A Seguranca II por Lena
Capitulo 9
A segunda feira chegou daquele jeito, chata, fria, preguiçosa e odiada por mim, como sempre.
Minha rotina foi a mesma, cuidar dos gêmeos levar as crianças a escola e trabalhar. Só houve um fato novo que foi um pequeno puxão de orelha que deu em Gabriel ao encontrar o Chester em sua mochila. E o pior, foi que eu já estava a caminha da escola quando ouvi o pato fazer barulho. Fora isso, seguimos em silêncio pois assim como meu filho, eu fiquei chateada com a sua desobediência.
Chegando a escola, fomos recebidos por uma Rebeca sorridente que não poupou seu olhar ao me analisar dos pés a cabeça, me deixando um pouco constrangida e arrepiada. O que tratei logo de tirar da minha cabeça.
- Bom dia crianças! Mirian... - sabia que era errado, mas a morena estava linda com aquele terno feminino social, com uma calça que marcava maliciosamente suas curvas.
- Bom dia professora! - os pequenos responderam em uníssono e logo entram para o recinto.
- Bom dia Rebeca. - esboço um leve sorriso para a mulher, á observando umedecer seus lábios. E não esperando sua resposta me viro para seguir porem, sou chamada pela mesma que me segurara pelo pulso.
- Mirian, espera! O que aconteceu com o Gabriel ? - ainda mantendo o contato com a morena, aguardo sua resposta sem da importância ao toque, porém os olhos da mulher logo pausaram no local, o que me fez soltar seu pulso.
- Ele só esta chateado, por não poder trazer seu novo animalzinho. Mas logo vai passar. - ao sentir meu pulso livre, me despeço da mulher que continuou parada no mesmo lugar, me fazendo sentir seu olhar queimar minhas costas o que foi confirmado quando entrei no carro e a mesma ainda me olhava com desejo.
- Meu Deus! Eu não tenho um dia de paz! - esbravejo ao ligar o carro e seguir para o trabalho, onde fui recebida com carinho por meu amigo que jogou uma bela pasta cheia de relatórios para que eu analisasse.
~*~
Depois da saída de Mirian, e ao presenciar sua indignação com nosso pequeno Gabriel que também ficou chateado, segui o meu dia normalmente mesmo com um pato que não saia do meu lado, por isso, com a ajuda da minha sogra fomos a um pet shop comprar uma casinha para o Chester.
Após passar em alguns estabelecimentos encontramos uma de tamanho médio e com cercadinho ao redor, e foi a que levamos para casa.
- Nunca que eu ia imaginar estar viva para comprar casa para um pato. - diz Dona Renata ao retirar os gêmeos da cadeirinha.
- Nem me fale! Mas o que nós não fazemos por nosso filhos não é ? - vejo minha sogra sorrir concordando e logo seguimos para dentro.
- Vou fazer o almoço, aproveita e da banho nesses lindos e arruma um canto no quarto do Biel para por a casinha. - a mais velha desfere as informações e logo some na cozinha.
- Sim senhora! - sigo para o quarto deixando meus pequenos seguros porem agitados na cama e fui rápido ao quarto do Biel colocar a casinha.
Ao arrumar a casa, procurei pelo Chester no cômodo porém sem êxito. Voltei ao quarto para verificar os gêmeos e ambos estavam bem e brincando, e em uma conversa animada entre si em sua linguagem fofa de bebês.
Então, voltei para procurar o pato revirando a casa quase inteira e já imaginado o choro do Biel se esse pato desaparecesse. E como não encontrei, voltei para o quarto do meu filho me sentei na cama já com o celular na mão para liga para a morena, mas ouvi um barulho de água e segui na direção do barulho que me levou ao banheiro onde encontrei o Chester animado se banhando na água da privada.
- Ai esta você seu sumido! Péssimo lugar em?! Preciso te dar um banho e pegar uma vasilha enorme de água. - analiso o pato ainda feliz se divertindo.
Decidir deixar o Chester se divertir por mais um pouco e segui para os gêmeos, os deixando limpos e os alimentando com uma verdurinhas que minha sogra já tinha feito, e que ambos já comiam amaçadas sem reclamar.
Depois de um tempo, os pequenos dormiram e foi onde segui para o banho e fui almoçar com a minha sogra que me contava sobre sua nova paquera me fazendo esvair em risos pois seus comentários eram maravilhosos, porem a mais velha depois decidiu descansar o que me fez lembrar do pato.
Fui ao quarto do Biel encontrando o pato já reconhecendo seu mais novo lar, o que me alegrou um pouco pois não seria legal tirar o bichinho animado daquele jeito de dentro da privada. Porem da mesma forma dei um banho no Chester o deixando limpinho e próximo ao " lago" improvisado também limpo.
