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Minha mente esta em seu caos por Tamires Marinho

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Palavras: 1334
Acessos: 662   |  Postado em: 20/07/2020

Capitulo 8

E lá estava eu no terceiro andar de um prédio velho. Bem próximo ao campus da faculdade. Não bati imediatamente na porta, fitei-a, para que assim tivesse tempo de desistir. Poderia dizer que estava de cama, em razão de uma forte gripe e que não desejava contaminar os outros. Mas, quem verdadeiramente se importaria com a minha ausência. A verdade é que ninguém me aguardava ali. Por fim tomei coragem e firmemente com os punhos cerrados bati na porta. O som saiu estridente. Estremeci e senti meus nervos frouxos. Enquanto aguardava senti o corredor grande e frio, estranhamente fantasmagórico. Uma linha somente sem curvas, como um abismo simétrico. As cores das paredes eram escuras  e mesclavam com as cores mais amenas trazidas pelas duas únicas janelas paralelas que permitiam a entrada da luz. O cheiro era de mofo e urina. 

Recordei-me de uma Ana miúda vulnerável e indefesa, que no cair das horas se sentia engolida pela gigantescas paredes do colégio. Enquanto a ciranda de corpo tão miúdos quanto a minha maleta de ossos marchavam com mochilas nas costas e me envolviam numa vertigem assustadora. De repente me senti pequena de novo, não devido a estatura, mas, sobretudo pelo medo. 


“O que eu estou fazendo aqui. Tão diferente de todos… Tão escura, tão estranha, incerta”. Me questiono. 


O nervosismo pressionava a gola da camisa sobre o meu pescoço, indicando o tamanho do meu desconforto. Eu não tinha mais seis anos de modo que era estranha essa coisa de me ver fragilizada diante de qualquer situação nova. Uma Ana adulta me convidava sempre para ir adiante e não se esconder atrás de uma vida ocupada e frenética. Me mantive firme diante da porta, sabendo que não faltava muito para que desaparecesse corredor a fora e voltasse para a minha zona de conforto solitária. Eu sempre estive só, essa era uma verdade ignorada as custas de muita energia. Gostaria apenas de me sentir segura, empoderada, invencível. Mas, a vida é diferente fora do discurso. Espanto-me por me descobrir ainda tão pequena e insignificante, quanto era aos seis anos. A verdade é que o medo faz parte de mim a muito tempo. Desde aqueles dias passados na cama chorando enquanto os gritos de ódio ecoavam na minha cabeça. 

O fluxo de lembranças foi interrompido pelo abrir da porta numa fenda estreita. Desejei que fosse a veterana, mas, quem abriu foi um rapaz que me espreitava curioso, deixando ver unicamente os olhos. Por fim abriu toda a porta. Eu o reconheci do primeiro dia de aula. Tinha entre os meus braços uma caixa de cerveja barata que tampava meu busto avantajado. Os pulso tremiam com o peso, os cotovelos vacilavam. 

Ele abriu espaço me convidando a ir adiante, sorriu. Queria repartir divertimento comigo, achei-o simpático. No entanto sabia pelo seu olhar sobre mim que sua cordialidade era devido a hipersexualização e objetificação que ele enxergava nas formas do meu corpo, na beleza negra, para ele tão exótica. Não me considero privilegiada neste sentido, pois privilégio verdadeiro é ter o corpo respeitado e não objetificado. 

Lembrei que o nome dele era Rafael, pois havia se apresentado. Rafael tinha um nariz pontiagudo, era alto, robusto, com uma mandíbula rústica. Não era belo, mas era branco e isso lhe bastava. Eu adentrei uma sala escura com o rapaz a minha frente olhando-me interrogativamente. 


Pegou a cerveja dos meus braços e perguntou.


“Qual a senha princesa”


“Senha() que senha() Não me deram nenhuma senha -- Respondi 

“Para entrar na festa você precisa de uma senha -- Ele falou demonstrando divertimento.


“A moça que ficou comigo por último não me disse nada sobre isso. -- Já sentia o desespero crescendo em mim.


Quando ouvi passos pelos corredores e visualizei a veterana saindo de um dos quartos. Senti um certo alívio, na certeza que ela explicaria o mal entendido.

“Olha foi ela. -- Apontei para ela que nos fitava. 


Rafael olhou para ela e em resposta ela simplesmente deu de ombros. Meus olhos arderam em decepção. 


