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Eu sei por onde começar por Miss S

Ver comentários: 1

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Palavras: 1440
Acessos: 1975   |  Postado em: 05/10/2020

Notas iniciais:

Vamos começar de fato a semana com mais este capítulo? Obrigada pelas leituras e comentários!

Capitulo 16: Emergência

 

Pelos corredores do hospital ecoavam gemidos de dor, queixas demasiadamente altas, choros contidos e, em algumas alas, o mais perturbador dos silêncios. Pessoas eram arrastadas em macas, seguidas por aflitos acompanhantes, enquanto outras fitavam o nada, sentadas em desconfortáveis cadeiras de espera. De um lado, o sofrimento das famílias e dos pacientes, do outro, o mau humor dos funcionários da recepção e até de alguns profissionais da saúde, que não esboçavam expressão alguma ao passarem por ali.

 Mesmo com a atmosfera desagradável, Catarina não esmorecia, não estava disposta a arredar o pé daquele hospital sem saber o que se passava com o pai de Érika, sem prestá-la o devido apoio. Estavam ambas sentadas, lado a lado, de frente à sala de medicação, esperando notícias.

- Já faz quanto tempo que esperamos aqui? Minha mãe está demorando muito a vir dizer alguma coisa!

- Acho que não passou nem uma hora ainda. Sua mãe agiu depressa!

- Sim, estamos sempre a postos para essas crises, mas ele vinha melhorando...

- Ele vai continuar melhorando!

- Tomara! Me sinto meio culpada.

- Por não estar em casa?

- Sim, também por não ter impedido que você viesse. A gente está se conhecendo agora e de repente você me acompanha a um lugar como este, não é justo. É um problema meu e da minha família.

- A gente está se conhecendo agora e eu já quero estar perto de você desse jeito: como estamos agora, como estávamos lá em casa. Não me importa onde, não mesmo.

- Mas...

- Você quem disse que tempo não define amizade. Vai se contradizer? Eu... quero estar aqui. Quero estar onde...

Como no dia em que se encontraram pela primeira vez, Érika tomou Catarina pelos braços. Cate sentiu que o abraço estava ainda mais apertado do que naquele dia. O perfume era o mesmo, um aroma de vida, de paixão, em meio ao cheiro predominante de morte, criando um paradoxo entre as duas.

- É tão difícil... não desejo isso pra ninguém!

- Eu sei...

- Desculpa, tá? Eu vou te soltar, só preciso de mais um tempo aqui.

- Não precisa me soltar.

- Preciso, sim...

- Érika! - Exclamou alguém saindo da sala de medicação, sem dar tempo para a réplica de Catarina.

- Mãe! Como ele está?

- Melhor! Já está medicado, daqui a pouco poderemos voltar pra casa.

- Ainda bem! Foi alguma reação tardia?

- Sim, mas agora está tudo sob controle, querida. Oh, esta é a filha do Rodolfo?

- É sim, você não a viu no dia em que foi em nossa casa.

- E a trouxe para cá? Que ideia, minha filha! Nos desculpe!

- Sem problemas, senhora. Eu pedi pra vir. Que bom que seu marido está melhor, estava torcendo muito pra isso!

- Minha nossa, você é tão educada quanto seu pai! Érika, Jorge quer falar com você lá dentro.

- Catarina, vou ver o meu pai. Me espera, eu te levo assim que deixarmos meus pais em casa.

- Certo. Eu faço companhia pra senhora, pode ser?

- Garota, vocês são anjos mesmo, você e seu pai!

- Não, senhora. Agradeço o elogio, mas sou humana até demais!

O imponente C300 chegou ao bairro em que Érika e os pais viviam e olhares curiosos tornaram-se inevitáveis. Entretanto, os vizinhos e transeuntes não puderam ver que, desta vez, o carro era dirigido por outra motorista, graças aos potentes vidros escuros que o revestiam.

No banco de trás, o pai de Érika cochilava tranquilamente, aparentemente recomposto do mal-estar anterior. A mãe olhava pela janela o movimento da rua, distraidamente.

- Vocês têm certeza que não querem que eu fique? Eu posso deixar a Catarina e depois voltar!

- Vai ficar muito tarde, minha filha. Faça como planejou antes e venha só amanhã, eu e seu pai ficaremos mais tranquilos assim.

- Eu posso ir embora sozinha também, amanhã você leva o carro.

- Jamais! Ou dorme aqui com a gente ou te levo pra casa, a opção que você deu está fora de cogitação!

- Ela tem razão, menina. Por que não fica aqui? A casa não é muito grande, mas damos um jeito! Você pode dormir no quarto da Érika.

- Vocês estão cansados, eu não quero atrapalhar.

- Incômodo nenhum, deixe disso. Mãe, tire o seu carro da garagem, por favor. É melhor guardar o carro do Rodolfo e deixar o seu na rua.

