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Eu sei por onde começar por Miss S

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Palavras: 3040
Acessos: 1772   |  Postado em: 16/11/2020

Notas iniciais:

Preparem os lenços, meu povo!

Capitulo 29: Um encontro para o adeus

 

Com a chegada das festas de fim de ano, as filas dos bancos e lojas aparentavam triplicar de tamanho, portanto, o tempo creditado à espera certamente era maior do que o normal. Ciente desse fato, Érika acordou mais cedo do que o costume, checando toda a documentação que separou para solicitar mais um empréstimo à instituição. Procurou afastar a negatividade em torno de si, apesar de ter noção da dificuldade que seria obter a aprovação daquela vez. Felipe, o amigo-patrão, sempre muito empático e compreensivo, permitiu que a gerente reservasse algumas horas da manhã para tentar resolver o assunto.

Como chegou cedo ao banco, foi logo atendida por um dos receptivos funcionários responsáveis pela abertura de contas e verificação das margens de crédito para consignados. A animação do empregado logo deu lugar a um ar de seriedade e constrangimento, bastou que ele digitasse o número de CPF da esperançosa cliente do outro lado da mesa. Sem margem nenhuma para crédito e, ainda por cima, com o nome à beira da negativação, era impossível conceder um novo empréstimo à Érika.

Quase chorando, a jovem dirigiu-se à parada de ônibus, meio que sem forças para trilhar a tortuosa jornada de trabalho do dia, principalmente depois daquele balde de água fria que levara. Não adiantaria ir a outro banco, a resposta seria a mesma. Érika via o tempo se esgotar pouco a pouco, os ponteiros de seu relógio de pulso funcionando como verdadeiras algemas. Na condução, sentou-se do lado da janela, o vento frio da manhã a bater-lhe o rosto, exponenciando a vontade de cair em prantos ali mesmo, na presença de insensíveis desconhecidos. Um ex-dependente químico bradava aos quatro cantos que estava liberto, em nome de Cristo, e só precisaria da ajuda das pessoas presentes para vender as balinhas de gengibre que trazia a tiracolo.

Érika nunca gostou de gengibre, no entanto, qualquer coisa que lhe tirasse a sensação de choro preso na garganta seria útil. Após os agradecimentos do homem atarracado, desembrulhou o fino papel que envolvia a balinha, fechou os olhos e começou a ch*pá-la, sem se importar com o celular na bolsa que vibrava incessantemente. Somente depois de atestar que realmente era intolerante ao gengibre e que melhor seria chorar do que esperar que o sabor apurasse mais em seu paladar, cuspiu a "guloseima" de volta à embalagem, colocando-a no bolsinho que reservava para guardar o lixo na ausência de lixeiras apropriadas. O celular continuava a vibrar, vencendo Érika pelo cansaço. Atendeu sem nem conferir a identificação:

- Oi, quem é?

- Oi, aqui... aqui é... - Cate gaguejou, insegura por achar que a outra havia deletado seu número- Catarina...

- Catarina! Quanto tempo! - A voz de Érika não disfarçava sua empolgação.

- Oi, Érika... eu... desculpa te ligar assim, do nada... depois de tantos dias...

- Me desculpa você, por não ter procurado mais... a vida anda corrida...

- Eu sei...

- Mas a sua deve estar muito mais, não é? Quando é a formatura?

- Depois de amanhã.  Foi por isso mesmo que te liguei.

- Já é depois de amanhã?! Nossa, meus parabéns! Tenho certeza de que em breve você estará alcançando outros voos, aqueles que você desejar.

- Obrigada, queria ter toda essa confiança em mim, mas hoje em dia ela anda um pouco abalada. Deixando isso de lado, o motivo da minha ligação é que... gostaria de te ver, antes da festa de formatura.

- Cate, eu... gostaria muito de te ver, inclusive agora mesmo... mas...

- Por favor, diga sim, é muito importante pra mim.

- Não quero trazer problemas pra você, entende?

- Não trará, vamos, por favor, estou te pedindo!

- Tudo bem, tudo bem. Espero que não traga mesmo...

- Ótimo! Ah, mais uma coisa!

- Pode falar.

- Promete que confia em mim?

- Não preciso prometer. Confio. Confio muito.

- Então até amanhã, às oito, no Café Universitário.

- Por que justamente lá?

- Porque foi onde eu te vi pela primeira vez e vai ser onde... bem... te vejo lá. Tchau!

