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  • Capitulo 13: Romances adolescentes

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Eu sei por onde começar por Miss S

Ver comentários: 3

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Palavras: 2044
Acessos: 2189   |  Postado em: 22/09/2020

Notas iniciais:

Aos poucos tô voltando ao meu trabalho presencial e saindo do home office e como eu escrevo, reviso e edito, os capítulos demoraram mais do que eu gostaria pra sair, porém esta semana tem mais um!

Capitulo 13: Romances adolescentes

 

A campainha tocou pontualmente às 19:00h, mas desde que chegara da escola, à tarde, Catarina permanecia inquieta. Quase nunca usava a hidromassagem da casa, no entanto passara horas submersa, tentando, em vão, manter-se relaxada. O ato de convidar Érika para uma visita foi tomado por impulso, se pensasse mais um pouco, teria deixado esse assunto para lá, tal qual Audrey sugerira, mas ultimamente não estava seguindo os conselhos da amiga.

Mais inexplicável ainda foi a demora que levou para escolher a roupa após o banho. Normalmente, mesmo preocupada com o cabelo, pele e afins, para receber visitas em casa ela se vestia de forma banal, sem muitos detalhes, às vezes ficava só de biquíni o dia inteiro, porque as visitas vinham bastante para churrascos ou para aproveitar a piscina. No máximo vestia shorts e camisas largas, era o suficiente. Naquele dia, porém, nenhuma camisa parecia servir, nenhum short estava bom. O cabelo não ficava no lugar que queria, a franja arrepiava com frequência. Odiou também o fato de usar aparelho ortodôntico, afinal Érika tinha um sorriso tão bonito... Usar biquíni estava fora de cogitação, se achou muito franzina, desprovida de seios avantajados, de glúteos...

Não sabia dizer por que se incomodava tanto com a própria aparência antes da chegada da visitante. Por que a necessidade ganhar um elogio de Érika, como quando esperavam o carro dias atrás?  Não teve mais oportunidade de se questionar, pois agora a gerente estava parada do lado de fora, tocando a campainha pela segunda vez.

- Oi, desculpa a demora... Você trouxe um cachorro?!

- Ahahah, perdão, sei que é inusitado, mas não quis desmarcar contigo. Este é o Milk Shake, meu cachorrinho, meus pais foram jantar e eu fiquei com dó de deixá-lo sozinho, ele ainda é novinho e está super acostumado com a presença do meu pai o dia todo em casa. Fica deprimido quando não tem ninguém, chora e tudo!

- Não tem problema, é que eu realmente não esperava! Temos um cão também, o Bruce. Na verdade, ele é mais do meu pai do que meu. Está lá no quintal, é dócil, acho que ficarão amigos rapidinho!

- Eu não sabia que tinham... Rodolfo nunca me contou... Mas que ótimo, o Milk tinha um irmão mais velho que morreu atropelado, deve ser por isso que ele ficou carente desse jeito.

- Coitadinho! Aliás, gostei do nome, é engraçado!

- Ahahah, sim. Eu coloquei porque amo sorvete e também por causa dessa mancha ao redor do pescoço dele, vê? Não parece que jogaram calda de chocolate?

- Acho que você ama tanto sorvete que está vendo coisas...

- Qual é, parece sim! Ninguém mais vê, que coisa...Vem, Milk, vamos ver seu novo amiguinho. Podemos?

- Claro, pode soltá-lo, vamos até o quintal.

- Esta casa é assustadoramente grande por dentro também! Você não tem medo de ficar sozinha aqui?

- Não, como te disse no outro dia, aqui é tranquilo e as pessoas que nos ajudam ficam até às 18 horas. Eu só durmo sozinha, porém já me acostumei.

- Como se acostumou a dormir assim? Seu pai é louco!

- Ele também não te contou isso?

- Não mesmo! Que maluquice, você é muito nova pra...

- Não é como se eu tivesse 10 anos de idade... Está tranquilo!

- Se quiser eu fico com você hoje!

- O... quê?

- Fico aqui pra você não ficar mais sozinha assim. Ah, você também pode dormir lá na minha casa, quando quiser! Mas ficará longe do seu colégio, né?

- Faria isso por mim? Nos conhecemos outro dia...

- Bobagem, tempo define amizade pra ti?

- Não...

- Então está combinado! Quer ir pra lá?

- Prefiro que durma aqui...

- Vou só ver se meus pais não precisarão de mim pra nada hoje, mas acho que não, meu pai está numa crescente melhora esses dias, graças a Deus! Um minuto!

Catarina perdeu o controle da situação. Na verdade, nunca esteve nele, ou não teria nem convidado Érika para início de conversa. Agora estava ali, olhando para os cachorros que se cumprimentavam à moda dos próprios, farejando os traseiros:

- É tão mais fácil pra vocês!

