníssono e logo entram para o recinto.

 

- Bom dia Rebeca.  - esboço um leve sorriso para a mulher, á observando umedecer seus lábios. E não esperando sua resposta me viro para seguir porem, sou chamada pela mesma que me segurara pelo pulso.

 

- Mirian, espera! O que aconteceu com o Gabriel ?  - ainda mantendo o contato com a morena, aguardo sua resposta sem da importância ao toque, porém os olhos da mulher logo pausaram no local, o que me fez soltar seu pulso.

 

- Ele só esta chateado, por não poder trazer seu novo animalzinho. Mas logo vai passar.   - ao sentir meu pulso livre, me despeço da mulher que continuou parada no mesmo lugar, me fazendo sentir seu olhar queimar minhas costas o que foi confirmado quando entrei no carro e a mesma ainda me olhava com desejo.

 

- Meu Deus! Eu não tenho um dia de paz! - esbravejo ao ligar o carro e seguir para o trabalho, onde fui recebida com carinho por meu amigo que jogou uma bela pasta cheia de relatórios para que eu analisasse.

 

 

~*~



 

Depois da saída de Mirian, e ao presenciar sua indignação com nosso pequeno Gabriel que também ficou chateado, segui o meu dia normalmente mesmo com um pato que não saia do meu lado, por isso, com a ajuda da minha sogra fomos a um pet shop comprar uma casinha para o Chester.

 

Após passar em alguns estabelecimentos encontramos uma de tamanho médio e com cercadinho ao redor, e foi a que levamos para casa.

 

- Nunca que eu ia imaginar estar viva para comprar casa para um pato.  - diz Dona Renata ao retirar os gêmeos da cadeirinha.

 

- Nem me fale! Mas o que nós não fazemos por nosso filhos não é ?   - vejo minha sogra sorrir concordando e logo seguimos para dentro.

 

- Vou fazer o almoço, aproveita e da banho nesses lindos e arruma um canto no quarto do Biel para por a casinha.  - a mais velha desfere as informações e logo some na cozinha.

 

- Sim senhora!  - sigo para o quarto deixando meus pequenos seguros porem agitados na cama e fui rápido ao quarto do Biel colocar a casinha.

 

Ao arrumar a casa, procurei pelo Chester no cômodo porém sem êxito. Voltei ao quarto para verificar os gêmeos e ambos estavam bem e brincando, e em uma conversa animada entre si em sua linguagem fofa de bebês.

 

Então, voltei para procurar o pato revirando a casa quase inteira e já imaginado o choro do Biel se esse pato desaparecesse. E como não encontrei, voltei para o quarto do meu filho me sentei na cama já com o celular na mão para liga  para a morena, mas ouvi um barulho de água e segui na direção do barulho que me levou ao banheiro onde encontrei o Chester animado se banhando na água da privada.

 

- Ai esta você seu sumido! Péssimo lugar em?! Preciso te dar um banho e pegar uma vasilha enorme de água.  - analiso o pato ainda feliz se divertindo.

 

Decidir deixar o Chester se divertir por mais um pouco e segui para os gêmeos, os deixando limpos e os alimentando com uma verdurinhas que minha sogra já tinha feito, e que ambos já comiam amaçadas sem reclamar.

 

Depois de um tempo, os pequenos dormiram e foi onde segui para o banho e fui  almoçar com a minha sogra que me contava sobre sua nova paquera me fazendo esvair em risos pois seus comentários eram maravilhosos, porem a mais velha depois decidiu descansar o que me fez lembrar do pato.

 

Fui ao quarto do Biel encontrando o pato já reconhecendo seu mais novo lar, o que me alegrou um pouco pois não seria legal tirar o bichinho animado daquele jeito de dentro da privada. Porem da mesma forma dei um banho no Chester o deixando limpinho e próximo ao " lago" improvisado também limpo.

 
Então, segui para o meu quarto me deitando e me entregando por uns minutos ao sono pois não faltava muito para tanto as crianças quanto Mirian voltar, pois os menores chegariam tarde hoje.



~*~



 

Meu humor estava péssimo!

 

Eu estava atolada em tarefas e ainda não tinha nem almoçado. Tentei adiantar o máximo meus afazeres pois precisaria pegar as crianças na escola, já que a ruiva não suportava a Rebeca.

 

Continuei meu trabalho tentando sentir a paz de espírito ao ouvir a porta ser aberta com força e um João com semblante cansado seguir em minha direção e sem aviso se sentar em meu colo.

 

- O que foi João ? Você sabe que eu não sou Mainha né ?  - o homem que tinha seu rosto escondido na curva do meu pescoço logo suspirou.