- Catar... Ah, se eu pudesse te dizer... como... como eu senti sua falta, como eu tenho pensado... pensado em você! - Mas Catarina já havia desligado, Érika então desembrulhou, teimosa, mais uma embalagem da fatídica balinha de gengibre, tentando abafar outro choro anunciado, desta vez por um motivo muito mais belo e, consequentemente, triste.

*****

Débora jantava uma salada Caesar, sentada sozinha à mesa. Remexia as folhas e os croutons sem muito entusiasmo, levando o garfo à boca em intervalos espaçados. Desde a separação com Rodolfo, a mulher raramente fazia suas refeições na casa, mas prometera a si mesma que, durante aquela semana, sairia menos, em consideração à formatura de Catarina e aos festejos natalinos.

As luzes do lustre que iluminava a sala de jantar davam um tom terrivelmente melancólico à cena da mulher traída, comendo solitariamente em meio a uma mesa gigante, repleta de cadeiras vazias. Catarina sentou em um dos degraus da escada e observou o olhar perdido da mãe, carregado de uma tristeza tão compreensível quanto revoltante.  Se descobrisse para onde a jovem estava indo, talvez não olhasse nunca mais o rosto de Catarina, o ódio pela afeição que a própria filha mantinha pela amante a cegaria mais do que a decepção que nutria pelo marido infiel.

Catarina se dignou a dizer um singelo "até logo, vou num café com uma amiga" e obteve como resposta um indiferente menear de cabeça, como se Débora soubesse o que ela estava prestes  a fazer, ou quem era a tal amiga que ela iria encontrar. "Talvez ela saiba, mas doeria demais pronunciar a verdade em voz alta", refletiu Cate, ao fechar a porta e entrar no carro que a esperava do lado de fora.

De qualquer forma, teria que deixar para depois a situação com a mãe. Tratou de repassar as etapas do plano bem-sucedido que havia traçado com Audrey. Vendera o colar muito rápido para um colecionador americano, que prontamente pagou em dólar pela joia detalhada em ouro branco.

Agora, a caminho de encontrar Érika mais uma vez, e julgando ser essa a última, somente a sensação de fazer o bem para a pessoa amada lhe servia de combustível para seguir adiante com a arriscada ideia. Se tudo não saísse como planejado, amargaria o ódio de sua mãe, além da tristeza e indiferença de sua paixão.

Quando desceu do carro, avistou a dona de seus pensamentos já sentada, esperando-a distraidamente. Estancou na calçada, pois não imaginava que encontrá-la de novo, depois dos últimos acontecimentos, faria seu coração bater tão disparado como em todas as outras vezes em que estiveram juntas.

Se permitiu alguns minutos de contemplação, de saudade ressentida, e assim, parada no meio da movimentada calçada, via Érika dar seu inconfundível sorriso sedutor e cativante para a garçonete que trazia o menu. A cena fez com que a própria Catarina passasse a sorrir feito uma criança boba que acabara de ganhar um balão.

No entanto, teve que aterrissar os pés no chão, não fora até ali para se apaixonar novamente por aquela mulher. Ou para se apaixonar mais do que já estava. Era hora de se despedir da tristeza que ela causava, da angústia que gerava em seu peito todas as noites desde que se conheceram, da ilusão que ela não alimentou. Era hora de dizer adeus ao seu primeiro e mortífero amor, mas com a certeza de que Érika ficaria bem e que não sofreria mais do que já vinha sofrendo injustamente. Chamou pelo nome da amada, que estava de cabeça baixa, olhando preços no menu:

- Oi, Érika.

Os olhares de ambas se encontraram, como se nunca antes houvessem deixado de verem uma à outra, respiravam inclusive no mesmo compasso. E, como tantas outras vezes no confuso e incalculável espaço-temporal que compartilhavam, se abraçaram, magneticamente. Tanto para Érika quanto para Catarina, aquele abraço era sinônimo de voltar para casa, depois de uma longa e cansativa viagem.

Fecharam os olhos ao mesmo tempo, sentindo o perfume mútuo de seus cabelos tomarem todo o cheiro de cappuccinos, cremes e chocolates do lugar em que estavam.

- Senti sua falta, Cate.

- Eu também. Todos os dias.

- Fiquei tão feliz quando me ligou, mais feliz do que já estive há muito tempo.

