Oi pessoas, mais uma vez me desculpando pelo atraso. Mas ando trabalhando muito e acabo sem tempo pra escrever.
Em contrapartida, já estamos acabando, mais um capitulo e a gente se despede dessa galera
:(
Capitulo 62 Família!
POV NATH
Entramos em nosso quarto em absoluto silêncio, Rafaela provavelmente estava remoendo toda a conversa com a mãe. Confesso que se fosse comigo eu não a perdoaria, tenho um grande problema em guardar mágoas, talvez isso até faça mal, mas eu não lido bem com pedidos de desculpas. Eu ficaria ao lado dela independente de qualquer decisão que ela tomasse, meu coração partia de dó ao vê- lá tão fragilizada.
-Vem, vamos tomar um banho? – Chamei Rafa, fazendo com que ela saísse sair do transe em que ela se encontrava. – Hoje eu vou cuidar de você.
Ela nada respondeu, apenas balançou a cabeça e começou a se despir. Liguei o chuveiro e retirei minha roupa por completo, quando a temperatura da agua estava boa eu a puxei pela mão e deixamos a agua cair em nossos corpos abraçados. Apesar da agua do chuveiro, eu senti algumas lágrimas escorrerem pelo meu ombro e me afastei um pouco segurando seu rosto entre minhas mãos.
-Hey, eu estou aqui! – Disse olhando dentro de seus olhos. – Eu sempre estarei aqui por você!
-Obrigada! – Ela me agradeceu e me deu um beijo suave nós lábios. – Eu não suportaria passar por isso sem você.
-Você é forte meu amor, e eu estou aqui pra apoiar você sempre. – Ela me abraçou apertado.
-Amanhã, irei tomar a decisão certa, hoje eu só quero receber seu carinho. – Concordei com a cabeça e tomamos nosso banho.
Já estávamos devidamente vestidas, a noite estava gelada devido a forte chuva que caia lá fora. Me vesti com um moletom grosso de Rafa e deitamos agarradinhas uma na outra.
-Amo o seu cheiro sabia? – Ela disse com rosto afundado em meu pescoço. – Eu amo você inteira.
-Eu amo ouvir isso. – Eu disse beijando seus cabelos.
Ficamos ali trocando carinhos e nem vimos quando pegamos no sono, aquela noite não teve nem um tipo de malícia, ali era apenas dois corações perdidos um no outro. Acordei com a claridade entrando pela cortina, passei a mão ao pela cama e senti que estava sozinha, me sentei olhando pelo quarto e um bilhete na mesinha ao lado da cama.
“Bom dia meu amor!
Desculpe sair cedo assim, mas eu preciso resolver
Esse assunto logo, ou eu ficarei louca!
Volto logo, pois é um desperdício te deixar sozinha nessa cama enorme!”
PS: Você fica incrivelmente linda enquanto dorme!
Amo-te!
Sorri após ler as suas ultimas palavras e me levantei indo direto pro banheiro, chamaria Carla e Joca pra tomar café comigo enquanto esperávamos Rafa.
POV RAFA
Peguei o celular na mesa ao lado da cama e marcavam 05h47min, eu não tinha pregado o olho direito, dei alguns cochilos, mas sempre acordava com o pensamento a mil. Olhei pro lado e Natália estava deitada no meu ombro me abraçando pela cintura, ela era quase uma pintura de tão linda, se eu tivesse qualquer duvidas sobre meu amor por ela, certeza que eu comprovaria que meu coração está totalmente entregue a ela ontem. Em momento algum ela saiu do meu lado, Natália cuidou de mim, me deu apoio, me deu amor! Tudo o que eu estava precisando naquele momento. Ela era meu fim, mas também era meu inicio, inicio que eu preciso pra estar totalmente bem comigo mesma. Dei um beijo demorado em sua testa e me levantei devagar pra não acorda-la, ela apenas resmungou algo e virou pro outro lado. Me levantei e segui pro banheiro, deixei a agua morna caindo em minha cabeça, na esperança de que minhas ideias se organizassem melhor, um parte de mim queria muito perdoar minha mãe, mas o outro lado me fazia recordar de todo o sofrimento que passei nas mãos dela. Quando mais eu pensava, mais tensa eu ficava, precisava resolver isso de uma vez por todas, eu não mereço deixar isso ser pauta na minha vida, ainda mais agora que pretendo iniciar uma vida ao lado da mulher que eu amo.
Finalizei meu banho e liguei pro meu irmão pedido pra que ele me buscasse no hotel, Vesti uma roupa básica e antes de sair escrevi um bilhete pra Natália, avisando onde eu estaria. Dei um beijo nela e desci aguardando a carona do meu irmão.
-Bom dia! – Meu irmão estacionou ao meu lado com um sorrisão de bobo.
-Bom dia cabeção! – Falei o apelido de infância dele e ele gargalhou. – Vamos?