 

- Eu tô cansado, o Matheus vai sair tarde hoje e preciso de uma carona. - diz o moreno olhando com súplica para a amiga.

 

- Não. Pede a Diana, eu ainda vou pegar as crianças.  - o homem sai nervoso do meu colo parando em frente a minha mesa.

 

- A Diana já saiu. Me leva ai Mirian vai ?  - diz com a cara de falso choro.

 

- Não, você pode ir muito bem de ônibus.  - volto ao meu trabalho com João ainda parado de boca aberta a minha frente.

 

- Sua vadia, eu sou seu amigo sabia?! Te dou 50 conto.  - diz o moreno cruzando os braços.

 

- Esteja pronto as 16:00, e sem musica alta. Minha cabeça esta estourando. - ainda mantinha minha cabeça baixa.

 

- Sapatão, não vale nada nossa amizade?! Preciso te pagar pra me levar ?  - continua João fingindo ofensa.

 

- Nem vem com essa, você da coisa pior de graça ao Matheus e não reclama. Então 50 conto é o mínimo.  - digo rindo da cara de safado do João ao me olhar.

 

- Ai adoro! Dou mesmo o buraco é meu... Mas tchau, te espero no estacionamento.   - o homem sai ainda com o sorriso no rosto.

 

Vejo meu amigo sair ainda com sorriso enorme no rosto, o que me fez até esquecer a maldita dor de cabeça e dar espaço para a fome que falou mais alto, então larguei tudo e fui comer pois já passava das 15:00 e não demoraria muito para sairmos.

 

Seguimos para a escola com o som nas alturas ao ritmos de Rihanna, o que me rendeu varias risadas com um João animado no banco da frente. Ao chegar, pedi ao moreno que pegasse as crianças pois não queria topar com a Rebeca novamente, e ele já sabendo de quem se tratava seguiu sem reclamar.

 

E de dentro do carro observei o moreno se aproximar chamando a atenção de muitas mães que o olhava dos pés a cabeça, o que me fez rir pois o moreno sentava no que elas gostavam ainda mais que as próprias!

 

Chegando até meus filhos ele os pega no colo analisando Rebeca dos pês a cabeça com cara de nojo e vai saindo sem se despedir.

 

- Prontinho aqui estão meus sobrinhos lindos.  - diz o moreno ao se aproximar e colocar os menores devidamente na cadeirinha.

 

João entra no carro e logo o ligo para seguir o caminho, sempre olhando o Gabriel pelo retrovisor que as vezes também me encarava porem baixava a cabeça.

 

- Biel, estamos bem ? - vejo o mais novo me olhar e logo responder.

 

- Sim Mainha, eu tava elado pô quelê leva o Chester. Descupa.  - desabafa o menino com os olhos marejados.

 

- Tudo bem filho, só devemos saber separar as coisas esta bem? E não precisa ficar triste o Chester deve esta com saudade de você, então tem que está alegre quando chegar.  - o sorriso do mais novo se abre mostrando a pequena falha porém linda a frente.

 

- Bota a dalinha Mainha!  - pede o menor que logo é atendido pelo seu tio.

 

Olho para o João que solta um beijo no ar para mim, e começa a cantar junto com as crianças que também se divertiam com o moreno.

 
O caminho para casa foi divertido, e fez meu humor evoluir bastante, para melhor, claro.

 

Chagando, João tirou os pequenos que correram para dentro enquanto pegávamos seus matérias, e seguindo para casa os encontro já jogados nos braços de Beatriz e Mainha.

 

- Boa tarde mulheres lindas!  - beijo a testa de Bia para em seguida a da minha mãe.

 

- O que aconteceu para seu humor terrível mudar minha filha?  - questiona dona Renata, pois tinha visto que o humor da filha pela manhã estava péssimo.

 

- Ganhei 50 conto do João, por não tomar vergonha na cara e tirar a carteira de habilitação e ficar pedindo carona a todo mundo.  - cruzo os braços sorrindo e olhando para meu amigo que se fez de ofendido ao me encarar.

 

- Você é minha amiga e tem que me levar, e sabe muito bem que sou péssimo dirigindo. - completa o moreno.

 

- Verdade, quando você me pediu para te ajudar não imaginaria que meu carro sairia amassado daquela forma.  - olho para João rindo ao me lembrar de quando me pediu ajuda pois ninguém queria levá-lo quando ele precisava.

 

- Também já tentei, e acabou com meu Bartolomeu sem o farol, depois disso não ensino mais. - sorrio para Bia e olho o João que mantinha seu dedo "indicador" apontado de maneira estratégica para mim.

 

- Onde esta o Gabriel ?  - pergunto para todos que me olharam como se eu fosse a pessoa mais burra do mundo apesar de ser ruiva.