- Eu fico mais feliz ainda em te ver. Feliz e triste, pra ser bem sincera...

- Triste? Triste por quê?

- Porque ouvi meu pai falando sobre o que está acontecendo na sua família.

- Então você ouviu...

- Ouvi e não consegui ficar sem fazer nada.

- Como assim, o que você fez?

­- Acho melhor a gente pedir alguma coisa aqui e termos essa conversa em outro lugar.

- Certo, e para onde quer ir?

- Para a praia.

- Não estamos tão longe. Vamos.

Chegaram até a mesma praia em que Catarina foi, no dia do vestibular, para espairecer as ideias. Era noite e a movimentação do local certamente era bem diferente do que o dia, as barracas já haviam guardado os guarda-sóis e os bares noturnos ganhavam o devido espaço. Casais apaixonados substituíam as famílias numerosas. Caminharam até uma ponte muito visitada pelos turistas na região, conhecida por abrigar mais casais, sejam em lua-de-mel, sejam recém-namorados. Sentaram próximas às pedras, mais afastadas dos visitantes e bastante perto do mar.

­- Vim para esta praia quando te vi com meu pai pela primeira vez. Eu queria sumir, lembro de ficar desejando que a água me levasse, só para não chegar em casa.

- Me desculpa por te causar tanta dor, Catarina. Deveria ter desconfiado mais do Rodolfo, das desculpas que ele usava para me afastar de você, da verdade.

- Amaldiçoei a caneta que esqueci, que me levou até aquele café. Amaldiçoei meu pai pelo meu fracasso na prova. Mas nunca fui capaz de te odiar e você nunca me odiou também, manteve a palavra que me deu na oficina, de que nunca me maltrataria. Você tem ideia de que a minha própria mãe me detesta neste exato momento? Aquela que me deu a vida, que me abraçava todas as manhãs antes de eu ir para a escola? E você, mesmo descobrindo a verdade tardiamente, mesmo sendo duplamente enganada, por mim e por meu pai, mesmo tendo que enfrentar a doença do seu... me pediu perdão...

- E continuo pedindo, porque eu errei. Porque te fiz sofrer, querendo ou não. E essa era a última coisa que gostaria que acontecesse, que você sofresse por minha causa.

- E eu gostaria que você ficasse bem realmente, que não se sentisse mais mal por mim. Por isso, peço que me escute com atenção. Uma amiga fez uma vaquinha virtual em nome da cirurgia do seu pai e arrecadamos este valor aqui. - Catarina ergueu o celular para Érika, que ficou boquiaberta instantaneamente.

- Como, o quê? Você vai doar essa grana toda para a cirurgia do meu pai?! Tá maluca?! Aí tem muito dinheiro! Não posso aceitar, de jeito nenhum!

- Acalme-se, Érika! Você me prometeu que confiaria em mim, então tem que cumprir!

- Mas não... imaginei que... meu Deus, Catarina!

Sem segurar o choro, Érika abraçou a adolescente novamente, soluçando e atraindo a atenção de um par de corujas que descansava na parte mais escura das pedras. Nada disse por intermináveis minutos, até que passou as mãos pelos cabelos de Cate, e, ainda dentro do abraço, afastou a cabeça até encontrar seu ouvido:

- Por que sempre termino no seu abraço? Por que está fazendo isso?

- Porque eu quero te ver feliz. Como você não entende algo tão simples?

- Mas eu...

- Amor é isso pra mim, por mais que não seja pra você.

- Catarina... esquece o que eu disse antes... você conhece mais sobre o amor do que eu... pode apostar...

- Eu te amo. É isso que conheço sobre o amor. Você.

- Sou só uma mulher soberba que vomita falácias por aí sobre autoconhecimento, sobre o que é e o que não é amor, que copia discursos de livros, de teóricos que estudam sobre o comportamento humano, mas falho miseravelmente quando o assunto é a minha própria existência. Você não pode amar alguém assim, não quero que me ame enquanto eu me sentir assim sobre mim mesma.

- É por isso que você vai aceitar esse dinheiro, para que eu possa seguir minha vida tranquila sabendo que quem eu amo teve um mínimo de compensação em meio a tantos conflitos que não escolheu viver. Por favor, faça isso pelo meu amor, já que não pode retribui-lo, aceite uma prova de que ele existiu, e que essa prova seja a vida do seu pai de volta! Olhe para ele e lembre de mim, do meu sentimento.

- Não é justo!

