A Seguranca II por Lena
Capitulo 8
Ter filho pequeno é que nem ter um cachorro fofinho, todo mundo quer brincar e tocar, principalmente as mulheres...
E como a praça estava um pouco movimentada, já imaginam o quanto fui parada neste passeio não é ? Mas decidir continuar a minha pequena rota, porém, parando para babar meus pequenos que olhavam tudo com curiosidade.
- É, se ainda pequenos já estão fazendo a mulherada parar, imagina guando crescerem. - me sento no banco da praça virando o carrinho para minha frente vendo, Caleb me olhar vidrado, e Renan tentar morder os próprios dedos, porém dos pés.
- Eles devem ter puxado a mãe, linda assim, deve causar o mesmo impacto nelas. Pelo menos falo por mim... Prazer, Fabiana. - a mulher mantinha a mão estendida olhando com malicia para a morena.
- Muito prazer Fabiana, mas ai que você se engana, eles devem ter puxado a minha esposa, mas agradeço o elogio. - respondo rápido ainda sem graça e me xingando por não ter percebido a mulher se aproximar.
- Uou! Desculpa então. Infelizmente as mais belas sempre estão casadas. - digo num suspiro analisando todo corpo da morena que sorriu de lado parecendo não acreditar.
- Não acho que seja uma infelicidade, não para mim. Mas existem pessoas SOLTEIRAS que também valem a pena você tentar conhecer. - completo olhando meus bebês que se alteram um pouco.
- Você tem razão...? - dou conta que a morena não tinha falo seu nome.
- Mirian. - encaro a mulher que ainda me analisava com atenção.
- Até seu nome é lindo! Mas tenho que ir, adoraria ter o prazer de te conhecer, mas como existem barreias á frente do seu lindo corpo, devo me retirar. - estendo minha mão para a morena que sorri pegando a mesma.
- Talvez em outra encarnação, sem ofensas. Nos vemos por ai Fabiana. - não estava acreditando nas cantadas da mulher.
- Ai, seria meu sonho minha linda. Tchau! - me despeço seguindo para minha casa ainda com Mirian em meus pensamentos.
Vejo a mulher se afastar e logo sumir entre as casa. Deixei meu sorriso surgir entre os lábios e olhei para os bebês que também estavam sorrindo.
- É cada doido que a gente encontra né ? Ainda bem que vocês ainda não falam, se não eu dormiria na varanda hoje. - o sorriso dos pequenos se alarga parecendo entender o que eu falava.
Decidir voltar para casa pois o sol já tinha se despedido. Segui ainda sendo parada por pessoas que brincavam com os pequenos.
Chegando, encontrei Bia conversando com Mainha na cozinha. Fui em direção a ambas deixando o carrinho próximo a minha mulher depositando um beijo em seus lábios e seguindo para abraçar Mainha.
- Mainha eu amo te abraçar, mas a senhora precisa de um banho. Foi no sitio da tia Denise foi ? - me afasto ao receber um belo tapa da mais velha.
- Me respeita Mirian, acabei de chegar. E sim, fui ver a Denise, e você já sabe que lá ninguém fica parado, até o Gabriel sofreu hoje. - diz a mais velha rindo ao se lembrar das reclamações e sorrisos do menino.
- E onde ele está agora? - pergunto ao me sentar próximo à Bia.
- Saiu retado daqui, falando que não voltava mas lá. Acho que foi pro banho. - diz dona Renata sorrindo.
- Oi família, porque esta suada tia ? - diz João ao olhar a mais velha, porém segue para sua tarefa.
- Tava na Denise. A velha vez Mainha trabalhar hoje. - falo sorrindo ao ver a cara de brava da minha mãe que provavelmente estava muito cansada pra não vir me bater.
- Vixe! A Denise é barra pesada mesmo. Vocês querem um chá? - pergunta o moreno.
- O que aconteceu com você meu filho? Tá doente? - pergunta a mais velha achando estranho.
- Não tia, é que tô um pouco nervoso esses dias. E esse chá me ajuda a melhorar. - diz o moreno sorrindo.
- Ah então quero também. - digo me aproximando de João.
