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Eu sei por onde começar por Miss S

Ver comentários: 3

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Palavras: 1781
Acessos: 2295   |  Postado em: 13/09/2020

Notas iniciais:

Mais um capítulo e vamos que vamos!

Capitulo 11: Pulseira da sorte

 

Érika alcançou com certa dificuldade a caixinha de lenços que deixava em sua escrivaninha, mas antes enxugara ela mesma as lágrimas de Catarina com os dedos. Não trocavam palavra alguma, porém o silêncio não incomodava mais a nenhuma das duas. Era como se o abraço que trocaram falasse por si, trouxesse todas as respostas. Ficaram abraçadas por um tempo indefinido, até que a visitante se soltou. A diferença de estatura entre elas foi a escapatória perfeita para que Catarina desviasse dos olhos castanho-claros que estavam acima e olhasse fixamente para a clavícula tatuada à sua frente, alguma frase em latim.

Voltando para a realidade, o abraço não traria respostas. Érika pensou saber o que se passava e tentou ser cuidadosa:

- Desculpa ter te abraçado assim, eu nem pensei direito... eu... te fiz lembrar da sua mãe, não foi?

- Não... Acho melhor eu ir embora!

- Mas nem conversamos direito! Por favor, não vá agora!

- Eu não deveria ter vindo aqui, ter me metido na sua casa, no seu trabalho, desta forma...

- Eu não acho isso! Estou feliz que está aqui!

- E por quê? Você nem me conhece direito e tudo que fiz até agora foi te encostar na parede... por algo que nem é sua culpa!

- Não importa, já disse. Eu tive que esperar o tempo do Rodolfo e isso só te machucou... Tenho culpa, sim, mas posso pedir uma coisa?

- Pode...

- Quero que não me odeie, nem ache que eu quero tomar o lugar de ninguém, porque o meu desejo, desde que soube da sua existência, foi ocupar o lugar que você quisesse em seu coração.

- O lugar que eu quiser?

- Sim, mas eu ficaria muito mal se esse lugar fosse de ódio, porque eu nunca te odiaria em troca.

- Nem se eu fosse desprezível com você?

- Nem assim... gosto de você desde antes de te conhecer!

- E agora que conheceu, o que acha?

- Você é obstinada, corajosa e sensível ao mesmo tempo. Mais corajosa do que seu pai, mais obstinada do que qualquer menina da sua idade, digo porque quando eu tinha dezessete eu não teria feito o que fez hoje.

- Então certamente você era feliz aos dezessete. A minha obstinação fez com que eu terminasse chorando, abraçada a uma...

- Amiga.

- O quê?

- Quero ser sua amiga!

- Olha... eu... eu... realmente preciso ir...

- Tudo bem... eu pego o carro da minha mãe e te levo!

- Obrigada.

- Antes, queria te dar uma coisa. Espera.

Tirou da bolsa que estava jogada em cima da cama a caixa de couro que guardava a sete chaves desde a confecção. Tinha sido sincera em tudo que disse, mas não iria forçar os sentimentos de Catarina. Agora, no entanto, poderia ao menos ir se aproximando e isso já era um grande passo.

- O que é isso?

- Fiz isto uns dias antes do seu vestibular. É pra você.

Cate abriu a caixinha delicadamente e pegou a pulseira feita à mão por Érika, surpresa pela dedicação da moça em se preocupar com um detalhe como aquele. Certamente ela não era uma amante como as das novelas, filmes e livros. Era uma jovem forte, trabalhadora, dedicada, atenciosa. Não merecia a infelicidade de ter conhecido um traste como aquele homem. "Um traste que é meu próprio pai", pensou, abalada:

- Você... não merece...

- Não mereço o quê?

- O que está acontecendo na sua vida.

- Ninguém merece. Mas eu sou quem eu sou, apesar das coisas ruins que me acontecem e não por causa delas. Tento não surtar. Veja o dia de hoje, por exemplo, estava péssimo, tivemos um prejuízo na oficina mais cedo, perdi o ônibus de manhã, esqueci o dinheiro pro almoço... Tudo pra dar errado!

- Aparentemente tudo deu errado mesmo!

- Nem tudo. Nós nos conhecemos hoje. O resto do dia não passa disso: resto.