- Pronto, agora somos só nós, vou logo avisando que quando estou na casa de alguém a gente não dorme cedo, viu?

- Você já jantou? Estava prestes a esquentar do almoço... não é a melhor oferta, eu sei... Sou péssima na cozinha!

- Menina, eu não tenho problema com comida! Se quiser eu faço um jantar pra gente também, num instante!

- Não precisa, que espécie de visitante você é? Eu ficaria morta de vergonha!

- Já que insiste, eu vou deixar a anfitriã me guiar então. Veja, os cães já são melhores amigos pra sempre! Milk já se aproveitou de Bruce, olha lá, deitou a cabeça no pescoço dele!

- Bruce é muito amável, falei. Quer ver o meu quarto?

- Adoraria!

Apoiada nos corrimões da escada, Catarina presenciou um novo fenômeno na empreitada que estava vivendo, suas mãos tremiam e uma fileira de suor se instalava cada vez que encostava neles. Suava frio, o coração batendo sem parar, no quintal não estava assim, mas os passos de Érika logo atrás dela desencadearam tais reações. Cada passo, duas batidas.

- É, seu quarto é mais adulto que o meu. Agora estou envergonhada!

- Eu não te julguei...

- Em pensamento deve ter julgado, normal. Posso sentar?

- Na... na... ca... Na cama?

- Onde você quiser. Desculpa ser entrona assim, é que passei o dia trabalhando, a maior parte dele em pé!

- Foi mal. Senta ali na cadeira da escrivaninha. Quer beber alguma coisa?

- Nada de bebida alcoólica, amanhã ainda é sexta.

- Como sabe que tenho acesso a álcool?

- Você dorme sozinha em casa, a confiança que Rodolfo deposita em ti deve ser cega.

- Eu vou buscar um suco de maracujá...

- Ih, vou ficar mole, mole. Assim não cumpro com a propaganda que fiz de não dormir cedo!

- Tome como um desafio. Volto já, fica à vontade.

Érika fixou a atenção nos livros da estante, Fundamentos da termodinâmica, Patologia das construções, Hidráulica para engenharia civil e ambiental. Catarina levava a sério a faculdade que ainda iria cursar. Perdido entre os livros didáticos e manuais acadêmicos, um ou outro romance, a maioria adolescente.

- Ela é só uma menina, afinal...

- Voltei, disse alguma coisa?

- A sua estante me chamou atenção. Muitos livros de engenharia civil.

- Meu pai pensou que seria bom eu ir começando a criar afinidade com o curso que escolhi. A ironia é que não vou passar nem de primeira...

- Como sabe? Os resultados não demoram um pouco mais pra serem divulgados?

- Não quero entrar em detalhes sobre isso, tudo bem?

- Tudo bem. Vi uns romances também, deles podemos falar?

- Claro, você leu algum?

- Este aqui, Com amor Simon, gostei bastante!

- O que mais gostou?

- Na forma como retrataram a adolescência, o primeiro amor. Achei muito verossímil, a gente não tem certeza de nada na sua idade, a insegurança é a segunda camada de nossa pele. A vida adulta também não é moleza, mas se na adolescência não tirarmos nosso tempo pra errar e acertar, pra entender que não temos obrigação de saber tudo, a tendência é ficarmos eternamente presos na pior parte de uma fase passada.

- Você fala como se fosse muito mais velha do que realmente é...

- E eu te falei minha idade?

- Não... eu... chuto...

- Shhh, melhor não dizer. Me dê quantos anos a sua imaginação quiser e guarde pra você. Desse jeito é mais mágico!

Catarina quase deixou escapar que sabia da idade dela porque Rodolfo contara, lembrou a tempo que a outra não poderia saber da história completa, aquele não era o momento. Mas o deslize já não teve mais importância, vide que a última frase de Érika a encabulou mais uma vez. No entanto, o festival da vergonha estava longe de terminar. As próximas perguntas da mais velha foram o ápice do beco sem saída:

- Mas e aí, o que mais gosta no livro?

- A mesma coisa que você, eu acho.

- O primeiro amor ou a adolescência verossímil?

- O primeiro amor...

- Temos mais uma romântica aqui, pelo visto! Fiquei curiosa, você namora? Seu pai nunca me contou, mas acho que talvez nem ele saiba, hein?

- Hã... cof, cof, cof - Cate se engasgou com o suco que estava bebendo.

- Você está bem?

- Tô... não...

- Oi?

- Não namoro. Nunca namorei...

- Não encontrou ainda quem fizesse esses romances fazerem sentido pra você?

