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Alguma coisa sobre o tempo, sobre o destino e sobre você por Ve Herz

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Palavras: 1525
Acessos: 2100   |  Postado em: 05/02/2021

Capítulo IV – Violões do final de festa

 

- Guess who - perguntou rindo próximo ao meu ouvido. 

 

- La dona amb qui vaig casar-me un dia - sussurrei de volta em catalão para que ela não entendesse mesmo e respondi alto para todo mundo ouvir - CAROL VOLTOOOOOOU - levantando o copo e rindo. 

 

As pessoas realmente não desconfiavam de nós, ou, se pensavam em alguma coisa, ficavam caladas. Ao final, quatro amigos do Bêficaram para dormir e três meninas além de mim, Carol e a namorada do meu primo, aquele nojo de garota, modelo de marca de biquíni, Brenda. O que tem de insuportável, tem de bonita, mas o insuportável superava muito. Minha tia chegou perto da nossa mesa já rindo alto, talvez, eu digo, talvez, por estar bebendo há mais de doze horas. 

 

- Amores de titia, hoje estamos de casa cheia. - Ela falou e sentou. - Vim dividir os quartos. 

 

- Dona Luciana, a casa do meu abuelo é colada na sua e tem oito quartos. Dá para dormir um em cada e sobra espaço. Posso colocar a Brenda no sótão. - Levantei o copo para Brenda, que ignorou minha implicância. 

 

- Não, vou fazer à moda velha. As meninas vão para o seu quarto e os meninos vão para o quarto do Bê. Já pedi para a Claudinha arrumar. os colchões no chão; 

 

- Depois de tudo que eu passei com você hoje, Maria Fernanda, se você me colocar para dormir no chão, eu te mato - Carol me olhou com uma cara séria, como se não soubesse o que eu ia falar. 

 

- A insuportável da Carol vai dormir na Varanda, tia. Acho que ela vai gostar do ventinho - Ri falando com minha tia, que começou a gargalhar alto demais. - Mentira, ela pode dormir na cama comigo. - Eu sorri e pisquei rápido para Carol. 

 

- Se organizem vocês, eu vou dormir e amanhã encontro vocês na piscina - Minha tia disse e se levantou, me dando um beijo na cabeça e desejando boa noite. Fabinho surgiu com um violão, o clássico do fim do poço e apontou para mim. 

 

- Mafê, a gente não te ouve cantar e tocar desde que você terminou com a Isabella - ele falou e eu peguei o violão. Carol me observava com os lábios encostados na boca pois sabia que aquele assunto ainda era complicado. 

 

- Binho, a gente chama ela de qualquer coisa, menos pelo nome. Eu, por exemplo, gosto de Falecida e Aquela-que-não-deve-ser-nomeada. - Carol falou 

 

- Eu chamo de filha da puta mesmo - Felipe disse e eu concordei rindo meio sem graça. 

 

- Gente, está tudo bem. Tenho que agradecer por ter terminado antes do casamento. - Para distrair, peguei o violão e apoiei ao contrário do que as pessoas normais fazem. Sou canhota e não sei tocar com a destra. - Quem escolhe a música? 

 

- Como sempre, a gente vai falar qualquer coisa e você vai tocar Ed Sheeran - Disse Brenda me olhando - Então, toca Happier, insuportável. 

 

- Obrigada, Barbie surtada, é uma boa ideia - Eu odiava Brenda, mas não pela pessoa e sim pelo que ela fazia meu primo passar. Seu ciúme era doentio, ao ponto dela ligar de vídeo às três da manhã para saber se ele estava dormindo em casa. Como pessoa ela era só mala mesmo. 

Fiz uns ajustes na afinação e comecei a cantar. Carol olhava para mim com aqueles olhos cor de mel e aquele cabelo preto jogado por cima do ombro enquanto bebia cerveja direto da garrafa. Eu fechava os olhos e cantava para não errar as notas me perder em seus olhares. Felipe sorria e concordava atrás dela, eu tentava disfarçar e olhava para as outras pessoas enquanto cantava, mas o final daquela música era dela, e ela sabia disso. Olhei em seus olhos e cantei os versos finais. 

 

- “Then only for a minute

I want to change my mind

'Cause this just don't feel right to me

I wanna raise your spirits

I want to see you smile”

 

Fingi que esqueci os dois versos seguintes, pois não queria cantar eles para ela e disfarcei tomando um gole da bebida que estava na mesa em minha frente. Voltei a encará-la e finalizei a música. 

 

- Lately, I've been, I've been thinking

I want you to be happier, I want you to be happier

 

Ela estava com os olhos marejados, mas sorriu e aplaudiu com o pessoal, que, em seguida, me obrigaram a tocar músicas aleatórias como evidências, qualquer sertanejo que tivesse no google enquanto eles cantavam como Karaokê. Depois do que me pareceu muito tempo, pedi que me ajudassem a subir, pois eu realmente iria dormir. Os meninos me ajudaram a subir e Carol ficou comigo no quarto, pois o restante das meninas avisaram que dormiriam depois e aproveitariam mais um pouco. Só pedi que não vomitassem no meu banheiro. Assim que fechou a porta, Carol me olhou apoiada na parede em frente ao Closet enquanto eu ia em sua direção com a cadeira para pegar um pijama. 