Então, segui para o meu quarto me deitando e me entregando por uns minutos ao sono pois não faltava muito para tanto as crianças quanto Mirian voltar, pois os menores chegariam tarde hoje.
~*~
Meu humor estava péssimo!
Eu estava atolada em tarefas e ainda não tinha nem almoçado. Tentei adiantar o máximo meus afazeres pois precisaria pegar as crianças na escola, já que a ruiva não suportava a Rebeca.
Continuei meu trabalho tentando sentir a paz de espírito ao ouvir a porta ser aberta com força e um João com semblante cansado seguir em minha direção e sem aviso se sentar em meu colo.
- O que foi João ? Você sabe que eu não sou Mainha né ? - o homem que tinha seu rosto escondido na curva do meu pescoço logo suspirou.
- Eu tô cansado, o Matheus vai sair tarde hoje e preciso de uma carona. - diz o moreno olhando com súplica para a amiga.
- Não. Pede a Diana, eu ainda vou pegar as crianças. - o homem sai nervoso do meu colo parando em frente a minha mesa.
- A Diana já saiu. Me leva ai Mirian vai ? - diz com a cara de falso choro.
- Não, você pode ir muito bem de ônibus. - volto ao meu trabalho com João ainda parado de boca aberta a minha frente.
- Sua vadia, eu sou seu amigo sabia?! Te dou 50 conto. - diz o moreno cruzando os braços.
- Esteja pronto as 16:00, e sem musica alta. Minha cabeça esta estourando. - ainda mantinha minha cabeça baixa.
- Sapatão, não vale nada nossa amizade?! Preciso te pagar pra me levar ? - continua João fingindo ofensa.
- Nem vem com essa, você da coisa pior de graça ao Matheus e não reclama. Então 50 conto é o mínimo. - digo rindo da cara de safado do João ao me olhar.
- Ai adoro! Dou mesmo o buraco é meu... Mas tchau, te espero no estacionamento. - o homem sai ainda com o sorriso no rosto.
Vejo meu amigo sair ainda com sorriso enorme no rosto, o que me fez até esquecer a maldita dor de cabeça e dar espaço para a fome que falou mais alto, então larguei tudo e fui comer pois já passava das 15:00 e não demoraria muito para sairmos.
Seguimos para a escola com o som nas alturas ao ritmos de Rihanna, o que me rendeu varias risadas com um João animado no banco da frente. Ao chegar, pedi ao moreno que pegasse as crianças pois não queria topar com a Rebeca novamente, e ele já sabendo de quem se tratava seguiu sem reclamar.
E de dentro do carro observei o moreno se aproximar chamando a atenção de muitas mães que o olhava dos pés a cabeça, o que me fez rir pois o moreno sentava no que elas gostavam ainda mais que as próprias!
Chegando até meus filhos ele os pega no colo analisando Rebeca dos pês a cabeça com cara de nojo e vai saindo sem se despedir.
- Prontinho aqui estão meus sobrinhos lindos. - diz o moreno ao se aproximar e colocar os menores devidamente na cadeirinha.
João entra no carro e logo o ligo para seguir o caminho, sempre olhando o Gabriel pelo retrovisor que as vezes também me encarava porem baixava a cabeça.
- Biel, estamos bem ? - vejo o mais novo me olhar e logo responder.
- Sim Mainha, eu tava elado pô quelê leva o Chester. Descupa. - desabafa o menino com os olhos marejados.
- Tudo bem filho, só devemos saber separar as coisas esta bem? E não precisa ficar triste o Chester deve esta com saudade de você, então tem que está alegre quando chegar. - o sorriso do mais novo se abre mostrando a pequena falha porém linda a frente.
- Bota a dalinha Mainha! - pede o menor que logo é atendido pelo seu tio.
Olho para o João que solta um beijo no ar para mim, e começa a cantar junto com as crianças que também se divertiam com o moreno.
O caminho para casa foi divertido, e fez meu humor evoluir bastante, para melhor, claro.
Chagando, João tirou os pequenos que correram para dentro enquanto pegávamos seus matérias, e seguindo para casa os encontro já jogados nos braços de Beatriz e Mainha.
- Boa tarde mulheres lindas! - beijo a testa de Bia para em seguida a da minha mãe.
- O que aconteceu para seu humor terrível mudar minha filha? - questiona dona Renata, pois tinha visto que o humor da filha pela manhã estava péssimo.
- Ganhei 50 conto do João, por não tomar vergonha na cara e tirar a carteira de habilitação e ficar pedindo carona a todo mundo. - cruzo os braços sorrindo e olhando para meu amigo que se fez de ofendido ao me encarar.