- Demorei dias para entender que não importa a justiça quando o assunto é o que eu sinto. De onde eu estiver, me sentirei amada por você da mesma forma como te amo, por mais que não sejamos um casal. Sabe por quê?

- Porque eu faria o mesmo por você se pudesse...

- Sim. Você finalmente entendeu! Aceita, por favor.

- Não posso. Não seria certo com você. Eu também não quero te ver infeliz, acredite.

- Se não aceitar esse dinheiro, vai me ver infeliz pro resto da vida.

-  Não fala desse jeito, se eu aceitar, vou tomar como um empréstimo, vou trabalhar todos os dias com mais força e vontade e te pagar de tudo de volta.

- Não precisa, é uma vaquinha. Foi doação e...

- Não minta, sei que não arrecadaria tanto em tão pouco tempo, nem se você fosse uma celebridade... pode falar a verdade, como conseguiu o dinheiro? Não... não é dele, não é?

- Não, claro que não! Tudo bem, eu deveria ter imaginado que descobriria, sou uma péssima mentirosa!

- Ainda bem que é. É por isso que você é tão única neste mundo apático e cínico que meteram a gente. E então, como conseguiu?

- Vendi uma coisa minha, só saiba que meu pai não teve nada a ver, sério. Pode me pagar de volta, se te deixa mais tranquila. Tudo bem?

- Obrigada, Catarina. Por salvar a vida do meu pai, por salvar a minha própria vida. Obrigada, muito obrigada, nunca vou te agradecer o suficiente!

- O dinheiro nunca me trouxe tanta satisfação como está trazendo agora. Pra mim, dinheiro andava atrelado a ser idiota como a maioria das pessoas da minha escola. Que bom que ele vai servir para dar uma nova vida para alguém. Tenho que ir agor...

- Espera... eu queria te agradecer pelo principal.

- O que é o principal?

- O seu amor. Por me amar assim, de um jeito que nunca vi alguém amar outra pessoa.

- Mas?

 - Mas a realidade é que... por mais que eu aceite o que está fazendo, não posso pedir para que me espere...

- Que eu te espere para quê?

- Que espere eu entender o que sinto por você, que eu separe tudo que aconteceu...

- Você ainda gosta dele?

- Não. Mas não posso negar que me dói perceber quem ele é sem todas aquelas camadas falsas que me mostrava. Dói mais do que eu gostaria.

- Ele também me magoou, eu te entendo! Se é assim, então me pede! Pede que eu espero por você, o tempo que for!

-  Acredito em você, confio. Mas não posso ser egoísta desse jeito... não posso...

-  Não posso te pedir que seja, não é? Espero que dê tudo certo na cirurgia. E que um dia eu possa ver o seu quarto redecorado, nem que seja por foto.

- Vai ser a primeira coisa que farei quando ele melhorar.

- Acho que preciso ir mesmo. Amanhã me formo, afinal. Que cara é essa?

- Que cara?

- Você pareceu triste agora mesmo.

- É que... sinto que essa é a última vez que nos vemos.

- Ah, sim... acho que isso é uma despedida, por mais que eu não queira ir de verdade. Mas eu preciso, sei que preciso.

- E eu preciso deixar que vá.

- Sim.

- Mas não vá achando que isso não está me doendo, porque está.

- Está?

- Muito.

- Mas você não pode me pedir para ficar, adivinhei?

- É, não posso.

- Érika, amanhã, uma hora dessas, depois da festa de formatura, eu vou viajar. Vou passar o natal e o fim de ano em outro lugar.

- Com sua família?

- Não. Com uma garota.

- Aquela sua amiga, Audrey?

- Não, outra pessoa.

- Ah... Por que está me contando isso justo agora?

- Porque antes de eu ir para outros lugares com essa garota, lugares que eu gostaria de ir com você, tinha que te dizer esse adeus, te ouvir dizendo adeus também. E é isso, está feito, estou realizada. Você não deverá mais nada para meu pai, então só seja feliz, por favor. E só o que te peço.

- Catarina...

- Me promete que nunca vai esquecer do que um dia senti por você?

- Eu... eu prometo. Sempre vou te carregar comigo...

-  Obrigada, agora posso ir, finalmente.

- Então é isso... boa viagem para você... obrigada de novo... por tudo...  e... adeus...

- Adeus, minha Érika. Adeus, meu amor.