 

- Você é uma escrota. Como que canta daquele jeito para mim? 

 

- Carol, a gente tem um problema que eu sei o quanto eu gosto de você e o quanto você gosta de mim, mas o quanto eu sou incapaz de me doar cem por cento para alguém depois do que Isabella fez - eu a olhei se abaixar e ficar com os olhos na altura dos meus. 

 

- Eu nunca te cobrei ou vou cobrar isso. Aquela Voldermort não deu valor ao coração que você tem e te fez incorporar a própria Shane e isso vai parecer escroto da minha parte, mas eu realmente não me importo com quem você fica. 

 

- Como que isso não te magoa, você pode ter quem você quiser. - Toquei seu rosto com o dorso da mão e fiz carinho em sua mandíbula. - Você é incrível.

 

- Mafê, eu também beijo e transo com outras pessoas e você sabe disso. Não tem nada de errado em a gente manter uma amizade com benefícios desde que isso seja honesto. A única coisa que nós duas temos é amizade e respeito. Se um dia o status da gente mudar, essas duas coisas vão ficar. - Ela aproximou os lábios dos meus enquanto eu segurava seu queixo e sorria - Você ainda é otária por ter caído na história daquela escrota e agora agora temos um pé fodido na semana que ficaríamos sozinhas. 

 

- Eu estava doida para estrear a bancada da cozinha que você planejou - Mordi seu lábio inferior e demos um selinho. 

 

- Larga de ser falsa, Maria Fernanda, aquela bancada está pronta há um mês, metade do Rio de Janeiro já deve ter sentado ali. 

 

- Metade é uma palavra muito forte. Mas você sentaria pela primeira vez - Ela jogou a cabeça para trás e riu, voltando a me dar um selinho e entrando no closet para me dar um pijama. 

 

- Nada de sex* no box, tem pelo menos cinco pessoas que podem entrar aqui e eu vou só te ajudar a sentar lá. - Eu rolei os olhos e ela realmente me deixou sozinha no box. Avisei quando acabei para que me ajudasse a ir para a cama e me vestir. 

 

Deitei na cama fitando o teto. Refletindo sobre o final de semana, sobre a semana que viria e peguei meu celular para mandar mensagem para minha secretária sobre a agenda da semana, pedindo que me avisasse tudo pois precisaria remarcar alguns procedimentos. Eu sou diretora de uma clínica de odontologia na área nobre da cidade. Além disso, tenho pequenos consultórios como extensões da clínica e estou planejando investir em outra área, mas esse papo preciso ter com Carol. Eu nunca fiz um projeto sem sua opinião e sem sua arquitetura e design. E eu amava que ela sempre consultava meu abuelo sobre as ideias. Como nunca vi que Carol era uma pessoa boa para viver comigo? Não sei. Talvez tenha me perdido no meio do caminho, talvez quando ela estava namorando no Ensino Médio e depois namorando durante a faculdade de Arquitetura que eu fazia questão de buscar ela no final das aulas com a desculpa de que era meu caminho, mesmo não sendo. 

 

Nosso primeiro beijo aconteceu um dia que ficamos ilhadas em uma dessas inundações cariocas. O bairro dela era na montanha e, nesse dia, a água descia igual uma cachoeira e, para que meu carro não corresse, o joguei para uma pracinha e ficamos esperando que as coisas acalmassem. Mas ela estava linda, molhada e ria da situação até que, alguma hora nós nos beijamos e uma coisa levou a outra e foi simplesmente perfeito. E isso se repetiu algumas vezes até que eu conheci Isabella e nós simplesmente paramos de ficar. Uma vez, Felipe disse que meus olhos brilhavam por Isabella e hoje eu até acredito que eles tenham brilhado, mas acho difícil que eu possa confiar em me entregar daquele jeito a qualquer pessoa como confiei nela. Fui vencida pelo cansaço dos pensamentos e dormi antes mesmo de Carol chegar do banho, já que ela demora mesmo. Acordei com as meninas se tropeçando para entrar no quarto e sussurrei um “qualé, Brenda. Fica namoral”. Carol estava com a mão por cima da minha cintura, encostada no meu ombro e eu me aconcheguei, cheirando seu cabelo e me deixando relaxar. 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 4 - Capítulo IV – Violões do final de festa :
Nina
Nina

Em: 07/02/2021

Ah, Carol faz bem à Maria Fernanda, elas combinam, já está na hora de aceitar Mafe 


Resposta do autor:

Tem muita água pra passar debaixo dessa ponte. 

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