- Nem os poemas...

- Pois sabe o que eu acho?

- Nunca sei ao certo...

- Acho que quando encontrar, a pessoa vai ter uma baita sorte. Eu tenho inveja de quem está descobrindo o amor. Daria tudo para ter essa experiência.

- Mas outro dia me disse que viveu um relacionamento e que achava que seria pra sempre...

- Mas não te disse em nenhum momento que amava aquela pessoa.

- E fazer o que fazia, sentir o que sentia? Acho que isso é o amor.

- Enquanto faltar alguma coisa em mim, eu não considero. Tenho que me sentir inteira e sentir o mesmo da outra pessoa. Não iremos nos complementar, iremos somar, multiplicar. Aquela pessoa me complementava, eu buscava nela coisas que faltavam muito em mim, enfim, ainda não estávamos prontas. Taí, mais um motivo pelo qual acabou, talvez não aguentamos percorrer o caminho do "para sempre".

- E agora?

- Agora eu não sei de nada, só que meu relacionamento está bom, não sei te dizer com certeza algo mais, porém é a primeira vez que me sinto mais completa comigo mesma.

- E meu pai proporcionou isso?

- O Rodolfo tem muito disso, eu o considero muito resolvido. Acho que viveu uma boa adolescência, ahahah.

- Você acha-o "completo", em outras palavras...

- Digamos que o processo de autoconhecimento dele está uns passos à frente das outras pessoas com quem me relacionei.

- Vamos jantar, meu processo de autoconhecimento no momento é a fome!

Passaram o jantar conversando como se fossem velhas amigas. Catarina decidiu não tocar mais no nome de Rodolfo, pois sempre que o fazia não aguentava as respostas de Érika, o tom de voz carinhoso que usava, o olhar perdido que fazia. Passou a observar atentamente os lábios dela, levemente sujos de molho de tomate, abrindo e fechando falando sobre os filmes que gostava, a disciplina que achara mais difícil no curso de psicologia, as próximas tatuagens que faria. "Ela é incrível", era tudo que conseguia pensar.

- Ei, o que está olhando? Tô falando demais?

- Não, é que o canto da sua boca está sujo de molho! Lado direito.

- Ah, saiu?

- Não.

- E agora?

- Ainda não.

- Me ajuda aqui!

Cate esqueceu de pegar o guardanapo, foi no instinto. Passou o indicador na mancha de molho, esfregando um pouco porque já estava ficando seca, demorou mais tempo que normalmente se demora, nunca havia tocado lábios tão macios como aqueles. De repente, encontrou os olhos de Érika, concentrados nos seus, estranhamente... convidativos?

- Saiu?

- Aham...

- Que bom, às vezes sou estabanada na hora de comer.

- Tá... eu... vou lavar a louça!

- E eu vou faltar com a minha promessa, desculpa. Tô muito cansada, precisando dormir.

- Sem problemas, eu tenho aula amanhã.

- Preciso de um banho antes, mas nem trouxe roupas, se eu soubesse...

- Te empresto, quer um pijama?

- Basta uma camisa sua, eu me viro.

Catarina lavou a louça criteriosamente, demorando de propósito. Estava nervosa, fato, passara o dia assim, o que mais a incomodava era não saber o porquê exatamente. Érika já estava ali, era tarde para arrependimentos, então por que se sentia dessa forma? Quando retornou ao quarto para finalmente perguntar onde Érika gostaria de dormir, a "amante" já estava dormindo, em sua cama, com sua blusa de uma banda indie aleatória. Não mentia, estava mesmo muito cansada. Cate deitou na beirada e de costas, com cuidado para não a acordar. Sentiu que não poderia se virar ou não dormiria mais naquela noite.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 13 - Capitulo 13: Romances adolescentes:
cris05
cris05

Em: 28/09/2020

Comecei a ler a história hoje por sugestão da @Naty24 e maratonei.

O enredo é ótimo e a escrita é perfeita. Estou amando!

Parabéns, autora. Volte logo, please!

Obrigada @Naty24 pela excelente sugestão.

 

 


Resposta do autor:

Muito obrigada! Espero que continue acompanhando e comentando, adorei seu comentário! Obrigada Naty pela propaganda kkkkk

Responder

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Naty24
Naty24

Em: 23/09/2020

Poxa! Que lastima ser justo na trave kkkk

Eu iria responder de outra maneira,mas essa chegou perto dos pênaltis kkkkkk

Responder

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Naty24
Naty24

Em: 22/09/2020

Vejo que no dia seguinte elas irão acordar enroscadas uma na outra kkkkk

Mais um belíssimo capítulo


Resposta do autor:

Kkkkkk, bateu na trave! 

Responder

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