***

Catarina deixou a residência dos Gonçalves sob protestos do patriarca, insistindo para a jovem ficar para o jantar. O cheiro da comida estava muito atrativo, porém ela sentia que tinha ido longe demais em seu objetivo e necessitava urgentemente escapar dali, daquela casa repleta de pessoas enganadas por seu pai. A sobrecarga de informações e de mentiras a serem desfeitas eram um peso muito grande para ela e ainda por cima tinha o vestibular fracassado, não sabia nem por onde começar a reorganizar as ideias. Entrou no carro com Érika e só ali percebeu que não fugiria tão rápido, pois ela morava distante de sua casa.

- Eu não sei onde você mora.

- É um pouco longe daqui, levamos uns 40 minutos pra chegar até a oficina, mas agora o trânsito deve estar pior.

- Não tem problema. Vamos ouvindo alguma música ou você não quer?

- Pode ser. Você sabia que meu pai viajou hoje de manhã?

- O quê? Não sabia! Não nos falamos muito desde o domingo. Foi alguma emergência?

- Parece que sim. Vocês não se falam todo dia?

- Não, credo! Eu acho inconveniente ficar colada em alguém todo dia. Geralmente nos falamos quando eu sinto muita falta dele ou vice-versa. E tem a questão do meu pai também, ultimamente todo tempo livre que tenho passo só com ele e a minha mãe.

- Você é filha única?

- Sim, que nem você.

- E não se sente solitária às vezes?

- Às vezes, sim. Principalmente quando vamos ao hospital. Seria bom ter mais alguém da família pra ajudar. Também se sente meio sozinha?

- Raramente. Agora, por exemplo, não tem ninguém em casa, mas meio que acostumei.

- Não sei dizer se me sinto mais só quando não tem ninguém em casa ou quando estou rodeada de pessoas sofrendo, como no hospital. Sinto que a tristeza, por mais que tentemos dividir com alguém, acaba sendo sempre particular. Ninguém vai sentir a dor que sinto da mesma forma que eu.

- Nesse caso, não faria diferença ter mais alguém da sua família no hospital contigo...

- Faria, porque mesmo falando assim, saber que tem alguém ao meu lado, querendo dividir um fardo como esse, já demonstra o quanto aquela pessoa me ama, ama tanto que está comigo mesmo que eu não esteja com ela,  mesmo que esteja enfiada em minha dor particular.

- Então o que viu no meu pai?

- Como assim?

- Ele não está aqui pra você agora e aposto que não é a primeira vez que isso acontece. Ele viaja muito.

- Justamente por isso falei que queria alguém da minha família nas idas ao hospital. Sabe, no passado eu tinha um relacionamento que achava que era pra sempre, me doei de corpo e alma. Se a pessoa precisasse de mim a qualquer horário, não importava o que estivesse fazendo, parava e ia. Qualquer momento ruim que ela passasse acabava comigo, qualquer conquista, mínima que fosse, era como minha.

- E o que aconteceu?

- Acabou. Um dia essa pessoa acordou e alguma coisa nela havia mudado, não sei, mas senti. A conversa que tivemos no almoço foi diferente, parecia que só eu estava falando. O toque das mãos foi frio, seco, o beijo de despedida foi no rosto. Meses depois precisei trancar meu curso de psicologia na federal e isso consolidou o fim entre a gente. Aí, entendi. Relacionamentos amorosos vão e vem, não se comparam aos laços familiares. Tento levar o aprendizado para os próximos namoros.

- Hum... ele cursava psicologia com você? Terminou por que você saiu da faculdade? Desculpa, mas é um motivo idiota pra deixar alguém. Eu nunca faria isso com alguém.

- Ahahah, "ele" ...Terminou comigo antes, mesmo sem falar diretamente. Terminamos desde aquele dia estranho. Talvez tenha conhecido outra, preferi não saber mais, não nos vemos há um tempo.

- Érika... O que faria se meu pai fizesse o mesmo? Ou pior, se ele não fosse como você pensa?

- Aí você me pegou, porque mesmo tentando manter essa distância, respeitando os motivos dele em manter nosso namoro em segredo de você e tudo mais... Eu não sei responder sua pergunta, estamos juntos só há seis meses, não me passou pela cabeça terminar... não sei o que faria se ele acordasse "diferente", mas acho que ficaria muito triste, sem dúvidas.