- Então vão ficar? É, realmente é uma decisão melhor. Farei isso agora mesmo! Ai, ai, ter carro e não ter coragem de dirigir nessas horas de aflição é tão vergonhoso!

- Érika, eu não posso ficar aqui!

- Por que não? Você é bem-vinda!

- Porque... não sei... a escola!

- Mas amanhã é sábado! Tem prova?

- Não... ah, esquece...

- Não esquenta! Me deixe retribuir a hospitalidade e a gentileza de hoje? Está muito tarde para dirigir até sua casa, seria um risco desnecessário.

- Tá bem.

Ao entrar naquela casa pela segunda vez, Catarina sentiu os pelos dos braços eriçarem, sensação que subiu para a nuca quando Érika fechou a porta do quarto com decoração infantilizada. Novamente as coisas alteraram de rumo, e em uma noite o cenário das duas mudou três vezes, da casa de uma para o hospital, do hospital para a casa da outra. As mudanças surgiam tais como os sentimentos da adolescente, em um dia disposta a confrontar, no outro a conhecer, até chegar ao ponto atual, de desejar que Érika a agarrasse e a deitasse naquela colcha brega, em cima de Procurando Nemo.

- Você está rindo do Nemo?

- Hã?

- Você estava olhando pra minha cama e sorrindo feito boba! E depois diz que não me julga, hein?

- Impressão sua! Nem posso rir direito, por conta do corte!

- É mesmo! Nem desinfectamos, nem tomamos o sorvete. Que droga, desculpa de novo, você deve estar afim de desistir de mim, né?

- Não, longe disso...

- Estou muito agradecida por hoje, não tinha obrigação de ter feito isso, você e seu pai são mesmo...

- Por favor, só não faz mais isso... não aguento mais!

- Isso o quê?

- Comparar meu pai comigo. Nós somos muito diferentes!

- Perdão, foi sem querer. Bem, amanhã o dia será cheio, teremos que sair bem cedo porque eu trabalho. Desta vez, você usará uma roupa minha, certo?

- Certo.

A escuridão tomou conta do quarto rapidamente. Érika dormiu logo, a descarga de emoções fortes consumia muito de sua energia. Catarina, entretanto, não pregou os olhos. Diferentemente da noite anterior, virou-se na mesma direção que a outra, nada de deitar de costas. Meio automático, seu corpo se movia lentamente, até ficar mais próximo do outro corpo. Resguardada pelo sono pesado de Érika, tomou a liberdade de acariciar levemente seu rosto, passeando pelo nariz arrebitado e os lábios rosados. Pensava em como alguém pode ser tão linda até dormindo.

Estava prestes a juntar a própria boca na dela, apenas alguns centímetros de distância de um beijo que ansiava desde mais cedo. Ou desde que a conhecera, pois lembrou daquele sonho, que agora passava a ter um sentido especial. Vê-la naquele hospital, frágil e necessitada dela, uma garota de dezessete anos, que nem sequer passara no vestibular, encheu o peito de Cate de poder e orgulho. Vê-la dormindo tão perto, confiando seu sono a uma garota que nem coragem tinha para abrir-lhe os olhos e dizer "O Rodolfo não é quem você pensa, mas eu sou, eu posso ser", encheu-a de remorso. Junto ao remorso, porém, uma certeza: aquele sentimento não era vislumbre, nem admiração. Estava se apaixonando.

Parou antes de alcançar os lábios de Érika. Beijar alguém inconsciente não era um ato para se orgulhar, não o faria. Mas nem por isso havia enganos, se apaixonara por uma mulher, mais velha e impossível de ter. Uma mulher apaixonada por outra pessoa.

Permaneceu estática, sem mover mais músculo algum. Aquela amizade repentina estava dando lugar a uma paixão improvável, e não precisava ser expert em assuntos amorosos para compreender que seria muito doloroso alimentá-la. Pensou em ir embora, chamar um carro e partir, deixando para trás aquelas vontades súbitas e torturantes de tocá-la, beijá-la, ser abraçada por ela. Mas de que adiantaria fugir naquela noite, se no dia seguinte teria que vê-la novamente, ao devolver o carro de Rodolfo?

No dia seguinte, partiria, e sem maiores explicações, daria um fim naquela aproximação. Durante aquela noite, porém, permitiu-se sentir o perfume e o calor do corpo de Érika, julgando ser essa a última vez que compartilhariam a mesma cama.

 

 

 

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Nos vemos amanhã ou quarta!


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Comentários para 16 - Capitulo 16: Emergência:
Naty24
Naty24

Em: 05/10/2020

Nossa!!! doeu até em mim kkkk... brincadeiras a parte 

Cate está numa constante mirabolante de pensamentos conflitantes 


Resposta do autor:

Como não estar né? A bichinha :( 

Obrigada, como sempre, seu comentário é muito valioso para mim!

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