- Está nervosa com o que Mirian ? Posso saber? - a morena me olha com espanto, como se estivesse fazendo algo errado, mas logo esboça aquele sorriso safado achando que vai me enganar.
- Nada Bia, só a correria com as crianças que tem me deixado um pouco nervosa. - respondo rápido, porem ciente que vai dar merd* quando ficarmos a sós.
Depois da pequena cena, tomei o chá do João que nem perguntei do que era e continuamos a conversa ouvindo os acontecimentos do passeio da minha querida mãe.
Depois de um tempo segui com o João para os quartos, mas quando estava quase passando pelo cômodo das crianças achei ter visto algo passar na porta.
- Viado, você me deu chá de quê em ? Ou eu tô doida ou vi um pato de meia atravessar ali. - olho para João que também me olhou com espanto.
- Mulher, eu também vi. Mas achei que era coisa da minha cabeça. - confirma João.
- É, doido nós não estamos. Mas o que vimos foi em direção ao quarto do, Gabriel... - segui para o quarto do menino para ver o que ele tinha aprontado desta vez .
Chegando ao quarto, encontro Gabriel completamente sujo de terra e correndo atrás de um pato de meia! Isso mesmo que vocês leram, o Pato estava de M - E- I - A.
- O que esse menino aprontou dessa vez em? Como é que ele colocou uma meia em um pato, gente! - diz João sem acreditar e sorrindo com o que via.
- Gabriel meu filho! De onde você tirou esse pato?! - o menino que antes corria atrás da ave, para e me olha espantado ao perceber minha presença.
- É o Cheter Mainha. - diz o menino assustado com as mãos para trás.
- O diacho, o pato já tem até nome. - diz João sem conseguir conter o riso.
- Cala boca João! Chester meu filho, serio ? - olho para o menino que tinha já os olhos já marejados, achando muito engraçado o nome do pato.
- Tia Denise que me deu. Ela disse que ele tava só, ai eu pedi pra cuida dele. - completa o pequeno baixando para pegar o pato que cansou de fugir e se encostou em suas pernas.
- Ele é ate bonitinho Mirian. - diz João pegando o pato que apesar de assustado analisou o moreno.
- Mas não era mais fácil um cachorro Gabriel?! - me aproximo de João que acariciava o patinho.
- Mas ele bunito Mainha e gota de mim. Não quelo deixar ele só. - ao falar, olha para sua mãe que estende os braços onde ele vai sem reclamar.
- Tá bom, mas ele é de total responsabilidade sua está bem ? - o menino confirma.
- E vamos ligar para Denise e confirma se ela realmente lhe deu o pato, certo? - meu filho esconde o rosto em meu pescoço mas não deixa de me responder.
- Eu sei Mainha, eu não peguei, foi ela que me deu mas a chiola pode ligar. - ao terminar abraça sua mãe que o leva para o banheiro.
- Ele é fofinho sapatão! Pronto, agora eu quero um pato. Será que o Matheus me da um ? - pergunta João pensando realmente nesta possibilidade.
- Para com isso João, você não esta cuidando de si mesmo, quem dirás do coitado do pato. - ao me aproximar do meu amigo levo um belo tapa, porem acaricio o pato que só focava no carinho que recebia.
Ainda ficamos ali esperando Gabriel sair do banho para logo entregarmos seu pequeno e mais novo amigo que o menino já levou ao banho, sendo inspecionado por mim e João, claro.
Retirando as meias do pato, meu filho deu banho no amarelinho sem problemas, o que nos fez rir porquê, o bichinho não queria sair da água, mas depois de insistir, ele retirou a ave o secando com a toalha que ele já tinha separo para somente o amarelinho, depois colocou a bendita meia no pato.
Ao presenciar toda nova rotina do Gabriel e ouvir o alvoroço de Maria que também amou o novo bichinho, deixei ambos com o tio e fui ligar para a tia Denise, que me confirmou ter dado o pato ao meu filho.
Depois da breve conversa com minha tia, estava seguindo para meu quarto onde encontrei Beatriz brincando com os bebês que davam gritinhos de alegria.