Nesse momento pararam no semáforo, do lado de uma via repleta de postes decorados com iluminações natalinas. Ainda era outubro, mas os empresários de lojas e shoppings sempre se adiantavam em tais decorações. Do lado do motorista, as luzes criavam uma áurea azulada em torno da silhueta de Érika, dando a impressão que ela brilhava junto ao céu escuro daquela noite. Seus olhos castanho-claros, compenetrados no trânsito, refletiam as cores dos faróis dos carros à frente. Catarina nunca tinha visto alguém que ficasse tão maravilhosa só por causa de meras luzes natalinas. Sentiu as orelhas esquentarem e nada entendeu, afinal estava começando a esfriar lá fora. Esquecera o resto das perguntas que tinha e passou o resto do caminho ouvindo Érika falar trivialidades de seu trabalho. Se Audrey perguntasse, no dia seguinte, não saberia explicar como a situação acabou assim.

- O GPS diz que é só dobrar a esquerda e... pronto. Não vou olhar o número, deixe que adivinho qual é a casa!

- 759. Aquele sobrado branco ali.

- Aah, você não sabe brincar, hein? Uau!

- Eu sei, é um exagero de casa para apenas três pessoas morarem. Estaciona ali na frente da fonte.

- Este bairro é como um condomínio fechado gigante, nunca andei por estas bandas!

- É, por isso nunca tive medo em ficar sozinha em casa, aqui são os mesmos vizinhos desde que nasci, eu acho. Antes de ir, quero te pedir um favor!

- Claro!

- Não conta pro meu pai que nos vimos hoje. Deixe-o cuidar disso...

- Pode deixar! Será nosso segredo! Ele vai tomar um baita susto quando perceber que já nos conhecemos, ahahah. Me desculpa por fazer você lembrar de coisas desagradáveis hoje...

- Imagina... tchau!

- Espera! Eu queria... te ver de novo! Sabe, pra nos conhecermos mais antes do seu pai voltar!

- Não sei...

- Aqui, meu número. Me chama se mudar de ideia. Podemos sair juntas, o que quiser. Eu amei te conhecer, mesmo assim, de surpresa!

Catarina salvou o contato de Érika apenas por salvar. Não pensava em vê-la de novo, aquilo seria mais um imbróglio para Rodolfo resolver e esclarecer. Ao descer, percebeu que ela esperava no carro e só partiu ao ver a porta da casa se fechando.

Acendeu as luzes, pensando no dia maluco e na furada que havia se metido, mais uma vez.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

O que vocês acham que vai acontecer nos próximos capítulos? 


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Comentários para 11 - Capitulo 11: Pulseira da sorte:
Lii37
Lii37

Em: 15/09/2020

Oi!! 

Autora vou ser direta kkk Estou gostando muito de sua hístoria!! E, como a colega leitora, concordo. Seu enredo é  muito bom.

Cada escrita é  carregada de digitais, marcas, jeito ( Como queiram chamar) De quem escreve. A tua tem um ritmo, uma cadência muito rica e como diria aos meus alunos...  Vc amarra muy bem.

Tenho duas escritas no Lettera. Mas pouquíssimos comentários e nem por isso penso em mudar. rsrs...

Continue que está interessante e muy bom.

Bjs 

Lii

 


Resposta do autor:

Super agradecida pelo seu comentário, Lii. Já vou ler suas escritas também, devem ser fantásticas. Chega deu um ânimo a mais, valeuuu!

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Naty24
Naty24

Em: 14/09/2020

Oi, digamos que tenho teorias bastante loucas em todas as histórias postas ñ só aqui,como em outros apps. 

 

  -Uma pena ñ valorizaram uma história tão rica como a sua. Digo ñ só apenas na riqueza de detalhes que a compõe,mas o enredo todo.

     Seria audacioso de minha parte como leitora pedir mais um capítulo hj?:) 


Resposta do autor:

Acho que minha história não é tão popular por causa do ritmo mesmo,  porque não tem casal logo de cara, pegação logo de cara. O seu apoio é fenomenal,  temos sorte de ter uma leitora que dá essa força sempre!

Hoje não tem capítulo,  mas amanhã é certeza! Nos vemos!

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Naty24
Naty24

Em: 13/09/2020

Provavelmente ela irá se encontrar novamente com a "amante"

 Pode parecer louco,mas o sonho de Cate meio que é uma realidade distante. Adiante a Érika irá questionar: - Ñ era isso que você queria? Acho q foi assim no sonho


Resposta do autor:

Oi, Naty! Você tem uma excelente visão da história, fico muito feliz :D

Obrigada por favoritar! 

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