 

- Já foi ver o Chester mamãe.  - completa Maria.

 

- Bom então vamos, você precisa de um banho.  - sigo com a Maria deixando Mirian João e dona Renata ainda conversando na sala.

 

Ficamos em uma conversa divertida com Mainha, até o João falar que iria subir, e como também estava cansada decidir seguir com o moreno, porém, quando estávamos na escadas a campainha foi tocada nos fazendo parar, pois todos tinham as chaves e as visitas eram raras, então nos sentamos na escada que davam uma visão ampla para a porta vendo Mainha seguir e logo atender a mesma.

 

- Boa tarde!  - salda dona Renata para a mulher à sua frente, até então, uma total estranha.

 

- Boa tarde, gostaria de falar com Beatriz.  - completa a mulher que forma seria.

 

- E o que deseja com ela ? - continua a mais velha já não gostando do tom da mulher.

 

- Isso não é da sua conta, é um assunto que não diz respeito aos empregados. Poderia chama-la por gentileza ?  - a estranha esbraveja já sem paciência.

 

- Olha minha senhora, não sei o que deseja com minha nora, e peço que baixe seu tom de voz para que eu mesmo não o faça. E não esta falando com uma empregada e sim com a dona da casa. Então, vou repetir novamente... O que deseja com a minha nora ?  - dona Renata se continha o máximo para não bater na mulher esnobe a sua frente.

 

- Eu sou a avó do Gabriel, e mãe da já falecida Leona. Fiquei sabendo que o menino foi adorado pela advogada e quero conversar com ela.  - diz a mulher com o queixo erguido como se estivesse em seu direito.

 

- Ah! Então a senhora que estava cuidando do pequeno antes de abandona- lo ?   - a voz da mais velha se exalta enquanto vai se aproximando da não mais estranha.

 

- Eu não abandonei, só deixei o moleque um pouco em casa pois precisei sair.  - diz com a voz falha porém ainda firme.

 

Dona Renata soltou a porta que ainda segurava olhou para trás percebendo a presença de sua filha e de João sentados à olhando com espanto, pois provavelmente escutaram o que a mulher falava. Então a mais velha sorriu para seus filhos que já imaginavam que ela iria aprontar algo.

 

E foi o que realmente aconteceu, dona Renata virou rápido desferindo um soco no rosto da estranha que foi pega de surpresa e caiu direto no chão com a mão no lado do rosto agora machucado e gem*ndo de dor.

 

- Puta merd*! Ela socou a mulher!!  - diz João rindo da cena presenciada.

 

- Bem feito! Tô esperando os chutes.  - completo cruzando as pernas aguardando os próximos capítulos.

 

- Desculpa a forma gentil que saldei você. Mas qual é seu nome ?  - pergunta a mais velha próxima a outra caída que  ainda mantinha a mão no rasto.

 

- G- gerusa...  - diz com a voz baixa e transparecendo medo com a aproximação da "agressora".

 

- Bom. Gerusa, eu espero que você nunca mas aparece aqui na porta da minha casa, pois se isso ocorrer a sua próxima queda será em sua cova. Estamos entendidas ?  - de forma ameaçadora a mais velha olha dentro dos olhos da outra que somente confirma e logo se levanta e sai cambaleando sem saber a direção correta a seguir.

 

Ainda parada a porta dona Renata observa a outra sumir entre as casas, e voltando, ela percebe os rostos sorridentes de João e Mirian que iriam falar algo, porem a mais velha logo os corta.

 

- Não quero ouvir nada! E se continuarem me olhando desta forma minha havaiana vai voar nas constas dos dois. 

 

Nem precisou a mulher falar mais nada, tanto Mirian quanto João subiram aos tropeços as escadas sem querer ser o alvo da vez.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 9 - Capitulo 9:
Lea
Lea

Em: 11/02/2022

Com certeza essa cobra vai querer dinheiro para não tirar o Gabriel da Beatriz e da Mirian! Apesar que,eu acharia loucura um juiz(a) conceder a guarda de uma criança a uma "avó" que maltratava o próprio neto!

Será que a cobra vai fazer um B.O contra a Renata???

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Andreia
Andreia

Em: 13/12/2021

Está Renata é porreta tinha que ter muitas iguais as ás justas amorosas e defende os seus como uma leoa mais eu acho que está avó de sangue vai aprontar ainda com elas e com o pequeno. Está Rebeca ainda vai fazer algo para tentar prejudicar o casamento da Miriam com Bia vamos ver o q vai dar.

 

Abraços.....

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 22/10/2021

Kkkkkk mainha é barril.

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Elizaross
Elizaross

Em: 22/10/2021

Como eu amo a dona Renata kkkk

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