-Bora. – Ele arrancou com o carro e eu liguei o som do carro dele ouvindo aqueles sertanejos que doem a alma. – Nervosa?
-Estou um pouco Rê, estou bastante na verdade. – Ele soltou a mão do volante e fez um carinho na minha mão que descansava sobre a perna.
-Vai dar tudo certo, eu prometo! – Ele voltou atenção pro transito. – Vou até dar uma acelerada, aproveitar que estou com uma policial no carro.
-Nem invente gracinhas rapaz. – Olhei pra ele tentando manter uma pose seria. – Eu posso levar você preso.
Ele gargalhou alto e seguimos ao nosso destino, durante o trajeto conversamos sobre nossos respectivos relacionamentos e eu pedi desculpas por não ter ficado ate o final do jantar de ontem.
-Chegamos! – Ele disse removendo cinto e virando pra mim.
-Sim chegamos! – Suspirei e soltei meu cinto.
-Não se esquece de que sempre estarei ao seu lado! – Renato disse antes de descermos do carro.
-Obrigada.
Adentramos a casa dos meus pais e tudo me lembrava minha infância, minha mãe nunca foi tão amorosa com nós dois, mas sabia que ela nos amava mesmo com aquele jeito bruto, diferente do meu pai que sempre esteve ao nosso lado, por isso quando ele se omitiu e não fez nada quando minha mãe me colocou pra fora, foi cortante demais pra mim, mas com ele foi mais fácil de perdoar. Meu pai sempre fez tudo o que minha mãe quis, por isso eu entendo que ele só fez o que fez por causa dela.
-Oi minha filha, que ótimo ver você aqui. – Meu pai se levantou da mesa assim que nos viu entrando. - Tudo bem com você?
-Oi pai, estou bem e você? – Retribui o abraço dele. – Desculpe chegar tão cedo.
-Não tem problema meu amor, você sempre será bem vinda. – Ele beijou meu rosto. – Aqui ainda é sua casa.
-Rafa? – Rosangela saiu da cozinha e veio pra sala. – Que surpresa você aqui minha filha, achei que depois de ontem você não viria mais.
-Pois é eu vim pra resolvermos isso de uma vez por todas. – Falei de forma dura e minha mãe abaixou a cabeça. – Eu passei a noite em claro praticamente, pensei em tudo que eu já vivi, em tudo que eu já ouvi, Todas as coisas que já me machucaram. Eu vivi minha vida toda, esperando o dia que eu iria ouvir de você um pedido de perdão, e esse dia chegou eu simplesmente não sei o que fazer, ou como agir.
-Filha...
-Calma, me deixe terminar. – Meu pai me ofereceu o sofá e eu me sentei. – Eu vivi cada dia da minha vida pensando em vocês, em todas as minhas conquistas eu pensava em vocês, pensava em como queria ter um apoio dos meus pais, Renato sempre foi presente, mesmo que por telefone, mas infelizmente não era a mesma coisa, eu ainda me sentia desamparada, quando minha madrinha Rosa faleceu ficou tudo pior, pois eu tinha ficado se ninguém, Só tinha Sofia ao meu lado, a única que me deu todo amor e carinho, e eu sonhava em ter meus filhos e poder dar todo amaro a eles, o amor que e não tive.
-Eu fui fraca, eu fui a pior pessoa do mundo. – Minha mãe tinha lágrimas nos olhos e meu pai também. - E eu só me toquei, quando eu quase perdi você. Eu rezei tanto pra que Deus me desse uma segunda chance, uma chance de que eu pudesse ao menos me desculpar, mesmo que você não aceitasse.
-Eu não tenho esse poder, de decidir quem será perdoado ao não. – Disse sem tirar os olhos dela. – Eu não quero viver assim, eu não quero criar meus filhos com a historia de que a avó deles foi um pessoa ruim, por isso eu quero que daqui pra frente a gente construa novas historias, que a gente possa trocar a pagina e viver como uma família.
-Então eu tenho seu perdão? – Ela me encarou e eu me levantei aproximando dela.
-Sim. – Ela se levantou e me abraçou em meio às lágrimas.
-Ah eu também quero esse abraço. – Meu pai se levantou e meu irmão também se juntando em um grande abraço.
Meus pais me chamaram pra tomar café com eles e conversamos mais um pouco. Era estranho estar ali, mas ao mesmo tempo era uma sensação de paz. Meu pai me perguntou de Natália e eu disse que ela ficou no hotel então minha mãe deu a ideia de almoçarmos todos juntos, concordei e me despedi deles com outro abraço apertado.
-Você ainda gosta de feijão tropeiro? – Minha mãe perguntou de forma tímida.
-Eu amo. – Respondi com um sorrisão. – Ainda mais o seu.
-Farei pra vocês! – Minha mãe me abraçou novamente e eu entrei no carro do meu irmão.