Érika soltou a mão trêmula de Cate, que segurava seu rosto frio, pela noite e por tudo o que havia sido dito ali. Olhou para a própria mão, igualmente trêmula e gelada. Ficou sozinha na pedra, observando a água do mar levar embora algumas conchas e algas. Amanhã, naquele horário, Catarina estaria seguindo a própria vida, sem que ela pudesse fazer parte, por mais que quisesse. E ela queria. Gritou para o mar um segredo que descobriu desde que se afastaram, ou desde que a conhecera e, por cegueira e por medo, ocultou no inconsciente. Naquela noite, mesmo aceitando o que sentia, preferiu esconder. Para o bem da própria Catarina, que apenas o mar soubesse:

- EU TE AMO TAMBÉM! EU... te amo também, Cate... - Concluiu, chorando mais alto do que o chirriar das corujas na praia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Nossa, semana passada foi muito corrida pra mim. Mas este capítulo, ai, este capítulo, minha gente... tá até maior do que o normal, perceberam?

Obrigada pelo apoio de sempre! Nos vemos em breve!


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Comentários para 29 - Capitulo 29: Um encontro para o adeus:
Naty24
Naty24

Em: 17/11/2020

Não senti firmeza nesse adeus ñ ein!!! Kkkk... Adeus é um tempo tão longo. Ñ acha? Eu acho! Que capítulo digno de novela mexicana hahahaha.... enquanto eu lia, pensei: Caramba! Deixar alguém ir rumo ao caminho oposto do seu  é difícil,doído e simplesmente deixa a certeza que por mais que o tempo passe esse sentimento ainda estará aceso,vivo dentro de ambos.

Até estarmos frente a frente trazendo tudo q foi reprimido, trancafiado dentro do coração e da alma venha emergir com mais intensidade e a clareza de que esse amor continua forte,sublime,claro como águas cristalinas cravados em nós eternamente. Por + que eu estejas entregues em outros braços,as novas experiências com outro alguém,saiba que tudo isso ñ passou de alto-sabotagem do meu coração em tentar seguir incompleto,incerto dos meus atos e emoções. 

Pois o meu corpo,meu coração e a minha alma pertencem a você,só a você! Nunca esqueci e nem pretendo jamais esquecer a pessoa q me fez ver oque realmente é amar.... mesmo que pense não ser recíproco+ é,e muito apesar dos pesares.

       A love without rules,but with pushments

 


Resposta do autor:

Naty, oi! Já estava me perguntando onde estava seu comentário e quando vi me deparo com essa baita reflexão, muito obrigada!

E sim, esse capítulo foi bem mexicano kkkk. Inclusive, minha inspiração para essa história foi um diálogo que ouvi enquanto a tv estava ligada casualmente numa novela mexicana dessas que passam à tarde, acredita?

Abraço e até a próxima!

Responder

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malumoura
malumoura

Em: 16/11/2020

Tadinha da Débora, espero que caia na real que se livrou de um traste e que a filha não tem culpa. Respondendo a você sobre um comentário: epa epa epa, quedinha pela Érika nunca!! Hauahahhaha eu pego raiva fácil de personagem, e parece que sempre gosto dos casais que não ficam juntos no final, ótimo Raga, ótimo. Sobre Érika, eu gosto dela, mas não tanto. Fico triste pelo pai, pelo dedo podre mas é só, 0 empatia por ela além disso. Uma curiosidade, sinta-se à vontade para não responder, ta? Hahahahha essa história você já tem tudo escrito ou ainda está escrevendo? 

 


Resposta do autor:

Oiii, sempre gosto dos seus comentários, de verdade. A maioria das pessoas gostam muito da Érika, você nada contra a corrente e isso é muito bom pra mim, pq tenho outra perspectiva da história.

Respondendo sua pergunta: a história está toda escrita na minha cabeça, apenas. Ainda tô fazendo o trabalho braçal de passar para o papel, mas, até agora, segui o roteiro mental que tracei desde o início. 

Abraço! Espero te ver aqui no próximo!

Responder

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cris05
cris05

Em: 16/11/2020

Ainn...que sofrido!

O que consola, pelo menos por enquanto, é que Érika aceitou a grana pra cirurgia do pai e finalmente entendeu que ama a Cate.

Beijos

 


Resposta do autor:

Oiê, que bom ter você por aqui de novo. 

Pelo menos um alento, né? Tô trabalhando neles rsrs

Responder

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