- Eles estão crescendo rápido né ? - me aproximo da ruiva que me confirma porem continua com as brincadeiras.
- Estão sim. E lindos também, temos que aproveitar essa faze ao máximo. Pena que minha licença esta acabando. - olho para meus pequenos tentando já me adequar com a saudade que vou passar longe deles, nem que seja por um curto período.
- A gente consegue organizar. E hoje quando sair com eles, ambos fizeram um maior sucesso no passeio. - abraço a ruiva por trás sentindo o cheiro dos seus cabelos.
- Imagino que tanto eles quanto você Mirian. O que rolou no passeio? E não minta, você é péssima nisso. - me viro para a morena que me encara sorrindo.
- Só foi uma doida que deu encima de mim, enquanto estava na praça, mas ela entendeu seu lugar. - acaricio o rosto da ruiva que fecha os olhos e da um singelo beijo em minha mão.
- Tudo bem, se você já resolveu eu fico feliz com isso. Sabia que o Biel ganhou um pato? - me lembro do meu filho com a pequena ave nos braços esboçando um sorriso que não cabia em sua face.
- Você já sabia ? Eu só descobri quando vi o amarelinho correndo de meia pelo corredor, achei ate que estava doida ou foi algum efeito do chá do João, mas ele também viu. E você aceitou numa boa ? É um pato! - vejo a ruiva sorrir e vir em minha direção pousando seus braços ao redor do meu pescoço.
- Não tive como contestar ao ver aquele sorriso lindo de felicidade que ele me deu quando me mostrou o Chester. - pronuncio ao me lembrar da cena e do nome do mais novo morador.
- Ah! Você já sabe do nome também? Eu achei lindo e engraçado ao mesmo tempo, também não proibir, mas o deixei ciente que as responsabilidade sobre o bichinho é dele. - sentia o carinho que ruiva fazia em meus cabelo já de olhos fechados.
- Tanto eu quando sua mãe também avisamos. Por isso ele subiu correndo para tomar banho e dar banho no bichinho. - continuo o carinho nos cabelos da morena a ouvindo suspirar baixo.
Ficamos ali abraçadas, onde permaneci me embriagando com cheiro de Mirian que me abraçava forte, querendo prolongar o cantado ao máximo possível, porem nossa realidade veio a toma ao escutarmos Maria e Gabriel adentrarem ao quarto correndo ao mesmo tempo que os gêmeos começaram a chorar.
- Tá vendo Malia! Eu disse que não ela bom corre, agola a gente acodo eles. - diz Biel ainda ofegante com o pato ao seu encalço e seguindo para acalmar seus irmão.
- Desculpa Biel eu não sabia que eles estavam dormindo. - completa uma Maria realmente arrependida.
Tanto eu quanto Mirian olhamos para nosso filhos sorrindo e amando a interação e forma de resolver o problema dos dois. Eles conversavam sem perceber a nossa presença, então me desfiz do abraço da morena que logo veio atrás de mim.
- Calma meus amores vocês não os acordaram, eles só se assustaram. Só peço que não corram desta forma dentro de casa pois pode ser perigoso para vocês mesmos, está bem? - ambos me olham com espanto pois não tinha percebido a mim nem a Mirian, porem logo concordaram
Abri os braços para meus dois sapecas que logo correram em minha direção, porem logo pararam ao lembrar do aviso, e seguiram andando junto com o pato para me abraçarem. Ergui ambos para continuar o abraço mas me assustei ao sentir pequenas bicadas em meus dedos dos pés, e olhando para baixo, não contive o riso ao perceber que era o pato.
- Acho que o chester esta com ciúmes viu Biel? - digo sorrindo ao pegar o pato e entregar ao meu filho que sorria ainda no colo da ruiva.
Continuamos no quarto por um tempo brincando, e com a ajuda dos pequenos nos organizamos com os gêmeos e seguimos para a sala onde houve um jantar regado a risadas e apresentações, já que Diana e Matheus ainda não conheciam o Chester, fora isso, foi um jantar animado como sempre e ao terminar seguimos cada um para seu quarto, dando fim aquele dia agitado.
Fim do capítulo
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