Renato estava muito feliz, e eu me sentia ainda mais. Conversamos sobre alguns assuntos variados até chegarmos ao hotel, nos despedimos e ele foi pra casa encontrar com a noiva e eu segui pro hotel. Assim que entrei a recepcionista em informou que meus amigos estavam no refeitório e eu rumei pra lá.
Avistei Joca rindo de Algo e me aproximei da mesa, Nath estava de costas e não me viu aproximar, abracei ela por trás e notei que ela e Carla estavam com cara de poucos amigos.
-Oi. – Joca sorriu de forma sugestiva enquanto Carla e Nath nem sequer respondeu. – Aconteceu algo? Tudo Bem amor?
-Tudo ótimo Rafaela. – Natália raramente me chamava pelo nome, a não ser quando estava realmente brava comigo.
-Rafa. – Ouvi uma voz me chamar e entendi o motivo do descontentamento. – Que legal te encontrar aqui, dois dias seguidos.
-Oi, pois é estou hospedada aqui. – Kátia veio até mim e me puxou pra um abraço.
-E eu trabalho aqui, então ainda vamos nos ver muito, mas agora preciso ir. – Ela sorriu pra mim e eu fiquei sem graça. – Passa lá na cozinha depois, a gente coloca o papo em dia.
Na mesma hora que ela saiu, Natália se levantou emburrada e foi até o elevador.
-É Rafaela, você está muito encrencada. – Carla se pronunciou e Joca riu da minha cara. – Acho melhor você ir atrás dela.
POV Natália
Subi pro quarto cuspindo fogo, segunda vez que Rafaela encontrava essa biscate que praticamente se jogava nos braços dela. Eu estava me controlando pra não levantar e dar uns tapas naquelazinha. Me sentei na cama com as mãos no rosto tentando controlar meu ciúmes, quando ouvi a porta se abrir devagar e Rafaela se aproximar.
-Baby, conversa comigo. – A voz suave dela preencheu meus ouvidos, mas eu nem me mexi. – Não gosto desse tipo de situação.
-Se não gostasse você já cortado as gracinhas daquela meretriz de esquina. – Falei raivosa e Rafaela começou a rir. – Você realmente não tem medo de morrer né?
-Não, por que eu quero morrer bem velhinha, ao lado de uma loirinha invocada, marrenta e cheia de ciúmes. – Ela me puxou pelos braços e começou a dar beijos em meu pescoço.
-Para, eu não quero gracinha com você. – Eu dizia que não, mas meu corpo gritava que sim.
-Não quer mesmo? – Ela sabia exatamente o que fazer pra me convencer, sabendo disso ela se encaixou em um beijo absurdamente bom, nossas línguas se enroscavam em sintonia.
-Você não presta. – Desgrudamos o beijo, quando nos faltou ar. – Você sabe dos meus pontos fracos.
-Eu não. – Ela sorriu de forma cínica e eu sorri junto. – Eu apenas me defendo, mas agora falando sério. Me desculpe amor, eu sei que devia ter cortado ela do inicio, mas eu me enrolei e não soube fazer isso. Eu Não quero que isso afete a gente, e a próxima vez eu não vou deixar que isso aconteça.
-Não vai ter próxima, pois se ela chegar perto de você novamente eu irei tratar de coloca-la no lugar dela. – Falei de forma brava e Rafa sorria. – Estou falando sério!
-Tudo bem minha ciumenta. – Ela me deu um novo beijo, mas dessa vez foi mais rápido. – Mas agora mudando de assunto, vim te chamar pra gente almoçar com meus pais.
-Jura? – Falei surpresa.
-Sim, minha mãe vai fazer minha comida favorita.
Isso significava muita coisa pra ela, e eu meu coração estava em pulos de alegria em vê- lá feliz, apertei ela entre meus braços e nos abraçamos apertado,
Fim do capítulo
AAAAAAAAAAAH, VOU MORRER DE AMOR!
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kasvattaja Forty-Nine
Em: 28/02/2021
Olá! Tudo bem?
Olha nós aqui outra vez. Pois é, Rafaela ''dando pano para manga''. Essa história de ''eu sei que devia ter cortado ela do inicio, mas eu me enrolei e não soube fazer isso'', é sério isso, Produção? Depois de tudo que ela já passou — e também fez, por que não? — é impossível não ser um pouco mais esperta ou ''safo'', não é não minha filha?
Fala sério. Ajuda a gente, Rafaela, antes que a ''Bridge Over Troubled Water'' desabe, afinal estamos no capítulo 62.
É isso!
Post Scriptum:
''Não tem nada de iluminado no ato de se encolher, pois os outros se sentirão inseguros ao seu redor. Nascemos para manifestar a glória do Espírito que está dentro de nós. E a medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para os outros fazerem o mesmo. À medida que libertamos nosso medo, nossa presença libera outros.''
Nelson Mandela
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