“Sinto muito, terá que pagar uma prenda para entrar -- Disse o rapaz.


E sem que eu pudesse balbuciar algo em minha defesa, dois outros jovens apareceram me tacando ovos. E sumiram cômodo adentro gargalhando na ânsia de fugir daquela situação desastrosa escorreguei na sujeira do ovo e fui parar no chão, em um baque surdo e lento, senti o quadril arder de dor. E a primeira gota de suor me despencou da fronte. Tentava me orientar e levantar quando a mão branca e delicada daquela veterana traidora me ofereceu socorro. Recusei orgulhosa e demonstrei profundamente minha chateação


“Você se machucou” - Perguntou com o semblante preocupado


Falsa! Pensei rancorosa. Levantei irritada, estava ali abandonada a minha própria sorte. A veterana, por sua vez, é uma caçadora que ataca sua presa com convicção. Eu sou sua presa alvo. Naquela manhã do trote me cercou desavergonhada, como um urubu que voa em círculos sobre a carniça da uma bicada e voa de novo.


“Aonde você vai.


Cínica! Pensei. E fitei-a com mágoa, segurando o choro. 


“Calma. -- Fez menção de me tocar e eu recuei.


“Vou para casa” 


“Por que! Não vai ficar para a festa”


Só pode ser louca! -- Pensei.


“Você espera que eu fique aqui cheirando a ovo”


Eu já estava beirando a um abismo de indignação. 


“Porque não me disse que tinha uma senha”


“Calma! Não existe senha nenhuma, ninguém me falou sobre isso. É coisa do Rafael esse babaca. Eu não deixaria se soubesse.”


Aquilo ao menos me aliviou. 


“Ok, mas, de qualquer forma tenho que ir. Não posso ficar aqui assim.”


Ela sorriu tão lindamente que eu amoleci e senti minhas bochechas esquentando. Se ela continuar me olhando assim, eu terei que beijá-la… Ai ai Ana! Às vezes parece que você tem titica na cabeça. 


“Gostaria que ficasse. Toma um banho no meu quarto e eu te empresto alguma roupa. Por favor, deixe-me consertar esse mal entendido -- Juntou a mão em súplica. 


Eu fui ficando abobalhada e a raiva deu lugar ao lisonjeio e a felicidade dela insistir pela minha permanência. Cedi e assenti com a cabeça, ela sorriu tão bonito que me hipnotizou. Que diabos é isso que me encanta tanto. A verdade é que tesão é poesia e eu sempre quis ser a poesia de alguém. 

Sua mão pegou a minha e eu desejei ser-lhe trégua em dias de guerra. É como se antes daquele contato eu tivesse um maldito coágulo obstruindo minhas vias aéreas. Ela me puxou delicadamente em direção ao seu quarto e, o balançar dos seus cabelos soltava pra mim doses homeopáticas do seu cheiro. 


“Meu deus, eu queria apenas um beijo, desses lábios tão finos comparados aos meus. Um beijo que me derrubasse e afogasse o desejo.” Pensei


Quando chegamos no seu quarto ela fechou a porta atrás de si e antes de ir pegar alguma roupa que me servisse, me olhou tão profundamente que me senti despir sob os seus olhos. Sabe aquele olhar que aprisiona a alma. Corri rapidamente os olhos por todo o cômodo para ficar no armário da minha memória a plena disposição dos meus devaneios mais sacanas. As paredes eram forradas por um papel de parede claro e bonito, em tons de rosa. Na janela uma persiana entreaberta deixava o sol poente iluminar o cômodo. O mobiliário era novo e moderno. Compunha-se de uma cama de casal grande de aparência cara e saliente, numa madeira boa. Uma mesa de estudos a frente da cama, um espelho na parede, duas cadeiras encostadas, alguns quadros em molduras amarelas… E pronto. Estava tudo muito limpo. Certamente a custo de muito trabalho de outra dona Célia. Nem só um grão de pó se encontrava ali, 

Estávamos sós, e eu queria tirar a roupa e desatar os nós. Queria usar a boca, tanto quanto queria que ela me usasse com a boca. 

Me deu uma muda roupas e antes de sair me abriu um sorriso, 

 

“Te espero lá embaixo” -- Piscou e me deixou atordoada.

Fim do capítulo

Notas finais:

Desculpem-me pelos três meses de abandono... Foram tempos turbulentos. 

Prometo que compensarei os dias sem postagem.


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