- Você é minha amiga e tem que me levar, e sabe muito bem que sou péssimo dirigindo. - completa o moreno.
- Verdade, quando você me pediu para te ajudar não imaginaria que meu carro sairia amassado daquela forma. - olho para João rindo ao me lembrar de quando me pediu ajuda pois ninguém queria levá-lo quando ele precisava.
- Também já tentei, e acabou com meu Bartolomeu sem o farol, depois disso não ensino mais. - sorrio para Bia e olho o João que mantinha seu dedo "indicador" apontado de maneira estratégica para mim.
- Onde esta o Gabriel ? - pergunto para todos que me olharam como se eu fosse a pessoa mais burra do mundo apesar de ser ruiva.
- Já foi ver o Chester mamãe. - completa Maria.
- Bom então vamos, você precisa de um banho. - sigo com a Maria deixando Mirian João e dona Renata ainda conversando na sala.
Ficamos em uma conversa divertida com Mainha, até o João falar que iria subir, e como também estava cansada decidir seguir com o moreno, porém, quando estávamos na escadas a campainha foi tocada nos fazendo parar, pois todos tinham as chaves e as visitas eram raras, então nos sentamos na escada que davam uma visão ampla para a porta vendo Mainha seguir e logo atender a mesma.
- Boa tarde! - salda dona Renata para a mulher à sua frente, até então, uma total estranha.
- Boa tarde, gostaria de falar com Beatriz. - completa a mulher que forma seria.
- E o que deseja com ela ? - continua a mais velha já não gostando do tom da mulher.
- Isso não é da sua conta, é um assunto que não diz respeito aos empregados. Poderia chama-la por gentileza ? - a estranha esbraveja já sem paciência.
- Olha minha senhora, não sei o que deseja com minha nora, e peço que baixe seu tom de voz para que eu mesmo não o faça. E não esta falando com uma empregada e sim com a dona da casa. Então, vou repetir novamente... O que deseja com a minha nora ? - dona Renata se continha o máximo para não bater na mulher esnobe a sua frente.
- Eu sou a avó do Gabriel, e mãe da já falecida Leona. Fiquei sabendo que o menino foi adorado pela advogada e quero conversar com ela. - diz a mulher com o queixo erguido como se estivesse em seu direito.
- Ah! Então a senhora que estava cuidando do pequeno antes de abandona- lo ? - a voz da mais velha se exalta enquanto vai se aproximando da não mais estranha.
- Eu não abandonei, só deixei o moleque um pouco em casa pois precisei sair. - diz com a voz falha porém ainda firme.
Dona Renata soltou a porta que ainda segurava olhou para trás percebendo a presença de sua filha e de João sentados à olhando com espanto, pois provavelmente escutaram o que a mulher falava. Então a mais velha sorriu para seus filhos que já imaginavam que ela iria aprontar algo.
E foi o que realmente aconteceu, dona Renata virou rápido desferindo um soco no rosto da estranha que foi pega de surpresa e caiu direto no chão com a mão no lado do rosto agora machucado e gem*ndo de dor.
- Puta merd*! Ela socou a mulher!! - diz João rindo da cena presenciada.
- Bem feito! Tô esperando os chutes. - completo cruzando as pernas aguardando os próximos capítulos.
- Desculpa a forma gentil que saldei você. Mas qual é seu nome ? - pergunta a mais velha próxima a outra caída que ainda mantinha a mão no rasto.
- G- gerusa... - diz com a voz baixa e transparecendo medo com a aproximação da "agressora".
- Bom. Gerusa, eu espero que você nunca mas aparece aqui na porta da minha casa, pois se isso ocorrer a sua próxima queda será em sua cova. Estamos entendidas ? - de forma ameaçadora a mais velha olha dentro dos olhos da outra que somente confirma e logo se levanta e sai cambaleando sem saber a direção correta a seguir.
Ainda parada a porta dona Renata observa a outra sumir entre as casas, e voltando, ela percebe os rostos sorridentes de João e Mirian que iriam falar algo, porem a mais velha logo os corta.
- Não quero ouvir nada! E se continuarem me olhando desta forma minha havaiana vai voar nas constas dos dois.
Nem precisou a mulher falar mais nada, tanto Mirian quanto João subiram aos tropeços as escadas sem querer ser o alvo da vez.
Fim do capítulo
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Andreia
Em: 13/12/2021
Está Renata é porreta tinha que ter muitas iguais as ás justas amorosas e defende os seus como uma leoa mais eu acho que está avó de sangue vai aprontar ainda com elas e com o pequeno. Está Rebeca ainda vai fazer algo para tentar prejudicar o casamento da Miriam com Bia vamos ver o q vai dar.
Abraços.....
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